Domingo, 26 de Abril de 2009

Lumumba, um filme de Raoul Peck

Patrice Émery Lumumba (né le 2 juillet 1925 à Onalua, Congo belge - assassiné le 17 janvier 1961 au Katanga) est le premier premier ministre du Congo (de nos jours République démocratique du Congo) de juin à septembre 1960. Il est une des principales figures de l'indépendance du Congo.

Patrice Émery Lumumba est considéré au Congo comme le premier «héros national».

Para Ver e Ouvir (em francês com legendas em inglês, mas com o som dessincronizado):

Lumumba, 2000, um filme de Raoul Peck (prémios) 

Ver, sobre este filme, a seguinte controvérsia...

A propósito desta «controvérsia» ver este vídeo a partir dos 6m e 20s:  

CIA - Ajax (Iran-Mossadegh) / Guatemala / Congo Lumumba

(Claro que todo o vídeo é «instrutivo»)

A reunião em que participou Carlucci, e que decidiu o assassinato de Lumumba, está todavia no vídeo, na parte 6, a partir dos 2m e 40s:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                 

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publicado por António Vilarigues às 13:55
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Mário Soares e a sua empatia por Frank Carlucci

    Com exemplos concretos da pequena história do período revolucionário, Mário Soares voltou a demonstrar a sua empatia por Frank Carlucci, que no Outono de 1974 chegou a Portugal como embaixador dos EUA.

«Um tipo pequenino, vivo. Um típico mafioso italiano!», contou, recordando o momento em que se conheceram.

DN Online: Frank Carlucci parecia "um típico mafioso italiano"

    During the turbulent years after its 1974 revolution, U.S. Ambassador Frank Carlucci and Portuguese Prime Minister Mario Soares spent countless hours advancing the cause of democracy and human rights for the people of, often meeting in “the Crow’s Nest,” a room at the very top of the Ambassador’s official residence in Lisbon.

[Durante os anos turbulentos depois da revolução de 1974 o Embaixador dos EUA Frank Carlucci e o Primeiro Ministro Mário Soares gastaram horas sem conta a tratar da causa da democracia e dos direitos humanos para o povo numa pequena sala, conhecida como "o ninho do corvo",  situada mesmo no cimo da residência oficial do Embaixador em Lisboa.]

U.S. Ambassador Thomas Stephenson, An American's Perspective on Portugal Day

     A propósito do assassinato de Lumumba é ver este vídeo a partir dos 6m e 20s:  

CIA - Ajax (Iran-Mossadegh) / Guatemala / Congo Lumumba

(Claro que todo o vídeo é "instrutivo")

    Serviu o Departamento de Estado de 1957 a 1969, sempre em situações controversas. África do Sul, Congo (golpe de estado), Zanzibar (golpe de estado) e Brasil (golpe de estado) foram os seus destinos.

De 1969 a 1975 andou pela área económica e social das Administrações de Nixon e Ford.

O Departamento de Estado chama-o expressamente para mais uma situação complexa, como embaixador em Portugal de 1975 a 1978. A sua «actuação» no nosso país valeu-lhe sair directamente para vice-director da CIA onde permaneceu até 1981. No que constituiu, sublinhe-se, um «movimento diplomático» inédito. Antes e depois.

Seguiu-se o Departamento de Defesa, onde foi adjunto do Secretário de Defesa Caspar Weinberger até 1983.

Saída para os negócios privados para regressar em 1986 para a Casa Branca como Conselheiro Nacional de Segurança e em 1987 como Secretário de Defesa de Reagan.

Desde que abandonou o Pentágono em 1989 Frank Carlucci enveredou pelos negócios privados. Permaneceu no grupo Carlyle, onde chegou a Presidente, até 2005.

Tem interesses económicos nas seguintes empresas: General Dynamics, Westinghouse, Ashland Oil, Neurogen, CB Commercial Real Estate, Nortel, BDM International, Quaker Oats e Kaman.

                                      

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publicado por António Vilarigues às 12:07
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

CONTRA O TERRORISMO

    Parece-me oportuno recordar este Editorial do jornal «Avante!», edição nº 1650.

                           

«É clara e inequívoca, tem mais de oitenta e quatro anos de vida e constitui um caso único no quadro partidário nacional, a posição dos comunistas portugueses em relação ao terrorismo: sempre o considerámos uma prática criminosa, inimiga da democracia e da luta pelo progresso, pela justiça social e pelos interesses dos trabalhadores; sempre sublinhámos a sua característica de arma da reacção e do anti-comunismo; sempre rejeitámos a sua identificação com a luta libertadora dos povos, designadamente quando esta, em situações concretas, assume justa, necessária e corajosa expressão armada (o fascismo chamava «terroristas» aos patriotas que lutavam pela independência dos seus países nas ex- colónias portuguesas, tal como o imperialismo chama «terroristas» aos patriotas palestinos, iraquianos, colombianos); sempre afirmámos que não há terrorismo-bom e terrorismo-mau e que o terrorismo de Estado e o terrorismo político caminham de mãos dadas. E sempre agimos em consonância com estes pontos de vista. Por isso, ao longo da história, o PCP foi sempre um alvo preferencial do terrorismo: quer do terrorismo fascista, ao qual foi o único partido a fazer frente; quer do terrorismo pós 25 de Abril, arma essencial, a dado momento, das forças da contra-revolução. Por isso, o PCP tem uma autoridade moral singular para se pronunciar sobre esta matéria.

    Tudo isto vem a propósito do brutal acto terrorista que, há dias, semeou a morte e o horror em Londres. Tudo isto deve trazer às memórias que também em Portugal houve terrorismo: com bombas, com tiros, com assaltos, com agressões violentas, com edifícios incendiados, com feridos, com mortos – e que vários dos que, hoje, condenam, com trinados de democracia na voz, a bárbara acção bombista do passado dia 7, estavam, então, intensamente empenhados na organização, no incentivo, no apoio ao terrorismo bombista.

    Há trinta anos, num pano colocado na fachada do Centro de Trabalho Vitória, na Avenida da Liberdade, podia ler-se: «Contra o terrorismo». Tratava-se de uma palavra de ordem na ordem do dia: o terrorismo iniciara a sua feroz ofensiva, à qual era necessário fazer frente. Tratava-se de uma brutal vaga terrorista, cujo objectivo essencial era a liquidação da democracia de Abril, do mais avançado projecto de democracia alguma vez existente em Portugal: uma democracia participada, amplamente participada, geradora de liberdade, de justiça social, de respeito pelos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, de respeito pelos direitos humanos – e o ataque à democracia de Abril passava pelo ataque ao PCP, partido da liberdade, da democracia, da justiça social, da independência nacional.
    «Em Julho (de 1975) seguindo-se ao assalto e destruição do Centro de Trabalho do PCP em Rio Maior, são realizados 86 actos terroristas, dos quais 33 assaltos e destruição de Centros de Trabalho do PCP, além de mais 20 repelidos» (…) Em Agosto, acompanhando divisões no MFA e a violenta ofensiva do PS, PPD, CDS e fascistas e reaccionários de toda a espécie contra o V Governo Provisório, são realizadas 153 acções terroristas, das quais 82 assaltos com destruição de 55 Centros de Trabalho do PCP e 25 do MDP-CDE, 39 fogos-postos, 15 bombas, dezenas de agressões.»(1)
Estas acções – cuidadosamente preparadas e organizadas, e financiadas pela CIA e pelos serviços secretos de outros países – constituíam a expressão armada da ofensiva que, no plano político, o PS, o PPD e o CDS desenvolviam contra o Governo de Vasco Gonçalves. Uma ofensiva que, na situação concreta então vivida, era, de facto, contra a democracia, a liberdade, a justiça social, a independência nacional.
Naturalmente, esta escalada terrorista foi considerada pelos dois principais mentores da contra-revolução de Abril (Mário Soares e Frank Carlucci) - ambos conhecedores das origens, da natureza e dos caminhos e atalhos trilhados pelos bandos de terroristas – como «reacções espontâneas das massas populares em fúria», nas palavras do primeiro, enquanto o ex-chefe da CIA garantia que «tudo foi espontâneo, ninguém esteve por detrás». Claro…

    O terrorismo político é sempre um acto criminoso - por isso condenável e a exigir combate. Mesmo quando se apresenta disfarçado, fingindo-se de esquerda ou apresentando-se como resposta ao terrorismo de Estado (este, regra geral, muito mais mortífero: a ocupação do Iraque provocou centenas de milhares de mortos inocentes) - ele não consegue esconder a sua verdadeira face nem os interesses que serve. O 11 de Setembro, o 11 de Março e o 7 de Julho – para referir apenas os três casos com maior ressonância mediática - são pretextos para a intensificação dos projectos expansionistas e de domínio do mundo por parte do imperialismo; são crimes brutais que servem de justificação para a prossecução e intensificação dos crimes brutais praticados por Bush, por Blair e pelos seus pares no Iraque, no Afeganistão, na Palestina, em todo o lado onde o imperialismo pretende assentar a sua pata opressora; são actos criminosos que criam excepcionais condições objectivas e subjectivas para os ataques à democracia, nomeadamente para a aprovação das leis chamadas anti-terroristas e que outra coisa não são do que graves ataques às liberdades, direitos e garantias dos cidadãos.

    O caldo de cultura donde emerge o terrorismo é a realidade da sociedade capitalista; o terrorismo é, sempre, um aliado fiel do capitalismo – logo, um inimigo da democracia, da paz, da justiça

(sublinhados meus)

                                 
(1) Álvaro Cunhal, A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se)
                         
In jornal «Avante!» - Edição de 14 de Julho de 2005
                     

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publicado por António Vilarigues às 00:16
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