Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

A avaliação de desempenho dos... polícias

     Notícia AQUI

                                          

Sem comentários...

                                                    

Notícias AQUI

                             

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 10:34
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

Um Congresso diferente

    Realizou-se o XVIII Congresso do PCP. Nele se aprovou uma «Resolução Política» e se elegeram os novos órgãos dirigentes deste partido. 

A «Resolução Política» é um documento dividido em 4 grandes áreas: Situação Internacional, Situação Nacional, Luta de Massas e Acção do PCP, O Partido. Nele se abordam ao longo de 32 capítulos e em mais de 700 (setecentas!!!) diferentes «Teses» temas tão «anacrónicos» e «ultrapassados» como a economia mundial e a crise do capitalismo, o socialismo alternativa necessária e possível, a evolução da União Europeia, a situação económica e social do país, a evolução política e o regime democrático, a política necessária, a luta dos trabalhadores e de outras camadas e grupos sociais e das populações, as batalhas eleitorais, o quadro partidário e institucional, a luta por uma alternativa de esquerda, um PCP mais forte condição fundamental para a alternativa de esquerda, para só citar alguns.

Ouve quem ficasse desiludido porque não houve, nas palavras de Jerónimo de Sousa, “cenas de faca e alguidar” e “guerras de alecrim e manjerona”. Antes se verificou grande convergência nas análises e nas votações.

Pelas reacções escritas e faladas surgidas na comunicação social há quem não tenha perdido os preconceitos. Manifestamente não sabem, ou não querem, comparar a profundidade das análises, o conhecimento da realidade, as propostas, o projecto que anima os comunistas. E só depois julgar.

Não entendem, ou não querem entender, o valor que tem o envolvimento directo e participativo de mais de 26 mil militantes. Que agarraram no projecto como seu. Que discutiram e reflectiram o que seria melhor para o seu partido, para os trabalhadores, para o povo e para Portugal. Propondo, questionando, sugerindo e decidindo.

O funcionamento do próprio Congresso foi diferente das reuniões magnas de outros partidos. Assistiu-se a uma permanente e elevada presença de delegados durante os trabalhos. Escutando a intervenção mais simples que fosse. Prova provada que, respeitando o colectivo partidário, se respeita o indivíduo.

Os delegados não estavam no Campo Pequeno, para ouvir falar os chefes ou os candidatos a chefe. Não estavam para apoiar ou desapoiar a pensar num lugar ou no poder. Este Congresso do PCP representou o que de mais nobre e digno tem a política. Foi luta, trabalho, força de um ideal, opiniões e contribuições, participação.

Como disse Jerónimo de Sousa: «Aqui forjámos, actualizámos e assinámos um compromisso de honra com o povo português: de tudo fazer por uma vida melhor, num país mais justo e democrático sem perder rumo em direcção ao horizonte de uma sociedade liberta da exploração do homem por outro homem

Notas soltas: «E no entanto ela [a Terra] move-se», terá dito Galileu perante o Tribunal da Inquisição. A actuação da Câmara de Viseu relativamente às acções de propaganda do PCP e da JCP é coerente: perseguir, impedir a liberdade política do PCP, criminalizar a acção política. Resultado: o concelho de Viseu é o único onde neste país se condenam pessoas por fazer inscrições murais. Uma vergonha.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 5 de Dezembro de 2008

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 08:06
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 25 de Agosto de 2008

Fernando Ruas e o "disparate"

    Fernando de Carvalho Ruas, nascido em Farminhão a 15 de Janeiro de 1949, não é uma pessoa qualquer, digo eu.

Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra é, nomeadamente: 

  • Presidente da Câmara Municipal de Viseu desde 1990.
  • Preside, desde essa altura, ao Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu.
  • Presidente desde 1990 da Assembleia Distrital de Viseu.
  • Membro do Bureau Executivo da Nova Organização Mundial "Cidades e Governos Locais Unidos".
  • Conselheiro do Comité das Regiões, nomeado pela Assembleia da República.
  • Presidente da Mesa Permanente Luso-Espanhola.
  • Vice-Presidente da Mesa do Congresso do Partido Social Democrata (???).
  • Foi Deputado da Assembleia da República, eleito em Outubro de 1995 e reeleito em Outubro de 1999.
  • Presidente da Associação Nacional de Municí­pios Portugueses desde Abril de 2002.

Daí o ter andado intrigado com a sua atitude em relação à propaganda da Festa do «Avante!» 2008

Súbito ataque de iliteracia? Não percebeu o artigo 37º da Constituição da República? Não apreendeu o conteúdo da Lei 97/88 e da Lei 23/200? Não entendeu o acórdão nº 258/2006 do Tribunal Constitucional? Não percepcionou os vários pareceres da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que reafirmam que «nenhuma Câmara Municipal pode produzir regulamentos que determinem outras regras para além das que a Lei geral estabelece”» e que «a liberdade de propaganda é aplicável durante os períodos eleitorais como fora deles»?

Ou desconhecimento que a hierarquia das leis em Portugal é: Constituição, Lei (da Assembleia da República), Decreto-lei (do governo), Portaria e Despacho. Logo nenhum regulamento de uma Câmara Municipal se pode sobrepor à lei?

Ou seria por causa da Volta a Portugal em bicicleta e não querer que as imagens dos pendões, faixas e cartazes da Festa do «Avante!» aparecessem nas Televisões?

Ou ignorância de que 48 anos de ditadura fascista, com ilegalização, milhares de PIDE's, dezenas de milhar de legionários e bufos, aparelho repressivo da GNR e da PSP, perseguições, torturas e prisões não silenciaram a voz do Partido Comunista Português?

Ou...

De repente fez-se luz. Está tudo explicado!

«A rua não é do PCP» proclamou tonitruante no  Pontal o seu «camarada» de partido Mendes Bota. O povo pode fazer o «disparate» (sic) de votar no PCP nas próximas eleições, afirmou do alto da sua cátedra, no mesmo local, outro «camarada» do PSD, Ângelo Correia (estes senhores não se enxergam?). Isto depois de idênticas teses expendidas na comunicação social dominante por Mário Soares, Manuel Alegre e outros socialistas (já repararam como a forma é diferente, mas o conteúdo é o mesmo?).

O problema, está visto, é mesmo o PCP. A sua intensa actividade. As suas propostas alternativas. O seu apoio ao desmascaramento, à resistência e ao combate às políticas da direita dos interesses.

Já que estamos a falar de «legalidade» só uma dúvida metódica minha: as estruturas onde  está a publicidade ao Palácio do Gelo (nomeadamente os outdors) estão, à data de hoje, devidamente licenciadas?

                                                                                                

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 14:19
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Terça-feira, 12 de Agosto de 2008

PCP processa Câmara de Viseu por destruição de propaganda

    1 – Hoje à tarde, dia 11 de Agosto/08 retomando práticas que pensávamos afastadas da vida política local, a Câmara Municipal de Viseu, num acto de inqualificável prepotência anti-democrática, mandou destruir a propaganda do PCP afixada em diversos locais da cidade relativa à Festa do Avante 2008. 

2 – Este acto persecutório contra o PCP constitui uma grosseira violação da Constituição da República Portuguesa, nomeadamente do seu Artigo 37º, que consagra o direito à liberdade de expressão e propaganda, e afronta os acórdãos do Tribunal Constitucional, especificamente o 258/2006 e vários pareceres da Comissão Nacional de Eleições (CNE) que reafirmam que “nenhuma Câmara Municipal pode produzir regulamentos que determinem outras regras para além das que a Lei geral estabelece” e que “a liberdade de propaganda é aplicável durante os períodos eleitorais como fora deles”.

3 – Sabendo que está a violar as leis da República e a atentar contra os direitos democráticos e a vida democrática na cidade de Viseu, (apenas a propaganda política do PCP foi removida) o PCP não vê outra razão para esta sanha persecutória da Câmara, que não seja a de deliberadamente “eliminar” a forte presença política do Partido na cidade e no Concelho em vésperas de importantes actos públicos.

4 - O que é ainda mais lamentável é que esta atitude de intolerância política para com o PCP, contrasta com a conivência que a mesma Câmara tem mantido perante a avassaladora publicidade exibida nos mesmos espaços pelo grande comércio (leia-se grandes superfícies comerciais) que muito tem contribuído para desgraçar o comércio tradicional de Viseu. 

5 - O PCP e a população sabem que o Dr. Fernando Ruas tem um elevado conceito de democracia, bem expresso na sua solução de mandar “correr à pedrada” os funcionários do estado que exigiam que se cumprisse a lei. Mas o PCP não se deixará intimidar por esta atitude anti-democrática. Por esta ofensa aos direitos políticos e constitucionais apresentámos hoje mesmo uma queixa/crime na polícia contra a Câmara Municipal de Viseu e prosseguiremos com a colocação de propaganda, no exercício pleno das liberdades que ajudámos a conquistar e pelas quais estamos dispostos a lutar com todas as nossas forças.

6 – Por último, o PCP chama a atenção das outras forças democráticas, nomeadamente aquelas representadas no Executivo e na Assembleia Municipal de Viseu, para a gravidade deste acto censório da Câmara Municipal e para a necessidade de se demarcarem e denunciarem este grave atentado.


Viseu, 11. Agosto.08´

O Secretariado da DOR Viseu do PCP

                                                          

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 19:28
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 27 seguidores

.pesquisar

.Novembro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Intervenção da eleita do ...

. Fulgorauto: Câmara de Vis...

. Poema de B. Brecht revisi...

. Não à extinção de fregues...

. Viseu: Câmara Municipal c...

. Pesporrentos e prepotente...

. A Câmara de Viseu não res...

. A Câmara de Viseu não res...

. Um perigoso instinto cens...

. Para a Câmara de Viseu a ...

.arquivos

. Novembro 2019

. Agosto 2019

. Julho 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Outubro 2018

. Julho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. álvaro cunhal

. assembleia da república

. autarquia

. avante!

. bce

. benfica

. blog

. blogs

. câmara municipal

. capitalismo

. caricatura

. cartoon

. castendo

. cds

. cdu

. cgtp

. cgtp-in

. classes

. comunicação social

. comunismo

. comunista

. crise

. crise do sistema capitalista

. cultura

. cultural

. democracia

. desemprego

. desenvolvimento

. desporto

. dialéctica

. economia

. economista

. eleições

. emprego

. empresas

. engels

. eua

. eugénio rosa

. exploração

. fascismo

. fmi

. futebol

. governo

. governo psd/cds

. grupos económicos e financeiros

. guerra

. história

. humor

. imagens

. imperialismo

. impostos

. jerónimo de sousa

. jornal

. josé sócrates

. lénine

. liberdade

. liga

. lucros

. luta

. manifestação

. marx

. marxismo-leninismo

. música

. notícias

. parlamento europeu

. partido comunista português

. paz

. pcp

. penalva do castelo

. pensões

. poema

. poesia

. poeta

. política

. portugal

. precariedade

. ps

. psd

. recessão

. revolução

. revolucionária

. revolucionário

. rir

. salários

. saúde

. segurança social

. sexo

. sistema

. slb

. socialismo

. socialista

. sociedade

. sons

. trabalhadores

. trabalho

. troika

. união europeia

. vídeos

. viseu

. vitória

. todas as tags

.links

.Google Analytics

blogs SAPO

.subscrever feeds