Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

As comemorações do 1º de Maio, os incidentes em Lisboa e a situação política actual

I


As comemorações do 1º de Maio realizadas em todo o país pela CGTP-IN, pela sua dimensão e participação, confirmaram o amplo e profundo descontentamento dos trabalhadores com a política do Governo PS, a necessidade de mudança de rumo na actual situação nacional e uma inabalável determinação e confiança dos trabalhadores e do Povo português em prosseguir a luta por uma vida melhor.

Num momento em que o país vive uma grave crise – da responsabilidade de mais de 33 anos de políticas de direita de PS, PSD e CDS-PP - , a presença combativa e serena de milhares de trabalhadores nas ruas, constitui uma afirmação de que não prescindem de exigir o aumento dos salários, a defesa do emprego com direitos, o combate à precariedade, a revogação dos aspectos mais gravosos da actual legislação laboral, o acesso à saúde, à educação e à segurança social pública e universal.

Para o PCP o país não está condenado ao desemprego, à precariedade, aos baixos salários, às injustiças sociais, ou à corrupção. A situação a que o país chegou - mais desigual, mais injusto, mais dependente e menos democrático – só pode ser alterada com a ruptura com a política de direita que o PCP e a CDU propõem ao país.


II


O PCP ao mesmo tempo que reafirma a sua discordância e lamenta os incidentes verificados em Lisboa – num acto isolado de alguns manifestantes e que só responsabiliza os próprios – manifesta a sua perplexidade e rejeita as insistentes acusações, insultos, provocações e calúnias dirigidas desde a primeira hora pela direcção do PS contra o PCP.

A clara instrumentalização destes incidentes por parte do PS – posição que seguramente não é acompanhada por muitos socialistas - numa operação com objectivos claramente eleitoralistas, visa não apenas a sua vitimização, mas sobretudo a tentativa de esconder a dimensão do protesto e da luta neste 1º Maio, atacar o PCP e o movimento sindical unitário, de fugir ao debate e às responsabilidades do Governo PS na actual situação do país.

Com a instrumentalização destes incidentes, o Governo PS, como as declarações de José Sócrates revelam, procura fazer um ajuste de contas com a força política que de forma clara e determinada tem combatido a sua política. Um ajuste de contas com aqueles que ao lado dos trabalhadores e do Povo, têm sido a verdadeira oposição ao Governo nas palavras e nos actos. Na prática o reconhecimento do papel insubstituível do PCP que perante as injustiças sociais, perante a arrogância da maioria absoluta do PS, esclareceu, animou, mobilizou e deu confiança aos trabalhadores e ao Povo português e impediu que a ofensiva contra os seus direitos tivesse ido mais longe.

Como bem sabe o PS, o PCP não pede desculpas por situações sobre as quais não tem qualquer responsabilidade.

Reafirmamos que desculpas deve-as o PS ao PCP pelas afirmações insultuosas que lhe dirigiu. Desculpas, deve-as o PS sobretudo aos trabalhadores e ao Povo português, àqueles que ficaram sem emprego, aos que vivem com baixos salários, aos que o dinheiro não chega para pagar as despesas, aos jovens empurrados para a precariedade e insegurança, às populações a quem encerraram serviços públicos, aos pequenos empresários arruinados nos últimos anos, a todos os que sofrem com a política injusta deste Governo.

Quando muitos insistem na maioria absoluta, ou admitem a possibilidade de um entendimento entre PS e PSD, para garantir no essencial a continuidade da política de direita, compreende-se melhor a dimensão do ataque que está a ser dirigido contra o Partido Comunista Português, a força sem a qual não é possível construir uma política alternativa que rompa com mais de 33 anos de política de direita e dê resposta aos problemas dos trabalhadores e do Povo, construindo um Portugal com futuro.

 

III


O PCP reafirma que não se deixará condicionar ou intimidar na sua intervenção e luta, nas milhares de acções de campanha que tem previstas, no contacto que realizará com os trabalhadores, com a juventude, com os agricultores, com os pequenos empresários, com todos aqueles que justamente aspiram a uma vida melhor.  

A realização no próximo dia 23 de Maio em Lisboa, da Marcha - Protesto  Confiança e Luta. Nova Política – Uma vida Melhor, promovida no âmbito da CDU, constituirá a mais cabal resposta àqueles que procuram condicionar a exigência de uma ruptura com a política de direita, uma comprovada afirmação de que é ao lado do PCP e da CDU que estão muitos dos que ao longo dos últimos anos têm combatido o Governo PS, e uma renovada afirmação de confiança na mudança de políticas que os trabalhadores e o Povo português reclamam.

(sublinhados meus)

                                      

In Conferência de Imprensa do PCP com Vasco Cardoso, da Comissão Política do CC do PCP

                                                              

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    K

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    W

    X

    Y

    Z

    Arquivo

    1. 2023
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2022
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2021
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2020
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2019
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2018
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2017
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2016
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2015
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2014
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2013
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2012
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2011
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2010
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2009
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2008
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D
    209. 2007
    210. J
    211. F
    212. M
    213. A
    214. M
    215. J
    216. J
    217. A
    218. S
    219. O
    220. N
    221. D