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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Lutar e Vencer - Julho 2009

O André Levy da «Jangada de Pedra» continua a fazer o levantamento das lutas dos trabalhadores em Portugal.

São muitas as lutas, mas escassa a sua cobertura mediática. Com algumas excepções, as lutas dos trabalhadores e populações recebem pouca atenção, ou atenção pouco esclarecedora. Felizmente, há um local onde há acesso garantido a notícias sobre as lutas dos trabalhadores portugueses: o jornal , o orgão central do Partido Comunista Português. Muita da informação abaixo foi recolhida das páginas do e do sitio da CGTP-IN. (Ver lutas de 2006, 2007, Jan a Abril de 2008, Maio a Dez de 2008). 

Aqui fica, mês a mês, a lista de 2009.

                                                        

JULHO/2009 

  • Concentração e plenário dos trabalhadores da Cimianto (1/7), exigindo a viabilização da empresa, que se encontra paralisada desde a entrada do processo de insolvência por parte da Administração. Continuam também a ocupar os seus postos de trabalho diariamente e a recusar a suspensão dos contratos, contrariando a pressão patronal que lhes continua a ser feita.

  • Denúncia (1/7) por mais de uma centena de trabalhadores do Grupo Jerónimo Martins Retalho, que inclui Pingo Doce, Feira Nova e Gestiretalho, do atropelo aos seus direitos e exigiram à administração da empresa, que não os recebe desde Março de 2007. Depois do plenário desfilaram pelas ruas de Lisboa até à sede do grupo, nas Amoreirias, onde a administração se recusou a receber um abaixo-assinado, com 4396 assinaturas, a exigir respeito pelos direitos e diálogo por parte da administração.

  • Deslocação (2/7) de uma delegação de trabalhadores de Castelo Branco à residência oficial do Primeiro-ministro para exigir o agendamento de uma audiência para analisar a situação económica, social e laboral do Distrito.

  • Concentração de dirigentes e activistas sindicais da PSP (2/7), junto da residência oficial do primeiro-ministro, tendo sido entregue documento ao cuidado de José Sócrates, alertando para «o descontentamento crescente» na PSP e apelando a que o chefe do Governo intervenha para que seja revisto o processo de aprovação do Estatuto Profissional.

  • Até à sua saída, o Ministro da Economia, Manuel Pinho, foi mentindo aos trabalhadores das minas de Aljustrel. No dia 2/7 afirmou que nas minas tinham sido criados 130 postos de trabalho, mas desde Fevereiro, a Pirites Alentejanas admitiu apenas 28 trabalhadores e o empreiteiro admitiu 42, um total de apenas104.

  • Tribuna Pública dos trabalhadores da IFM–Platex (3/7), junto à Câmara Municipal de Tomar para sensibilizar as entidades oficiais e população para a sua luta em defesa dos salários e pela manutenção dos postos de trabalho. Em lay-off desde 26 de Maio, a meio tempo (trabalham 15 dias e param 15 rotativamente).

  • Greve por tempo indeterminado(4-/7) dos trabalhadores da Facol, pelo pagamento das indemnizações em atraso.

  • Greve de 2 horas diárias (6-8/7) dos trabalhadores da Fábrica de Santa´nna (Boa Hora/Lisboa), para reclamar a negociação dos aumentos salariais.

  • Concentração de Motoristas Profissionais (8/7), em frente ao Ministério dos Transportes, com o objectivo de exigir a alteração do novo diploma para aquisição de Certificado de Aptidão Profissional, Carta de Qualificação de Motorista e Formação contínua obrigatória.

  • A poucas horas de se iniciar uma greve de quatro dias, (9-12/7) de Julho, a administração do Hotel Marriott, em Lisboa, e o Sindicato da Hotelaria do Sul chegaram a acordo acerca da actualização salarial.

  • Vigília (9-/7)por tempo indeterminado dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, contra a redução de postos de trabalho no estaleiro e contra a eroposta de Acordo de Cedência de Interesse Público apresentada pela Arsenal do Alfeite SA.

  • Concentração de activistas sindicais do sector virdeiro (10,13, 29/7), junto à Covilis, Póvoa de Santa Iria, reclamando o regresso à produção na Saint Gobain Glass (ex-Covina) e o fim do lay-off.

  • Tribuna Pública dos trabalhadores da João Salvador (10/7), junto à CM Tomar, para reclamar o pagamento dos salários em atraso desde Abril e o subsídio de Natal.

  • Concentração dos trabalhadores da Cimianto (14/7), junto à C. M. Vila Franca de Xira, para reclamar a defesa do emprego e o pagamento dos salários em atraso.

  • Adiada a Greve e Concentração/Vigilia (15/7) dos trabalhadores da EMEL, contra a falta de condições de higiene e segurança no trabalho e para exigir o retomar de negociações do Acordo de Empresa, depois de a empresa ter assumido o compromisso de resolver os problemas até Setembro.

  • Tribuna Pública (15/7), no Porto, com o lema “A Grave Situação Social no Distrito do Porto. Trabalhadores Exigem Respostas Sérias”, para denunciar a grave situação social do distrito do Porto, e avançar com um conjunto de exigências dos trabalhadores para que se trave e inverta o sentido do abismo a que as opções políticas e económicas estão a conduzir a região. 

  • Concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais da FECTRANS (16/7), empresas de transportes e comunicações, e deslocação à residência oficial do Primeiro-ministro.

  • Trabalhadores da mobilidade especial em vigília (16/7) à porta do Ministério da Agricultura,para exigir a imediata recolocação dos trabalhadores da mobilidade especial no Ministério da Agricultura.

  • Greve e manifestação dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite (16/7), junto M. Defesa, em luta pela defesa dos postos de trabalho e dos direitos.

  • Prevista greve de 24 horas (17/7) dos trabalhadores das empresas municipais, privadas ou outras que prestam serviços públicos na Administração Local, abrangendo os trabalhadores das autarquias que aí desempenham funções mas a quem ainda não foi garantido o direito de negociação do acordo de cedência de interesse público, figura de mobilidade que enquadra a sua requisição naquelas empresas. A greve foi suspensa porque, na véspera, as autarquias envolvidas manifestaram disponibilidade para negociar com o sindicato.

  • Greve dos Trabalhadores da Vimágua (17/7), exigindo acordo escrito por cedência de interesse público.

  • Greve dos guardas prisionais (17-7), depois de outra cumprida nos dias 6 e 8/7, com adesão de quase 100%, pelo Ministério da Justiça continuar sem responder às reivindicações destes guardas, e pelo respeito pelo seu estatuto profissional, particularmente pelas condições de aposentação, de apoio à saúde e pelo seu quadro remuneratório.

  • Vigília de 24 horas dos trabalhadores da Facol pelo pagamento das indemnizações em atraso (17/7)

  • Concentração de trabalhadores da CP Carga (23/7), junto ao Ministério dos Transportes, na defesa dos postos de trabalho e direitos dos trabalhadores

  • Concentração de dirigentes, delegados e activistas sindicais Limpeza industrial (23/7), junto à ACT, em Lisboa, para exigir uma rápida intervenção da entidade fiscalizadora para pôr cobro à discriminação salarial que grassa no sector. empresas como a Iberlim, a ISS, a Safira, o Grupo Vadeca, a Limpotécnica, a Servilimpe-Serlima e a Climex não estão a aplicar aos associados do sindicato do sector (STAD/CGTP-IN) os novos valores dos salários. Na limpeza hospitalar, por exemplo, está em causa a aplicação de um salário de 470 euros, com efeitos desde Novembro de 2008.

  • Greve por tempo indeterminado(23-/7), dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, pela salvaguarda dos postos de trabalho e defesa dos direitos.

  • Greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da Empresa João Salvador, pelo pagamento dos salários em atraso, e em defesa dos postos de trabalho e dos seus direitos.

  • Protesto dos trabalhadores Corticeiros (27-31/7), frente à APCOR com o lema “ Maratona de Protesto pelo Emprego e pela Justa Valorização dos Salários ”, com a participação dos trabalhadores das empresas: Facol, Oliveira e Sousa e Grupo Suberbus.

  • Concentração de trabalhadores que leccionam no estrangeiro (28/7), junto à residência oficial do Primeiro-ministro para protestarem pelos salários dos docentes em exercício no Ensino Português no Estrangeiro (EPE) não terem sido actualizados conforme deveria ter acontecido na sequência da negociação que decorreu com o Ministério da Educação.

  • Plenário público de solidariedade para com trabalhadora da Fersoni, Fátima Coelho (29/7), vitima de repressão e assédio continuado.

  • Plenário Geral de Trabalhadores da Saint Gobain Glass (29/7), à porta da Covina Plenário, para exigir o arranque do forno e dizer NÃO a mais lay-off, em defesa dos postos de trabalho, do aparelho produtivo e da economia nacional.

  • Acção de protesto em Sines de dirigentes, delegados e activistas sindicais (29/7), para denunciar o incumprimento dos investimento "na Petrogal, na Repsol e na fábrica da Artenius" em Sines, e "perguntar para onde foram" os "investimentos anunciados" pelo governo para a região. Nenhum dos investimentos foi feito e os 5 mil empregos prometidos não existem.

  • A Portucel Viana foi condenada a pagar uma coima de 44 891 euros e as quantias em dívida a trabalhadores e Segurança Social, pelo Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, que considerou que a empresa retirou ilegitimamente o «prémio de resultados» a trabalhadores que aderiram às greves realizadas em 2007, em defesa do complemento de reforma.

  • Concentração de Polícias Municipais (30/7), junto à sede da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Coimbra, em protesto contra a atitude prepotente do governo e exigindo o direito ao vínculo de nomeação, à carreira, às remunerações e condições de trabalho.

  • Acção de Reivindicação dos trabalhadores da Administração Pública (31/7), junto ao Ministério das Finanças, contra a política anti-trabalhadores e de degradação dos serviços públicos, levada a cabo pelo Governo do PS, e de apoio à Contraproposta ao Acordo Colectivo de Carreiras Gerais que a FC vai entregar no Ministério das Finanças.

In  blog "Jangada de Pedra"
                                      

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