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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

1º Maio 1962

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«Assinalamos neste 1º de Maio o 50º aniversário duma importante jornada de massas contra o fascismo – o 1º de Maio de 1962 – que ficará na história da resistência antifascista, em Portugal, como um marco da luta da classe operária e de todos os trabalhadores, dos democratas e patriotas contra a exploração e a opressão, pela liberdade e a democracia.»

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António Alves Redol (29 de Dezembro de 1911 / 29 de Novembro de 1969)

Um escritor comprometido com o povo e a sua cultura

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(...)

Como escritor, Alves Redol ficará na história, em primeiro lugar, como o autor do primeiro romance do neo-realismo português – Gaibéus – e, depois, por uma vasta e diversificada obra literária: romances, contos, teatro, histórias infantis, ensaios, que marcaram impressivamente a nossa literatura e fazem dele um nome maior da história da cultura portuguesa.

Com Gaibéus, Fanga, Avieiros, Vindimas de Sangue, Uma Fenda na Muralha, A Barca dos Sete Lemes, Barranco de Cegos, entre outras obras, Redol trouxe para a literatura os problemas dos trabalhadores, os seus anseios, as suas aspirações, as suas lutas. Nos seus romances, nos seus contos, nas suas peças de teatro, ele toma partido: com o seu talento, com a sua inteligência, com a sua sensibilidade, toma inequivocamente o partido dos explorados, dos oprimidos, dos humilhados e ofendidos, contra os exploradores e os opressores. E sabemos as implicações decorrentes de tal opção naquele tempo de ausência total de liberdade.

Não foi por acaso que Alves Redol conheceu por duas vezes a brutalidade da PIDE – como não foi obra do acaso o facto de ele ter sido o único escritor português obrigado a submeter os seus romances à censura prévia dos esbirros fascistas.

(...)

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Para Ouvir e Ver:

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Faleceu o Professor Ruy Eugénio Pinto

   

«O bioquímico português Ruy Eugénio Pinto, considerado um dos pais da primeira licenciatura em Bioquímica do País, morreu ontem aos 84 anos em Lisboa, vítima de doença prolongada.
O cientista e professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa eraum espírito livre e uma pessoa sem fronteirascontou ao Ciência Hoje Miguel Castanho, professor e presidente da Sociedade Portuguesa de Bioquímica».

O Professor Ruy Eugénio Pinto era um antifascista de longa data e militante do Partido Comunista Português nos últimos 35 anos

                                                                                                                                

Soeiro Pereira Gomes - Um militante que era escritor

     Soeiro Pereira Gomes é o nome de um escritor que era militante comunista ou de um militante comunista que era escritor? Soeiro Pereira Gomes foi alguém, um indivíduo concreto, que foi indissociavelmente uma e outra coisa, que construíu com a sua vida essa unidade íntima de duas qualidades distintas, num período histórico difícil mas exaltante.

Joaquim Soeiro Pereira Gomes nasceu há 100 anos, em 14 de abril de 1909, em Gestaçô, concelho de Baião, no distrito do Porto. Morreu há 60, em 5 de Dezembro de 1949, em Lisboa. Morreu relativamente jovem, alguns meses depois de ter feito 40 anos.

100º Aniversário do nascimento de Soeiro Pereira Gomes

    A vida e obra de Soeiro Pereira Gomes constituem um todo no qual está sempre presente o seu ideal de justiça social, de liberdade e de paz, e cuja perspectiva é sempre a do derrubamento do fascismo, da conquista da liberdade e da construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.

                                                                             

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