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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

65 anos depois de Hiroshima: a Cimeira da Nato em Lisboa, novos perigos para a paz

Há 65 anos o mundo testemunhou um dos mais hediondos crimes contra Humanidade. 6 e 9 de Agosto - os dias em que Hirsohima e Nagasaki foram reduzidas a cinzas após o lançamento, pela primeira vez na História, de duas bombas atómicas - são duas das mais negras páginas da História Mundial que não devem nem podem ser esquecidas.

O bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki não foi uma obra do acaso, e muito menos uma necessária estratégia militar para garantir a vitória dos Aliados na II Guerra Mundial. O lançamento de duas bombas atómicas sobre populações civis foi uma premeditada e criminosa decisão do imperialismo norte-americano visando a demente afirmação da sua supremacia militar e tecnológica e a sinalização da sua política de crescente confrontação com a então União Soviética e de início da chamada “guerra fria”.

Ler Texto Integral

-

PAZ SIM! NATO NÃO!

-

Quem é que «não exclui (...) um ataque inicial nuclear»?

Não, não é o «Eixo do mal»!

    Fomos falar com uma especialista (1) em assuntos europeus, estratégicos e autárquicos:

«A NATO, essa sim, discute arsenais nucleares — essencialmente o chapéu-de-chuva nuclear americano — e até tem a sua própria doutrina e planos de contingência nucleares. O problema neste momento é a ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO que não exclui um first strike nuclear — um ataque inicial nuclear. Este posicionamento revela uma mentalidade ultrapassada de Guerra Fria, quando a vantagem da União Soviética no domínio do armamento convencional levou a Aliança a manter aberta a opção do Na verdade, a NATO paga um preço elevado por uma ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa.

Primeiro, a opção de first strike demonstra a amigos e inimigos, em todo o mundo, que as armas nucleares ainda assumem um papel central no pensamento estratégico do Ocidente; ela representa assim um obstáculo estrutural à plena implementação do Artigo VI do TNP, que impõe o gradual desarmamento às potências nucleares, e contribui para colocar as armas nucleares no topo da lista dos objectivos de qualquer potência aspirante. Segundo, este posicionamento nuclear legitima a presença de mais de 400 armas nucleares tácticas americanas em solo europeu. Estas relíquias da Guerra Fria são, consideram unanimemente os especialistas, as mais fáceis de roubar e proliferar...»

     Dois pequenos apontamentos:

1. Frases como «ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO», «mentalidade ultrapassada de Guerra Fria», «ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa», etc., servem para justificar a existência da NATO no tempo da URSS, são elas mesmas ambíguas e pretendem fazer crer que se pode mudar a natureza ao escorpião.

2. Não seria «um primeiro ataque nuclear». Seria o terceiro!

(1) A NATO e as armas nucleares - A Aba da Causa

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

Quem disse: «Eu quero que só um governo possua armas nucleares [os EUA]»?

    A frase no inglês original é «I only want one government to have nuclear weapons» e foi proferida mesmo no fim de uma entrevista em 29 de Julho de 2009.

Lembremos o tempo em que só os EUA possuiam armas nucleares:

Quem acertar no autor da frase e fizer uma redacção adequada sobre a mesma pode ganhar uma magnífica viagem (1) a um país exótico num hotel especialmente preparado para o acolher! O hotel está a ser inteiramente remodelado.

(1) Sim, mesmo com a mudança de administração a companhia não faliu. Veja aqui um folheto em português.

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      

A bomba ... EUA, o único país que lançou a bomba atómica contra pessoas

La bomba ... EEUU único país que ha lanzado una bomba atómica contra miles de inocentes

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

Orchestral Manoeuvres In The Dark cantam Andy McCluskey: Enola Gay

    «Enola Gay foi o nome dado ao bombardeiro B-29 que lançou a bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroshima no dia 6 de Agosto de 1945. Foi pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr, então com 30 anos, comandante do 509º Grupamento Aéreo dos Estados Unidos, que desde Fevereiro de 1945 preparava-se para a missão. A fim de realizá-la, Tibbets escolheu pessoalmente um quadrimotor B-29, baptizando-o com o nome Enola Gay em homenagem à sua mãe».

Para Ler:

ENOLA GAY


Enola Gay

You should have stayed at home yesterday

Ah-ha words can’t describe

The feeling and the way you lied

 

These games you play

They’re going to end in more than tears some day

Ah-ha Enola Gay

It shouldn’t ever have to end this way

 

It’s eight fifteen

And that’s the time that it’s always been

We got your message on the radio

Conditions normal and you’re coming home

 

Enola Gay

Is mother proud of little boy today

Ah-ha this kiss you give

It’s never going to fade away

 

Enola Gay

It shouldn’t ever have to end this way

Ah-ha Enola Gay

It shouldn’t fade in our dreams away

 

It’s eight fifteen

And that’s the time that it’s always been

We got your message on the radio

Conditions normal and you’re coming home

 

Enola Gay

Is mother proud of little boy today

Ah-ha this kiss you give

It’s never ever going to fade away

Andy McCluskey

Nesta canção há vários jogos de palavras usando o facto de o bombardeiro ter o nome da mãe do piloto e de a bomba se chamar "menino". Pergunta, por exemplo, se a mãe estará orgulhosa do seu menino. Diz também que o "beijo" que o "menino" deu nunca mais será esquecido. E a canção vai mais longe afirmando, por exemplo, que "esta maneira de «brincares» acaba sempre em mais do que lágrimas".

Para ver e ouvir Orchestral Manoeuvres In The Dark a cantar «ENOLA GAY» de Andy McCluskey:

    Um «drone», um dos mais modernos bombardeiros. Os actuais filhos da mãe podem estar a milhares de quilómetros de distância.

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Há 63 anos - Hiroshima e Nagasaki!

   

63 anos, a 6 de Agosto tudo mudou, para Hiroshima e para o mundo: Os EUA lançavam pela primeira vez na História uma bomba atómica sobre uma população civil. Uma centena de milhar de mortos, a destruição total de uma cidade e três dias de horror e choque não foram contudo suficientes para travar a decisão duplamente criminosa de reincidir, condenar à morte e executar a população de Nagasaki a 9 de Agosto de 1945. 

   

Nesses dias, os EUA, pela mão da administração Truman, tornaram-se responsáveis por dois dos mais hediondos crimes jamais cometidos. Levados a cabo numa situação em que o processo de rendição do Japão já estava em curso, tiveram como objectivo afirmar a supremacia militar dos EUA no pós-guerra. Crimes contra a Humanidade, inseridos na lógica criminosa do militarismo imperialista, pelos quais os seus autores nunca foram julgados.

   

Da forma mais dolorosa possível o povo japonês conheceu – e é ainda hoje obrigado a conviver – com o terror nuclear e as suas consequências. A somar às vítimas directas das duas explosões atómicas, milhões de vidas foram exterminadas em resultado directo e indirecto das radiações então libertadas. É à memória desses que hoje  se presta homenagem.

   

Passadas mais de seis décadas, o mundo permanece sobre a ameaça da utilização da arma nuclear. Apenas nove países – entre os quais os EUA, as principais potências da NATO e Israel – detêm hoje mais de vinte mil ogivas nucleares com uma capacidade total centenas de milhar de vezes superior à da bomba de Hiroshima. Armas nucleares que segundo várias declarações de responsáveis políticos e revisões de conceitos estratégicos, são passíveis de ser utilizadas, inclusive em ataque militar.

   

Nos orçamentos militares das principais potências da NATO as rubricas para a modernização e o desenvolvimento de novas armas ocupam lugar de destaque e denunciam por si a opção deliberada de continuar a apostar na arma nuclear e em outras armas de destruição massiva, no contexto de uma nova corrida aos armamentos que alimenta ainda mais os já incomensuráveis lucros das multinacionais ligadas aos complexos industriais militares das principais potências imperialistas.

                                         

As armas nucleares em boas mãos

    1. Assistimos ao triunfo da teoria maoista das “armas em boas mãos”. Ao nível das relações internacionais, a Administração Bush parece ter ido desenterrar esta velharia ideológica aos manuais da contra-informação da CIA e quejandos. Com efeito desenrola-se perante os nossos olhos uma tremenda manipulação e ainda maior mistificação em torno da questão do armamento nuclear. Tudo se passa como se uns pudessem ter e outros não. Quem decide? As administrações americanas, pois claro.

As mesmas administrações que em todos e cada um dos conflitos em que os EUA se envolveram nos últimos 106 anos mentiram. Quer à opinião pública mundial, quer ao seu próprio povo. Para quem tenha dúvidas aconselho a visita a dois sites: AQUI e AQUI. Que foram as únicas que até hoje recorreram ao lançamento de bombas atómicas, em Hiroshima e Nagasaki. Com falsos argumentos (ver os sites citados). Com dois tipos diferentes de bombas. O que prova que se pretendia fazer uma «experiência» sobre os seus diferentes efeitos. Que não tiveram pejo em as experimentar em cidadãos do seu próprio país. Os pedidos de desculpas (Bill Clinton), passados dezenas de anos sobre os acontecimentos, cheiram a hipócritas e não anulam o crime duplamente horroroso porque perpetrado contra concidadãos.

Sejamos claros. Armas nucleares têm-nas, em enormes quantidades, a China, a França, a Inglaterra, a Rússia e os próprios EUA (o maior arsenal de todos). São igualmente detentores deste tipo de armamento de destruição maciça Israel, a Índia e o Paquistão. Como se sabe, o regime político do Paquistão não prima propriamente pela democracia e pelo respeito dos direitos humanos. Foi, por exemplo, o responsável número um pela implantação do regime dos talibans no vizinho Afeganistão. Mas pode ter armas e mísseis de longo alcance.

Tal como Israel as desenvolve e possui há mais de 50 anos. Um Estado que se reclama de origem divina. Que ao arrepio das decisões da ONU tem hoje uma fronteira radicalmente diferente da aprovada em 1947, um território muito superior ao acordado, colonatos mantidos em territórios ocupados, uma assumida política de terrorismo de Estado. Um estado onde foram primeiro-ministro - Menahem Begin, Itzhak Shamir e Ariel Sharon –  três responsáveis confessos pelo massacre de palestinos.

No entanto só o Irão parece perturbar a Administração Bush (e não só…). É que, está visto, para Bush e seus acólitos há armas em “boas” mãos e armas em “más” mãos.

2. Eu, e os meus advogados, e o Ministro, e o Secretário de Estado, e serviços vários do Ministério das Finanças (MF), todos temos em nosso poder recibos relativos ao pagamento atempado de impostos de 1997 e de 1998. Mais as cópias dos cheques. Mais outros documentos pertinentes.

Todos temos igualmente em nosso poder documentos dos serviços do MF onde constam, preto no branco, todas as verbas que me foram cobradas coercivamente meia dúzia de anos mais tarde. Neles estão incluídas as verbas citadas em cima. 

Fácil é de constatar, porque clara e inequivocamente documentado, que houve impostos que foram pagos DUAS vezes. Na altura própria voluntariamente. E anos depois coercivamente nos acertos do IRS e por penhora da conta bancária.

Face a esta realidade seria de esperar que os serviços do MF me devolvessem o dinheiro (mais os respectivos juros) que receberam em duplicado. Puro engano! No passado dia 18, e perante a minha reclamação para o Ministro da tutela, fui informado de que «(…) já foram prestados todos os esclarecimentos, facto esse que determina que esta Direcção de Finanças considere concluído o processo em análise.» Já não estamos perante um possível engano. Entramos no domínio da postura de recusa de admissão do erro, mesmo quando as evidências são irrefutáveis.
                                                                                    
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
                                                                                  

In jornal "Público" - Edição de 25 de Julho de 2008

                          

Lembrar Hiroshima e Nagasaki!

    A Comissão Política do PCP, assinalando os 62 anos do Holocausto nuclear em Hiroshima e Nagasaki, alerta para os perigos que pendem sobre os trabalhadores e povos de todo o mundo e «saúda simultaneamente os processos de afirmação de soberania, as resistências várias às ingerências e agressões imperialistas que, desenvolvendo-se um pouco por todo o mundo, abrem portas de esperança para o futuro da Humanidade e sobretudo inspiram aqueles que, como os comunistas portugueses, prosseguem a luta pela paz, justa e duradoura, pelo desenvolvimento, a cooperação e o progresso social, pelo socialismo».

 

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