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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

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TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo: «Guernica 75 anos»

Guernica BMP1

Guernica BMP7

Guernica BMP3

Guernica BMP6

 

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Guernica BMP8

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Câmara Municipal de Penalva do Castelo, Biblioteca Municipal e DORViseu do PCP, uniram esforços para mostrar ao público uma obra prima da pintura de todos os tempos. A visita a esta exposição recomenda-se a todos os admiradores de Picasso e a todos os amigos da Paz.

 

Penalva do Castelo: Exposição «Guernica 75 anos» - 29/09 a 31/10

Guernica 75 anos1

 

De 29 de Setembro a 31 de Outubro estará patente ao público na Biblioteca Municipal de Penalva a Exposição «Guernica 75 anos».

Como é referido no cartaz de divulgação (em anexo) esta exposição é da autoria do Grupo de Trabalho das Artes Plásticas da Festa do «Avante!» e foi organizada no âmbito do 75º aniversário dos bombardeamentos sobre a localidade de Guernica, tragicamente fixada nesta obra maior de Picasso.

Pintado em oito dias para o pavilhão da República Espanhola na Exposição Mundial de Paris, o quadro sofreu inúmeras alterações até se fixar na imagem que hoje conhecemos.

Para além de uma reprodução da obra estarão patentes alguns dos mais de 70 estudos realizados por Picasso em torno de Guernica e fotografias de Dora Maar, que acompanhou a pintura do quadro e fixou as diversas alterações que sofreu.

A exposição fica completa com a evocação de dois poemas dedicados a Guernica:

  • Descrição da Guerra em Guernica por Pablo Picasso, de Carlos de Oliveira, dividido em 10 partes relativas a outros tantos segmentos do quadro, apresentados junto ao excerto correspondente do poema;
  • e Guernica, de Eugénio de Andrade, que evoca o grande carvalho que sobreviveu aos bombardeamentos.

Para além do quadro, é o massacre que ele evoca a ser recordado: a 26 de Abril de 1937, em plena Guerra Civil de Espanha, a aviação alemã arrasou a cidade basca de Guernica, no país basco (naquele que foi o primeiro bombardeamento aéreo indiscriminado sobre a população civil), num macabro teste do poderio de fogo da máquina de guerra nazi. Guernica é, assim, um poderoso e perene testemunho do desejo dos povos do mundo a viver em paz.

Guernica 75 anos2

 

Pablo Picasso, artista genial e combatente pela paz

 

Guernica é, sem dúvida, a obra-prima de Pablo Picasso e um dos mais reconhecidos quadros de todos os tempos. Mas o pintor espanhol foi um profícuo criador e um dedicado militante do Partido Comunista Francês (país onde se exilou) e do movimento da paz criado nos primeiros anos da Guerra Fria com o objectivo de mobilizar os povos contra o advento de uma nova e ainda mais destruidora guerra.

No âmbito deste movimento, participa em 1948, no Congresso Mundial dos Intelectuais pela Paz e, em Abril do ano seguinte, é uma das suas célebres pombas da paz a ilustrar o primeiro Congresso Mundial dos Partidários da Paz, realizado simultaneamente em Paris e em Praga. Em torno deste tema, faz mais de cem desenhos. Em 1950, vai a Varsóvia, ao segundo Congresso Mundial da Paz, onde é eleito para o Conselho Mundial da Paz aí criado.

Durante a guerra da Coreia (1950-1953), Pablo Picasso mostra uma vez todo o seu repúdio pela violência e pela guerra, neste caso pela agressão ao país asiático pelos Estados Unidos da América e seus aliados e pelos horrores cometidos contra civis, mulheres e crianças no seu quadro Massacre na Coreia.

 

Câmara Municipal de Penalva do Castelo, Biblioteca Municipal e DORViseu do PCP, uniram esforços para mostrar ao público uma obra prima da pintura de todos os tempos. A visita a esta exposição recomenda-se a todos os admiradores de Picasso e a todos os amigos da Paz.

 

A Festa do «Avante!» chateia…

A Festa do «Avante!» é a maior iniciativa político-cultural do país. Ela é, como se sabe, o resultado do trabalho voluntário de milhares e milhares de militantes e simpatizantes comunistas. A forma como é tratada pela comunicação social dominante é um exemplo, dos mais evidentes, do silenciamento a é submetida nos jornais, revistas, rádios e televisões, toda a actividade do PCP. Uma actividade que, sublinhe-se, é maior do que a soma das actividades de todos os restantes partidos.

Quando não é o silêncio é a inverdade. Dizem-se muitas mentiras acerca da Festa do «Avante!»: que é irrelevante; que é um anacronismo; que é decadente; que é um grande negócio disfarçado de festa; que já perdeu o conteúdo político; que hoje é só comes e bebes.

As festas do «Avante!», por muito que custe aos anticomunistas reconhecê-lo, são magníficas. É espantoso ver o que se alcança com um bocadinho de colaboração. Não só no sentido verdadeiro, de trabalhar com os outros, como no nobre, que é trabalhar de graça. Mas não basta trabalhar: também é preciso querer mudar o mundo. E querer só por si, não chega. É preciso ter a certeza que se vai mudá-lo. Por isso o conceito do PCP de «colectivo partidário» parece provocar indisposições a muito comentador de serviço.

Porque os comunistas não se limitam a acreditar que a história lhes dará razão: acreditam que são a razão da própria história. É por isso que não podem parar; que aguentam todas as derrotas e todos os revezes; que são dotados de uma avassaladora e paradoxalmente energética paciência; porque acreditam que são a última barreira entre a civilização e a selvajaria.

Por isso sobre a construção da Festa cai um silêncio ensurdecedor.

Não há psicologias de multidões para ninguém: são mais que muitos, mas cada um está na sua. Isto é muito importante. Ninguém ali está a ser levado ou foi trazido ou está só por estar. Nada é forçado. Não há chamarizes nem compulsões. Vale tudo até o aborrecimento. Ou seja: é o contrário do que se pensa quando se pensa num comício ou numa festa obrigatória. Muito menos comunista. Todos os portugueses haviam de ir de cinco em cinco anos a uma Festa do «Avante!», só para enxotar estereótipos e baralhar ideias. Por isso, a Festa é um «perigo» que há que exterminar.

Assim se chega a outro preconceito conveniente. Dava jeito que a festa do PCP fosse partidária, sectária e ideologicamente estrangeirada. Na verdade, não podia ser mais portuguesa e saudavelmente nacionalista. Sem a orientação e o financiamento de Moscovo, o PCP deveria ter também fenecido e finado. Mas não: ei-lo. Grande chatice.

A teimosia comunista é culturalmente valiosa porque é a nossa própria cultura que é teimosa. A diferença às modas e às tendências dos comunistas não é uma atitude: é um dos resultados daquela persistência dos nossos hábitos. Não é uma defesa ideológica: é uma prática que reforça e eterniza só por ser praticada.

Enquanto os outros partidos puxam dos bolsos para oferecer concertos de borla, a que assistem apenas familiares e transeuntes, a Festa do «Avante!» enche-se de entusiásticos pagadores de bilhetes.

E porquê? Porque é a festa de todos eles. Eles não só querem lá estar como gostam de lá estar. Não há a distinção entre «nós» dirigentes e «eles» militantes, que impera nos outros partidos. Há um tu-cá-tu-lá quase de festa de finalistas. Por isso, ao Programa da Festa, anunciado em conferências de imprensa, são concedidas meia dúzia de linhas ou de segundos.

Ser-se comunista é uma coisa inteira e não se pode estar a partir aos bocados. A força dos comunistas não é o sonho nem a saudade: é o dia-a- dia; é o trabalho; é o ir fazendo; e resistindo, nas festas como nas lutas. Por isso a dimensão e o êxito da Festa chateiam. Põem em causa as desculpas correntes da apatia.

Nota final: Desafio ao leitor: o que é escrito meu e o que não é? O texto original de MEC está na revista «Sábado», edição de 2007/09/13. E na Internet AQUI

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação, com a colaboração (in)voluntária do «camarada» MEC

In jornal "Público" - Edição de 3 de Setembro de 2010

-

A enorme crise financeira

    1. Exerço actividade profissional desde os 17 anos de idade. Pode-se afirmar que há 37 anos que lido com a informação, no sentido lato do termo. Diariamente estou envolvido em processos de obtenção, tratamento e difusão da informação. Procuro executá-los partindo sempre de análises concretas, abordagens multifacetadas, sistemáticas e sistémicas das diferentes variáveis envolvidas.

Pois apesar da minha vasta e longa experiência ainda hoje me fascina esta «incapacidade» (entre aspas) de muitos políticos, jornalistas, comentadores e analistas para tratar a informação elaborada pelo PCP. Perdem-se no acessório e deixam de lado o fundamental.

Exemplos ao acaso tirados das Teses para o XVIII Congresso. Situação internacional: 62 mil caracteres (6 páginas do PÚBLICO), 90 teses. São analisados temas tão polémicos como: a actual crise económica e financeira do sistema capitalista; o perigo de aventuras militares de dramáticas consequências; o processo de rearrumação de forças a nível de Estados e estruturas de cooperação internacional; a agudização da luta de classes; a actualidade do projecto dos comunistas de uma nova sociedade livre da exploração do homem pelo homem; o socialismo, como única alternativa ao capitalismo.

Situação nacional: 128 mil caracteres, 250 Teses. Temas como: a afirmação e consolidação de um bloco de poder ao serviço dos grandes grupos económicos e financeiros; a vinculação do PS à política de direita; a ofensiva dirigida para a destruição dos direitos sociais e para a concretização dos interesses do capital; o processo de reconfiguração da estrutura e papel do Estado; a reconstituição do capitalismo monopolista; a evolução da União Europeia; a exigência de ruptura com estas políticas e a construção de um novo rumo para o País.

Ou ainda temas tão «fracturantes» como a luta por uma alternativa política de esquerda; alternativa e alternância; a redução da base de apoio a estas políticas, nos planos social, político e eleitoral; etc., etc., etc..

Tudo temas com pano para mangas para «desancar» as propostas do PCP. Para as analisar criticamente. Ou para as apoiar, com ou sem ressalvas. Uma multiplicidade de cenários possíveis. Pois sobre isto tudo e muito mais o que dizem os «críticos»? Nem uma linha, nem uma palavra. Zero, nikles, pevia, népias…

2. Parafraseando o escritor norte-americano Mark Twain, as notícias sobre a crise financeira do PCP são manifestamente exageradas.

É hoje nítido e claro que a Lei de Financiamento dos Partidos foi feita para que o dinheiro dos impostos pague ao PS, PSD e CDS a actividade militante que não têm. Foi feita para penalizar gravemente os partidos que vivem sobretudo das suas receitas próprias. Foi feita para dificultar as iniciativas partidárias, em particular a Festa do «Avante!».

Já sei que é um chavão mas o PCP não é como os outros partidos. Como referiu há 27 anos um destacado dirigente do PSD, «infelizmente, há que reconhecê-lo, é o único que faz pedagogia política».

O PCP desenvolve uma actividade DIÁRIA em torno de um projecto de transformação da sociedade. Possui mais de 300 centros de trabalho por todo o país. As suas organizações, da mais pequena à maior, reúnem regularmente. Promove iniciativas locais, distritais, regionais e nacionais. Tem um jornal semanal, uma revista bimensal, um sítio nacional na Internet e vários distritais. Edita centenas de diferentes boletins informativos e panfletos, denunciando as políticas de direita e divulgando as propostas alternativas dos comunistas. Tem participação regular em congressos de outros partidos revolucionários e outros eventos internacionais. E não quer viver à custa do Estado.
 
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

 

In jornal "Público" - Edição de 17 de Outubro de 2008

                               

Ser Solidário

    «O que é o homem culto? É aquele que:

    
1.º Tem consciência da sua posição no cosmos e, em particular, na sociedade a que pertence;
2.º Tem consciência da sua personalidade e da dignidade que é inerente à existência como ser humano;
3.º Faz do aperfeiçoamento do seu ser interior a preocupação máxima e fim último da vida. 

  
Ser-se culto não implica ser-se sábio; há sábios que não são homens cultos e homens cultos que não são sábios; mas o que o ser culto implica, é um certo grau de saber, aquele que precisamente que fornece uma base mínima para a satisfação das três condições enunciadas.»

  

Bento de Jesus Caraça, no seu texto «A cultura integral do indivíduo» (conferência proferida na União Cultural « Mocidade Livre», em 25 de Maio de 1933)

             

    Vem isto a propósito do Tiago Barbosa Ribeiro. É tão sábio, tão sábio, tão sábio sobre a multifacetada situação da Colômbia que nem sabe quem são os seus amigos.

Quem pensa, no plano filosófico e ideológico, como ele está aglutinado no projecto do Pólo Democrático Alternativo (PDA). Onde o Partido Comunista também participa e é uma componente largamente minoritária. Os homens e mulheres do PDA arriscam diariamente a sua integridade física. Por vezes a própria vida. Pois o Tiago, cego, surdo e mudo, é incapaz de lhes fazer chegar uma atitude solidária. Uma palavra só que seja.     

                       
Estamos conversados sobre o que de facto pensa o Tiago. E sobre a sua solidariedade também.

                                  

Como se constrói uma mentira

    Tiago Barbosa Ribeiro não tem emenda. Mais uma vez confunde forma com conteúdo. E exagera nos adjectivos. Avaliei duma forma positiva a libertação dos reféns e daí o «boneco» do SAPO que escolhi para ilustrar este post. Aliás em coerência com esta minha posição que o Tiago escamoteia,  mas conhece perfeitamente: «Para terminar informo com todo o prazer alguns bloguers mais cínicos e mais cépticos que eu, António Nogueira de Matos Vilarigues defendo, obviamente, a libertação de Ingrid Bettancourt e todos os outros raptados pelas FARC. Mas também dos presos políticos às ordens do Governo

Mas nada do seu conteúdo o pode levar a afirmar levianamente, como o faz, que estou «esfusiante» ou em «júblilo». Pelo contrário.

No meu post estabelecem-se uma série de ligações que pretendem mostrar no campo dos direitos humanos uma realidade multifacetada da Colômbia. Violenta e mortal. Como poderia estar em «júbilo» ou «esfusiante» com a morte, a opressão e a tortura?

Significativamente Tiago Barbosa Ribeiro, ao contrário do autor deste blog, esteve praticamente calado desde Agosto/Setembro de 2007 até ontem. Nada disse sobre isto. Porquê? Ficou engasgado? Custa-lhe reconhecer os erros e dar o braço a torcer?

E muito menos sobre isto. Porquê? A opressão, a intimidação, a tortura e a morte de homens, mulheres e crianças, velhos e novos, camponeses e sindicalistas, não o impressionam? Não lhe merecem ao menos uma palavra de solidariedade? O seu fanatismo ideológico é tão profundo? E a sua ausência de sentimentos também?

Nem mesmo o facto de no post sobre o qual tão presurosamente se pronunciou haver 15 (quinze!!!) ligações para factos comprovados de violação sistemática dos direitos humanos na Colômbia o comoveu. Como não o tinha sensibilizado esta notícia do «Diário de Notícias». 

            

Estamos conversados sobre o que de facto pensa o Tiago. E sobre os seus escrúpulos também.

                

Colômbia: FARC libertam reféns em gesto humanitário

    Para ajudar a uma melhor compreensão da situação na Colômbia:

  

Mais uma vez se pergunta: onde anda o “El Niño” “colombiano”, Tiago Barbosa Ribeiro, e todos os que se indignaram com a suposta presença das FARC na Festa do «Avante!»? Os mesmos que guardaram um silêncio ensurdecedor sobre isto e isto Distraídos? 

   

Direitos Humanos na Colômbia:

               
In Partido Comunista Colombiano
                      

Para que ninguém possa dizer: «eu não sabia...»

    Onde anda o “El Niño” “colombiano”, Tiago Barbosa Ribeiro, e todos os que se indignaram com a suposta presença das FARC na Festa do «Avante!»? Os mesmos que guardaram um silêncio ensurdecedor sobre isto. Distraídos? 

   

Direitos Humanos na Colômbia:

           

In Partido Comunista Colombiano

      

Onde se prova, mais uma vez, que o objectivo real de todos estes supostos defensores dos direitos humanos na Colômbia era a Festa do «Avante!» 

    

Carta do Partido Comunista Colombiano ao povo português

    O Partido Comunista Colombiano repudia vivamente, em comunicado que abaixo reproduzimos na integra, a campanha movida contra si e contra o PCP durante a Festa do Avante!.

  

«Respondendo ao convite do Partido Comunista Português, uma delegação de jovens militantes do Partido Comunista Colombiano esteve presente na Festa do Avante! com um pavilhão na Cidade Internacional onde, para além de produtos típicos do nosso país, demos a conhecer alguns materiais políticos referentes à situação na Colômbia.
«Diversos meios de comunicação social portugueses desencadearam uma campanha infame, mentirosa e despudorada contra a nossa presença. Recorreram à calúnia, à difamação e à provocação. Chamaram-nos de terroristas, assassinos e narcotraficantes. É evidente que a extrema-direita de Portugal orquestrou esta campanha com o objectivo de atacar o PCP e a sua extraordinária Festa.
«Devem saber os jornalistas contratados para essa campanha, que o Partido Comunista Colombiano é uma organização política civil e legal. Temos sedes públicas, estamos representados no parlamento, nas organizações sociais, sindicais, de defesa dos direitos humanos e da paz. A senadora e dirigente comunista Gloria Inês Ramirez preside à Comissão de Paz do Congresso da República e o nosso semanário, Voz, foi condecorado recentemente pelo Congresso, dominado por maiorias governamentais, na passagem do meio século da sua existência.

O PCC não é uma organização terrorista

«O PCC não é uma organização terrorista, nem mafiosa. Pelo contrário, o partido foi e continua a ser vitima da mais inumana perseguição por parte da extrema-direita paramilitar e mafiosa. Milhares de militantes comunistas foram torturados, assassinados ou encontram-se desaparecidos em resultado do genocídio político contra a União Patriótica, projecto político extinto a sangue e fogo e do qual o PCC era o principal integrante. A perseguição ainda não terminou. Práticas como as que acima assinalámos realizadas por jornalistas irresponsáveis alimentam e estimulam a continuidade dos crimes e da perseguição.
«As provas do que afirmamos são tão contundentes que a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização de Estados Americanos (CIDH) exigiu junto do governo colombiano “medidas cautelares de protecção para os dirigentes e sobreviventes da União Patriótica e do Partido Comunista Colombiano”. Acresce que a referida Comissão aceitou a queixa instaurada contra o Estado colombiano pelo genocídio político de que foram alvos a UP e o PCC.
«A CIDH admitiu o caso em Março de 1997, e no Informe n.º5 do dia 12 desse mesmo mês reconheceu que as provas apuradas pela queixa “tendem a caracterizar uma conduta de perseguição política contra a União Patriótica cujo objectivo era exterminar o grupo, e a tolerância dessa prática por parte do Estado na Colômbia”.
«A extrema-direita colombiana, ligada ao narcotráfico e ao paramilitarismo, pretendeu em alguns momentos justificar o genocídio contra a UP e o PCC com argumentos similares aos utilizados por alguns meios de comunicação social portugueses. Durante a campanha eleitoral do actual presidente utilizaram-se também tais calúnias.
«Mas perante tal campanha e respondendo a uma queixa apresentada pelos ofendidos, a Corte Constitucional, órgão máximo da justiça colombiana, assinalou, na sentença n.º T-959/06, que “essa classe de propaganda desconhece que a União Patriótica foi um movimento político, que participou em actos eleitorais e que teve presença em distintos órgãos representativos. O ocultamento desta realidade tem como consequência a promoção de uma imagem negativa do movimento e dos seus membros, pois em lugar destes serem considerados legítimos actores políticos, são apresentados como responsáveis de delitos perpetrados contra civis”.
«O Partido Comunista Colombiano rechaça com indignação a campanha que contra si e contra o Partido Comunista Português foi desencadeada nalguns meios de comunicação social por ocasião da Festa do Avante!. Agradecemos a ampla generosidade recebida do PCP e dos participantes na Festa. Reafirmamos o nosso compromisso inabalável com os valores da paz, da democracia e dos direitos humanos. Chamamos à mais ampla solidariedade para que cessem a perseguição, as calúnias e os assassinatos contra os nossos militantes e a oposição na Colômbia.
«E reclamamos a rectificação e as devidas desculpas por parte dos que, inutilmente, tentaram manchar em Portugal a nossa honra, o nosso prestígio e a nossa dignidade.

(sublinhados meus)

Bogotá, 12 de Setembro de 2007
O Comité Central Executivo do Partido Comunista Colombiano

  

E agora, senhores jornalistas e bloguistas? Calam-se todos? Assobiam para o lado? Ou retractam-se e pedem desculpas?

  

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