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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quem disse que os EUA promovem a NATO «por compreensível sentimento de solidariedade humana»?

(...)

A iniciativa dos Estados Unidos e do Canadá ao promoverem o Pacto do Atlântico Norte veio dar o apoio de força indispensável a uma tal ou qual eficiência da defesa da Europa, ao mesmo tempo que se procurou reanimar a respectiva economia com os auxilios directos dos capitais e da técnica americana. Fazem-no os Estados Unidos por compreensível sentimento de solidariedade humana; fazem-no em virtude das responsabilidades na direcção política do Mundo que a grandeza do seu esforço de guerra lhes granjeou e a alteração do valor relativo das grandes potências inegavelmente lhes impôs; fazem-no ainda por bem conduzido cálculo dos seus interesses materiais e morais. Subvertida a Europa e com esta a África, enfrentada e delimitada a América nos dois oceanos pela potência russa e seus aliados, a América veria uma nova concepção monroísta aplicada de fora para dentro, e, na melhor hipótese, teria de aceitar viver, sem influência ou projecção exterior, no seu próprio continente. O Mundo afigurar-se-lhe-ia por demais reduzido e, no seu conceito, o homem dolorosamente amputado em atributos indispensáveis à beleza e dignidade da vida.

É a esta luz que me parece dever encarar-se o Pacto do Atlântico e ver-se nele fonte provável de outros desenvolvimentos futuros. A hesitação da doutrina, a fluidez dos preceitos, o impreciso de certas fórmulas, que saltam ao exame minucioso do texto, não se devem considerar filhos da falta de clareza na visão dos problemas, mas da natural indecisão dos começos, do desejo de evitar as maiores reacções internas ou externas ou até da inadaptação da máquina constitucional ao exercício de tão vasta acção. Mas as realidades mandam e impor-se-ão fatalmente nos momentos decisivos da história euroamericana, que para os próximos decénios se me afigura comum.

(...)

A. O. Salazar na Assembleia Nacional em 25 de Julho de 1949

60 anos depois, 4 de Abril de 2009

Mas uns dias antes tinha Luís Amado dito: «Não vejo condições nas actuais circunstâncias para a NATO ser o polícia do mundo, um noção que foi perspectivada por muitos líderes europeus (...) a ideia de defendermos os nossos valores é diferente de lutar por impor esses valores».

Vamos lá a ver:

vai ser reforçada a presença militar portuguesa no Afeganistão para que a NATO deixe de ser o polícia do mundo? [«polícia» é eufemismo...]

Será para ir «ensinar" aos afegãos quais são os «atributos indispensáveis à beleza e dignidade da vida»?

Ler:

etc., etc., etc.
 

Hoje, como há 60 anos, estão todos movidos por

um compreensível sentimento de solidariedade humana!

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                      

                                                                   

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