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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Carlos do Carmo apresenta filme «Fados»

    Para comemorar os 30 anos (1978-2008), a Festa da Alegria antecipa a sua abertura com a exibição, em estreia absoluta em Braga, do filme «Fados», de Carlos Saura (com Marisa, Camané, Carlos do Carmo, Chico Buarque, Caetano Veloso e Lila Downs), que será apresentado por Carlos do Carmo. A sua exibição ocorre na sexta-feira, dia 18, pelas 21h00, no Auditório do Parque de Exposições de Braga.

                          

    Realiza-se nos próximos dias 19 e 20 de Julho (sábado e domingo), em Braga, no Parque das Exposições, a 15ª edição da Festa da Alegria, promovida pela Organização Regional de Braga do PCP.  

A edição deste ano, que assinala o 30º aniversário da primeira edição (1978 – 2008), apresenta um programa diversificado, com exposições, debates, desporto, artesanato, animação de rua e espectáculos dos quais destacamos - no sábado com os Blasted Mechanism, Let the Jam Roll, Uxu Kalhus, Os Alentejanos e Cantares da Terra e no domingo com Kumpnia Algazarra, Peixe:Avião, Quadrilha e Mineiros de Aljustrel.

Os visitantes terão também ao seu dispor um espaço dedicado ao livro – A Festa do Livro e do Disco, o Espaço Internet e Novas Tecnologias e as exposições: “90 anos da Revolução de Outubro”; “Caxias – uma fuga audaciosa”; “Iraque – 5 anos de guerra” e “Lino Lima, o resistente e o militante”. No domingo, dia 20, às 18 horas, realizar-se-á um comício com a participação do Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.     

                                                                                             

Chico Buarque: Vai Passar


                                                                                                            

Vai Passar

                

Chico Buarque

                  

Vai passar nessa avenida um samba popular

Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar

Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais

Que aqui sangraram pelos nossos pés

Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo página infeliz da nossa história,

passagem desbotada na memória

Das nossas novas gerações

Dormia a nossa pátria mãe tão distraída

sem perceber que era subtraída

Em tenebrosas transações

Seus filhos erravam cegos pelo continente,

levavam pedras feito penitentes

Erguendo estranhas catedrais

E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz

Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,

o carnaval, o carnaval

Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos

O bloco dos napoleões retintos

e os pigmeus do boulevard

Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar

A evolução da liberdade até o dia clarear

Ai que vida boa, o lelê,

ai que vida boa, o lalá

O estandarte do sanatório geral vai passar

Ai que vida boa, o lelê,

ai que vida boa, o lalá                   

                                    

Composição: Chico Buarque e Francis Hime

                                                              

Para ver e ouvir Chico Buarque interpretar a canção «Vai Passar» clicar AQUI

                                                   

Chico Buarque e Nara Leão: A Banda

                                                                                      

A Banda

         

Chico Buarque

               
Estava à toa na vida

O meu amor me chamou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


A minha gente sofrida

Despediu-se da dor

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


O homem sério que contava dinheiro parou

O faroleiro que contava vantagem parou

A namorada que contava as estrelas parou

Para ver, ouvir e dar passagem


A moça triste que vivia calada sorriu

A rosa triste que vivia fechada se abriu

E a meninada toda se assanhou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


Estava à toa na vida

O meu amor me chamou

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


A minha gente sofrida

Despediu-se da dor

Pra ver a banda passar

Cantando coisas de amor


O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou

Que ainda era moço pra sair no terraço e dançou

A moça feia debruçou na janela

Pensando que a banda tocava pra ela


A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu

A lua cheia que vivia escondida surgiu

Minha cidade toda se enfeitou

Pra ver a banda passar cantando coisas de amor


Mas para meu desencanto

O que era doce acabou

Tudo tomou seu lugar

Depois que a banda passou


E cada qual no seu canto

Em cada canto uma dor

Depois da banda passar

Cantando coisas de amor

Depois da banda passar

Cantando coisas de amor...

                  

Composição: Chico Buarque

                                                            

Chico Buarque por ele mesmo AQUI

                                    

                                                    

Para ver e ouvir Chico Buarque e Nara Leão a interpretarem a canção «A Banda» no II Festival de Música Brasileira em 1966 clicar AQUI                                                      

           

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