Quinta-feira, 11 de Março de 2010

Quem propõe «a força militar» como um dos «instrumentos de acção externa» da União Europeia?

      A propor «a força militar» como «instrumento de acção externa» da União Europeia, podia ter sido José Manuel Barroso, o vidente! O homem sempre é Durão...Podia ter sido, mas não é dele que estamos a falar. Podia ter sido Durão até porque a pessoa de que estamos a falar foi correligionária dele. 

Essa pessoa também não foi nenhum dos irmãos Dupondt (ou serão os velhos dos marretas?): Augusto Santos Silva ou Luís Amado. Nem podiam ser eles, «extremistas» como são!

     Pela pessoa em questão ficamos a saber (se não sabíamos já) que o Tratado de Lisboa tem uma «"cláusula de defesa mútua", uma passagem que efectivamente transforma a União Europeia numa espécie de aliança de defesa colectiva comparável à NATO». Na conferência (porque de uma conferência se trata) o autor (ou autora...) afirma ainda cristalinamente que «a construção de uma Europa da Defesa forte só poderá contribuir para um pilar europeu da NATO forte

     A pessoa que faz esta conferência gosta de passar por muito boazinha, e toda ela se esforrica para dar a entender que isto tudo - Nato, força militar europeia - é feito com a melhor das intenções! Quantos inocentes é que estas suas palavras vão matar?

     Enfim, não nos macemos mais, aqueles que querem ver o documento todo, espreitem aqui: IESM.doc

     E é «isto» que o PS tem mais à esquerda! Como deve ser bom gostar do PS! O meu amor porém não tem bondade alguma.

Publicado neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

 Adenda em 14/03/2010  às 00h55m:

                                               

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publicado por António Vilarigues às 00:03
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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Quem é que «não exclui (...) um ataque inicial nuclear»?

Não, não é o «Eixo do mal»!

    Fomos falar com uma especialista (1) em assuntos europeus, estratégicos e autárquicos:

«A NATO, essa sim, discute arsenais nucleares — essencialmente o chapéu-de-chuva nuclear americano — e até tem a sua própria doutrina e planos de contingência nucleares. O problema neste momento é a ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO que não exclui um first strike nuclear — um ataque inicial nuclear. Este posicionamento revela uma mentalidade ultrapassada de Guerra Fria, quando a vantagem da União Soviética no domínio do armamento convencional levou a Aliança a manter aberta a opção do Na verdade, a NATO paga um preço elevado por uma ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa.

Primeiro, a opção de first strike demonstra a amigos e inimigos, em todo o mundo, que as armas nucleares ainda assumem um papel central no pensamento estratégico do Ocidente; ela representa assim um obstáculo estrutural à plena implementação do Artigo VI do TNP, que impõe o gradual desarmamento às potências nucleares, e contribui para colocar as armas nucleares no topo da lista dos objectivos de qualquer potência aspirante. Segundo, este posicionamento nuclear legitima a presença de mais de 400 armas nucleares tácticas americanas em solo europeu. Estas relíquias da Guerra Fria são, consideram unanimemente os especialistas, as mais fáceis de roubar e proliferar...»

     Dois pequenos apontamentos:

1. Frases como «ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO», «mentalidade ultrapassada de Guerra Fria», «ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa», etc., servem para justificar a existência da NATO no tempo da URSS, são elas mesmas ambíguas e pretendem fazer crer que se pode mudar a natureza ao escorpião.

2. Não seria «um primeiro ataque nuclear». Seria o terceiro!

(1) A NATO e as armas nucleares - A Aba da Causa

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

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publicado por António Vilarigues às 12:07
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

Rejeitamos qualquer tentativa de introdução (...) de impostos europeus (actualização)

    Foi actualizado o post «Rejeitamos qualquer tentativa de introdução (...) de impostos europeus» com a inserção de dois novos textos.

                                         

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publicado por António Vilarigues às 18:07
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Domingo, 31 de Maio de 2009

«Rejeitamos qualquer tentativa de introdução (...) de impostos europeus»

    A propósito da célebre tirada de Vital Moreira sobre o imposto europeu (ver, por exemplo, Vital Moreira propõe criação de imposto europeu), a sua colega de lista Ana Gomes na sua disputa com outro candidato resolveu divulgar parte do Relatório Lamassoure em inglês! Na UE existem tradutores e traduções oficiais. Aqui fornecemos, graciosamente, o mesmo texto em português! Pronto, foi difícil, custou, mas lá chegámos após espremermos os miolos. Era clicar num "botão" que diz "pt" no canto superior direito!

Depois de tal árdua operação ainda clicámos em Declarações de voto. E, adivinhem lá, descobrimos esta declaração do Pedro Guerreiro:
     Pedro Guerreiro (GUE/NGL), por escrito. «O PE pretende abrir o debate em torno dos recursos próprios da UE, antecipando a discussão que se irá realizar em 2008/2009, possibilitado pela cláusula de revisão prevista no Acordo Interinstitucional para as Perspectivas Financeiras 2007/2013.

Partindo da crítica ao actual sistema, que antes sancionou, e questionando a regra de unanimidade no Conselho - necessária para qualquer alteração -, o PE sugere canalizar, a prazo, para o orçamento da UE uma parte ou a totalidade das receitas de impostos já cobrados nos Estados-Membros, não descartando a introdução de novos impostos para esse fim. Isto, porque, de acordo com os parlamentos nacionais, "a curto prazo, é ainda prematuro ter um imposto genuinamente europeu".

Pela nossa parte, rejeitamos qualquer tentativa de introdução, de forma directa ou encapotada, de impostos europeus, seja a curto ou a longo prazo.

Consideramos que um sistema de recursos próprios justo deve ter por base as contribuições nacionais de acordo com a riqueza relativa de cada país (a partir do seu RNB), caminhando para que o esforço na contribuição orçamental seja semelhante para todos os cidadãos dos diferentes Estados-Membros da UE, assegurando-se um adequado papel redistributivo do orçamento comunitário, tendo como prioridade a convergência real e uma efectiva coesão económica e social.»

    Mas acontece que as pessoas não percebem isto em português e como não queremos ficar atrás de Ana Gomes aqui vai a mesma frase em alemão, em holandês, em francês e em inglês:

Wir lehnen allerdings jegliche Versuche ab, europäische Steuern direkt oder indirekt, kurz- oder langfristig einzuführen.

Wij verzetten ons tegen elke poging om of op de korte of op de lange termijn directe of indirecte Europese belastingen in te voeren.

Nous rejetons toute tentative d’introduire des taxes européennes, que ce soit directement ou en secret, à court ou à long terme.

We reject any attempt to introduce European taxes, either directly or covertly, either in the short or long term.

Está claro? É que se não estiver claro também existe noutras línguas... Nós, europeus, somos assim.

   

     Especialmente dedicado a estes poliglotas aqui vai esta canção do Rui Veloso com texto do Carlos Tê:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Adenda em 10/06/2009 às18h05m:

                                                

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publicado por António Vilarigues às 12:03
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