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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Henry Kissinger, prémio Nobel da Guerra e do Genocídio (II)

Prémio Nobel da Paz 1973  - Henry Kissinger foi premiado conjuntamente com Le Duc Tho. Le Duc Tho recusou.

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(continuação)

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«Nesta fase, iniciada com as agressões no Médio Oriente e Ásia Central, o imperialismo estado-unidense encontrou situações históricas muito diferentes da que precedeu o seu envolvimento no Vietname e a humilhante derrota que ali sofreu. Nos EUA somente uma minoria percebeu que a guerra estava perdida quando Giap desfechou a ofensiva do Tet. A resposta de Johnson e Kissinger, cedendo aos generais do Pentágono, foi a ampliação da escalada. A agressão alastrou para o Laos e Washington enviou mais tropas para a fornalha vietnamita, semeando a morte a devastação no Sudeste Asiático

«Anote-se de passagem que esta visita de Rice a Tblissi nas vésperas do ataque à Ossétia me lembrou, mas admito que apenas a mim, a visita de Kissinger a Jacarta nas vésperas da invasão indonésia de Timor

Na Casa Branca reúnem-se o presidente da Pepsi, Donald Kendall, Nixon, que tinha sido advogado daquela empresa, Henry Kissinger, Conselheiro de Segurança Nacional, John Mitchell, procurador-geral, o director da CIA, Richard Helms, e claro, Edwards.

Das notas de Helms percebe-se que o grupo está disposto a gastar o necessário. «Dez milhões de dólares disponíveis. Há mais se for preciso», acertam. Querem os melhores homens disponíveis com o objectivo de «fazer gritar de dor a economia chilena».

No mesmo dia, o presidente Nixon informou o director da CIA, Richard Helms, que um governo de Allende não era aceitável para os Estados Unidos e instruiu a secreta para que tivesse um papel directo na organização de um golpe militar no Chile.

Nove semanas antes do golpe, Nixon telefonou a Kissinger para dizer que «o rapaz do Chile pode ter alguns problemas.» Kissinger responde: «creio que definitivamente está em dificuldades».

Henry Kissinger, no prefácio do «Desafio da América», escrito e publicado na Alemanha já depois do 11 de Setembro de 2001, afirma que «na guerra contra o terrorismo o objectivo não é detectar terroristas», e que é sobretudo necessário «não deixar escapar esta ocasião excepcional de redesenhar o sistema internacional» («Die Herausforderung Amerikas» – versão alemã de «Does América need a Foreign Policy?»).

Quando o Xá mandava e fazia as piores tropelias com o apoio de Washington, o secretário de Estado era Henry Kissinger. O autor intelectual do golpe de Estado contra Salvador Allende mantinha então que a «introdução de energia nuclear» era importante para cobrir «as crescentes necessidades da economia iraniana», e explicava que essa opção libertava «as restantes reservas de petróleo para a exportação ou transformação em produtos petroquímicos». Bem pensado, poderia dizer-se. Mas... mudam-se os tempos, mudam-se as verdades. Hoje «para um produtor petrolífero como o Irão, a energia nuclear constitui um desperdício de recursos». Quem o diz? Kissinger! Há nisto alguma contradição? O mesmo Kissinger responde. Antes o Irão «era um país aliado (...) de modo que, em consequência, tinha uma genuína necessidade de energia nuclear».

Que personagens do calibre de Henry Kissinger (no ano seguinte ao golpe fascista no Chile por ele inspirado) ou Menachem Begin surjam na lista não é certamente prestigiante para um tal prémio e mancha indelevelmente um elenco de premiados entre os quais se encontram figuras como Nelson Mandela, Albert Schweitzer, Adolfo Pérez Esquível, Martin Luther King.

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Emblema da Escola das Américas.

Operação Condor

Kissinger aprovou assassinatos

A organização The National Security Archive (NSA) revelou uma nova peça do puzzle que desvenda o envolvimento do ex-secretário de Estado americano, Henry Kissinger, na Operação Condor.

Diz a NSA que, em 1976, Kissinger impediu que os diplomatas norte-americanos em países da América Latina se pronunciassem contra os assassinatos de opositores aos regimes militares fascistas praticados no estrangeiro. Dias depois, um atentado em Washington matou o então dirigente político chileno Orlando Letelier.

Kissinger terá instruído os diplomatas para que não manifestassem repúdio pelo assassinato de «subversivos», quer nos seus próprios países quer no exterior.

Na década de 70 do século passado, os serviços secretos dos EUA auxiliaram as polícias políticas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia na eliminação de opositores aos respectivos regimes.

«A Operação Condor representou um esforço cooperativo de inteligência e segurança entre muitos países do Cone Sul para combater o terrorismo e a subversão», revela um relatório da CIA desclassificado em 1978.

Durante o período de intensas lutas sociais em meados dos anos 70 – perto da altura em que, apoiado pelos EUA, ocorria o golpe militar fascista no vizinho Chile, em Setembro de 1973 – elementos governamentais da Argentina, em especial militares e polícias, criaram organizações para-legais que hoje seriam equivalentes aos «esquadrões da morte». Estes grupos levavam a cabo os raptos e assassínios de esquerdistas. Alguns grupos reagiram com actos de guerrilha urbana.

Com o total apoio do governo norte-americano e do seu secretário de Estado Henry Kissinger, um grupo de generais e polícias tomaram o poder na Argentina. Este grupo fez uma razia não apenas contra a guerrilha urbana esquerdista mas também contra activistas e dirigentes sindicais de todo o espectro político. Os presos eram levados secretamente, torturados e cerca de 30 000 foram mortos.

A 11 de Setembro de 1973, a reacção interna chilena e os seus algozes, apoiados e inspirados por o imperialismo norte-americano, lograram pôr termo, brutalmente, ao governo da Unidade Popular de Salvador Allende, mergulhando o país nas trevas da ditadura sangrenta que perdurou 17 anos. A marca da CIA e o envolvimento de Kissinger e Nixon são irrefutáveis.

Para o grande capital, os mecanismos formalmente democráticos servem apenas como formas de legitimação do seu domínio de classe, a nível nacional e internacional. Se entrarem em contradição com essa dominação, o imperialismo não hesita em liquidá-los. Foi assim há 30 anos, no Chile, como agora se comprova na documentação oficial que vai sendo publicada. Nessa altura, os círculos governantes dos EUA decidiram que havia que pôr termo ao governo democraticamente eleito da Unidad Popular, pois como explicava o então responsável pela política externa dos EUA, Kissinger: «o exemplo bem sucedido de um governo Marxista eleito no Chile teria seguramente um impacto – e serviria até de precedente – para outras partes do globo, especialmente Itália; o efeito de imitação de fenómenos desse tipo teria, por sua vez, um efeito significativo sobre o equilíbrio mundial e a nossa posição no seu seio» (actas de um encontro Kissinger-Nixon, publicadas no National Security Archive). E assim surgiu Pinochet e se pôs termo à democracia burguesa chilena. Também para que servisse de lição. Esta é, e sempre foi, parte integrante da natureza das «democracias ocidentais». O resto são cantos de sereia.

Quando do massacre de My Lai, a imoralidade que consistia em enviar a juventude americana para assassinar um inimigo que nem se distinguia da própria população, tornou-se evidente. E o papel de figuras como as de Robert McNamara e Henry Kissinger tornou-se, pelo menos, repugnante. O drama do Vietname terminou há 31 anos. Estamos a ver os criminosos bombardeamentos aéreos sobre Hanoi e Haiphong, a luta por Danang e Hué, a entrada do Vietcong em Saigão. Parece que os americanos esqueceram as lições recebidas e é por isso que estão a repetir a história dos seus incomensuráveis fracassos no Iraque.

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Para Ler :

  • National Security Study Memorandum 200 National Security Study Memorandum 200: Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests (NSSM200) was completed on December 10, 1974 by the United States National Security Council under the direction of Henry Kissinger.
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Henry Kissinger, prémio Nobel da Guerra e do Genocídio (I)

Kissinger e Obama (Prémio Nobel da Paz 1973 e Prémio Nobel da Paz 2009, respectivamente) na Casa Branca

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Henry Kissinger foi premiado conjuntamente com Le Duc Tho.

Le Duc Tho recusou.

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Shultz, Obama e Kissinger

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«O que é ilegal nós fazemos imediatamente; o que é inconstitucional demora um pouco mais de tempo» [risada] - Henry Kissinger

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Kissinger e Pinochet

(continua)

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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A Paz é uma bandeira avançada dos povos

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«Só teremos paz quando desmontarmos essa máquina de guerra e opressão». As palavras de Socorro Gomes na entrevista concedida ao «Avante!» sintetizam o desafio que enfrentam os trabalhadores e os povos na defesa da paz e de um mundo de progresso e justiça, e face ao perigo de novas aventuras militares imperialistas.

No contexto da crise do sistema, a luta pela paz e contra a exploração não podem ser dissociadas, expressou ainda a presidente do Conselho Mundial da Paz, para quem a alteração do conceito estratégico da NATO, prevista para a Cimeira de Novembro, em Lisboa, se enquadra no objectivo de perpetuar a dominação global das grandes potências.

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Obama e os cinco cubanos presos nos EUA

Pedro Méndez Suárez,Rebelión de 16 de Setembro

Para Ler:

Rebelión


    Publicado neste blog:

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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    Os elevados padrões morais dos EUA em matéria de direitos humanos

    United States high moral grounds on human rights, Desenho de Carlos Latuff

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    Padrões morais...

    Algures no Afeganistão...

    - Sabes que eles apedrejam pessoas até à morte no Irão?!

    - Sim! Eu vi isso na Fox News!

    - Aqueles iranianos são bárbaros!

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    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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    A refeição da «paz»...

    "Der Semit", Desenho no novo sítio de Carlos Latuff

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    Obama serve a pomba da paz, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, arrota de empanturrado e Mahmoud Abbas, presidente da autoridade palestiniana, pergunta: «posso? dá-me licença?»

    Clicar na imagem para visualizar a ligação

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    Para Ler:

    Rebelión:


    Publicado neste blog:

    En un lugar de la Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme...

    en un lugar de la mancha (cosmoscrist)

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    Obama: Num lugar da mancha, de cujo nome não quero lembrar-me...

    Telespectador: Obama não está a citar D. Quixote, está a falar do novo derrame de petróleo no Golfo do México...


    A legenda refere-se ao início do livro de Miguel de Cervantes:

    «En un lugar de la Mancha, de cuyo nombre no quiero acordarme, no hace mucho tiempo que vivía un hidalgo de los de lanza en astillero, adarga antigua, rocín flaco y galgo corredor

    Notícia já do início de Setembro:
    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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    No Afeganistão ainda há muito por destruir...

    Afganistán, (Jaume Capdevila) KAP

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    - É lógico que o General Petraeus resista a abandonar o Afeganistão... Ainda há muito por destruir!

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    Apesar do presidente norte-americano, Barack Obama, ter garantido que a retirada das tropas dos EUA no Afeganistão iniciar-se-ia em 2011, o general David Petraeus afirmou que se reserva no direito de avaliar as condições para a sua concretização.

    Em entrevista à NBC, o comandante das forças ocupantes considerou que tal não contraria a promessa feita por Obama, antes pelo contrário, sublinhou, uma vez que o presidente sempre frisou que o regresso dos soldados a casa estava dependente da situação no terreno.

    Se as declarações de Patraeus quanto aos pressupostos admitidos por Obama para manter a ocupação do Afeganistão não surpreendem – recorde-se que Obama também prometeu encerrar Guantanamo e depois deu o dito pelo não dito argumentando com falta de condições –, é um facto que contradiz as afirmações proferidas pelo porta-voz presidencial menos de 24 horas antes da entrevista do general à cadeia de televisão. Bill Burton disse que a retirada em 2011 era «inegociável».


    Para Ler:

    adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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