Terça-feira, 30 de Março de 2010

O que é o Sionismo

Stylianos Tsirakis (ST) – Em seu livro The Hidden History of Zionism (A História Oculta do Sionismo), você descreve quatro mitos sobre a história do sionismo. Nós gostaríamos que você explicasse um pouco seu livro.

Ralph Schoenman (RS) – O meu trabalho na Fundação Bertrand Russel foi importante por me dar a chance de documentar fatos da formação do Estado sionista de Israel. Em cursos e palestras que proferi em mais de uma centena de universidades americanas e européias, pude constatar que as pessoas não sabiam, não tinham conhecimento da história do movimento sionista, dos seus objetivos e de vários fatos. Nessas ocasiões deparei com concepções equivocadas sobre a natureza do Estado de Israel e foi isso que impulsionou o meu trabalho de escrever o livro, The Hidden History of Zionism, no qual eu abordo o que chamo de os quatro mitos que têm moldado a consciência nos Estados Unidos e na Europa sobre o sionismo e o Estado de Israel.

ST - Quais são esses quatro mitos?

RS – O primeiro mito é o da “terra sem povo para um povo sem terra“. Os primeiros teóricos sionistas, como Theodor Herzl e outros, apresentaram para o mundo a Palestina como uma terra vazia, visitada ocasionalmente por beduínos nômades; simplesmente, uma terra vazia, esperando para ser tomada, ocupada. E os judeus eram um povo sem terra, que se originaram historicamente na Palestina; portanto, os judeus deveriam ocupar essa terra. Desde o começo, os primeiros núcleos de colonos, promovidos pelo movimento sionista, foram caracterizados pela remoção, pela expulsão armada da população palestina nativa do local onde essa população vivia e trabalhava.

ST - Quais os outros três mitos?

RS – O segundo mito que o livro pretende discutir é o mito da democracia israelense. A propaganda sionista, desde o início da formação do Estado de Israel, tem insistido em caracterizar Israel como um Estado democrático no estilo ocidental, cercado por países árabes feudais, atrasados e autoritários. Apresentam então Israel como um bastião dos direitos democráticos no Oriente Médio. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Entre a divisão da Palestina e a formação do Estado de Israel, num período de seis meses, brigadas armadas israelenses ocuparam 75% da terra palestina e expulsaram mais de 800 mil palestinos, de um total de 950 mil. Eles os expulsaram através de sucessivos massacres. Várias cidades foram arrasadas, forçando assim a população palestina a refugiar-se nos países vizinhos, em campos de concentração e de refugiados. Naquele tempo, no período da formação do Estado de Israel, havia 475 cidades e vilas palestinas, que caíram sob o controle israelita. Dessas 475 cidades e vilas, 385 foram simplesmente arrasadas, deixadas em escombros, no chão, apagadas do mapa. Nas 90 cidades e vilas remanescentes, os judeus confiscaram toda a terra, sem nenhuma indenização. Hoje, o Estado de Israel e seus organismos governamentais, tais como o da Organização da Terra, controlam cerca de 95% da terra palestina.

Pela legislação existente em Israel, é necessário provar, por critérios religiosos ortodoxos judeus, a ascendência judaica por linhagem materna até a quarta geração, para poder possuir terra, trabalhar na terra ou mesmo sublocar terra. Como eu digo sempre, nas palestras em que apresento meus pontos de vista, em qualquer país do mundo (seja Brasil, EUA, onde for), se fosse necessário preencher requisitos parecidos com esses, ninguém duvidaria do caráter racista de tal Estado; seria notória a existência de um regime fascista.

A Suprema Corte em Israel tem ratificado que Israel é o Estado do povo judeu e que, para participar da vida política israelense, organizar um partido político, por exemplo, ou ter uma organização política, ou mesmo um clube público, é necessário afirmar que se aceita o caráter exclusivamente judeu do Estado de Israel. É um Estado colonial racista, no qual os direitos são limitados à população colonizadora, na base de critérios raciais.

O terceiro mito do qual falo em meu livro é aquele criado para justificativa da política de Israel, que se diz baseada em critérios de segurança nacional. A verdade é que Israel é a quarta potência militar do mundo. Desde 1948, os EUA deram a Israel US$ 92 bilhões em ajuda direta. A magnitude dessa soma pode ser avaliada quando observamos que a população israelense variou entre 2 a 3 milhões nesse período. Se o governo americano dá algum dinheiro para países como Taiwan, Brasil, Argentina, e a aplicação desse dinheiro tiver alguma relação com fins militares, a condição é que as compras desse material têm que ser feitas dos EUA. Mas há uma exceção: as compras de material bélico podem ser feitas também de Israel. Israel é tratado pelos EUA como parte de seu território, em todos os assuntos comerciais.

O que motivaria uma potência imperialista a subsidiar tanto um Estado colonial? A verdade é que Israel não pode mesmo existir sem a ajuda americana, sem os US$ 10 bilhões anuais. Israel é, portanto, a extensão do imperialismo na região do Oriente Médio. Israel é o instrumento através do qual a revolução árabe é mantida sob controle. É, portanto, o instrumento através do qual as ricas reservas do Oriente Médio são mantidas sob o controle do imperialismo americano. É também um meio através do qual os regimes sanguinários dos países árabes são mantidos no governo, graças ao clima de tensão gerado por uma possível invasão israelense.

O quarto mito a que me refiro no livro, que tem influenciado a opinião pública mundial, refere-se à origem do sionismo, à origem do Estado de Israel. O sionismo tem sido apresentado como o legado moral do holocausto, das vítimas do holocausto. O movimento sionista tem como que se “alimentado” da mortandade coletiva dos 6 milhões de vítimas da exterminação nazista na Europa. Esta é uma terrível e selvagem ironia. A verdade é bem o oposto disso. A liderança sionista colaborou com os piores perseguidores dos judeus durante o século XIX e o século XX, incluindo os nazistas.

Quando alguém tenta explicar isso para as pessoas, elas geralmente ficam chocadas, e perguntam: o que poderia motivar tal colaboração? Os judeus foram perseguidos e oprimidos por séculos na Europa e, como todo povo oprimido, foram empurrados, impelidos a desafiar o establishment, o statu quo. Os judeus eram críticos, eram dissidentes. Eles foram impelidos a questionar a ordem que os perseguia. Então, o melhor das mentes da inteligência judia foi impelido para movimentos que lutavam por mudanças sociais, ameaçando os governos estabelecidos. Os sionistas exploraram esse fato a ponto de dizer para vários governos reacionários que o movimento sionista iria ajudá-los a remover esses judeus de seus países. O movimento sionista fez o mesmo apelo ao Kaiser na Alemanha, obtendo dele dinheiro e armas. Eles se reivindicavam como a melhor garantia dos interesses imperialistas no Oriente Médio, inclusive para os fascistas e os nazistas.

ST - Como se deu essa colaboração dos sionistas com os nazistas?

RS – Em 1941, o partido político de Itzhak Shamir (conhecido hoje como Likud) concluiu um pacto militar com o 3º Reich alemão. O acordo consistia em lutar ao lado dos nazistas e fundar um Estado autoritário colonial, sob a direção do 3º Reich. Outro aspecto da colaboração entre os sionistas e governos e Estados perseguidores dos judeus é o fato de o movimento sionista ter lutado ativamente para mudar as leis de imigração nos EUA, na Inglaterra e em outros países, tornando mais difícil a emigração de judeus perseguidos na Europa para esses países. Os sionistas sabiam que, podendo, os judeus perseguidos na Europa tentariam emigrar para os EUA, para a Grã- Bretanha, para o Canadá. Eles não eram sionistas, não tinham interesse em emigrar para uma terra remota como a Palestina. Em 1944, o movimento sionista refez um novo acordo com Adolf Eichmann. David Ben Gurion, do movimento sionista, mandou um enviado, de nome Rudolph Kastner, para se encontrar com Eichmann na Hungria e concluir um acordo pelo qual os sionistas concordaram em manter silêncio sobre os planos de exterminação de 800 mil judeus húngaros e mesmo evitar resistências, em troca de ter 600 líderes sionistas libertados do controle nazista e enviados para a Palestina. Portanto, o mito de que o sionismo e o Estado de Israel são o legado moral do holocausto tem um particular aspecto irônico, porque o que o movimento sionista fez quando os judeus na Europa tinham a sua existência ameaçada foi fazer acordos, e colaborar com os nazistas.

Ralph Schoenman foi diretor-executivo da Fundação pela Paz Bertrand Russell, papel através do qual conduziu negociações com inúmeros chefes de Estado. Com seu trabalho assegurou a libertação de prisioneiros políticos em muitos países e fundou o Tribunal Internacional dos Crimes de Guerra dos Estados Unidos na Indochina, organização da qual foi secretário-geral. Velho militante, fundou o Comitê dos 100, que organizou a desobediência civil massiva contra as armas nucleares e as bases americanas na Grã-Bretanha. Foi também fundador e diretor da Campanha de Solidariedade ao Vietnã e diretor do Comitê “Quem Matou Kennedy?” Tem sido líder do Comitê por Liberdade Artística e Intelectual no Irã e co-diretor do Comitê em Defesa dos Povos Palestino e Libanês e do Movimento de Solidariedade de Trabalhadores e Artistas Americanos. Atualmente é diretor executivo da Campanha Palestina, que clama pelo fim de toda ajuda a Israel e por uma Palestina laica e democrática.

In

 

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Quarta-feira, 17 de Março de 2010

O Tio Sam, o Mundo, Israel, o Irão e o Holocausto

Desenho de Carlos Latuff (Latuff2 on deviantART)

O Tio Sam segura um letreiro que diz:

PREVINAM UM NOVO HOLOCAUSTO, BOMBARDEIEM O IRÃO!

Publicado em «Rebelión»:

Publicado em «Resistir.info»:

E agora, assim de repente, vêm à memória os pretextos que se usaram para fazer uma outra guerra, a do Iraque.

E uma pessoa lembra-se dos grandes mentirosos: Bush, Blair (Bliar!), etc. os melhores de todos!

Mas "nós" também temos um: José Manuel Barroso, o vidente!

E quando é que esta gente toda é julgada? Seria porreiro, não seria, pá?

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Quem é que «não exclui (...) um ataque inicial nuclear»?

Não, não é o «Eixo do mal»!

    Fomos falar com uma especialista (1) em assuntos europeus, estratégicos e autárquicos:

«A NATO, essa sim, discute arsenais nucleares — essencialmente o chapéu-de-chuva nuclear americano — e até tem a sua própria doutrina e planos de contingência nucleares. O problema neste momento é a ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO que não exclui um first strike nuclear — um ataque inicial nuclear. Este posicionamento revela uma mentalidade ultrapassada de Guerra Fria, quando a vantagem da União Soviética no domínio do armamento convencional levou a Aliança a manter aberta a opção do Na verdade, a NATO paga um preço elevado por uma ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa.

Primeiro, a opção de first strike demonstra a amigos e inimigos, em todo o mundo, que as armas nucleares ainda assumem um papel central no pensamento estratégico do Ocidente; ela representa assim um obstáculo estrutural à plena implementação do Artigo VI do TNP, que impõe o gradual desarmamento às potências nucleares, e contribui para colocar as armas nucleares no topo da lista dos objectivos de qualquer potência aspirante. Segundo, este posicionamento nuclear legitima a presença de mais de 400 armas nucleares tácticas americanas em solo europeu. Estas relíquias da Guerra Fria são, consideram unanimemente os especialistas, as mais fáceis de roubar e proliferar...»

     Dois pequenos apontamentos:

1. Frases como «ambiguidade do posicionamento nuclear da NATO», «mentalidade ultrapassada de Guerra Fria», «ambiguidade nuclear de utilidade estratégica duvidosa», etc., servem para justificar a existência da NATO no tempo da URSS, são elas mesmas ambíguas e pretendem fazer crer que se pode mudar a natureza ao escorpião.

2. Não seria «um primeiro ataque nuclear». Seria o terceiro!

(1) A NATO e as armas nucleares - A Aba da Causa

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

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Sábado, 22 de Agosto de 2009

A bomba ... EUA, o único país que lançou a bomba atómica contra pessoas

La bomba ... EEUU único país que ha lanzado una bomba atómica contra miles de inocentes

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

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publicado por António Vilarigues às 12:04
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Orchestral Manoeuvres In The Dark cantam Andy McCluskey: Enola Gay

    «Enola Gay foi o nome dado ao bombardeiro B-29 que lançou a bomba atómica sobre a cidade japonesa de Hiroshima no dia 6 de Agosto de 1945. Foi pilotado pelo coronel Paul Tibbets Jr, então com 30 anos, comandante do 509º Grupamento Aéreo dos Estados Unidos, que desde Fevereiro de 1945 preparava-se para a missão. A fim de realizá-la, Tibbets escolheu pessoalmente um quadrimotor B-29, baptizando-o com o nome Enola Gay em homenagem à sua mãe».

Para Ler:

ENOLA GAY


Enola Gay

You should have stayed at home yesterday

Ah-ha words can’t describe

The feeling and the way you lied

 

These games you play

They’re going to end in more than tears some day

Ah-ha Enola Gay

It shouldn’t ever have to end this way

 

It’s eight fifteen

And that’s the time that it’s always been

We got your message on the radio

Conditions normal and you’re coming home

 

Enola Gay

Is mother proud of little boy today

Ah-ha this kiss you give

It’s never going to fade away

 

Enola Gay

It shouldn’t ever have to end this way

Ah-ha Enola Gay

It shouldn’t fade in our dreams away

 

It’s eight fifteen

And that’s the time that it’s always been

We got your message on the radio

Conditions normal and you’re coming home

 

Enola Gay

Is mother proud of little boy today

Ah-ha this kiss you give

It’s never ever going to fade away

Andy McCluskey

Nesta canção há vários jogos de palavras usando o facto de o bombardeiro ter o nome da mãe do piloto e de a bomba se chamar "menino". Pergunta, por exemplo, se a mãe estará orgulhosa do seu menino. Diz também que o "beijo" que o "menino" deu nunca mais será esquecido. E a canção vai mais longe afirmando, por exemplo, que "esta maneira de «brincares» acaba sempre em mais do que lágrimas".

Para ver e ouvir Orchestral Manoeuvres In The Dark a cantar «ENOLA GAY» de Andy McCluskey:

    Um «drone», um dos mais modernos bombardeiros. Os actuais filhos da mãe podem estar a milhares de quilómetros de distância.

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

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publicado por António Vilarigues às 12:06
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Mais uma vez rescrevendo a história

Fotografia original

    A propósito disto ocorreu-me relembrar isto:

(...)

Em nome do comunismo, em quase todos os países onde os seus defensores existem, lutou-se e luta-se pela paz, pela independência, pela liberdade e pela democracia. Em nome dessa luta morreram e morrem milhões de seres humanos.

Comparar esta ideologia com a do nazi-fascismo, defensora de uma sociedade de exploração, de superioridade racial, de extermínio físico de povos e raças inteiros, de repressão e opressão, só mesmo por má fé. A política da «solução final» não abrangeu apenas os judeus. Alargou-se aos ciganos e aos eslavos. Em apenas 3 anos (1941-43) 1/3 da população masculina da Bielo-Rússia foi aniquilada. Refira-se dois factos, entre inúmeros outros, nunca citados na historiografia dominante: noventa e nove por cento dos mais de mil campos de concentração nazis foram construídos a LESTE de Berlim! E aí morreram mais de 4 milhões de cidadãos soviéticos.

Concorde-se ou não com os comunistas, goste-se ou não deles, a verdade é que foram eles que tiveram o triste privilégio de inaugurar os campos de concentração hitlerianos e de neles serem literalmente quase exterminados. O PC Alemão em 1933 tinha centenas de milhares de membros. Em 1945 eram pouco mais de mil. Nos países ocupados pela Alemanha e pelo Japão desempenharam um papel essencial, muitas vezes decisivo, na condução da Resistência. De 1940 a 1944, setenta e cinco mil comunistas franceses morreram torturados, fuzilados ou em luta directa com o ocupante. A história repetiu-se em Itália, na Checoslováquia, na Polónia, na Albânia, na Jugoslávia (um milhão de mortos), na Hungria, na Bulgária, nas repúblicas Bálticas. Na China, no Vietname, nas Filipinas, etc., etc., etc.. No mínimo exige-se dos seus adversários que respeitem a sua memória.

Por outro lado, a realidade mostra-nos com uma clareza cristalina o papel que cada Aliado desempenhou na II Guerra Mundial.

A desproporção, quer nos meios envolvidos quer nos consequentes resultados, é evidente. Na URSS os hitlerianos destruíram 1710 cidades, 70 000 aldeias, 32 000 empresas industriais, 100 000 empresas agrícolas. Desapareceram 65 000km de vias-férreas, 16 000 automotoras, 428 000 vagões. As riquezas nacionais da URSS foram reduzidas em mais de 30%. No território dos EUA, excepção feita a Pearl Harbour, não caiu uma só bomba, não se disparou um único tiro.

Até começos de 1944, na frente soviético-alemã, operaram, em permanência, de 153 a 201 divisões nazis. Na frente ocidental, no mesmo período, de 2 a 21. Em 1945 a mesma proporção era de 313 para 118. De Junho a Agosto de 1944, ou seja, desde o início da Operação Overlord, as tropas fascistas perderam, entre mortos, feridos e desaparecidos, 917 000 na frente Leste e 294 000 na frente ocidental.

A Alemanha perdeu na sua guerra contra a URSS o correspondente a ¾ das suas baixas totais. Na frente soviética o exército japonês perdeu cerca de 677 000 homens (na sua maioria prisioneiros). Morreram, recorde-se, em todos os cenários da II Guerra, 250 000 norte americanos, 600 000 ingleses, 20 milhões de soviéticos (três milhões dos quais membros do Partido Comunista).

Esta realidade está toda devidamente documentada. Porquê quase 20 anos depois da queda do Muro de Berlim, 17 anos depois do fim da URSS, continuar a escondê-la, a ignorá-la, a escamoteá-la?

(...)

A mesma fotografia digitalizada

                                                                                       

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Quarta-feira, 6 de Agosto de 2008

Há 63 anos - Hiroshima e Nagasaki!

   

63 anos, a 6 de Agosto tudo mudou, para Hiroshima e para o mundo: Os EUA lançavam pela primeira vez na História uma bomba atómica sobre uma população civil. Uma centena de milhar de mortos, a destruição total de uma cidade e três dias de horror e choque não foram contudo suficientes para travar a decisão duplamente criminosa de reincidir, condenar à morte e executar a população de Nagasaki a 9 de Agosto de 1945. 

   

Nesses dias, os EUA, pela mão da administração Truman, tornaram-se responsáveis por dois dos mais hediondos crimes jamais cometidos. Levados a cabo numa situação em que o processo de rendição do Japão já estava em curso, tiveram como objectivo afirmar a supremacia militar dos EUA no pós-guerra. Crimes contra a Humanidade, inseridos na lógica criminosa do militarismo imperialista, pelos quais os seus autores nunca foram julgados.

   

Da forma mais dolorosa possível o povo japonês conheceu – e é ainda hoje obrigado a conviver – com o terror nuclear e as suas consequências. A somar às vítimas directas das duas explosões atómicas, milhões de vidas foram exterminadas em resultado directo e indirecto das radiações então libertadas. É à memória desses que hoje  se presta homenagem.

   

Passadas mais de seis décadas, o mundo permanece sobre a ameaça da utilização da arma nuclear. Apenas nove países – entre os quais os EUA, as principais potências da NATO e Israel – detêm hoje mais de vinte mil ogivas nucleares com uma capacidade total centenas de milhar de vezes superior à da bomba de Hiroshima. Armas nucleares que segundo várias declarações de responsáveis políticos e revisões de conceitos estratégicos, são passíveis de ser utilizadas, inclusive em ataque militar.

   

Nos orçamentos militares das principais potências da NATO as rubricas para a modernização e o desenvolvimento de novas armas ocupam lugar de destaque e denunciam por si a opção deliberada de continuar a apostar na arma nuclear e em outras armas de destruição massiva, no contexto de uma nova corrida aos armamentos que alimenta ainda mais os já incomensuráveis lucros das multinacionais ligadas aos complexos industriais militares das principais potências imperialistas.

                                         

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Terça-feira, 18 de Março de 2008

Haja Memória: A solução final

    Os barracões Auschwitz, o maior entre os mais de mil campos de concentração.

Quando o Exército Vermelho soviético libertou o campo, em 27 de Janeiro de 1945, encontraram gigantescas montanhas com cerca de:

  • 850 mil vestidos
  • 350 mil fatos de homem
  • Milhares de pares de sapatos
  • Montanhas de roupas de crianças
  • Oito toneladas de cabelos humanos que seriam utilizados como enchimento de travesseiros
  • Foram libertados 7.650 presos, que mal podiam andar
  • Alguns dias antes os alemães tiveram o cuidado de dinamitar as instalações de extermínio e de queimar quase todos os arquivos. 
Haja Memória!
                       
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Domingo, 16 de Março de 2008

Haja Memória: O trabalho vos libertará

    “Arbeit macht frei”, (O trabalho vos libertará), era a cínica divisa escrita no portão de entrada destes campos. Coube aos membros do Partido Comunista Alemão a triste honra de os inaugurar em 1934. Os comunistas alemães eram em 1933 mais de meio milhão. Alcançaram nas eleições 5,4 milhões de votos. A 8 de Maio de 1945 restavam pouco mais de mil.

Aos comunistas, tal como refere o texto (muitas vezes erradamente atribuído a Brecht) do pastor luterano alemão Martin Niemöller, seguiram-se os socialistas, os sociais-democratas, os democratas-cristãos, os sem partido.

No total existiram cerca de 1 000 destes campos. Significativamente 99% ficavam a Leste de Berlim.

A historiografia oficial ignora, ou quase, estes factos...

              

Haja Memória!

                   

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Sábado, 15 de Março de 2008

Haja Memória: O Extermínio

    Mais de 13 milhões de pessoas perderam a vida sob o jugo Nazi da Alemanha de Hitler entre 1934 e 1945 em prisões e campos de concentração especialmente preparados para matar:

  • Cerca de 6 milhões de judeus
  • Cerca de 4,5 milhões de soviéticos (raramente referidos na historiografia oficial)
  • Cerca de 2,5 milhões de comunistas, socialistas, sociais-democratas, democratas-cristãos e sem partido de vários países da Europa ocupada
  • Cerca de 200 mil ciganos
  • Cerca de 75 mil alemães considerados «doentes incuráveis»
                                                 

Haja Memória!

                                                                                         
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