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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Os «festejos» de passagem de ano de Obama (II)

Josetxo Ezcurra, Rebelión de 1 de Janeiro

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Os «festejos» de passagem de ano de Obama (I)

Obama New Year's Eve Latuff2 (Carlos Latuff)

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Barack Obama tirou a máscara

Chispa

1º Quadro:

O «prémio Nobel da paz» matou a pomba no seu ninho...

Obama: Si, si, si and si!

General: Sankiu, Mr. President pelo orçamento militar mais elevado da história! 

                  

2º Quadro:

... e longe de retirar as tropas do Iraque, envia mais soldados para o Afeganistão...

Obama: À luta, à luta, que ser muitas! O império contra-ataca!

                     

3º Quadro:

... não fechou a prisão de Guantánamo e livrou de culpas os torturadores...

Torturador: Agora é esperar que me voltem a chamar!

AGORA É...

                      

4º Quadro

... e ainda por cima... o cinismo!

Obama: Há guerras justas... como aquelas que fazer United States.

... BUU! 

 

Neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

Ajudando o Presidente Obama a acabar com os bombardeamentos

     Embora datado de 27 de Janeiro de 2009 este post está mais actual que nunca...

     Ora cá estamos nesta missão de ajudar o Presidente nas ciclópicas tarefas para as quais foi mandatado em 20 de Janeiro.

Não é que o senhor Presidente, uma semana volvida sobre a tomada de posse, já bombardeou dois países, o Afeganistão e o Paquistão? E matou pessoas inocentes, sabia? Se nada disto sabia, está aqui:

Pronto, pode procurar informar-se de todas as malfeitorias que têm sido feitas. De certeza que os seus colaboradores têm acesso a todos os dados e para o manter ao corrente é que são pagos.

     O senhor prometeu acabar com a tortura e com a prisão de Guantánamo e assinou uma papelada nesse sentido. A gente aplaudiu embora não se entenda para quando isso é, e como é. Talvez lhe possam sevir uns conselhos sobre estes temas. Veremos se há pachorra para tal.

     O senhor não prometeu acabar com os bombardeamentos... Mas, sabe uma coisa? Talvez seja um bocado antiquado, pouco modernaço, mas "bombardeamentos", nesta estranha poesia, rima com "crimes de guerra". Veja se quando assinar mais qualquer coisa não lhe sai sangue pela caneta. Ou, se quando fizer um assado nos jardins da Casa Branca, não é o cheiro das bombas que a brisa transporta até si. Stress de guerra, sabe? A gente começa a imaginar coisas.

Ninguém lhe pede a Lua! Que os soldados que lá estão - já que estão lá - se defendam, compreende-se. Mas bombardeamentos?

Imagine que o ladrão A entrava dentro da casa da pessoa B para a roubar. Esta, a pessoa B, tentava matar o ladrão. Se este se defendesse ninguém lhe podia levar a mal. Mas se o assaltante desatasse a destruir tudo, ferisse ou matasse o assaltado indefeso, e ainda fizesse estragos na vizinhança, que diríamos? Que era um facínora da pior espécie!

     Que dirão as suas filhas? Então o senhor presidente escreveu-lhes explicando que "por vezes, temos que mandar os nossos jovens para a guerra e outras situações perigosas para proteger o nosso país..." (1). Mais adiante diz que se preocupa com a segurança dos soldados, homens e mulheres. Depois fala nos "bravos Americanos", etc.

Vamos lá a ver, então. Isto não é uma conversa um pouquinho racista (desculpe a ironia)? E a segurança dos paquistaneses e dos afegãos? É gente de segunda, ou terceira? Bem dizem aqueles que você não é Luther King. Pense no julgamento que um dia as suas filhas poderão fazer de si.

    Luther King disse um ano antes de ser assassinado: "O que pensam eles quando nós experimentamos os nossas mais recentes armas neles, tal como os alemães faziam experiências com novos medicamentos e novas torturas nos campos de concentração da Europa?" (2) Medite, por favor, nesta frase de Luther King.

Ainda vai a tempo de recuar. Acabe com os bombardeamentos!

Olhe, se sentir mesmo uma grande vontade de bombardear qualquer coisa, bombardeie o rancho do Bush! Mas cuidado para não matar ninguém, nem sequer uma vaca!

Não tem que agradecer.


(1) Sometimes we have to send our young men and women into war and other dangerous situations to protect our country-but when we do, I want to make sure that it is only for a very good reason, that we try our best to settle our differences with others peacefully, and that we do everything possible to keep our servicemen and women safe. And I want every child to understand that the blessings these brave Americans fight for are not free-that with the great privilege of being a citizen of this nation comes great responsibility. 

In Barack Obama's letter to his daughters

2) What do they think as we test out our latest weapons on them, just as the Germans tested out new medicine and new tortures in the concentration camps of Europe?

In Martin Luther King, Jr. Papers Project Speeches: "Beyond Vietnam"

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     

Quem disse que «os EUA deviam continuar o seu esforço de guerra e acabar o trabalho»?

     Foi George Brown, político britânico dos anos 60 que chegou a Ministro dos Negócios Estrangeiros, aquele que disse a frase do título há mais de 40 anos e a propósito da guerra do Vietnam: «Immediately after the news of the My Lai massacre broke into the headlines in the United States and Great Britain, Mr George Brown gave an interview, on the BBC’s The World at One, in which, as a former Foreign Secretary, he defended the Americans and urged them to ‘finish the job’ in Vietnam.»

Eis um fragmento da resposta de Bertrand Russell escrita há 40 anos exactos:

«Mr Brown revealed all too clearly his attitude to the war: 1. The United States should continue its war effort and finish the job. (With Goldwater, Mr Brown asks: ‘Why not victory?’) Any interruption of this task is described as American ‘weeping’ and must be stopped. 2. A US defeat in Vietnam would be a threat to freedom’. Mr Brown wants a ‘free South Vietnam; free, I mean, to choose its own decisions’. How grotesque!» 

Em resumo, para George Brown, os EUA deviam continuar o seu esforço de guerra e «acabar o trabalho» no Vietnam, porque uma derrota significaria uma ameaça para a paz. «Que grotesco!», comentou Bertrand Russell.

As palavras de George Brown são repetidas agora, letra por letra, a propósito do Afeganistão, por muito «boa gente». Que grotesco!

     Mais recentemente, foi o Prémio Nobel da Paz de 2009, Barack Obama, que disse que queria «acabar o trabalho» no Afeganistão... Nem uma só vez pronunciou a palavra «guerra», mas é disso que se trata: enviar mais tropas e intensificar os massacres no Afeganistão e no Paquistão. Não é deste Prémio Nobel da Paz que necessitamos... 

In BBC News - Obama says he wants to 'finish the job' in Afghanistan

President Obama on Afghanistan (tem a transcrição da conferência de imprensa)

O vídeo seguinte mostra o momento em que Obama manifesta a sua intenção de «acabar o trabalho», começando e acabando com o seu costumeiro e forjado sorriso(1). Será que para anunciar que vai continuar a bombardear o Afeganistão, que vai mandar para lá mais soldados, que vai matar mais gente (em suma, que vai «acabar o trabalho»), tem de fazê-lo a sorrir porque «é preciso que haja algum humor»

Pedro Méndez Suárez - humor gráfico IV

 

Cangalheiro 1: Diz-se que o presidente duplicará as tropas no Iraque.

Cangalheiro 2: Temos de estar preparados para triplicar o nosso serviço.

Isto era no Iraque. No Afeganistão a proporção deve ser idêntica...

      (1) O riso estudado de Obama:

«Jornalista da CBS: O senhor está aqui sentado. E o senhor - - ri-se. O senhor ri-se de alguns destes problemas. As pessoas vão olhar para isto e dizer: "Pois, ele está ali sentado só a fazer piadas sobre dinheiro". Como é que o senhor responderia, quer dizer, explicaria... 

OBAMA: Bem...

Jornalista da CBS: ...a sua disposição e as suas gargalhadas.

OBAMA: Sim, quer dizer, é preciso que haja...

Jornalista da CBS: O senhor perdeu o juízo?

OBAMA: Não, não. É preciso que haja algum humor (RISOS) ao longo de um dia

In Transcript: President Obama, Part 2 - CBS News 

Neste blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      

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