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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Absurdo sem limites

Barack Obama_dança

Afirmou Obama em conferência de imprensa: «Temos uma posição muito firme sobre a necessidade de preservar princípios internacionais fundamentais. E um desses princípios é o de que não se invadem outros países, nem se financiam agentes, nem se lhes dá apoios que conduzam à divisão de um país que tem mecanismos para eleições democráticas» (Reuters, 16.11.14.

 

É preciso não ter vergonha na cara...

 

Entrevista a René González - «Sentimo-nos heróis como qualquer cubano»

   René González, preso e condenado pelos EUA num processo político, esteve na Festa do «Avante!». Ao Órgão Central do PCP, o patriota cubano, libertado após cumprir a sentença, rejeitou ser um arquétipo e sublinhou a heroicidade de Cuba e do seu povo; denunciou os EUA como os principais promotores do terrorismo e explicou como resistiram os cinco anti-terroristas, três dos quais (Antonio, Ramón e Gerardo) permanecem encarcerados apesar da crescente exigência da sua libertação, pelo que, nota, «este é o momento para que o governo norte-americano tome a decisão correcta: aplicar a justiça e libertá-los». 

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Publicado neste blogue:

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Encruzilhada...

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Há dois anos e meio, no Egipto, um poderoso levantamento popular obrigou a Casa Branca a deixar cair um dos seus mais fiéis ditadores de serviço na região. Mas Washington tudo fez para não deixar «cair na rua» o «seu» poder económico e militar no Egipto. Os períodos que se seguiram: de designação da junta militar que asseguraria a transição «democrática»; de preparação das eleições parlamentares de Novembro de 2011 e das eleições presidenciais de Maio e Junho de 2012, demonstraram como o imperialismo, e em particular o imperialismo norte-americano, agiu sempre com dois objectivos: manter nas «fiéis» elites militares o grosso do poder económico, político e militar do país e, simultaneamente, encontrar as «soluções políticas» que assegurassem que o poder saído da «transição» não poria em causa o edifício de poder imperialista na economia, na política e no exército egípcios. Foi assim que a Irmandade Muçulmana chegou a poder. A realidade dirá quais as principais razões do seu violento afastamento do poder por via do golpe militar que instrumentalizou a justa revolta popular pela política e pela linha de «islamização» da constituição que os irmãos muçulmanos levavam a cabo. Mas entre elas poderá figurar a de a «missão» da direita islâmica já não servir tão fielmente a táctica do imperialismo.

É à luz desta realidade que se devem observar os mais recentes acontecimentos: como o golpe de Estado militar afecto ao anterior regime, a anunciada libertação de Mubarak, as prisões em massa de dirigentes políticos, o esmagamento pela força de manifestações, a incitação à violência, a morte de mais de 750 pessoas pelo exército, ou seja, o retorno à ditadura pura e dura.

«Não será necessário esperar mais 60 anos até se comprovar a cumplicidade dos Estados Unidos no golpe de estado militar do passado 3 de Julho no Egipto. Ali, as forças armadas, lideradas pelo general Abdel Fatah al-Sisi, derrubaram o presidente eleito Mohamed Mursi, reprimiram brutalmente os apoiantes encabeçados pela confraria dos Irmãos Muçulmanos, prenderam os seus chefes e impuseram o estado de emergência no país.»

«Isto não é um conflito político entre diferentes facções, mas uma luta de todos os egípcios contra o terrorismo»

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«Barack Obama interrompeu por momentos uma animada partida de golfe para condenar vagamente os militares egípcios pelas matanças dos últimos dias proibindo-os de participar em próximos exercícios militares mas não pondo em causa o auxílio logístico, financeiro e operacional. Obama fez mais uma vez de Pilatos decretando que só os egípcios podem resolver o problema que criaram. O presidente julga que nos esquecemos das declarações feitas há pouco tempo pelo seu secretário de Estado, John Kerry, segundo as quais o golpe militar no Egipto foi um acto para “correcção do caminho da democracia”».

«A nomeação de Robert Ford para embaixador americano no Egipto foi a indicação clara que a administração Obama já esperava a criação das condições para uma guerra civil no Egipto. A especialidade de Ford durante o seu sucesso «diplomático» em Bagdade, em meados da década passada, foi a organização dos famosos esquadrões da morte, que dilaceraram a Mesopotâmia e destruíram de forma irreparável o Iraque».

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A guerra dos drones

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Tal como se imagina que fazem os chefes mafiosos, o “Nobel da PazBarack Obama tem uma reunião semanal em que decide quem vai ser assassinado a seguir. Essas execuções extrajudiciais são levadas a cabo pela mais sofisticada tecnologia, e comandadas à distância. O mesmo sistema monstruoso que tem o mundo inteiro sob escuta tem igualmente o mundo inteiro como alvo, se Obama assim o entender. É um criminoso de guerra, como os seus antecessores.

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O terrorismo de estado da administração Obama

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As contradições entre grandes potências e gigantes transnacionais não desapareceram, mas não são já antagónicas. Um imperialismo colectivo substituiu o imperialismo, responsável pelas guerras mundiais do seculo XX. O pólo (e motor) desse novo imperialismo situa-se nos EUA e é ele que, pela sua agressividade e irracionalidade, configura uma ameaça à humanidade.

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Viva Cuba

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Senhor presidente, bloqueámos a economia, as finanças e o comércio a Cuba, mas temo que seja impossível fazer o mesmo com a dignidade cubana!

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Vale a pena voltar ao assunto: como, na devida altura, o Avante! informou – e, na devida altura, a generalidade dos média silenciou… – a Assembleia Geral da ONU condenou, por esmagadora maioria, o bloqueio dos EUA a Cuba.

Desta vez foram 188 os países que exigiram o fim do criminoso bloqueio. Votos contra essa exigência apenas três: o dos EUA e os de Israel e do Palau…

Recorde-se que a primeira condenação do bloqueio ocorreu em 1992 – nessa altura com 59 votos a favor, 71 abstenções e os inevitáveis três contra… – e que, desde então, os votos solidários com Cuba têm vindo sempre a aumentar, atingindo nesta última votação a sua mais elevada expressão de sempre. O que mostra o crescente isolamento internacional dos EUA em relação a Cuba e o crescente apoio internacional à luta do heróico povo cubano.

Recorde-se, igualmente, que nenhum dos vários presidentes dos EUA – Bush-pai, Clinton, Bush-filho, Obama – cumpriu as decisões da ONU, aprovadas maioritária e democraticamente.

São assim os «democratas» que governam os EUA, país sobre o qual os mesmos media que silenciaram a votação da ONU não se cansam de espalhar boatos: o boato de que se trata da «pátria da democracia» e o boato de que Obama é um homem de «esquerda» e «progressista» – boataria depois repetida, militantemente, por todos os fiéis serviçais do sistema capitalista dominante.

Ainda recentemente, no decorrer da campanha presidencial nos EUA, Mário Soares – que é desde há muito, no nosso País, o mais destacado defensor e activista da causa capitalista – dizia que, se Obama não ganhasse as eleições, isso seria «uma tragédia para todo o mundo (…) um atraso de mais de 100 anos para o mundo inteiro» e que, ganhando-as, «um vento de mudança progressista viria da América»…

Obama ganhou. E mal foi reeleito – e logo após a votação favorável a Cuba e contra o bloqueio – soprou o seu «vento progressista»: mandou dizer por um seu porta-voz que «a nossa política em relação a Cuba mantém-se».

Entretanto, Cuba continua a resistir – e a contar com a solidariedade de todos os homens e mulheres democratas, de esquerda, progressistas.

(sublinhados meus)

In jornal «Avante!», edição de 13 de Dezembro de 2012

 

Ver neste blogue:

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Obama wins, struggle begins

«O País continua mergulhado numa crise profunda. A dívida pública interna aumentou para um nível astronómico. A dívida externa é a maior do mundo. O défice da balança comercial é colossal. Os EUA são hoje um estado parasita que consome muito mais do que produz e mantém a hegemonia mundial em consequência do seu enorme poderio militar. A política financeira de Obama, concebida para favorecer as grandes transnacionais e a banca, contribuiu para agravar o desemprego e manteve na miséria dezenas de milhões de famílias

«The significance of the re-election of the first African-American president should not be lost as we move into the post-election landscape. It says a lot about the desire of a huge section of the Black, white and Latino/a masses, both the workers and some in the middle class, and especially the youth, to work together to solve the dire and mounting problems that face them: layoffs, low wages, crushing debts, lack of health care, growing climate disasters, and — especially for the oppressed Black, Latino/a and Native communities — unbridled police terror against the poor.»

«O sistema político faz a sua parte, impedindo na prática a participação de outras forças políticas que não os dois partidos do sistema na gestão dos destinos dos EUA. Mas não é apenas o sistema político e eleitoral que garante a permanência das «duas cabeças» de um mesmo poder na Casa Branca. O financiamento das campanhas eleitorais tem aqui um papel fundamental. Nestas eleições os dois partidos juntos terão gasto nada mais nada menos do que seis mil milhões de dólares. Uma soma astronómica que demonstrando na prática quem está por detrás da «democracia» norte-americana funciona também como «filtro decantador» relativamente a quaisquer eventuais alternativas políticas.»

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A Crise do Sistema Capitalista: EUA - ricos prosperam com a miséria da maioria

  • As eleições deste ano serão as mais caras de sempre, movimentando qualquer coisa como 5,8 mil milhões de dólares, calculou o Center for Responsive Politics. De acordo com os dados relativos à angariação de fundos, as presidenciais e legislativas agendadas para Novembro vão bater o recorde de dinheiros gasto em campanha, quer por Barack Obama e Mitt Romney, quer pelos partidos Democrata e Republicano.

  • A organização alerta, no entanto, que o montante exacto é difícil de calcular, já que as verbas canalizadas para os movimentos de apoio às candidaturas são ilimitados e alvo de menor escrutínio quanto à sua origem, podendo fazer disparar a quantia estimada para perto dos nove mil milhões.

  • De acordo com um relatório do Centro de Pesquisas do Congresso dos EUA, divulgado dia 19 de Julho, metade da população dos EUA detém apenas 1,1 por cento do total da riqueza. Em contraste, a fracção mais restrita da burguesia nacional possuía 34,5 por cento de toda a riqueza.
  • Alargando a amostra, continua a sobressair a desigualdade abissal cavada pelo capitalismo entre grandes possidentes e a restante massa de pequenos proprietários e proletários, já que, em 2010, 10 por cento dos primeiros arrebatavam 74,5 por cento de toda a riqueza dos EUA.

  • Segundo o mesmo texto, a situação tem vindo a agravar-se nos últimos anos do século XX e na primeira década do século XXI. Em 1995, metade da população norte-americana detinha 3,6 por cento da riqueza, mas em 2001 esse índice era já só de 2,8 por cento. Em 2010, como já foi referido, a percentagem situou-se nos 1,1 pontos.

  • A situação não escapa ao povo norte-americano. Isso mesmo parece confirmar um inquérito recente elaborado pelo Instituto Público de Pesquisas Religiosas, que afirma que 79 por cento dos inquiridos considera que a desigualdade nos EUA tem vindo a aumentar. A mesma sondagem, citada pela Associated Press, relata que 67 por cento dos questionados manifesta-se contra os cortes federais e estatais nos programas de assistência, destinados a mitigar a miséria dos mais desfavorecidos.

  • Um em cada seis norte-americanos, cerca de 47 milhões de pessoas, viviam, em 2011, abaixo do limiar da pobreza.

  • A estimativa de 15,1 por cento da população em situação de pobreza extrema, relativa ao ano passado, deve no entanto ter sido já ultrapassada, admitem os peritos, que notam ainda que, por este caminho, o país prosseguirá a passos largos a aproximação ao índice observado em 1959, quando mais de 22 por cento dos norte-americanos viviam abaixo do mínimo admitido como sustentável.

  • A média dos rendimentos não pára de cair, afirmam, por outro lado, os dados oficiais, cujos números reportam, igualmente, um estancamento na criação de postos de trabalho. No mês de Junho terão sido criados pouco mais de 80 mil novos empregos, valor incapaz de absorver a massa de desempregados no território.

  • Muitos dos desempregados, salientam também os especialistas considerados pela AP, pura e simplesmente desistiram de manter a inscrição nos centros de emprego, factor que deverá contribuir para a actual taxa de desemprego oficial indicada: 8,2 por cento.

  • A verdade é que, ainda assim, a taxa de desemprego oficial registou uma subida em 27 estados norte-americanos, com as percentagens mais elevadas de 11,6 e 10,9 no Nevada e em Rhode Island, respectivamente.

  • Paralelamente, nos EUA avolumam-se as preocupações sobre a situação económica. A Associação Nacional de Agentes Imobiliários afirma que durante o mês de Junho as vendas de casas usadas caiu 5,4 por cento e que o preço médio dos imóveis continua a trajectória descendente que o fez decrescer, já este ano, 7,9 por cento face a 2011. O sector foi um dos que mais expressivamente ilustrou a dimensão da actual crise capitalista. A sua evolução e estado é, por isso, um barómetro.

  • Entre o capital financeiro, prossegue a rearrumação de posições, com os mais pequenos e débeis a sucumbirem à imposição do grande capital financeiro no terreno dos negócios. Só este ano já faliram 33 instituições de crédito nos EUA.

  • O número está, ainda assim, longe dos 90 bancos que declararam bancarrota em 2011; dos 175 em 2010; dos 140 em 2009.

  • De acordo com o Washington Post, o custo das falências bancárias para a economia dos EUA rondou, em 2011, os 88 mil milhões de dólares.
  • Num mero exercício ilustrativo da situação declínio em que se encontram os EUA, se o Departamento do Tesouro dos EUA implementasse um plano de pagamento da dívida pública, acumulada para salvar a banca, recorde-se –, e o programa determinasse a transferência de um dólar por segundo para os credores, então os EUA demorariam 450 anos a saldar as contas.

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