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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Pensamento de 23 de Fevereiro de 2009

   Quem os ouve a apelar à unidade das forças partidárias para fazer face à crise achará que é uma ideia simpática ao ouvido. Mas como se expressa e concretiza? Que unidade é essa e em torno de que política? Fechar os olhos ao proteccionismo e aos lucros abissais do grande capital económico e financeiro e aceitar com resignação a pobreza, os baixos salários, baixas reformas e pensões, as alterações gravosas do Código do Trabalho? Alinhar com a socialização dos prejuízos dos banqueiros e calar face às privatizações de empresas, de serviços públicos da saúde, da educação? Considerar com fatalidade e em unidade contemplativa a destruição do aparelho produtivo e da produção nacional na agricultura, nas pescas, na pequena indústria e no pequeno comércio e consequentemente o desemprego inevitável? Ou seja, os apologistas da concertação e, particularmente, o que o Presidente da República e José Sócrates propõem não é a unidade para salvar o país da crise! O que propõem é unidade para salvar, manter e branquear a mesma política e os mesmos partidos políticos que têm graves responsabilidades na situação actual. Isso não é unidade! É resignação!

No fundo o que querem é o povo a dar “pau e costas” para defender uma política de direita.

                              

Jerónimo de Sousa

                                

Pensamento de 21 de Fevereiro de 2009

    Nesta concertada campanha dos arautos do capitalà volta do país ingovernável” sem Sócrates, para dar mais crédito e mais força ao seu apocalíptico cenário, passaram apelar ao “cerrar de fileiras” à volta do governo e até à unidade das forças partidárias para fazer face à crise. Os apologistas da “concertação estratégica” e os seus principais responsáveis têm vindo a acompanhar o coro.

                              

Jerónimo de Sousa

                                

Pensamento de 19 de Fevereiro de 2009

     É da parte destes sectores [os grandes interesses e o grande capital] que hoje se desenvolve, de forma cada vez mais concertada, uma campanha política e ideológica para justificar, por um lado, a inevitabilidade do prosseguimento das actuais políticas e por outro, fundamentar a inexistência de outra qualquer alternativa ao PS que nestes quatro anos de governação foi ocupando crescentemente o espaço da direita.

                              

Jerónimo de Sousa

                                

Pensamento de 17 de Fevereiro de 2009

     É inquestionável que os grandes interesses e o grande capital jogam toda a sua influência e o seu poder e o seu domínio sobre o aparelho ideológico, nomeadamente sobre o concentrado sistema mediático para garantir o prolongamento da vida do governo do PS de José Sócrates e com isso continuar a assegurar seus interesses.   

                                   

Jerónimo de Sousa

                                

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Pensamento de 15 de Fevereiro de 2009

     Estes anos de governo do PS têm sido anos dourados para os grandes grupos económicos e para a corte, principesca e escandalosamente remunerada, que os serve e garante a sua crescente influência no poder político, o seu domínio absoluto sobre a economia nacional e o país.

                                                         

Jerónimo de Sousa

                                

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Pensamento de 13 de Fevereiro de 2009

    Caso escandaloso é o do grupo EDP e REN, principal distribuidor eléctrico nacional que foi privatizado e que depois de alcançar mais de 1000 milhões de euros de lucros, impôs aumentos superiores a 5% nos preços da energia eléctrica para os consumidores em 2009.

                                                         

Jerónimo de Sousa

         

Pensamento de 11 de Fevereiro de 2009

     O país está em recessão mas a crise não é para todos.

Só durante os nove primeiros meses do ano de 2008, os lucros dos 9 principais grupos económicos foram superiores a 4000 milhões de euros, entre esses grupos estão os 5 principais bancos que alcançaram mais de 1500 milhões de euros de lucros.

                                                         

Jerónimo de Sousa

         

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Pensamento de 9 de Fevereiro de 2009

    Quando se impunha o aumento dos salários e das pensões, o estímulo ao consumo interno e ao nosso aparelho produtivo, a reclamação junto das instâncias internacionais de outras condições para a defesa do país, a resposta do Governo perante a crise foi a disponibilização de milhares de milhões de euros para a banca, foi a ajuda directa aos banqueiros que se livraram dos prejuízos.

                                                         

Jerónimo de Sousa

         

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Pensamento de 7 de Fevereiro de 2009

    O governo que afirmava que o país estava agora mais robusto e melhor preparado para enfrentar toda e qualquer crise, acaba o mandato em recessão com o país a produzir menos, mais pobre e mais endividado e com graves problemas sociais, num país mais desigual no plano social e regional e com os direitos à saúde, ao ensino, à segurança social e à justiça mais fragilizados.

                                                         

Jerónimo de Sousa

         

Pensamento de 5 de Fevereiro de 2009

   Prometeu muito este governo do PS. Anda há praticamente quatro anos a promover um suposto sucesso da economia portuguesa e apregoar a modernidade da sociedade portuguesa, mas o que já é seguro é que terminará o seu mandato sem cumprir nenhum dos grandes objectivos económicos e sociais que anunciou ao país.

                                                         

Jerónimo de Sousa

         

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