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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

A propósito do conceito de Segurança Nacional

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O recente discurso de Passos Coelho, na sua primeira visita à GNR, suscitou em alguns sectores um salivar particular e noutros fez aumentar as preocupações. A razão prende-se com uma maior explicitação quanto ao aprofundamento da orientação visando a consagração consistente da doutrina de segurança nacional.

Um discurso em linha com tudo o que tem vindo a público com vista à elaboração do novo Conceito Estratégico de Segurança e Defesa Nacional (CESDN), com comissão nomeada para efeito onde estão Pinto Balsemão, Ângelo Correia, António Vitorino, Luís Amado, Adriano Moreira, Nuno Severiano Teixeira, Jaime Gama, Figueiredo Lopes, Leonor Beleza, Gen. Loureiro dos Santos, Almirante Vieira Matias, entre outros, e que remete, desde logo, para uma constatação: vão elaborar o novo CESDN alguns dos protagonistas que conduziram, ao longo dos anos, Portugal à situação em que se encontra e, muito particularmente, as próprias Forças Armadas. A isto, chama o Ministro Aguiar Branco de comissão alargada.

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O aprofundamento da desorganização e da desestruturação das Forças Armadas

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Para o PCP, a marca política deste Governo na área da Defesa Nacional, neste seu primeiro ano de actividade, tem sido o aprofundamento da desorganização e da desestruturação das Forças Armadas, tendo por base a repetida tese da «insustentabilidade», com desastrosas medidas que têm conduzido a instituição militar à actual situação.

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É a política, estúpidos*

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José Pedro Aguiar-Branco não para!

«Eu não argumento quando se pretende fazer política com as Forças Armadas», afirmou.

É Ministro da Defesa, mas parece que não conhece uma verdade elementar, milhares de vezes confirmada pela prática. «A guerra é a continuação da política por outros meios» (Carl von Clausewitz)

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É a política, estúpidos!

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* Em 1992 Bush (pai) parecia imbatível. Porém, Bill Clinton venceu as eleições ajudado por uma frase que ficou nos anais: «É a economia, estúpido!»

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Uma «notícia» (???!!!...) que é um caso de estudo

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Esta notícia do Jornal das 8 da TVI do dia 13 de Agosto de 2011, sobre o aniversário da construção do chamado Muro de Berlim (a partir do minuto 46) merece ser vista e analisada. Pelas mentiras que contém. Pelo que não diz. Pela linguagem.

  • O muro não dividia dois estados: a RFA (República Federal Alemã) da RDA (República Democrática Alemã).

  • Dividia a cidade de Berlim (o que, convenhamos, não é bem a mesma coisa...), capital da RDA, bem no interior deste país, como se pode ver pelo mapa.

  • Na parte oeste da cidade, Berlim Ocidental, estavam presentes Forças Armadas dos EUA, do Reino Unido e da França.
  • Berlim Ocidental tinha, à luz do direito internacional, um estatuto especial. Era uma entidade jurídica própria: nem pertencia à RFA (cuja capital era Bona), nem à RDA.

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C-I-N-Q-U-E-N-T-A anos depois dos acontecimentos é eslarecedor verificar que a linguagem da chamada guerra-fria não desapareceu.

E a propósito: quantos espectadores da TVI sabem que a Alemanha existe como estado porque os dirigentes da União Soviética se opuseram de uma forma inflexível às propostas dos EUA, do Reino Unido e da França durante a II Guerra Mundial, visando o seu desmembramento? Mas isso será motivo para um outro post...

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Portugal deve procurar assegurar uma significativa capacidade de defesa própria

(...)

A independência e a soberania nacionais são valores inalienáveis, por isso Portugal deverá procurar afirmar-se como parte activa num processo de desarmamento e de reforço dos mecanismos internacionais de segurança colectiva, no sentido da dissolução da NATO e do impedimento da criação de novos blocos político-militares, rejeitando o aprisionamento do nosso País pelas políticas envolventes das grandes potências da NATO e da União Europeia.

A minha candidatura assume também a defesa da doutrina constitucional que consagra distintivamente os conceitos de Defesa Nacional e de Segurança Interna, contrariando teses que visam a fusão destes conceitos fazendo emergir o conceito de Segurança Nacional abrindo-o à participação das Forças Armadas em missões de segurança interna e a sua intervenção na área da segurança pública.

(...)

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Quem disse que «a NATO foi concebida em espelho com o Pacto de Varsóvia»?

Para ajudar os nossos leitores aqui vai a frase completa:

«Realmente, realmente, esta organização [a NATO] devia ter acabado quando acabou o Pacto de Varsóvia. Ou seja, a NATO foi concebida em espelho com o Pacto de Varsóvia, portanto, o pacto dos países de leste, quando ainda tínhamos o chamado socialismo real. E a NATO sempre se proclamou como organização de defesa do ocidente e com um raio de acção que era o da defesa dos países do ocidente».

Para responderem à pergunta do título, não adianta procurarem através daqueles «motores de busca» muito jeitosos.

Mas, basta ir a qualquer fonte, manhosa que seja, para descobrir que o Pacto de Varsóvia foi assinado nessa cidade a 14 de Maio de 1955, e a NATO, por vezes chamada Aliança Atlântica, foi constituída em Washington a 4 de Abril de 1949.

Assim, a frase do título constitui uma grosseira falsificação histórica, sem dúvida produto da ignorância do «especialista» que é, aliás, uma pessoa conhecedora e inteligente...

E quem for muito, mas mesmo muito!, curioso pode ouvir a frase AQUI!

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Os "temíveis" estrangeiros barrados na fronteira: «Traziam tarjas, traziam panfletos, (...) preparavam-se para se manifestar no nosso país»...

Um autocarro finlandês com 35 pessoas e um automóvel com cinco activistas anti-NATO franceses foram impedidos de entrar em Portugal pela fronteira de Vilar Formoso.

«A fonte referiu que os jovens, 33 finlandeses, um estónio e um alemão, pertenciam a um grupo anti-militarista finlandês e tencionavam seguir para Lisboa, trazendo consigo «material com mensagens anti-NATO». (...) Entretanto, ouvido pela TSF, o major Almeida, oficial de dia da GNR da Guarda, frisou que este tipo de grupos são sempre encarados com «preocupação», porque nunca se sabe que atitude vão tomar

«No grupo, estavam 33 finlandeses, um alemão e um estónio. Traziam faixas e t-shirts anti-NATO. O autocarro chegou à fronteira de Vilar Formoso por volta da meia-noite. Já era esperado pelas autoridades. Sem saberem, estavam a ser seguidos pela polícia, desde Burgos

A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.

(...)

1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.
2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.

In Constituição da República Portuguesa

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Pela Paz, contra a NATO: Manifestação 20 de Novembro em Lisboa

Clicar na imagem para visualizar a ligação

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