Quinta-feira, 30 de Maio de 2013

Álvaro Cunhal lembrado em Vila Nova de Paiva

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Foi uma sala repleta de crianças (quase duas centenas) que na manhã de terça-feira, recebeu a voz de Filomena Pires para contar um conto de Álvaro Cunhal.

O Auditório Municipal Carlos Paredes em Vila Nova de Paiva, foi mais uma casa de cultura que não quis deixar de se associar às Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal. Reconhecendo nesta figura ímpar da nossa história a concretização de valores democráticos, entendeu legar aos mais novos, sob a forma de Sessão de Conto, um exemplo de vida e de luta que se projecta na actualidade e no futuro.

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Sabem como se chama a história?” perguntava a contadora. Muito bem preparados pelos docentes que os acompanharam, as crianças prontamente disseram “Os Barrigas e os Magriços!”. Conheciam o tema e o autor do conto e não se inibiram de dar soluções para travar os Barrigas que tudo comiam sem nada deixar para os Magriços. Maltratados e com fome, mas unidos na vontade de mudar as coisas, os Magriços foram exemplo e lição de participação cívica e democrática, que estas crianças, entre os 4 e os 10 anos de idade, certamente guardarão na memória.

A música de Barata Moura e as ilustrações de meninos de Portimão deram mais cor e brilho ao espaço, animado ainda com a beleza de bolas de sabão esvoaçantes a alimentar o sonho de um mundo mais justo e mais humano. Também A Gaivota foi cantada em coro e ritmada pelas palmas infantis que assim manifestavam o agrado sentido.

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No final, todos os meninos e professores se deslocaram a visitar a exposição patente no foyer. Ali ficaram a conhecer apontamentos biográficos e os desenhos da prisão da autoria de Álvaro Cunhal. Muito atentos às explicações dos seus professores, alimentados pela curiosidade mas também pelo gosto, os meninos comentavam: “Álvaro Cunhal esteve preso sete anos!” E foi um desenho da prisão que puderam levar para colorir usando as cores de Abril, mais tarde na sala de aula. À saída, um balão com cor de cravo para levar para casa e lembrar uma instrutiva manhã.

O nosso bem-haja a todas e todos quantos possibilitaram a realização desta extraordinária iniciativa!
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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

José Dias Coelho (19 de Junho de 1923 / 19 de Dezembro de 1961)

José Dias Coelho

Artista militante e militante revolucionário

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Sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011

Crónica dos acontecimentos na Tunísia: O poder das massas

Após quase um mês de protestos populares violentamente reprimidos pela polícia e o exército, o presidente da Tunísia, Zine El-Abidine Ben Ali, abandonou o país no dia 14.

O protesto solitário do jovem comerciante, Mohamed Buazizi, em 17 de Dezembro, foi a faísca que acendeu o rastilho da revolta popular contra o regime autoritário de Ben Ali, há 23 anos no poder. Ao ver negada a devolução da mercadoria que lhe fora abusivamente apreendida pela polícia, Buazizi fez-se imolar pelo fogo frente a sede do município de Sidi Bouzid (Centro-Oeste).

O sacrifício do jovem, que viria a morrer no hospital em 5 de Janeiro, desencadeou uma sucessão de manifestações que, apesar da violenta repressão, alastraram a outras localidades, ganhando a capital, Tunes, em 27 de Dezembro.

Ler Texto Integral

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Sábado, 24 de Julho de 2010

Os «presos políticos»

A decisão do Estado cubano de libertar cidadãos julgados, condenados e presos em Cuba teve uma grande visibilidade mediática. Mas, em vez da verdade, foram as mentiras, a ocultação de factos e as acusações gratuitas contra Cuba que marcaram o tom das notícias veiculadas pelos media dominantes. Mais uma vez, como em tantas outras, o que se pôde ler nos jornais europeus tem muito pouco de notícia e muito de operação de desinformação e intoxicação ideológica.

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Sábado, 23 de Maio de 2009

A firma «Obama, Gates, Inc.» proíbe exibição de imagens de tortura de prisioneiros

Obama proíbe exibição de imagens de tortura de prisioneiros. Barack Obama decidiu não permitir a divulgação de novas fotografias que mostram soldados americanos, a maltratar prisioneiros no Iraque e no Afeganistão durante a administração de George W. Bush. A Casa Branca tinha dito que não iria bloquear uma ordem judicial que determinava a libertação das fotos. Mas o governo americano mudou de ideias.

    Além de Obama, é ele que aparece no vídeo da RTP acima. Veja a folha de serviços (em inglês) de:

Aqui é em castelhano. Um excerto:

«Fue ascendido a Director Adjunto de la CIA en 1986, y tras la dimisión del director William Casey en 1987, el Presidente Ronald Reagan nominó a Gates para dirigir la Agencia. Pero el Senado se mostró contrario a su confirmación, y tuvo que retirar su nominación. Esto se debió a que Gates había estado estrechamente relacionado con importantes figuras implicadas en el escándalo Irán-Contras, y a polémicos informes que había redactado en los que aconsejaba que EEUU debería intervenir militarmente en Nicaragua para neutralizar al gobierno sandinista enemigo de Washington».

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

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Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Spínola não queria libertar os presos políticos. Obama também não quer...

    1. «(...) Lembro-me, na tarde de dia 26, face à demora na libertação dos presos políticos provocada pela resistência de Spínola e do seu círculo em libertar acusados de acções violentas ou de «terrorismo», (...)»

2. «(...) Ao lado da alínea sobre "a amnistia imediata de todos os presos políticos, na metrópole e no ultramar", o general coloca um ponto de interrogação. No livro "Alvorada em Abril", Otelo Saraiva de Carvalho diz que as objecções de Spínola à amnistia estavam relacionadas com a vontade do general impedir que fossem libertados os que "advogam a entrega imediata do Ultramar". Vítor Alves afirma que Spínola não concordava com a libertação de presos políticos que tivessem estado envolvidos em crimes de sangue. (...)»

3. «(...) Na prisão de Caxias, a DGS e a GNR mantêm as suas posições. As tropas paraquedistas comandadas por José Brás e Mário Pinto são as primeiras a chegar ao local, sendo mais tarde apoiadas por fuzileiros que organizam um cordão de segurança no reduto norte. A multidão aflui a Caxias para exigir a libertação dos presos políticos, seguindo-se longas conversações entre os advogados e familiares dos presos e o enviado de Spínola, que manifesta a intenção de não libertar todos os presos. (...)»

«O Presidente dos Estados Unidos vai retomar os julgamentos militares em Guantánamo. O processo judicial controverso tinha sido implementado por George Bush, mas foi terminado por ordem da nova administração americana. Obama diz que os suspeitos de terrorismo terão direitos mais amplos do que até à altura em que os julgamentos foram sancionados».

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

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Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Homenagem a Arnaldo Mesquita

 

Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra em 1954. Advogado de profissão destacou-se pela competência com que defendeu numerosos presos políticos, a coragem e combatividade com que enfrentou a PIDE e os seus “Tribunais Plenários”, a solicitude e generosidade que sempre dispensou a quantos procuraram o seu conselho político e jurídico experiente e a sua ajuda desinteressada (particularmente jovens perseguidos pelo fascismo), a intensa actividade que desenvolveu de solidariedade para com todas as vítimas da repressão, nomeadamente para erguer com democratas das mais variadas tendências a Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos que tão importante papel desempenhou nos últimos anos da ditadura.

                                                               

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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

Quando os Lobos Uivam - Sessão Pública

 

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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008

Quando os Lobos Uivam

    Quando os Lobos Uivam (Aquilino Ribeiro)

 

Edição comemorativa do 50.º aniversário da 1.ª edição
Prefácio inédito de Álvaro Cunhal
20 Ilustrações de João Abel Manta

«O romance teve um sucesso fulminante. Quando a polícia correu a apreendê-lo, dos 9000 exemplares da primeira tiragem restavam apenas 32 nas livrarias. Os fascistas não se contentaram porém com impedir nova edição. Aquilino foi processado e enviado ao mesmo "odioso" Tribunal Plenário, que corajosamente desmascarara no seu romance.»

Álvaro Cunhal in Prefácio

             

In Edições «Avante!»

 

 

Mensagem dos presos políticos do Forte de Peniche a Aquilino Ribeiro


«Senhor Aquilino Ribeiro
 

Neste ano de 1963, em que perfaz meio século de labor literário, queira escutar mais esta voz que se vem juntar ao coro amigo que o saúda – voz que chega do fundo duma prisão, falando pela boca de mais de uma centena de portugueses encarcerados, há longos anos, pelo único crime de muito amarem a liberdade do seu povo, o progresso da sua Pátria, a Paz no mundo. 

Outros dirão dos méritos do escritor, da pujança do seu estilo, da verdade das personagens que criou, da seiva espessa que lhe sobe das raízes mergulhadas no povo e na terra, e vai florescer em fecunda alegria de viver nas páginas dos eus livros, Outros dirão ainda do acordo exemplar entre o homem e o artista, e da íntima comunhão da sua vida com as vicissitudes da vida nacional nos últimos 50 anos. Outros dirão – e nós estamos também entre os que celebram a glória do escritor, sem dúvida uma das figuras cimeiras da nossa história literária. 

Mas outra é a especial saudação que o nosso coração e o nosso pensamento nos ditam e aqui lhe trazemos. 

Queremos saudar o cidadão corajoso e íntegro, que não se vendeu nem dobrou aos poderosos e aos tiranos, que denunciou com desassombro a torpe mentira dos tribunais políticos e a ferocidade da repressão policial, que exaltou a revolta popular, e que soube fazer frente, com o cajado firme da sua pena de escritor, aos lobos fascistas que assolam os povoados da nossa terra. 

Queremos saudar o intelectual generoso e lúcido, que tantas vezes soube erguer alto a sua voz em defesa da paz, contra o furor dos fautores da guerra. Queremos saudar o homem viril e fraterno, pela sua inabalável confiança nas forças populares e no destino dos homens, nas suas conquistas científicas e no seu progresso moral, e confiança que o leva, em meio da noite fascista e ao cabo de setenta anos duma vida tantas vezes dura, a saber ainda olhar em frente, olhar para o sol, e apontar aos companheiros a visão estimulante do futuro radioso da humanidade. 

Senhor Aquilino Ribeiro: Longa vida lhe desejamos! Para que possa prosseguir por muitos anos ainda no seu belo trabalho criador. Para que a sua figura altiva de lutador se possa manter presente na frente de combate pela Democracia, a Justiça e a Paz.

E para que, sobretudo, em breve possa ver o sol esplendoroso da Liberdade brilhar de novo e para sempre sobre o nosso querido Portugal.»

 
Os presos políticos do Forte de Peniche

                                                 

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Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Hino de Caxias

                                                                                   

"Esta música, cuja letra e música é da autoria colectiva dos presos políticos em Caxias é um dos hinos da Resistência ao fascismo, aqui cantada numa Festa Comício do PCP em 1977".

                           

                                                                                                

Para ver e ouvir o «Hino de Caxias» clicar AQUI      

                                                                                                 

 

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