Em boa verdade se pode considerar que a greve geral no distrito de Viseu não destoou do todo nacional, mesmo tendo em conta um quadro particularmente difícil para a organização do trabalho sindical e um ambiente ainda muito permeável ao discurso ideológico da direita e aos fantasmas do passado.
Desde logo, é de relevar o trabalho preparatório e organizativo que os sindicatos e a União dos Sindicatos de Viseu fizeram: realização de dezenas de plenários nos locais de trabalho, milhares de contactos com os trabalhadores, distribuições de documentos, colocação de propaganda, organização de piquetes de greve. Relevante foi também a distribuição pelos militantes comunistas de 5000 documentos a «rejeitar o pacto de agressão» à porta de muitas empresas e o contacto com milhares de trabalhadores que tal distribuição proporcionou, bem como todo o apoio dado à organização da greve, incluindo através da criação de uma Comissão de Greve.
A greve teve um grande impacto social e político no distrito: dezenas e dezenas de escolas encerradas; 14 balcões da Caixa Geral de Depósitos não funcionaram; as repartições de Finanças de sete concelhos não abriram; 45 dos 50 motoristas da Transdev de Viseu não compareceram ao trabalho; o Tribunal do Trabalho fez greve a 100%; na Saúde, a adesão foi muito elevada; na Segurança Social, três dezenas de trabalhadores cumpriram a greve e, mesmo no sector automóvel, as oficinas da Gavis foram forçadas a encerrar e houve adesões de nível variável na Citroen (apesar da grande precariedade nesta empresa e das pressões e chantagens da administração), na Avon e na Huf. Registou-se igualmente elevada adesão na administração local (quase 50% dos trabalhadores das câmaras municipais) e na Justiça.
Na concentração que se realizou no Rossio, ao final da manhã, era visível a satisfação e a confiança dos trabalhadores e activistas sindicais, já a pensar nas próximas lutas, as primeiras das quais serão duas marchas lentas, uma, já hoje, 30 de Novembro, na Régua, em defesa dos vitivinicultores durienses e uma outra, no dia 2 de Dezembro, contra as portagens na A23, A24 e A25.
«Cada problema, uma luta». Esse vai ser no futuro próximo o seu lema, garantem os comunistas de Viseu, em nota enviada ao Avante!. Sem esquecer, pelo meio, a hercúlea e inadiável tarefa de reforçar a organização do Partido e do movimento sindical unitário. Conscientes que estão de que «a luta reforça a organização e o reforço da organização cria melhores condições para a luta». Contra a exploração e o empobrecimento, por um Portugal soberano e independente.
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Mandantes (grande capital e grupos económicos) arrogantes e pesporrentos, executantes (Presidente da República, governo e seus apoiantes) diligentes e servis, políticos e politólogos, analistas e comentadores, economistas e jornalistas, todos defensores do pensamento único, mais ou menos neoliberal, com presença assegurada na comunicação social dominante, elegeram a Constituição da República Portuguesa como seu inimigo figadal.
Todos os dias tripudiam sobre o seu conteúdo, que alguns juraram defender, cumprir e fazer cumprir. Cada dia que passa põem-se à margem da Lei Fundamental do país. Agem na ilegalidade
Do outro lado da barricada, do lado da lei, dentro da legalidade, estão todos aqueles que nas instituições, nos locais de trabalho, nas ruas, defendem o Portugal de Abril consagrado na Constituição.
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É a legalidade, estúpidos!
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* Em 1992 Bush (pai) parecia imbatível. Porém, Bill Clinton venceu as eleições ajudado por uma frase que ficou nos anais: «É a economia, estúpido!»
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Mandantes (grande capital e grupos económicos) arrogantes e pesporrentos, executantes (Presidente da República, governo e seus apoiantes) diligentes e servis, políticos e politólogos, analistas e comentadores, economistas e jornalistas, todos defensores do pensamento único, mais ou menos neoliberal, com presença assegurada na comunicação social dominante, peroram quotidianamente sobre a liberdade (deles) e a democracia (deles).
Pergunta-se: que liberdade de fazer greve, direito consagrado na Constituição da República Portuguesa e na lei, tem um trabalhador a quem o patrão ameaça, impunemente, com o despedimento ou/e com outras represálias ilegais?
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É a liberdade, estúpidos!
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* Em 1992 Bush (pai) parecia imbatível. Porém, Bill Clinton venceu as eleições ajudado por uma frase que ficou nos anais: «É a economia, estúpido!»
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Mandantes (grande capital e grupos económicos) arrogantes e pesporrentos, executantes (Presidente da República, governo e seus apoiantes) diligentes e servis, políticos e politólogos, analistas e comentadores, economistas e jornalistas, todos defensores do pensamento único, mais ou menos neoliberal, com presença assegurada na comunicação social dominante, desataram a fazer contas sobre os custos da Greve Geral de 24 de Novembro.
Mas esquecem-se, ou fingem esquecer, um dado fundamental: aos trabalhadores que vão fazer greve será descontado um dia de salário.
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São os trabalhadores, estúpidos!
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* Em 1992 Bush (pai) parecia imbatível. Porém, Bill Clinton venceu as eleições ajudado por uma frase que ficou nos anais: «É a economia, estúpido!»
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O Conselho Europeu de 23/24 de Junho foi bem ilustrativo da natureza de classe da União Europeia e de como as suas instituições e políticas estão inteiramente ao serviço do grande capital e das grandes potências e, mais especificamente, ao serviço do grande capital financeiro (cada vez mais corrupto, especulativo e parasitário) e das ambições da Alemanha. E confirmou o que de há muito bem sabemos: que a ruptura com o processo de integração capitalista que, do Tratado de Roma aos objectivos da «Estratégia Europa 2020» e ao «Pacto para o Euro Mais», vem reforçando o seu carácter neoliberal, federalista e militarista é necessária para defender as aquisições civilizacionais de décadas de duras lutas populares.
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- Dizem os governantes que não tenhamos tanta pressa em fazer outra greve geral... e que até exactamente à véspera de nos retirarem o último direito, temos tempo...
- Pelos vistos vamos morrer de asco, não de stress...
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Para Ler, Ver e Ouvir :
Impressons a respeito da Greve Geral na Galiza 27 Janeiro 2011
Diário Liberdade (notícias)
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Os trabalhadores gregos voltaram a paralisar o país no dia 15, naquela que foi a 14ª greve geral no espaço de um ano convocada pela PAME e a oitava que teve a adesão das centrais reformistas.
Em 17 de Dezembro de 2009, a Frente Sindical de Todos os Trabalhadores (PAME) convocou a primeira greve geral contra o primeiro pacote de medidas antipopulares anunciado pelo então recém-eleito governo do PASOK.
Desde essa data não houve praticamente uma semana que não tenha ficado marcada por protestos dos mais variados sectores e profissões. Face aos ataques consecutivos do governo contra os salários e prestações sociais, os direitos laborais e sociais, a PAME, frente sindical apoiada pelos comunistas, desencadeou um movimento de massas que se foi ampliando, redobrando de força e firmeza.
(sublinhados meus)
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Mensaje de los controladores aéreos, Padylla
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- Nós, os controladores aéreos, livremente, sem coacções nem pressões, queremos desejar a todos os espanhóis um Feliz Natal.
- Agora repita-o e inclua «e Feliz Ano Novo».
«Parece que el estado de alarma (lo cual me alarma bastante) va a continuar casi un mes más».
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Militarizaciones,(Jaume Capdevila) KAP
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Franco: Ora tomem!... Em 1936 a mim também me deu para militarizar o Governo!
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Estado de emergência contra grevistas (Edição N.º 1932, 09-12-2010)
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