Quarta-feira, 18 de Agosto de 2010
É assim que opina Jorge Ivan Palácio, em resposta a uma petição para declarar inconstitucional a instalação das sete bases militares de Washington. Para o jurista do Tribunal Constitucional, a sua aprovação corresponde ao parlamento (não ao governo) e pediu um período de um ano para que se cumpram os prazos constitucionais. O juiz afirma que se trata de um novo acordo militar e não a continuação de um anterior já assinado. De facto, a Sala de Consulta do Conselho de Estado já tinha afirmado a necessidade de que o acordo contasse com a aprovação do legislativo, porque as condições que o rodeavam não estavam dentro dos parâmetros do acordo de cooperação bilateral já existente. Essa não foi a opinião de Uribe Vélez, que passou descaradamente por cima da recomendação de vários advogados. O Tribunal tem até 17 de Agosto para decidir sobre a tese do magistrado.
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De
Levy a 18 de Agosto de 2010 às 03:27
Toda essa postagem acerca da Colômbia é para preparar o terreno à vinda das FARC à Festa do Avante, ou é apenas por falta de assunto?
De
Levy a 18 de Agosto de 2010 às 22:16
Boa noite Vilarigues,
Não ponha entre aspas, porque foi mesmo uma provocação. E não se zangue :) Aliás, pouco mais acrescento que esta pequena provocação, porque eu de Colômbia nada percebo, e evito falar do que não sei. A única coisa que sei, é que o PCP anda de braço dado com uma organização terrorista chamada chamada FARC . .
Lamento é que mais uma vez meta Israel na conversa. Isso sim é falta de assunto.
Boa noite Levy,
Constato que não leu o que escrevi sobre a Colômbia.
Se tivesse lido saberia que as FARC só passaram a «organização terrorista» depois do 11 de Setembro de 2001 por decisão de Bush e a pedido expresso de Uribe.
Saberia que em 1985 as FARC empreenderam, no seio da União Patriótica um processo de cessação de hostilidades e de pacificação. Contra a UP foi desencadeada uma operação de extermínio por parte de grupos narcotraficantes, militares e paramilitares de direita e extrema-direita. Para as forças democráticas da Colômbia significou candidatos presidenciais, presidentes de câmaras, autarcas, sindicalistas, dirigentes associativos assassinados aos milhares. De forma selectiva nuns casos. Indiscriminadamente noutros.
Saberia estes dados da terceira Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU:
Desde 2002 mais de 1 milhão e 750 mil colombianos foram deslocados à força, num total de 4 milhões de deslocados internos numa população de 45 milhões). Entre Julho de 2002 e Dezembro de 2007, pelo menos 13.634 civis (7 por dia…) perderam a vida, À MARGEM DE QUAISQUER COMBATES, em consequência da violência sociopolítica. Destas 13.634 pessoas, 1.477 «desapareceram» de forma violenta. Em 8.049 casos o autor das violações é conhecido: 75,4 por cento são responsabilidade do Estado. Seja por actuação directa dos seus agentes – 1.411 vítimas, 17,53 por cento. Seja por tolerância ou apoio às violações cometidas por paramilitares – 4.658 vítimas, 57,87 por cento. O número de desaparecidos ronda os 30 mil.
Os atentados à vida, à liberdade e à integridade física dos sindicalistas na Colômbia atingiram o número de 2.402. O assassinato de mais de 430 dirigentes sindicais só na vigência do actual governo, demonstra que não existe uma mudança estrutural na violência anti-sindical. O país é campeão do mundo em assassinatos de sindicalistas e de jornalistas: mais de METADE dos sindicalistas assassinados em todo o mundo. Mantém-se a violência política contra os povos indígenas. Mais de 1.750 vítimas membros das suas comunidades são a prova.
A situação de pobreza afecta 66 por cento da população colombiana. A indigência atinge outros 8 milhões de pessoas. A Colômbia ocupa o terceiro lugar nos índices de maior desigualdade na América Latina, depois do Haiti e do Brasil.
Saberia que o comandante-chefe do Exército, general Mário Montoya, bem como 27 oficiais e sargentos em 2008 foram forçados a demitir-se. Tinham apresentados à comunicação social os cadáveres de jovens camponeses assassinados como sendo guerrilheiros abatidos em combate. Soube-se depois que, numa tétrica e miserável encenação, lhes tinham sido vestidos uniformes das FARC
Saberia que Nelson Mandela foi considerado «terrorista» pelo Departamento de Estado dos EUA até 2008 (aos 89 anos de idade) tal como o ANC: http://ocastendo.blogs.sapo.pt/335954.html.
Para terminar. O meu comentário sobre Israel é pura e simplesmente a constatação de uma realidade. Gostemos (eu e o Levy) nós ou não...
Desculpe lá Levy, mas também é importante:
Saberia que as primeiras guerrilhas na Colômbia surgiram em 1950 e até Setembro de 2001 nunca foram consideradas «terroristas».
Saberia que em Fevereiro de 2001, Manuel Marulanda, líder histórico das FARC, recebeu um «medalhão de paz». De um lado tinha imagens religiosas e do outro uma inscrição em latim: «Na Verdade está a Paz». Quem entregou o medalhão ao chefe guerrilheiro foi Andrés Pastrana, presidente colombiano. Interessante, mas não é tudo. Pastrana fê-lo a pedido de... João Paulo II.
Por agora ficamos por aqui...



De
Levy a 18 de Agosto de 2010 às 23:37
Estou esmagado. Eu julgar que eram uns pérfidos terroristas, afinal são uns meninos de coro... Só não percebo é que porque é que este ano não vêm à Festa...
Bom dia Levy,
Os dados estão errados? Os factos não correspondem à realidade?
A realidade é mesmo uma «chata», não é?...
De Jorge a 18 de Agosto de 2010 às 14:57
E você ainda não sabe tudo, caro Levy. Na «Festa do Avante!» planeia-se injuriar Portugal, deitar peçonha no Alviela e dinamitar a estátua de Camões! Confirme aqui:
http://ocastendo.blogs.sapo.pt/594093.html
Este post serve para preparar o terreno...
E vai lá estar, mais uma vez!, o temível bei de Tunes. Isto é uma confidência que lhe faço...
De
Levy a 18 de Agosto de 2010 às 22:10
Caro Jorge,
Sobre festas do Avante estou bem informado. Fui a muitas e vi como era.
De Jorge a 18 de Agosto de 2010 às 23:16
Caro Levy,
Então você viu como era a «Festa do Avante!» e os monstros ainda não estão no Santo Ofício? Não basta trazê-los de olho – é preciso agir!
[http://ocastendo.blogs.sapo.pt/589392.html]
É melhor você entregar o caso ao «Narco 82»
[http://ocastendo.blogs.sapo.pt/883194.html],
que, como sabe, está agora numa comissão encarregada de investigar um crime/massacre cometido por um país cujo nome você acha que não se pode meter nesta conversa... Como inquisidor deve ser do melhor que há.
[http://www.rebelion.org/noticia.php?id=111090&titular=a-los-sufridos-palestinos-solo-les-faltaba-álvaro-uribe-]
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