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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Alvaro Uribe e o terrorismo de Estado

Lacoste

 

- Presidente Uribe, estão a preparar uma marcha contra o terrorismo de Estado no nosso país para o dia 6

- Não sei a que propósito vem essa marcha se nós sempre temos estado pela paz... Hip!

Neste Blogue:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     

Quem disse que o actual presidente da Colômbia «trabalhou para o cartel de Medellin»?

texto completo é o seguinte:

«Alvaro Uribe Velez--a Colombian politician and senator dedicated to collaboration with the Medellin cartel at high government levels. Uribe was linked to a business involved in narcotics activities in the U.S. His father was murdered in Colombia for is connection with narcotic traffickers. Uribe has worked for the Medellin cartel and is a close personal friend of Pablo Escobar Gaviria. He has participated in Escobar's political campaign to win the position of assistent parliamentarian to Jorge {(Ortega)}. Uribe has been one of the politicians, from the Senate, who has attacked all forms of the extradition treaty»

 

U.S. President Barack Obama meets with Colombian President Alvaro Uribe in the Oval Office of the White House June 29, 2009 in Washington, DC. The two leaders were expected to discuss various issues including the U.S.-Colombia Free Trade Agreement.

 

A pergunta deste concurso de verão é sobre quem disse isto. As respostas devem ser justificadas.

Quem acertar e fizer uma redacção sobre o assunto poderá receber inúmeros prémios que incluem uma estadia no Hotel Bagram recentemente remodelado.

                                                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     

Não digam nada a ninguém, mas a solução está AQUI
                                                                                                      

Novas bases militares dos EUA na Colômbia

Soberanía militar

    Isto tudo está muito bem explicadinho aqui Colombia bases USA pelo Ministro da Defesa, general Freddy Padilla de León.

«Fue justamente Padilla quien manifestó que en los próximos meses, militares estadounidenses y contratistas del Pentágono que están en Manta, Ecuador, ocuparían un lugar en las instalaciones de las bases de Malambo, Atlántico; Palanquero, Cundinamarca; y Apiay en el Meta, aunque también se tendrán en cuenta las bases militar es de Tolemaida y Larandia, e inclusive la bahía Málaga en el Pacífico».

Resumindo, tomem lá 3-bases-3 que, na realidade até são mais!

     Frases do general Freddy Padilla de León que bem mostram a «bondade» da cedência das bases militares: 

  • «Estados Unidos no tendrá áreas o instalaciones para su uso exclusivo (...), no pagarán por un alquiler porque no les estamos cediendo nuestro territorio, se colaborará sin ningún tipo de contraprestación económica, sino para incrementar nuestra capacidad».
  • «Sólo si otro país nos solicita nuestro apoyo, con base en nuestra experiencia, habiendo aclimatado esas instalaciones, será más fácil transferirlas, como podría ser el caso de México».
  • «no autoriza al Gobierno de Estados Unidos para el uso de la fuerza en territorio colombiano. Tampoco lo autoriza para que proyecte desde Colombia fuerza de ataque hacia otro lugar».

Que coerência! Que honestidade! Que generosidade!

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                     

A Colômbia chumbou no exame da ONU

    No passado dia 10 de Dezembro realizou-se em Genebra, na Suiça, a terceira Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em 2008 iniciou-se a aplicação do mecanismo do Exame Periódico Universal (EPU). Trata-se de um mecanismo para analisar a situação dos direitos humanos em todos os Estados membros do Conselho. Os 192 países, à média de 48 por ano, serão objecto do EPU. O que significa que cada estado será examinado de 4 em 4 anos. 

1. A Colômbia foi um dos países em exame em 2008. Contrapondo-se à visão do governo deste país mais de 1.200 organizações sociais e ONG de direitos humanos apresentaram um extenso relatório. Nele se faz um balanço demolidor aos 6 anos de regime de «segurança democrática» do Presidente Álvaro Uribe. Os factos e os números falam por si. 

Desde 2002 mais de 1 milhão e 750 mil colombianos foram deslocados à força, num total de 4 milhões de deslocados internos. Entre Julho de 2002 e Dezembro de 2007, pelo menos 13.634 civis (7 por dia…) perderam a vida, à margem de quaisquer combates, em consequência da violência sociopolítica. Destas 13.634 pessoas, 1.477 «desapareceram» de forma violenta. Em 8.049 casos o autor das violações é conhecido: 75,4 por cento são responsabilidade do Estado. Seja por actuação directa dos seus agentes – 1.411 vítimas, 17,53 por cento. Seja por tolerância ou apoio às violações cometidas por paramilitares – 4.658 vítimas, 57,87 por cento. O número de desaparecidos ronda os 30 mil. 

Os atentados à vida, à liberdade e à integridade física dos sindicalistas na Colômbia atingiram o número de 2.402. O assassinato de mais de 430 dirigentes sindicais só na vigência do actual governo, demonstra que não existe uma mudança estrutural na violência anti-sindical. O país é campeão do mundo em assassinatos de sindicalistas e de jornalistas: mais de metade dos sindicalistas assassinados em todo o mundo. Mantém-se a violência política contra os povos indígenas. Mais de 1.750 vítimas membros das suas comunidades são a prova.

A situação de pobreza afecta 66 por cento da população colombiana. A indigência atinge outros 8 milhões de pessoas. A Colômbia ocupa o terceiro lugar nos índices de maior desigualdade na América Latina, depois do Haiti e do Brasil. 

2. As notícias mais recentes não alteram o quadro neste país da América Latina com uma superfície ligeiramente inferior à de Angola e com mais de 45 milhões de habitantes.

O Presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, enfrenta há meses uma crise política grave. Sessenta parlamentares da sua base de apoio estão presos ou incriminados num escândalo de corrupção, ligações com o narcotráfico e os paramilitares. Tem um primo e conselheiro político, Mário Uribe, preso pelos mesmos motivos. O Supremo Tribunal contesta a legalidade de sua reeleição em 2006, obtida mediante a compra de votos confirmado pela confissão da ex-parlamentar Ydis Medina.

Mais recentemente o Presidente não conseguiu abafar outro escândalo provocado pela revelação de que o Alto Comando do Exército esteve envolvido no assassínio de jovens camponeses. Os seus cadáveres tinham sido apresentados à comunicação social como sendo guerrilheiros abatidos em combate. Soube-se depois que, numa tétrica e miserável encenação, lhes tinham sido vestidos uniformes das FARC. A indignação popular foi enorme. Os seus ecos chegaram ao Congresso. O comandante-chefe do Exército, general Mário Montoya, bem como 27 oficiais e sargentos implicados no crime, foram forçados a demitir-se.

Como já aqui escrevi, dizer que o governo Uribe é o mais à direita da América Latina dá apenas uma pálida imagem do seu posicionamento político e ideológico. O EPU das Nações Unidas confirmou-o.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                                                                                                    

In jornal "Público" - Edição de 26 de Dezembro de 2008

                                                                                                  

Colômbia: 40 sindicalistas assassinados em 2008

    Com o assassinato do vendedor de lotaria José Omar Galeano Martínez, presidente nacional da Federação Colombiana de Vendedores de Lotarias (Fecoloc, na sigla em castelhano), ocorrido no passado sábado 22 de Agosto na cidade de Buga, eleva-se a 38 o numero de sindicalistas (34 homens e quatro mulheres - ver AQUI a lista nominal completa) que este ano perderam a vida violentamente na Colômbia, segundo dados da Escola Nacional Sindical (ENS). 

No próprio dia, 24 de Agosto, em que este estudo foi divulgado mais dois sindicalistas foram assassinados em simultâneo em Santa Marta e Barranquilla.  

Recorde-se que durante todo o ano de 2007 foram mortos 39 sindicalistas.

Para a comunicação social dominante em Portugal (e para uma certa blogosfera) o facto de mais de metade dos sindicalistas assassinados em todo o mundo o serem num só país, a Colômbia, continua a não ser notícia....

                                                     

Os silêncios de chumbo continuam. Até quando?

                                       

Publicar ou não publicar, eis a questão

    Sabe-se que as grandes agências de notícias internacionais determinam, em muito, as agendas e os conteúdos dos diferentes órgãos de comunicação social. Sabe-se que se vangloriam de que notícia por elas difundidas, é notícia editada em todos os países do mundo em menos de 24 horas. Sabe-se que o que se silencia é, na maior parte das vezes, tão ou mais importante do que o que se publica. Sabe-se, mas ainda ficamos chocados com algumas realidades. Três exemplos escolhidos ao acaso.

Primeiro. A «Festa da Alegria» em Braga foi o maior acontecimento político-partidário do fim-de-semana de 19/20 de Julho. Nela participaram muitos milhares de pessoas, que estiveram lá e viram É uma realidade indesmentível. Qualquer que seja o critério jornalístico. Goste-se ou não do PCP. Por mais que isso custe a quem não gosta. Os media dominantes, elucidativamente, ignoraram esse acontecimento.

Nas televisões nenhum dos canais mostrou uma imagem que fosse dos milhares de pessoas que participaram na Festa e assistiram ao comício com o secretário-geral do PCP. Do discurso de Jerónimo de Sousa nada disseram. E no final, fizeram-lhe umas perguntas sobre questões que nada tinham a ver com a sua intervenção. Nos jornais idêntico «tratamento». No «Jornal de Notícias», no «Público» e no «Correio da Manhã», nem uma linha. No «Diário de Notícias» uma linha! Apenas a imprensa regional cumpriu positivamente o seu dever de informar.

Seria de esperar uma (ou mais) excepção. Mas não. O que se passou? Não é crível que os directores em causa se tenham reunido à volta de uma mesa e decidido em conformidade. Algo de muito mais profundo se desenrola. Estamos claramente perante uma formatação de procedimentos para com quem não alinha no pensamento único. Formatação essa que vem de longe e se tem refinado ao longo dos anos. Basta, em relação a cada um dos órgãos referidos, comparar com o que nesses dias transmitiram e publicaram em relação a outras forças políticas.

Segundo exemplo. A Colômbia tem estado na ordem do dia. Seja por causa de Ingrid Betancourt, seja pela putativa presença – sempre anunciada e nunca confirmada – das FARC na Festa do «Avante!». Mas nem uma linha sobre a realidade vivida nesse país.

Álvaro Uribe, enfrenta um procedimento de impugnação em tudo semelhante ao vivido por Collor de Mello há uns anos no Brasil. O Supremo Tribunal instaurou-lhe um processo por ter comprado os votos no Congresso que permitiram a sua reeleição. Cerca de 32 senadores (a maioria do partido de Uribe), num total de 102, estão presos e/ou acusados de ligações aos cartéis da droga, aos bandos paramilitares e à venda de votos que permitiu a reeleição de Uribe. A ex-parlamentar Ydis Medina confirmou perante o Tribunal estes factos. Nada disto é notícia merecedora de edição? Nos EUA sim (basta ver, por exemplo, a CBS). Em Portugal não.

Mais. Nem uma palavra, nem uma notícia, a informar que a Colômbia é campeã do mundo em assassinatos de sindicalistas e de JORNALISTAS: mais de metade dos sindicalistas assassinados em todo o mundo. Trinta só este ano. Será porque na sua maioria são índios? Será por não terem aquele «charme discreto da burguesia» a que se referia Luís Buñuel? Porque sim para Ingrid Betancourt e porque não para Guillermo Rivera Fúquene? Porque sim para a publicação dos relatórios da Amnistia Internacional sobre a China e porque não para os sobre a Colômbia?

Terceiro exemplo. O PCP emitiu uma nota sobre a detenção da cidadã espanhola Remedios Garcia Albert. Face ao alarido em torno do PCP e das FARC seria de esperar um qualquer tratamento jornalístico. Puro engano. Alguém me explica?

Nota final: para quem não sabe o PCP difunde mais de mil posições públicas por ano (só dos seus organismos centrais ou estruturas nacionais) …
            
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
                                    

In jornal "Público" - Edição de 7 de Agosto de 2008

                                              

Legião de Honra atribuída a Carlos Lozano Guillen

  O governo de França anunciou no passado dia 5 de Agosto que foram nomeados Cavaleiros da Ordem Nacional da Legião de Honra, a mais elevada condecoração da República francesa, os colombianos Carlos Lozano e Darío Echeverri. Carlos Lozano além de jornalista, Director do Semanário Voz, é membro do Comité Executivo Central do Partido Comunista Colombiano e da Direcção Nacional do Polo Democrático Alternativo activista da paz nos últimos anos.

O padre Darío Echeverri é o actual Secretário Geral da Comissão de Conciliação Nacional na Colombia. Esta importante distinção será entregue, na capital colombiana numa cerimónia especial, pelo embaixador Jean-Michel Marlaud no decorrer das próximas semanas.

É um reconhecimento do persistente trabalho das duas personalidades em favor do acordo humanitário e da paz.

                    

Ler AQUI e AQUI  

                               

Será que a comunicação social dominante anda distraída (a mesma que noticiou idêntica condecoração de Ingrid Betancourt)???

                                       

Uribe foi amigo íntimo de Pablo Escobar

Texto de José Paulo Gascão

    Neste artigo José Paulo Gascão desmascara a farsa mediática montada por Uribe a propósito do resgate de Ingrid Betancourt,resultante na realidade da traição de dois responsáveis das FARC. Evoca tambem - citando passagens do livro da jornalista Virginia Vallejo - pormenores da amizade que ligou o actual presidente da Colombia a Pablo Escobar, tão sólida que o rei do narcotráfico afirmava que sem a colaboração activa de Uribe o negócio da droga não teria podido desenvolver-se.         

            

Não foi por razões humanitárias que o governo de Álvaro Uribe rejubilou com o resgate de Ingrid Bettancourt, dos 3 norte-americanos «cedidos pelo FBI à DEA» e de mais 11 prisioneiros de guerra.

O resgate do passado dia 2 de Julho também não teve nada a ver com o guião descrito pelo governo colombiano, digno de um daqueles filmes de Hollywood em que se reescreve a História da 2ª Guerra Mundial.

Um comunicado do Secretariado das FARC de 5 de Julho esclarecia que «a fuga dos 15 prisioneiros de guerra (…) foi consequência directa da desprezível conduta de César e Enrique [os dois ex-guerrilheiros exibidos na TV], que atraiçoaram o seu compromisso revolucionário e a confiança que neles se depositou». A Rádio Suisse Romande, com boas relações com o negociador suíço junto das FARC para o intercâmbio humanitário, fala num pagamento de 20 milhões de dólares.

Este revés das FARC serviu a Uribe para uma grande operação de propaganda mediática com objectivos precisos:

• Resumir o problema dos prisioneiros de guerra de cada uma das forças beligerantes a Ingrid Bettancourt e aos 3 norte-americanos. Mesmo os restantes prisioneiros resgatados ficaram no limbo noticioso: foram 11;

• Fazer esquecer que o Exército colombiano, apesar dos seus 400.000 efectivos, é incapaz de derrotar as FARC;

• Impedir o intercâmbio humanitário das centenas de prisioneiros de guerra em poder das duas forças beligerantes;

• Desviar a atenção da acusação que lhe moveu o Supremo Tribunal por ter comprado os votos no Congresso que permitiram a sua reeleição, e do facto de 32 senadores (a maioria do Partido de Uribe), num total de 102, estarem presos e/ou acusados de ligações aos cartéis da droga, aos bandos paramilitares e à venda de votos que permitiu a reeleição de Uribe;

• Dar início a uma extraordinária operação de propaganda interna e externa de auto-promoção, tentando garantir que os EUA não lhe darão o tratamento que deram ao também traficante de droga general Noriega do Panamá.

                                                        
Ingrid Bettancourt

Seja qual for a posição que se tenha em relação ao conflito colombiano, o fim do sofrimento de prisioneiros de guerra é sempre um motivo de regozijo.

A verdade é que, de facto, Ingrid não é verdadeiramente uma prisioneira de guerra. Eleita senadora em 1998 pelo Partido Liberal, decide candidatar-se à Presidência da República em 2002. Como Uribe já estava nomeado pelo Partido Liberal, funda o partido Oxigénio Verde e anuncia em campanha eleitoral que ia à selva colombiana falar com Manuel Marulanda, pois era ela quem ia resolver o conflito colombiano… Interceptada num posto de controlo das FARC foi mandada de volta e em paz. Faz uma 2ª tentativa em 23 de Fevereiro de 2002 e é, por fim, feita prisioneira…

Agora, uma vez resgatada e aparentando uma saúde digna de inveja, Ingrid logo se assumiu como apoiante de Uribe, e iniciou uma campanha humanitária pela libertação dos prisioneiros de guerra em poder das FARC, esquece as centenas de prisioneiros de guerra do Estado colombiano e afasta o intercâmbio humanitário dos prisioneiros das duas forças beligerantes.

Novos dados sobre Uribe
                         
No seu livro há pouco lançado, “Amando Pablo, Odiando Escobar” (editora Random House Mondadori), Virgínia Vallejo, que foi diva colombiana dos anos 80 (hoje com 58 anos), apresentadora de TV, repórter, modelo, actriz e amante de Pablo Escobar durante cinco anos, é, seguramente, a mais incómoda testemunha contra Álvaro Uribe que, como Director da Aeronáutica Civil da Colômbia, e citamos, «concedeu dezenas de licenças para pistas de aterragem e centenas para aviões, helicópteros, com os quais se construiu toda a infra-estrutura do narcotráfico».

De Álvaro Uribe, Pablo Escobar costumava dizer que «se não fosse por esse bendito rapaz, teríamos de nadar até Miami para levar a droga aos gringos. Agora, com nossas próprias pistas, estamos preparados. É pista própria, aviões próprios, helicópteros próprios…».

Mas Virgínia Vallejo não refere apenas Pablo Escobar. Também cita Álvaro Uribe em confidência após a morte do pai, Alberto Uribe (1), num tiroteio com um comando das FARC: «Quem pensa que este [o narcotráfico] é um negócio fácil está muito enganado. É uma enxurrada de mortos. Todos os dias temos de enterrar amigos, sócios e parentes». E tão orgulhoso estava da saga dos narcotraficantes que não se coibiu a perguntar a Virgínia Vallejo se «estaria disposta a escrever sua história».

Com tudo isto, torna-se mais compreensível a afirmação que «o narcoestado sonhado por Pablo Escobar hoje está mais vivo que nunca na Colômbia».

A Luta das FARC
               
Sempre as FARC estiveram dispostas a estabelecer a paz e a fazer acordos políticos para uma Colômbia com Justiça Social.

Vinte anos depois de iniciada a luta armada, em 1984, durante a presidência de Belisário Betancur, foi assinado um acordo onde se previa a organização do movimento guerrilheiro em partido político, o que se concretizou em Maio de 1985, com o nome de União Patriótica (UP).

Mas se as FARC estavam de boa fé, tal não sucedia com o Estado terrorista da Colômbia e desde logo se desencadeou uma campanha de assassínios e massacres de que a polícia e tribunais nunca apuraram responsáveis. 

«Centenas dos seus membros e simpatizantes foram assassinados no decurso de diversos massacres. No dia 11 de Novembro de 1988, por exemplo, quarenta militantes foram publicamente executados na praça central do município de Segóvia, no distrito de Antioquia. (…) Foram mortos centenas de presidentes de câmaras e representantes dos poderes locais, tendo ocorrido por vezes o assassinato sucessivo de quatro autarcas do movimento na mesma localidade» (2).

É pois natural que as FARC tenham definido «continuar o caminho traçado pelo inolvidável Comandante Manuel Marulanda Velez, isto é, o da política total, que é a luta estratégica pela tomada do poder pela via das armas e da insurreição com o que se chegará a um governo revolucionário, ou pela via das alianças políticas para a instauração de um governo verdadeiramente democrático, em consonância com a Plataforma Bolivariana pela Nova Colômbia» (3).


(1) Este foi pouco noticiado nos media, para que se não falasse da prova macabra material que Uribe exigiu ao assassino.

(2) Iván Cepeda Castro e Claudia Girón Ortiz, investigadores da Fundação Manuel Cepeda - Vargas, Santa Fé de Bogotá, in Monde Diplomatique, Maio de 2005.

(3) Entrevista a Ivan Marquez, membro do Secretariado das FARC, em 25 de Julho 2008, in anncol

                          

In "O Diário.info"

                                     

A detenção de Remedios Garcia Albert

    Face às notícias vindas a público da detenção da cidadã espanhola Remedios Garcia Albert o Partido Comunista Português:

1 – Expressa a sua solidariedade a esta activista espanhola dos movimentos pela paz e de solidariedade com os povos, membro da OSPAAAL (Organização de Solidariedade com os povos da Ásia, África e América Latina), Organização Não Governamental espanhola cujo objecto social é a busca da paz, da solidariedade e da solução negociada de conflitos com base nos princípios do direito internacional humanitário.

2 - Denuncia a criminosa onda de repressão do regime de Álvaro Uribe que numa violenta campanha intimidatória e de clara violação dos mais elementares direitos e liberdades dos cidadãos colombianos visa todos aqueles que na Colômbia não colaboram na política de nova escalada do conflito militar. Campanha essa que se tem traduzido na prisão, perseguição, indiciação criminal e mesmo morte, dos que se empenharam na recente tentativa humanitária de troca de prisioneiros entre as FARC e o exército colombiano - como o recente caso do assassinato de Guillermo Rivera dirigente sindical e membro do partido político Pólo Democrático Alternativo vem mais uma vez comprovar – e que parece agora, com este inaceitável episódio de “caça às bruxas” em Espanha, querer ser exportada para a Europa.

3 – Alerta para o facto de com esta detenção política se tentar lançar deliberadamente a confusão entre contactos com as partes beligerantes no conflito colombiano com vista à sua resolução pacífica e “colaboração com organizações terroristas”.

4 – Chama a atenção que a detenção de Remédios Garcia foi efectuada à luz de legislação dita “anti-terrorista” que em nome de um suposto combate ao terrorismo, visa a restrição das liberdades dos cidadãos e a criminalização das pessoas e organizações que não se rendem à ordem mundial do imperialismo.

5 – Reafirma a sua solidariedade com o povo e as forças que na Colômbia prosseguem a luta contra o regime fascista de Uribe – actual testa de ferro da administração Bush no continente latino-americano – pela democracia, a justiça social e a solução política e negociada do conflito colombiano e reafirma a sua posição de que um primeiro passo para a paz é o início de negociações entre as partes beligerantes para a troca humanitária de prisioneiros.

6 – Rejeitando a política de intimidação e perseguição que visa com esta acção instaurar na Europa - com a cumplicidade de alguns governos europeus - o mesmo clima de perseguição política vigente na Colômbia, o PCP reitera a sua solidariedade a Remedios Garcia e a todos aqueles que dedicam a sua vida e as suas forças à luta pela paz, a democracia e os direitos humanos, contra o imperialismo, o militarismo e a guerra.

(sublinhados meus)

                

In Nota do Gabinete de Imprensa do Partido Comunista Português

                   

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    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D