Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Preso há dez anos: Liberdade para Abdullah Öcalan!

     Abdullah Öcalan, preso há dez anos com a ajuda de países da União Europeia e da CIA.

Abdullah Öcalan no «Avante!»:

«(...) O pedir contas ou o passar a esponja sobre a questão dos «direitos humanos» a um Estado [a Turquia] que desde 1952 é membro da NATO, assume um carácter macabro sabendo-se não só que as prisões turcas continuam a abarrotar de presos políticos e que se continua a assisitr a tentativas de ilegalização de partidos políticos como o Partido Comunista da Turquia, mas que foram os serviços secretos ingleses e norte-americanos que introduziram a tortura na Turquia e formaram os seus executores, que a Alemanha e a França forneceram os tanques, os helicópteros e as armas químicas utilizadas contra o povo curdo e que ainda não há muito tempo os Governos da UE recusaram asilo político a Oçalan, enviaram-no para as masmorras de Ancara e continuam a criminalizar a resistência curda declarando-a oficialmente como terrorista. (...)» O DILEMA

 

Manifestações:

Em Estrasburgo: 

Na Turquia: 

Em Atenas:  

 

                                                                       

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                         

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Sábado, 22 de Março de 2008

No centenário do nascimento de José Gregório - Destacado dirigente do PCP

   «Em 19 Março faz cem anos que nasceu José Gregório, operário, militante e destacado  dirigente do Partido Comunista Português.

Filho da Marinha Grande, terra de operários, José Gregório deixou com o seu exemplo de comunista e revolucionário uma marca profunda que perdura até aos dias de hoje.

Temperado pelo trabalho, onde ingressou quando tinha apenas 8 anos, e pela luta pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores, em que se destacou desde os 14 anos com a luta dos jovens trabalhadores vidreiros, a vida de José Gregório fica marcada pela luta contra o fascismo e pelo objectivo da construção de uma sociedade livre da exploração do homem pelo homem, pelo socialismo e comunismo

                 

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Domingo, 9 de Dezembro de 2007

Construtores do Partido Obreiros do futuro

Joaquim Pires Jorge (desenho de Álvaro Cunhal)                        Francico Miguel Duarte          

        

100 anos nasciam Joaquim Pires Jorge e Francisco Miguel Duarte. Filhos da classe operária, ambos elevaram-se à categoria de heróis, combatendo sempre, por mais difícil que se revelasse a luta, pelos ideais da democracia, do socialismo e do comunismo.
Com percursos e personalidades distintas, ambos demonstraram uma enorme generosidade na execução das tarefas partidárias, aliada a uma inquebrantável coragem. Sofrendo as torturas da PIDE e largos anos de prisão, Pires Jorge e Francisco Miguel prepararam fugas e fugiram, eles mesmos, das mais guardadas masmorras do País para – sempre – retomarem a luta.
Ambos aderiram ao PCP quando o Partido era mais uma aspiração do que uma organização consolidada. Ajudaram a construí-lo e a defendê-lo, ligando-o à classe operária e aos trabalhadores, às suas aspirações a uma vida melhor, libertada da exploração e da opressão. No horizonte, sempre o socialismo e o comunismo.
Construtores do Partido, Pires Jorge e Francisco Miguel serão, também, obreiros da futura sociedade socialista em Portugal. Porque nela estará o seu exemplo, a sua dedicação e o Partido que ajudaram a construir
.

In jornal "Avante!" - Edição de 6 de Dezembro de 2007

     

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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

Francisco Miguel Duarte nasceu há cem anos

    Francisco Miguel Duarte

•    Francisco Miguel Duarte nasce em 18 de Dezembro de 1907, em Baleizão, perto de Beja, no seio de uma família de camponeses pobres. Em 1914 muda-se para Vale de Zorras, onde os pais arranjam trabalho, numa herdade da Casa de Ficalho. O monte dista cinco quilómetros de Serpa, o que dificulta a ida à escola. Ajuda os pais nos trabalhos no campo.
•    Aos 13 anos torna-se aprendiz de sapateiro, em Serpa. À custa da própria e dura experiência de vida, vai ganhando consciência de classe. Contribui activamente para a reanimação de duas associações profissionais existentes na vila, a dos sapateiros (para cujos corpos gerentes é eleito) e a dos trabalhadores rurais. Numa assembleia desta, em 1930, faz o seu primeiro discurso público.
•    Na tarde de 1 de Setembro de 1931, frente aos Paços do Concelho de Serpa, cerca de 400 trabalhadores rurais manifestam-se, reclamando pão e trabalho. Um funcionário vem dizer que não havia trabalho para ninguém. Francisco Miguel sobe para cima de um banco da praça, fala sobre a situação dos camponeses e da ausência de soluções por parte da autoridades. A GNR avança para ele mas, protegido pela multidão, consegue escapar.
•    Foge para Espanha e trabalha  como sapateiro em Rosal de la Frontera. Contacta com exilados republicanos portugueses e oposicionistas espanhóis, nomeadamente membros do PCE. Aprofunda as suas convicções políticas e ideológicas. Passado menos de um ano regressa a Portugal, fixa-se em Lisboa, arranja emprego e faz-se sócio do Sindicato dos Sapateiros.
•    Em 1932 entra para o Partido e integra o Comité Local de Lisboa. Contacta com vários dirigentes, um dos quais particularmente o marcou: Manuel Rodrigues da Silva. Começa a controlar algumas células, com reuniões realizadas (então era usual) em plena rua, em sítios pouco frequentados – por exemplo, zonas periféricas onde terminavam as carreiras dos eléctricos, como Benfica, Ajuda, Lumiar ou Poço do Bispo.
•    No início de 1935  parte para Moscovo, enviado pelo Partido, a fim de estudar na Escola Leninista. Conhece José Gregório, Bento Gonçalves e Álvaro Cunhal, estes dois últimos então na capital soviética em representação do PCP, respectivamente, no VII Congresso da Internacional Comunista  e no VI Congresso das Juventudes Comunistas. A oportunidade é aproveitada para longas trocas de opiniões sobre a realidade portuguesa e a situação do Partido, constituindo uma ocasião que Francisco Miguel não desaproveita para enriquecer a sua formação teórica.
•    Em 1937 regressa a Portugal e passa à clandestinidade, ficando responsável pelo Comité Local de Lisboa. No ano seguinte é preso pela primeira vez, no Marquês de Pombal. Barbaramente espancado, da sua boca não sai uma palavra. A 19 de Março de 1939 evade-se da prisão de Caxias, juntamente com Augusto Valdez.
•    Cooptado para o Comité Central, poucas semanas depois passa a integrar o Secretariado do Partido, com Álvaro Cunhal e Ludgero Pinto Basto. Uma das tarefas que lhe cabe é a reactivação da publicação do Avante!, mas a casa onde tem instalada a tipografia, em Algés, é assaltada. Francisco Miguel volta à prisão.
•    Julgado e condenado, é deportado para o Tarrafal em Junho de 1940, só regressando a Lisboa seis anos volvidos e libertado ao abrigo de uma amnistia decretada em 1945. Será a primeira e única vez que sai da prisão sem ser através de fuga…
•    Durante alguns meses retoma a sua profissão, mas não abandona a actividade política e, depois do IV Congresso do PCP, em Agosto de 1946, em que é eleito para o Comité Central, volta à clandestinidade.
•    Francisco Miguel, com Pires Jorge, recebe a tarefa de dirigir a actividade partidária no Alentejo. Entre o intenso trabalho desenvolvido inclui-se o início da publicação do jornal O Camponês. Menos de um ano volvido, porém, é novamente detido, em Évora, quando procedia à transferência para o Algarve da casa de um funcionário que havia sido preso.
•    Levado para o Aljube, é sujeito durante quatro semanas, em três períodos inercalados, à tortura da «estátua» (obrigatoriedade de estar de pé e sem dormir). Julgado e condenado no célebre processo dos 108, entre os quais se encontravam comunistas e outros antifascistas, é o único réu a quem não é permitida fiança.
•    Encarcerado em Peniche, só tem um  pensamento: como fugir. É o que tenta, em 3 de Novembro de 1950, juntamente com Jaime Serra. Tem menos sorte que o camarada, que consegue escapar, sendo detido e pouco depois deportado novamente para o Tarrafal.
•    Ali permanece entre 1951 e 1954. Decidido o encerramento do Campo da Morte Lenta, devido às pressões internacionais, os detidos vão sendo transferidos para o continente. Todos menos Francisco Miguel. Passa o último mês sozinho e muito debilitado fisicamente.
•    Apesar de a sua pena já ter expirado, é levado para Caxias e depois para o Porto. Nos dois anos que aqui passou, chegou a estar incomunicável durante mais de oito meses. Em Agosto de 1958 é transferido para Peniche. Em 3 de Janeiro de 1960 participa na histórica fuga de uma dezena de camaradas, entre os quais Álvaro Cunhal.
•    Em Julho desse mesmo ano, quando iniciava uma viagem a França, em missão do Partido, é detido em Elvas. Evade-se de Caxias a 4 de Dezembro de 1961, com outros sete camaradas, protagonistas da célebre fuga no automóvel blindado de Salazar. Reintegrado na actividade política do Partido, participa em 1965 no VI Congresso, onde é mais uma vez eleito para o Comité Central.
•    No início dos anos 70 toma parte activa nas operações da ARA (Acção Revolucionária Armada), participando no planeamento e execução de acções de sabotagem do aparelho militar colonial e de propaganda contra o regime fascista.
•    Depois do 25 de Abril, é eleito deputado à Assembleia Constituinte, em 1975, e à Assembleia da República, entre 1976 e 1985. No VIII Congresso do PCP, em 1976, é membro da Mesa da Presidência e da Comissão de Verificação de mandatos. Em 25 de Abril de 1980 é agraciado pelo Presidente da República, Ramalho Eanes, com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade.
•    Morre em 21 de Maio de 1988, com 81 anos.

       

In «O Militante» - Edição Novembro/Dezembro de 2007

  

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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

Joaquim Pires Jorge nasceu há cem anos

desenho de Álvaro Cunhal recuperado de um pedaço de papel (in Anónimo Séc. XXI)

    Joaquim Pires Jorge

•    Nasce em 28 de Novembro de 1907, na Ajuda, em Lisboa, para onde os seus pais, camponeses da região de Castelo Branco, tinham vindo à procura de melhores condições de vida. O pai, depois de trabalhar em várias fábricas, torna-se guarda-freio da Carris e a mãe vende bijutarias na Praça da Ribeira.
•    Pires Jorge faz a 4.ª classe na escola da Promotora, ao Calvário, mas aos onze anos já está empregado numa fábrica de cortiça, passando depois, como aprendiz de serralheiro, para uma oficina especializada no fabrico de travões para carroças.
•    Cumpre o serviço militar na Marinha, sendo incorporado na Banda da Armada, dados os conhecimentos musicais adquiridos nas colectividades que frequentara na juventude. Inspirado pela militância sindical de seu pai na Carris, dá os primeiros passos nas actividades antifascistas. Participa na revolta militar do 7 de Fevereiro de 1927, a primeira acção (fracassada…) de oposição activa contra a ditadura instaurada  no ano anterior. É deportado para Angola durante dois anos.
•    Regressado a Portugal e à Marinha, liga-se à O.R.A. (Organização Revolucionária da Armada) e tem contactos com o Partido, nomeadamente através de Manuel Guedes. É preso, mas poucas horas depois consegue escapar do Quartel da Armada, para onde inicialmente tinha sido levado.
•    Refugia-se em Espanha, primeiro em Valência de Alcântara e depois em Málaga, mas o seu grande objectivo é voltar a Portugal. Aceita o convite de um oficial oposicionista, Sarmento de Beires, com quem já anteriormente mantivera contactos, para participar num golpe militar em preparação. Passados uns dias, num hotel fronteiro ao Jardim de S. Pedro de Alcântara, uma reunião conspirativa é interrompida pela notícia de que a polícia cercara a casa. Pires Jorge protagoniza uma fuga espectacular: escapa-se pelos telhados, saltando de casa em casa, trocando tiros com os perseguidores.
•    De novo em Espanha, trava contacto, entre outros, com José Gregório. É então (1934) que, cumprindo um velho desejo, adere ao Partido e regressa ao país para lutar na clandestinidade. Participa, nomeadamente, na criação de um «aparelho de fronteira», com a função de ajudar camaradas em fuga.
•    Em 1936 é encarregue pela direcção do Partido de levar para Espanha Manuel Guedes, que fugira do Tribunal Militar Especial de Santa Clara. Preso pela Guarda Civil, fica detido durante quase dois anos, até que é extraditado a pedido da polícia portuguesa e encarcerado no Aljube. Mas poucos dias depois foi deportado para Angra do Heroísmo, onde permanece até 1940, quase sempre isolado num calabouço.
•    Apesar de impedido de receber livros, consegue que lhe chegue às mãos o dicionário de língua portuguesa de Cândido Figueiredo. Com receio que o descubram, copia-o durante a noite – tarefa que durou meses – para umas folhas de papel que serviam de papel higiénico, alumiado por uma lamparina  feita  com uma lata de graxa e azeite da comida.
•    É libertado em 1940. A sua condição de ex-preso político não lhe facilita arranjar emprego. Os pais e um amigo arsenalista compram um Hillman (por dezassete contos) e Pires Jorge, em 1941, torna-se motorista de táxi. Para além dos clientes normais, o carro também faz, por vezes,  «serviços» especiais: transporta camaradas da direcção, empenhados na reorganização do Partido então em curso.
•    Retorna à clandestinidade e vai viver com Pedro Soares para uma casa no Pote de Água, em Lisboa. A intensa actividade desses anos cria condições para as falhas conspirativas: são os dois presos e enviados para Caxias. A detenção dura apenas alguns meses. Invocando repetidas dores de dentes, é levado a uma consulta no Hospital de S. José, onde aproveita o movimento de doentes para escapar aos pides que o acompanhavam.
•    Participa, em 1943, no III Congresso do PCP (I ilegal), sendo eleito para o Comité Central e incumbido do controlo da actividade do Partido na Zona Norte, que abrangia todo o território de Coimbra a Trás-os-Montes. Percorre centenas de quilómetros de bicicleta. Aí se mantém até ao IV Congresso, em 1946, no qual apresenta o relatório sobre agitação e propaganda.
•    Nesse mesmo ano vem para o Sul e, juntamente com Francisco Miguel, dirige a actividade do partido a Sul do Tejo, que incluía dois fortes Comités Regionais: o da Margem Sul e o do Alentejo.
•    Em 1949 o Partido sofre um rude golpe, com a prisão de quase todo o Secretariado – Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e José Gregório. Pires Jorge é chamado ao Secretariado em 1950, participando em toda a década seguinte no trabalho de direcção do Partido, em condições particularmente difíceis.
•    Em 1959 toma parte activa, juntamente com Octávio Pato e Dias Lourenço, na preparação no exterior da fuga do Forte de Peniche, que restitui à liberdade uma dezena de camaradas, entre eles Álvaro Cunhal e Francisco Miguel. O desespero e a raiva das autoridades fascista é tal, que fazem constar que os presos tinham sido recolhidos por um submarino soviético…
•    Em 15 de Dezembro de 1961, dia em que se realiza uma reunião do Comité Central, Pires Jorge é preso, precisamente quando se preparava para conduzir para o local uma série de camaradas. É condenado a dez anos de prisão com «medidas de segurança». Apesar de estar preso, ele (e outros camaradas) é eleito para o Comité Central no VI Congresso, em 1965.
•    Libertado em 1971, em condições de saúde precárias, arranja trabalho como tradutor, dado o seu conhecimento do espanhol. Passados alguns meses é enviado para o estrangeiro, para algum tempo de descanso após os dez anos de cadeia, mas depressa retoma o trabalho, sendo novamente chamado ao Secretariado.
•    Em 25 de Abril de 1974 encontra-se em Paris, com Álvaro Cunhal e Sérgio Vilarigues, mas só alguns meses depois, por decisão do Partido, regressa a Portugal. Preside à sessão de abertura do VII Congresso, o primeiro realizado após a Revolução. É destacado para Coimbra, dirigindo o trabalho de organização nas Beiras. Volta depois para Lisboa, trabalhando na Secção Internacional do Partido.
•    Morre em 6 de Junho de 1984, com 77 anos de idade.

  

In «O Militante» - Edição Novembro/Dezembro de 2007

  

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

Pires Jorge e Francisco Miguel nasceram há cem anos

         Combatentes heróicos contra a ditadura, pelo socialismo  

 

«Passam agora cem anos sobre o nascimento de Joaquim Pires Jorge e Francisco Miguel Duarte, militantes e dirigentes do Partido que, pela sua actividade política antes e depois do 25 de Abril, pela sua luta contínua e infatigável de décadas, pela sua vida de sacrifícios e de privações mas também de entusiasmo combatente em prol da liberdade, da justiça social e de um futuro socialista para os portugueses e para Portugal, merecem figurar na lista dos mais heróicos lutadores do nosso Partido contra o fascismo e pela conquista  e consolidação da  democracia.
Poucos, como eles, passaram tanto tempo e sofreram tanto nos cárceres fascistasPires Jorge 16 anos, Francisco Miguel 21. Mas nunca deixaram de tudo fazer para voltar à luta o mais depressa possível – Francisco Miguel, com as suas quatro fugas, é mesmo o camarada que mais vezes o conseguiu.
Eram pessoas diferentes: Pires Jorge, alto, forte, extrovertido, permanentemente bem disposto; Francisco Miguel, pequeno, franzino, tímido, com alma de poeta – e com obra publicada. Seguiram no Partido percursos próprios, ainda que tenham trabalhado juntos, na direcção da organização a Sul do Tejo, nos anos quarenta. Tinham várias coisas em comum, desde as origens sociais até ao gosto pela música.
Sublinhemos o essencial: a sua vida (que a seguir brevemente recordaremos) é um  exemplo de como a luta dos comunistas só tem sido e continua a ser possível e compreensível, se tivermos em conta a estreita ligação entre a militância individual e o trabalho colectivo, entre a criatividade de cada um e o cumprimento das decisões resultantes do debate por todos participado, numa simbiose que – ontem como hoje – ganha a sua mais significativa expressão na luta de massas.
Evocar Pires Jorge e Francisco Miguel não é apenas homenagear a memória de dois inesquecíveis camaradas; é também reafirmar princípios básicos da identidade do PCP, redescobrindo razões e raízes que ajudam a fazer do Partido aquilo que ele foi, é e continuará a ser, ao serviço da classe operária e de todos os trabalhadores, dos portugueses e de Portugal.»

(sublinhados meus)

  

In «O Militante» - Edição Novembro/Dezembro de 2007

  

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