Terça-feira, 9 de Dezembro de 2014

A crise de 1929

ModernTimes.jpg

«Se o capitalismo pudesse ajustar a produção não para a obtenção do lucro máximo, mas para a melhoria sistemática da situação material das massas populares, se pudesse dirigir o lucro não para a satisfação dos caprichos das classes parasitárias, não para o aperfeiçoamento dos métodos de exploração, não para a exportação de capitais, mas para a elevação sistemática da situação material dos operários e camponeses, então não haveria crises. Mas então também o capitalismo não seria capitalismo. Para eliminar as crises é preciso eliminar o capitalismo.»

In Relatório Político ao XVI Congresso do PCU (b), 27 de Junho de 1930

 

Crise 1929_Bank_of_the_U_S_failure_1931

 

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Quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

Entrevista a Tatiana Khabarova

Mapa URSS.jpg

 

«Repito que no nosso país esse mercado de bens de investimento simplesmente não existia. Por isso, foi uma estupidez completa ter-se passado a calcular o lucro em proporção aos gastos materiais da produção. Começou aqui o descalabro da eficiência da economia nacional

 

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Quarta-feira, 4 de Junho de 2014

Enigmas e mitos da industrialização soviética

     Enigmas e mitos da industrialização soviética (I)

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      Enigmas e mitos da industrialização soviética (II)

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     Enigmas e mitos da industrialização soviética (III)

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Sábado, 4 de Janeiro de 2014

O aprofundamento dos pilares neoliberal, militarista e federalista da União Europeia

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Os principais aspectos do desenvolvimento da União Europeia (UE), marcada por uma profunda crise económica e social que, desmentindo a campanha ideológica dominante em torno de uma alegada retoma, se traduz numa esperada estagnação económica após um período de forte recessão económica, no conjunto da zona euro e União Europeia a 27, e de aprofundamento dos flagelos sociais como o desemprego, que atinge 27 milhões de trabalhadores.

Tentando dar resposta ao aprofundamento das contradições e rivalidades resultantes do aprofundamento da crise do capitalismo, o grande capital europeu e o directório de potências comandado pela Alemanha insistem no aprofundamento dos pilares neoliberal, militarista e federalista da União Europeia.

  • O processo em curso de aprofundamento da União Económica e Monetária;
  • as orientações da governação económica, do semestre europeu e da Estratégia 2020;
  • o “Tratado orçamental”, a União Bancária e o Mecanismo Único de Supervisão Bancária;
  • o aprofundamento e alargamento do Mercado Único a novas áreas de lucro;
  • as regras da condicionalidade macro-económica na atribuição de fundos Europeus recentemente aprovadas;
  • a redução do, já de si irrisório, orçamento comunitário,

constituem, no seu conjunto, na linha do que o Pacto de Estabilidade consagrava, um constrangimento quase absoluto ao desenvolvimento económico e social e à soberania. Significam uma tentativa de “naturalização” e institucionalização do “ajustamento” e de eternização da regressão social em curso na UE, um processo que tem como único objectivo servir os interesses dos grandes monopólios e de prosseguir os apoios milionários à Banca.

Simultaneamente, a União Europeia prossegue e intensifica a sua afirmação como bloco imperialista. Alerta-se para os perigos inerentes ao processo de aprofundamento da militarização da União Europeia no âmbito da PCSD (Política Comum de Segurança e Defesa), que estará em discussão no Conselho Europeu, por via da tentativa de transposição para a arquitectura institucional da UE do Conceito Estratégico da NATO, nomeadamente com o incremento nos gastos militares e o desenvolvimento do complexo industrial militar europeu.

Como o recente acordo político entre a direita e a social-democracia na Alemanha (que inclui questões concretas em torno de assuntos europeus) indicia, os responsáveis pelo processo de integração capitalista estão de acordo em, não só manter este rumo – que é em si factor de desenvolvimento de novos episódios de crise – como, em o aprofundar, por via de novas medidas de concentração e centralização do poder económico e político, de carácter profundamente anti-democrático e anti-social.

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Sábado, 27 de Abril de 2013

É necessário e urgente uma alternativa à União Europeia

   É cada vez mais evidente a necessidade e a urgência de uma alternativa à União Europeia: Uma Europa de cooperação, paz e solidariedade entre estados soberanos iguais em direitos, uma Europa dos trabalhadores e dos povos.

Ler AQUI.

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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013

O país não aguenta por mais tempo a destruição de 1353 empregos por dia

«No último trimestre de 2012 verificou-se uma aceleração rápida quer do desemprego quer da destruição de emprego, o que é um indicador claro da espiral recessiva em que o país já está mergulhado devido à politica recessiva violenta imposta pelo governo e "troika". Se dividirmos o período de governo PSD/CDS e "troika" em dois subperíodos (1ºTrm.2011/3ºTrim.2012, e 4º Trim.2012), concluímos que se verificou no 4º Trimestre de 2012 uma aceleração brutal quer do desemprego quer da destruição de emprego. No período que vai do 1º Trim.2011 ao 3ºTrim. 2012, a taxa de desemprego oficial aumentou, em média, 0,6 pontos percentuais por trimestre (desemprego real subiu 1 ponto percentual por trimestre), e a destruição de emprego atingiu, em média, 388 empregos por dia; mas no 4º Trimestre de 2012 a taxa de desemprego oficial aumentou 1,1 pontos percentuais apenas num único trimestre (a real subiu 1,6 pontos percentuais), e a destruição de emprego atingiu, em média, 1353 empregos por dia, ou seja, 3,5 mais do que o verificado no subperíodo anterior. E não se pense que são apenas estes dois indicadores – desemprego e destruição de emprego – que revelam uma aceleração do agravamento da crise económica e social do país. O INE tem divulgado já em 2013 um conjunto de informação sobre os vários setores mais importantes da economia e sociedade portuguesa – industria, serviços, investimento, rendimentos, etc. – que confirmam o agravamento da crise económica e social. Mesmo as exportações, em que assentava a recuperação fictícia do governo e da "troika", aumentaram apenas 1% no 4º Trimestre de 2012, tendo-se verificado num só ano – 2012- uma redução do índice do custo do trabalho em 14,9%, tendo os custos salariais diminuído 16,1% segundo o INE, o que revela uma redução brutal nos rendimentos dos trabalhadores.»
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Segunda-feira, 12 de Março de 2012

A destruição dos estabilizadores automáticos em Portugal agrava a pobreza

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São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal:

«As despesas com as prestações sociais, como o subsídio de desemprego, o rendimento social de inserção, etc., aumentam quando a situação económica e social se agrava e, inversamente, diminuem quando a situação económica e social melhora. Portanto, são despesas que funcionam como autênticos estabilizadores sociais automáticos impedindo que a pobreza e a fome se generalize num país quando enfrenta uma grave crise social. Esse aumento “automático” de despesas em período de grave crise económica também funciona como estabilizadores económicos, na medida que garantem um poder de compra mínimo a uma parte importante da população, mantendo assim um mercado que é fundamental para milhares de empresas, nomeadamente para que microempresas e PME continuem a funcionar, assegurando emprego a centenas de milhares de trabalhadores.

É tudo isto que está a ser destruído, neste momento, em Portugal pela “troika estrangeira” e pelo governo PSD/CDS, com a sua politica de cortes brutais nas despesas sociais, dominados pela obsessão doentia de reduzir o défice orçamental num curto período de tempo.»

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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Medina Carreira e a saída da crise

O Castendo está em condições de revelar em, primeira mão, o mais recente estudo de Medina Carreira sobre a saída da crise. Na opinião deste ex-ministro das finanças Portugal só poderá sair da crise se o Sport Lisboa e Benfica ganhar este ano a Liga Sagres e a Liga Europa. E mais não disse. O Castendo aguarda os desenvolvimentos...

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Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Governo esconde desemprego: 30 milhões procuram trabalho nos EUA

Uma sondagem da Gallup, divulgada a 23 de Fevereiro, revelou que, em Janeiro, 30 milhões de pessoas nos EUA tiveram de trabalhar apenas a tempo parcial ou estavam desempregadas. (...)

Não é de estranhar que esta sondagem mal tenha sido referida na grande imprensa. Ela demonstra que o governo está a esquecer milhões de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem a crise do desemprego e do subemprego. Comprova com dados, no mínimo, que as estatísticas do Departamento de Estatísticas do Trabalho e do Departamento Nacional de Investigação Económica foram desonestas quanto ao verdadeiro nível do desemprego.

Esta sondagem da Gallup também mostra as disparidades racistas que se agravaram com a crise económica. Revela que a taxa de subemprego entre afro-americanos e latinos está em 27 e 29 por cento, respectivamente, enquanto o subemprego entre os brancos está nos 17 por cento. Não refere nada sobre os trabalhadores imigrantes, mas outros estudos mostram um aumento drástico do subemprego entre os trabalhadores indocumentados, especialmente na indústria da construção.

Segundo as agências do governo, o nível do que se designa por «taxa total de desemprego», uma medida chamada U-6, é apenas de 16,5 por cento, e não os 20 por cento revelados pela sondagem Gallup.

(sublinhados meus)

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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Roberto Saviano: «as grandes organizações mafiosas estão a entrar nos bancos internacionais»

     Roberto Saviano é o autor de “Gomorra”, o livro que descreve as redes do clã da Camorra Casalesi, o mais poderoso e violento, na região de Nápoles. Está ameaçado de morte pelo Sistema, que é como a Camorra se assume. O filme baseado no livro, provocou ainda mais o inimigo que se apropria da marca de origem de “made in Italy”. 

(...)

euronews – O senhor explica como vários clãs mafiosos têm utilizado a construção e sector imobiliário para branquear dinheiro… Que se passa agora, durante esta crise?

R.S. – É exactamente a mesma coisa, só que a crise os deixa mais fortes, é o mesmo, porque, como denunciou a ONU (não é a minha teoria mas o estudo sobre narcotráfico), as grandes organizações mafiosas estão a entrar nos bancos internacionais que, por falta de liquidez, aceitam receber dinheiro sujo para resistir à crise. E isto é muito grave não só porque o dinheiro sujo está a entrar em bancos europeus, o que está sempre a acontecer. A questão é que ao entrarem durante a crise económica podem vir a orientar a política financeira dos bancos: quem financiar, que empresário proteger… .e, na retoma económica daqui a três, cinco anos, passa a crise e apercebemo-nos. O problema é que estamos a perder o futuro. Hoje, a Mafia, as “máfias”, estão a hipotecar o futuro deste continente.

euronews – O que é preciso para mudar isto? Imaginando que isto acontece, o que pode rebentar com o sistema, a Camorra?

R.S. – Na realidade, com esta crise, penso que o prazo para atacar estas organizações criminosas está demasiado alargado. E, finalmente, o país (Itália), não quer. Está a pensar noutras coisas, no trabalho precário, no problema das reformas, nas escutas telefónicas … e acha que o problema da Mafia é um problema entre outros. Mas não…é o Problema.

euronews – Até que ponto a criminalidade afectou, e afecta, ainda a Itália?

R.S. - Hoje, os poderes criminosos afectam principalmente a Europa. Em Itália, faz mal à economia desde os anos 90. Hoje, as economia alemã, inglesa e espanhola, estão profundamente infectadas por organizações criminosas sem que os governos desses países informem os cidadãos. Hoje, a Europa paga o preço mais elevado da presença da economia mafiosa. Só terá socialmente consciência quando for tarde demais, como em Itália.

(...)

Entrevista completa: Autor de “Gomorra” acusa: Mafia imiscui-se na banca europeia

Vídeo:

     Filme Gomorra (2008) de Matteo Garrone, baseado no livro de Roberto Saviano

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

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publicado por António Vilarigues às 12:05
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