Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

A Pesada herança do sionismo genocída

     Publicamos hoje a comunicação apresentada por Miguel Urbano Rodrigues ao Fórum Internacional de Solidariedade com os Povos da Região realizada em Beirute, Líbano, nestes dias.

Amigos e Camaradas: 

A Presidência de Barack Obama está a ser festejada no Ocidente como o inicio de uma nova era no âmbito de uma gigantesca campanha mediática. 

Esse entusiasmo é revelador da profunda crise de civilização que a humanidade atravessa, ameaçada pela barbárie de um sistema de poder monstruoso. 

Primeiro absurdo: Os EUA, país do qual viria a salvação para a crise global em desenvolvimento, são os grandes responsáveis pelo caos que se instalou no mundo. 

Segundo absurdo: As declarações do novo Presidente e as primeiras medidas por ele tomadas justificam o temor de que, embora com outra linguagem e outro estilo, os EUA persistam no fundamental fiéis a uma estratégia imperialista de dominação universal.

No domínio da politica exterior – para me limitar a temas relacionados com este - Fórum Obama afirma-se disposto a intensificar a guerra de agressão contra o povo do Afeganistão, ameaça o Irão e identifica no Estado de Israel o seu grande aliado no Médio Oriente. 

Nomeou para chefe do seu gabinete na Casa Branca Rahm Emmanuel, um sionista fanático, mantém à frente do Pentágono Robert Gates, outro sionista, e definiu Jerusalém como «una e indivisível».

Até hoje não teve uma palavra de critica para as repetidas declarações de altos responsáveis israelenses, civis e militares, que ameaçam o Líbano com uma nova agressão militar, e absteve-se de comentar a «tese» da ministra Tzipi Livni sobre a conveniência de expulsar de Israel todos os palestinos (1.400.000) que ali vivem. Não condenou o genocídio de Gaza, assumindo uma atitude ambígua perante a agressão sionista.

                 

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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Quantas divisões? O monstro tinto de sangue entra em Gaza

Ainda que Israel conseguisse matar todos os combatentes do Hamas, até o último homem, ainda assim o Hamas venceria. Os combatentes do Hamas passarão a ser vistos como exemplos para o mundo árabe, heróis do povo da Palestina, exemplo a ser copiado para todos os jovens árabes. A Cisjordânia cairá no colo do Hamas, como fruta madura. O Fatah naufragará num mar de escárnio, vários regimes árabes estarão sob risco de colapso.

Há quase 70 anos, durante a II Guerra Mundial, cometeu-se um crime de ódio em Leningrado. Por mais de mil dias, uma gang de extremistas, chamada "o Exército Vermelho" sequestrou e manteve sob sítio os milhões de habitantes da cidade, o que provocou acção de retaliação pela German Wehrmacht, que teve de agir em áreas superpovoadas. Os alemães só tiveram essa escolha: bombardear e encurralar a população e impor total bloqueio, o que matou centenas de milhares.

Pouco antes disso, crime similar foi cometido na Inglaterra. A gang de Churchill infiltrou-se entre os moradores de Londres, servindo-se de milhões de seres humanos como escudo humano. Os alemães foram obrigados a despachar para lá sua Luftwaffe e muito relutantemente reduziram a cidade a ruínas. Chamaram de "a Blitz". 

Essa seria a narrativa da história, que veríamos hoje nos livros escolares - se os alemães tivessem vencido a guerra.

Absurdo? Tão absurdo quanto o que se lê diariamente nos jornais em Israel, repetido ad nauseam: os terroristas do Hamás "sequestraram" os habitantes de Gaza e exploram mulheres e crianças como "escudos humanos". Não deixam alternativa ao exército de Israel, que é obrigado a bombardear furiosamente, processo durante o qual, Israel lamenta muito, Israel mata e mutila milhares de mulheres, homens desarmados e crianças.

                                                                                

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O original encontra-se AQUI

                                               

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Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

A minha avó não morreu para dar cobertura aos soldados israelitas que matam avós...

I was brought up as an orthodox Jew and a Zionist.  On a shelf in our kitchen, there was a tin box for the Jewish National Fund, into which we put coins to help the pioneers building a Jewish presence in Palestine.

I first went to Israel in 1961 and I have been there since more times than I can count.  I had family in Israel and have friends in Israel.  One of them fought in the wars of 1956, 1967 and 1973 and was wounded in two of them.  The tie clip that I am wearing is made from a campaign decoration awarded to him, which he presented to me.

I have known most of the Prime Ministers of Israel, starting with the founding Prime Minister David Ben-Gurion.  Golda Meir was my friend, as was Yigal Allon, Deputy Prime Minister, who, as a general, won the Negev for Israel in the 1948 war of independence.

My parents came to Britain as refugees from Poland.  Most of their families were subsequently murdered by the Nazis in the holocaust.  My grandmother was ill in bed when the Nazis came to her home town of Staszow.  A German soldier shot her dead in her bed.

My grandmother did not die to provide cover for Israeli soldiers murdering Palestinian grandmothers in Gaza.  The current Israeli Government ruthlessly and cynically exploit the continuing guilt among gentiles over the slaughter of Jews in the holocaust as justification for their murder of Palestinians.  The implication is that Jewish lives are precious, but the lives of Palestinians do not count.

On Sky News a few days ago, the spokeswoman for the Israeli army, Major Leibovich, was asked about the Israeli killing of, at that time, 800 Palestinians -- the total is now 1,000.  She replied instantly that "500 of them were militants."

That was the reply of a Nazi.  I suppose that the Jews fighting for their lives in the Warsaw ghetto could have been dismissed as militants.

    The Israeli Foreign Minister Tzipi Livni asserts that her Government will have no dealings with Hamas, because they are terroristsTzipi Livni's father was Eitan Livni, chief operations officer of the terrorist Irgun Zvai Leumi, who organised the blowing-up of the King David hotel in Jerusalem, in which 91 victims were killed, including four Jews.

Israel was born out of Jewish terrorism.  Jewish terrorists hanged two British sergeants and booby-trapped their corpses.  Irgun, together with the terrorist Stern gang, massacred 254 Palestinians in 1948 in the village of Deir Yassin.  Today, the current Israeli Government indicate that they would be willing, in circumstances acceptable to them, to negotiate with the Palestinian President Abbas of Fatah.  It is too late for that.  They could have negotiated with Fatah's previous leader, Yasser Arafat, who was a friend of mine.  Instead, they besieged him in a bunker in Ramallah, where I visited him.  Because of the failings of Fatah since Arafat's death, Hamas won the Palestinian election in 2006.  Hamas is a deeply nasty organisation, but it was democratically elected, and it is the only game in town.  The boycotting of Hamas, including by our Government, has been a culpable error, from which dreadful consequences have followed.

The great Israeli Foreign Minister Abba Eban, with whom I campaigned for peace on many platforms, said: "You make peace by talking to your enemies."

However many Palestinians the Israelis murder in Gaza, they cannot solve this existential problem by military means.  Whenever and however the fighting ends, there will still be 1.5 million Palestinians in Gaza and 2.5 million more on the west bank.  They are treated like dirt by the Israelis, with hundreds of road blocks and with the ghastly denizens of the illegal Jewish settlements harassing them as well.  The time will come, not so long from now, when they will outnumber the Jewish population in Israel.

It is time for our Government to make clear to the Israeli Government that their conduct and policies are unacceptable, and to impose a total arms ban on Israel.  It is time for peace, but real peace, not the solution by conquest which is the Israelis' real goal but which it is impossible for them to achieve.  They are not simply war criminals; they are fools.

In "My Grandmother Did Not Die to Provide Cover for Israeli Soldiers Murdering Palestinian Grandmothers in Gaza" - com vídeo

    Gerald Bernard Kaufman is a British Labour Member of Parliament.  Sir Kaufman made the statement above during the 15 January 2009 House of Commons debate on Gaza in the United Kingdom. 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                           

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Domingo, 18 de Janeiro de 2009

PALESTINA: Um Povo, Uma Luta, Um Estado

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Sábado, 17 de Janeiro de 2009

Occupation 101, um documentário sobre o conflito entre Israel e os palestinos

   

Ocupación 101: La voz de los silenciados Mayoría 2006 es un documental sobre el conflicto palestino-israelí dirigida por Sufyan Omeish y Abdallah Omeish, y narrada por los estadounidenses Alison Weir. La película se centra en la realidad y los efectos de la ocupación israelí de la Ribera Occidental y la Franja de Gaza y analiza los acontecimientos desde el lugar del sionismo a la Segunda Intifada y la retirada unilateral de Israel de plan, y presenta su caso a través de docenas de entrevistas. Cuestiona la naturaleza de las relaciones israelo-americana. En concreto, cuestiona la ocupación militar israelí de la Ribera Occidental y Gaza, y si Estados Unidos debería ayudar a pagar por ello. Ocupación incluye 101 entrevistas con la mayoría de los estudiosos de América y de Israel, los líderes religiosos, los trabajadores humanitarios, las ONG y la crítica de las injusticias y violaciones de los derechos humanos que se derivan de la política israelí en la Ribera Occidental, Jerusalén oriental, y la Franja de Gaza.  

Synopsis:

A thought-provoking and powerful documentary film on the current and historical root causes of the Israeli-Palestinian conflict. Unlike any other film ever produced on the conflict -- 'Occupation 101' presents a comprehensive analysis of the facts and hidden truths surrounding the never ending controversy and dispels many of its long-perceived myths and misconceptions.

The film also details life under Israeli military rule, the role of the United States in the conflict, and the major obstacles that stand in the way of a lasting and viable peace. The roots of the conflict are explained through first-hand on-the-ground experiences from leading Middle East scholars, peace activists, journalists, religious leaders and humanitarian workers whose voices have too often been suppressed in American media outlets.

The film covers a wide range of topics -- which include -- the first wave of Jewish immigration from Europe in the 1880's, the 1920 tensions, the 1948 war, the 1967 war, the first Intifada of 1987, the Oslo Peace Process, Settlement expansion, the role of the United States Government, the second Intifada of 2000, the separation barrier and the Israeli withdrawal from Gaza, as well as many heart wrenching testimonials from victims of this tragedy.  

In Occupation101

Outra versão (em inglês):

Occupation 101   2006 um documentário de Abdallah Omeish e Sufyan Omeish

Prémios 

                                                                    

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                                               

                                                       

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

O sistema a funcionar…

Texto de Ângelo Alves

    Os acontecimentos na Faixa de Gaza são um poderoso libelo acusatório contra as classes dominantes em Israel, a reacção árabe, o sionismo e o imperialismo. Estamos perante a pior guerra levada a cabo por Israel desde a guerra dos seis dias em 1967. Uma guerra suja, calculada e preparada durante meses e meses. Uma guerra assassina, objectivamente apoiada pelas principais potências imperialistas mundiais que, desde o apoio aberto dos EUA à vergonhosa posição da maioria dos governos da União Europeia, dão todo o tempo necessário a Israel para continuar a matança e invadir o território.

Apesar dos cerca de mil mortos e milhares de feridos, apesar das dezenas de milhares de desalojados, apesar das notícias de utilização de armas proibidas na invasão de Gaza, apesar das estatísticas que apontam para que cerca de 90% das vítimas da invasão sejam civis desarmados, apesar dos bombardeamentos de habitações, escolas, hospitais e locais de culto, apesar dos ataques a comboios humanitários e instalações da ONU, entre muitos outros crimes, apesar disso tudo, a hipocrisia continua a reinar na chamada «comunidade internacional» e a contribuir para o banho de sangue. Mais uma vez na sua história o Conselho de Segurança da ONU optou por branquear os crimes israelitas e por não exigir rigorosamente nada de Israel, aprovando uma Resolução que face à barbárie se limita a «apelar» a um cessar-fogo que «possa conduzir» à retirada das tropas israelitas do território. O resultado foi o esperado, ou seja, nenhum. A agressão israelita não só não parou como se intensificou, entrando agora na sua «terceira fase». Sarkozy, o «incansável» presidente francês, «surfa» a situação e com Hosni Mubarak trabalha um «plano de paz franco-egípcio» de que muito se fala mas que ignora por completo as mais básicas exigências: fim dos ataques, retirada imediata das forças ocupantes israelitas e fim do bloqueio a Gaza. Nos círculos dirigentes da União Europeia a solução clássica do «envio de uma força multinacional com um mandato robusto» começa a tomar forma confirmando a tendência já evidenciada na guerra do Líbano de 2006 de um maior envolvimento e presença militar europeia no Médio Oriente. Entretanto a questão central do respeito pelos inalienáveis direitos do povo palestiniano e pelas inúmeras resoluções das Nações Unidas que os reconhecem desaparece por completo dos discursos oficiais. É o sistema a funcionar, no seu melhor.

    E porque isto anda tudo ligado, alguns dos protagonistas dos crimes, da hipocrisia e da cumplicidade com Israel reuniram-se a passada semana em Paris numa conferência intitulada «Novo Mundo, Novo Capitalismo», organizada por Tony Blair e Nicolas Sarkozy. Figuras como Angela Merkel, Francis Fukuyama, Giulio Tremonti (ministro das Finanças italiano), Pascal Lamy (director da OMC), Jean Claude Trichet (Presidente do BCE), e Yaël Tamir (ministra da Educação israelita), entre outras, compuseram o arco político desta iniciativa cujo mote foi mais uma vez o estafado discurso da refundação do capitalismo, da regulação e da ética, mas não só… Registe-se o aprofundamento dos discursos de rivalidade com os EUA por Sarkozy e as propostas peregrinas de Merkel da criação de um conselho económico mundial à semelhança do Conselho de Segurança da ONU e de uma «Carta» para o bom funcionamento da economia (capitalista claro) à semelhança da Carta dos Direitos Humanos. Ou seja, os mesmos que usam as instituições internacionais para permitir o banho de sangue na Palestina, são os mesmos que querem transformar em doutrina oficial mundial o sistema que está na génese das injustiças, da pobreza, da guerra e da morte e criar novas instituições de domínio económico com um poder ainda mais centralizado. E registe-se ainda que nesta orgia ideológica de «salvação» do capitalismo participou John Monks, secretário-geral da Confederação Europeia de Sindicatos. É o sistema a funcionar…

                      

In jornal «Avante!» - Edição de 15 de Janeiro de 2008

                                      

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

O preço de um só israelita

«No somos sino espectadores del más reciente -quizás penúltimo- capítulo del viejo conflicto de 60 años que enfrenta a Israel y al pueblo palestino. Sobre las complejidades de este trágico conflicto se han vertido incontables opiniones, defendiendo una u otra de las partes enfrentadas. Hoy, con los ataques israelíes desarrollándose ininterrumpidamente sobre Gaza, el cálculo esencial -que siempre fue materia reservada- y que subyace tras el conflicto ha sido revelado en toda su crudeza: la muerte de una víctima israelí justifica la muerte de cientos de palestinos. La vida de un israelí es tan valiosa como la de un centenar de vidas palestinas.

Esto es lo que el Estado israelí y los medios de comunicación - tan solo con algunas excepciones marginales- repiten ciegamente. Y esta reclamación, que acompaña y a la vez justifica la más larga ocupación de un territorio extranjero en el siglo XX de la historia europea, es visceralmente racista.

Que el pueblo judío debe aceptar esto, que el mundo debería comprenderlo, y que los palestinos deberían asumirlo... es uno de esos chistes irónicos de la historia. Y no tiene gracia en ningún lugar. Nosotros podemos, sin embargo, rebatirlo, con más y más voces. Hagámoslo.»                                    

John Berger e Eduardo Galeano (30-12-2008)                                                        

    Sobre a agressão ao Líbano de há dois anos ver o texto de Eduardo Galeano «¿Hasta cuándo?»

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                              

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Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

Israel, no oprimas a tu hermano, estas sembrando vientos y tempestades

«y juzgará entre las naciones y
reprenderá a muchos pueblos;
y volverán sus espadas en rejas de arado,
y sus lanzas en hoces; no alzará espada
nación contra nación, ni se adiestrarán
más para la guerra
» (Isaias 1,4)

Adolfo Pérez Esquivel

Sonó el teléfono a las 3.45 de la noche, la voz de un amigo preocupado y dolorido se preguntaba que podía hacer la comunidad internacional frente a los bombardeos de Israel, el 27 de diciembre del 2008 sobre la Franja de Gaza y la posterior invasión terrestre provocando muertes y graves daños a la población palestina, con los llamados "daños colaterales",utilizado para ocultar las masacres.

Israel trata de justificar los ataques por la escalada de violencia de los misiles lanzados por las milicias de Hamas contra poblados de colonos israelíes en territorio palestino ocupado.

Tras largas décadas el conflicto entre Israel y Palestina no tiene perspectivas de solución, a pesar de los intentos de diálogo y treguas que terminaron fracasando en el tiempo. El problema es que no quieren llegar a una solución del conflicto.

Los intereses económicos, políticos y militares de Israel y de los EE.UU desconocen las reiteradas resoluciones de la ONU para poner fin al conflicto y buscar una salida política y que se aplique la resolución del año 1948 sobre la constitución de dos Estados, el de Israel y Palestina.

En el tiempo transcurrido se ha constituido únicamente el Estado de Israel, país que en alianza con los EE.UU. se oponen por las armas a la constitución del Estado Palestino, invadiendo su territorio y asentando colonias judías, expulsando y marginando al pueblo palestino y utilizando métodos aberrantes como la tortura, el trato cruel y degradante y violando los derechos humanos; levantando un "muro infame" que divide a los pueblos sometiendo a los palestino a la marginalidad, la pobreza y el terror.

 

Continuar a ler aqui:

   Adolfo Pérez Esquivel

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                              

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

O Movimento «Poetas do Mundo» Condena o Genocídio Contra o Povo Palestino

     O movimento «Poetas do Mundo» condena o genocídio contra o povo palestino e homenageia os seus poetas. Centenas de poetas do mundo manifestam-se em solidarideade com a Palestina. AQUI reproduzimos alguns comentários.

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Raimundo

                              

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Não há «israelitas» nem «palestinianos»

    Em 1947, a ONU aprova um plano de partilha da Palestina em dois estados: um judaico, com um milhão de habitantes, 510 mil dos quais árabes; um árabe, com 814 mil habitantes, 10 mil dos quais judeus.

Jerusalém, cidade santa para três religiões, ficaria com estatuto de cidade internacional. Segundo as estimativas da época, a população árabe da Palestina era de um milhão e 300 mil pessoas e a judaica rondava o meio milhão.

A 15 de Maio de 1948, David Ben Gurion proclama o nascimento do Estado de Israel. Com uma fronteira radicalmente diferente da aprovada pela ONU. Com um território um terço superior ao acordado. A "Grande Israel" estava em marcha. O Estado Palestiniano era um nado-morto. Até hoje! 

No seguimento destes acontecimentos, a ONU aprova, em 1949, a Resolução 194, que decide permitir aos refugiados que o desejem o regresso às suas casas com direito a compensações pela destruição dos seus bens. Só que em 1948, David Ben Gurion, então primeiro-ministro, declarou: "Devemos impedir o seu regresso a qualquer preço". Hoje são mais de três milhões. 

Na sequência da Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupa o resto da Palestina (Cisjordânia, Faixa de Gaza e Jerusalém-Leste). Ao arrepio da Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, nesse mesmo Verão a colonização dos territórios ocupados começa com a construção de novos colonatos. Lucidamente, David Ben Gurion defende a não colonização, prevendo as consequências da transformação do seu país em potência ocupante. Hoje existem mais de 200 mil colonos instalados em colonatos nos territórios ocupados. 

Esta é a raiz real e profunda do conflito. Só com a retirada do exército israelita para as posições anteriores às ocupações de 1967 e a destruição do muro; só com o desmantelamento de todo o sistema de colonatos israelitas; só com o fim do cerco a Gaza; só com a solução da questão dos refugiados palestinianos de acordo com as resoluções da ONU, só com o reconhecimento do direito do povo palestiniano à edificação do seu Estado, livre, independente e viável com capital em Jerusalém Leste, lado a lado com Israel; só verificadas todas estas condições é que poderemos falar de uma real paz justa e duradoura na região. 

Em Israel e no campo palestiniano todos os intervenientes políticos o sabem. Dos dois lados há quem lute consequentemente por esta solução. Dos dois lados há quem a procure destruir e inviabilizar. 

A chamada comunidade internacional omite que, quer na sociedade israelita, quer na sociedade palestiniana, há forças sociais e políticas bem diferenciadas. Esconde que há radicais dos dois lados da barricada. E moderados. E forças consequentes. Fala do terrorismo palestiniano, que é real. Mas aceita de bom grado chefes de Governo terroristas (Begin, Shamir, Sharon) que afirmam alto e bom som que primeiro há que matá-los (os palestinianos) para só depois negociar. Que proclamam que a Palestina é a Jordânia. Aceita governos de Israel onde participam partidos, com vários ministérios, que, em palavras e actos, negam TODOS os direitos aos palestinianos.

Há quem seja incapaz de ver os acontecimentos de forma diferente da redutora divisão entre bons de um lado e maus de outro. Felizmente há outros exemplos. Como o professor Richard Falk, relator especial do Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Como Daniel Barenboim e Mariam Said, os promotores da paz através da música. Como o PC de Israel e a Frente Democrática para a Paz e a Igualdade que nestes dias se reuniram em Ramalah com representantes de facções da esquerda palestiniana, incluindo a Frente Democrática para Libertação da Palestina, a Frente Popular para a Libertação da Palestina e o Partido do Povo Palestino (comunistas). Como os militares que se recusam a disparar e a bombardear a Palestina. Como tantos e tantos outros que em Israel e na Palestina defendem um processo de paz genuíno. O trágico, dizem, é que isto é possível. Só é preciso querer.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                                     

In jornal "Público" - Edição de 9 de Janeiro de 2009

                                                          

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