Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

A captura das entidades reguladoras pelos grupos económicos dominantes no sector

«Joseph Stiglitz, prémio Nobel da economia, no seu livro “O preço da desigualdade”, escreveu o seguinte sobre as entidades reguladoras:

Hoje em dia, em muitas áreas, as agências reguladoras são responsáveis pela fiscalização de um setor. O problema é que os líderes (dos grupos económicos) nestes setores usam a sua influência politica para nomear para as agências reguladoras personalidades complacentes com os seus objetivos. Os economistas referem-se a isto como captura do regulador. Por vezes a captura é associada a incentivos monetários: os que se encontram na comissão reguladora são provenientes do setor que é suposto regularem e aí regressam mais tarde. Os seus incentivos e os da indústria estão bem alinhados, ainda que estejam desalinhados com o resto da sociedade. Se os da comissão reguladora servem bem o setor, são bem recompensados na sua carreira pós-governamental. Contudo, por vezes a captura não é motivada pelo dinheiro. Em vez disso, a mentalidade dos reguladores é capturado pelos regulados. Trata-se da captura cognitiva que é mais um fenómeno sociológico” (pág. 111). E refere mesmo como ex. o ex-presidente da Reserva Federal americana Alan Greenspan.

Embora a citação seja longa ela tem a virtude de chamar a atenção de todos os portugueses para um fenómeno preocupante que se verifica também no nosso país, pois ele reforça o poder dos grupos económicos e, consequentemente, o seu domínio sobre a sociedade e a economia portuguesa e sobre o poder politico em Portugal.

No nosso livro “Grupos económicos e desenvolvimento em Portugal no contexto da globalização” mostramos, com base numa longa lista de mais de 100 nomes, de que forma o fenómeno conhecido por “porta giratória” se manifesta em Portugal (membros de grupos económicos que vão para o governo, e ex-membros do governo e de entidades reguladoras que depois vão para conselhos de administração de grupos económicos), o que contribui para a captura do próprio governo.»

-

Núcleo do Curso de Educação Social da ESEV debateu Desigualdade de Género

-

Em parceria com o Movimento Democrático de Mulheres, o Núcleo do Curso de Educação Social da ESEV (Escola Superior de Educação de Viseu), promoveu dia 4 uma palestra subordinada ao tema “Desigualdade de Género”.

A iniciativa, que contou com a representação de três monólogos da autoria de Eve Ensler, num gesto de sensibilização para a violência exercida sobre as mulheres. Ainda que aberta à comunidade, a acção destinou-se sobretudo a alunos que frequentam o Curso de Educação Social naquela Escola Superior.

Filomena Pires, dirigente nacional do MDM, falou do estatuto de menoridade e subjugação vivido pelas mulheres anteriormente à revolução dos cravos, para justificar a criação do movimento de mulheres mais antigo em Portugal. Referiu o contributo dado ontem e hoje, por este movimento, em prol da emancipação feminina, da dignificação da mulher. Foram muitos os exemplos apontados: no que respeita ao trabalho, à família, à saúde sexual e reprodutiva, à segurança social, a infraestruturas e equipamentos sociais, direitos cívicos e políticos. Afirmou ainda que a situação actual das mulheres, no país e em Viseu, é muito preocupante: a igualdade na lei está longe de ser conquistada mas, na vida, a realidade é ainda mais preocupante. A pretexto da crise, as mulheres vêem perigar direitos humanos básicos, assistem a retrocessos civilizacionais, à privação de direitos que anos e anos de luta permitiram consagrar.

-

-

Ilustrando deste facto, Luísa Almeida, abordou a questão da desigualdade no mundo do trabalho, apresentou dados oficiais que surpreenderam a plateia. Apesar de toda a legislação produzida em prol da igualdade entre homens e mulheres, a desigualdade salarial é gritante, a igualdade de oportunidades uma quimera.

Vera Silva falou de um fenómeno social com grande expressão no distrito de Viseu: a questão da violência exercida sobre as mulheres. Centrando-se sobre a violência vivida nas relações de intimidade, e tornou claro que há um imenso trabalho a desenvolver neste âmbito. Lembrou ainda tratar-se de um crime público que todos os cidadãos têm obrigação de denunciar.

Dílio Francisco, representando o Centro Humanitário de Viseu, apelou à participação voluntária dos jovens presentes.

“E o que podemos fazer para evitar o retrocesso nos direitos, preservar Abril, dignificar a vida das mulheres?” palavras de uma aluna, ditas perante a justificação que Filomena Pires apresentou para que, ainda hoje, existam movimentos de mulheres. Resistir, participar, intervir, consciencializar, são tarefas inevitáveis para o cumprimento desse objectivo.

Para que nunca mais seja permitido ao marido matar a mulher em flagrante delito de adultério ou uma mulher tenha de ter autorização do marido para desenvolver uma actividade remunerada. Porque os direitos são conquistados pela luta organizada, Filomena Pires deixou o apelo a que as jovens presentes se juntem a uma causa que é de todas as mulheres, de toda a sociedade que se tome por civilizada.

-

MDM-Viseu debateu facetas da prostituição

-

Foi no passado dia 2 de Fevereiro que o Movimento Democrático de Mulheres – Núcleo de Viseu rompeu silêncios, trazendo à discussão aspectos que considera como estruturais ao universo da prostituição.

Sandra Benfica e Lúcia Gomes, perante numeroso público atento e participativo, tornaram evidente a grave violação de direitos humanos que a prostituição constitui, uma forma de escravatura incompatível com a dignidade da pessoa humana, um negócio altamente rentável alimentado pelos filhos da pobreza.

Apresentada a prostituição como fenómeno social e não como acto individual, foi possível concluir que ela é uma realidade indissociável das desigualdades sociais e das desigualdades entre mulheres e homens. Na sua origem surgem factores que estão intimamente ligados ao aumento da insegurança económica, ao risco de desemprego e pobreza, assim como a banalização de práticas vexatórias contra as mulheres. Foi também evidenciada a íntima ligação existente entre o sistema prostitucional  e o tráfico de mulheres e crianças, uma actividade ilegal e criminosa que rende anualmente, segundo estimativa das Nações Unidas, entre cinco e sete mil milhões de dólares, rivalizando com o tráfico de drogas e armamento. Uma mulher pode ser vendida/usada 50 vezes por dia, podendo ser explorada a níveis não imagináveis, numa desumana e violenta escravatura. Em países que já legalizaram a prostituição, como no caso da Alemanha, o tráfico aumentou e veste a roupagem da legalidade através de vistos de trabalhadoras imigrantes.

Foi ainda referido que nos países onde a “indústria do sexo” foi promovida a negócio legítimo, os proxenetas passaram a respeitáveis homens de negócios enquanto a situação das mulheres e crianças registou agravamento de todas as formas de exploração e violência a que estão sujeitas.

Falando do combate necessário, o caminho apontado foi no sentido de eliminar as causas prevenindo e reduzindo o tráfico. Coordenar esforços internacionais contra as redes, sensibilizar e informar, melhorar as políticas de intervenção. São urgentes soluções jurídicas e de protecção social, numa perspectiva de acção integrada direccionada à dignidade das mulheres e de todas as vítimas de tráfico, envolvendo a adequada protecção social, apoio médico e medicamentoso e protecção judiciária, nomeadamente a concessão imediata de apoio jurídico, criar condições reais de emancipação. Uma responsabilidade que cabe acima de tudo a quem governa.

Brevemente o MDM – Viseu voltará a promover outras iniciativas em defesa dos direitos das mulheres.

Viseu, 4 de Fevereiro de 2013

-

MDM - Núcleo de Viseu

-

Exploração na Prostituição – Facetas do Negócio e da Violência Sobre as Mulheres

 

     O Movimento Democrático de Mulheres – Núcleo de Viseu vai realizar no próximo Sábado, dia 2 de Fevereiro, pelas 21 horas no Lugar do Capitão, uma conversa/debate que terá como tema a «Exploração na Prostituição – Facetas do Negócio e da Violência Sobre as Mulheres».

A iniciativa conta com a presença de Sandra Benfica coordenadora do Projecto «MDM Tráfico de Mulheres - Romper Silêncios» e Lúcia Gomes, jurista, Membro da Direcção Nacional do Movimento Democrático de Mulheres.

Conta ainda com as palavras ditas por Ana Lopes e Molhe de Grelos e a música dos Rayband.

Viseu, 28 de Janeiro de 2013

MDM - Núcleo de Viseu

-

100 fortunas erradicariam quatro vezes a pobreza

-

Se nunca ninguém soube calcular quantos pobres são necessários para produzir um rico, como se interrogou Almeida Garrett em 1846, pelo menos hoje sabemos que 100 ricos chegam largamente para erradicar a pobreza extrema no planeta.

-

Prostituição no Bairro do Grilo: algumas perguntas por fazer

  Na sequência das recentes notícias divulgadas na comunicação social sobre o Bairro do Grilo em Viseu, não pode o Movimento Democrático de Mulheres ficar indiferente.

Compreendendo os motivos e razões que têm movido os moradores daquele bairro não podemos deixar de manifestar algumas inquietações que, enquanto movimento que age em defesa dos direitos das mulheres, nos assaltam.

  1. Sabendo que a prostituição está, na maioria dos casos, ligada a causas associadas à pobreza, ao racismo, à migração, à desigualdade, à discriminação e ao colapso económico, é fundamental conhecer as situações concretas vividas pelas mulheres envolvidas. Perguntamos: que esforço tem sido feito pelas entidades competentes nesta matéria?

  2. Assistimos recentemente a situações de abordagem realizada pelas forças de segurança a mulheres que, alegadamente se prostituem e se encontram nas proximidades de Ranhados. Perguntamos: estarão as forças de segurança, pressionadas socialmente, a lidar com os problemas divulgados da forma mais adequada? Não estará a decorrer um processo repressivo sobre as mulheres, deixando fora de toda e qualquer responsabilidade os homens que as procuram? Não haverá certamente prostituição se não existirem “clientes”. Medidas tomadas noutros países são aprova cabal disso.

  3. A imprensa que promove este “negócio” está isenta de responsabilidades?

  4. Existe ou não proxenetismo? A quem serve esta “indústria”? Não há, efectivamente, forma de apurar responsabilidades nesta matéria?

Num contexto político em que se questiona até o Direito a ter Direitos, sublinhamos que defender os direitos das mulheres, lutar pela sua dignidade, no respeito pela sua condição e no reconhecimento do seu estatuto social, passa também pela recusa intransigente de qualquer promoção do lenocínio encapotado ou não, pela exigência de novos caminhos para o país e para as mulheres, na prossecução dos direitos ao trabalho e ao emprego estável, direito à saúde, educação segurança e protecção sociais, e pela criação de medidas de protecção das mulheres prostituídas criando condições efectivas para a sua inserção social, em nome dos valores da igualdade, justiça, desenvolvimento e progresso.

Procurando contribuir para o debate sério em torno de um problema de elevada complexidade, anunciamos a realização de uma iniciativa pública a concretizar ainda no mês de Janeiro e dinamizada, entre outros convidados, pela responsável pelo projecto MDM tráfico de Mulheres – Romper Silêncios, Sandra Benfica. Oportunamente divulgaremos a data e o local da sua realização.

Viseu, 10 de Janeiro de 2013


Movimento Democrático de Mulheres - Núcleo de Viseu

-

Mulheres de Viseu: Passos de Desigualdade

-

A iniciativa nacional de protesto realizada pelo Movimento Democrático de Mulheres que decorreu no passado dia 8 teve expressão significativa em Viseu.

Muitos foram as mulheres e os homens que percorrendo a Rua Formosa, foram surpreendidos pela acção dinamizada pelo Núcleo de Viseu do MDM. A curiosidade deteve quantos ali passavam perante uma inusitada exposição de pares de sapatos. Cerca de trinta pares de sapatos femininos, colocados sobre um fundo amarelo, ganharam rosto para dar visibilidade a situações reais de mulheres que vivem no nosso Distrito. Entre a pobreza, o desemprego, a precariedade, a dificuldade no acesso a cuidados de saúde, a impossibilidade de aceder a apoios sociais e a violação de direitos específicos às mulheres se fez a denúncia da profunda degradação das condições de vida a que tem conduzido a austeridade, em Passos de Desigualdade que é preciso denunciar.

Um ramo de carvalho foi transformado em Orçamento da Desigualdade, exibindo o conjunto de medidas presentes no Orçamento do Estado para 2013. Um documento distribuído e bem acolhido pelos transeuntes apelou à participação das mulheres na greve geral convocada para o próximo dia 14 de Novembro, apontando as razões que o justificam.

O cartoonista Wilfred Hildonen, solidário com esta iniciativa, presenteou o MDM com um retrato bem elucidativo da realidade: vergada sobre si mesma uma mulher carrega o imenso fardo da crise.

A forte chuva caída condicionou mas não impediu uma iniciativa que tem ainda continuidade na redacção de uma carta colectiva disponível para receber contributos AQUI.

-

-

A prostituição é uma «opção de vida»?

-

Difundir a ideia de que a prostituição é uma «opção de vida» e de realização do ser humano é apostar no retrocesso social, no caminho oposto ao da igualdade de direitos entre homens e mulheres, da erradicação da violência, sobretudo, contra as mulheres. Porque são as mulheres que constituem 85 por cento das vítimas de tráfico de seres humanos e exploração sexual na Europa. Porque 73 por cento das mulheres na prostituição relataram terem sido sujeitas a agressões físicas, 68 por cento dessas mesmas mulheres sofrem de stress pós-traumático equivalente ao das vítimas de tortura e 63 por cento afirmaram ter sido violadas. Porque a prostituição, para além do carácter de violência contra as mulheres, é um dos maiores reflexos das desigualdades sociais e económicas que o capitalismo reproduziu. Porque a sociedade tem que caminhar para a abolição da violência contra as mulheres e não para a sua aceitação. Por isso, defendemos a dignidade das mulheres e não um retrocesso social secular.

-

Do Portugal profundo

    Não, não é por falta de assunto. Os temas são mais que muitos e, pese aos apologistas da chamada silly season, não vão de férias em Agosto. Mas hoje apetece-me falar do concelho onde resido, por opção, há mais de 3 anos – Penalva do Castelo, distrito de Viseu.

O concelho que em 1909 possuía uma das duas centrais hidroeléctricas do país, cem anos depois é um dos mais pobres de acordo com os indicadores de desenvolvimento social das Nações Unidas. É um bom exemplo do chamado Portugal profundo. Fruto acabado das políticas de desprezo a que o interior é votado há décadas por parte dos poderes centrais.

Penalva tem cerca de 130 km2 e perto de 9 000 habitantes. É constituído por 13 freguesias e 75 lugares. Neste concelho verifica-se uma baixa taxa de natalidade e uma elevada taxa de mortalidade. Contraditoriamente a população tem crescido, ainda que de forma ligeira, nos últimos anos. Isto deve-se ao regresso de emigrantes e de reformados. O que contribui ainda mais para o envelhecimento progressivo da população (o índice de envelhecimento é de 155 por 100).

Segundo os dados do censo de 2001, cerca de 18% da população é analfabeta, o que representa quase o dobro da média nacional. Não é pois de estranhar que 20,8% não tenha completado nenhum grau de ensino. Que mais de 70% possua o ensino básico, dos quais 47% tem apenas o 1º ciclo. Que só 5% detenha um nível médio ou superior.

No mesmo ano, a distribuição da população revelava que 16% trabalhava no sector primário, 47% no secundário e 37% no comércio e serviços. O maior número de empresas concentra-se no comércio e na construção civil. Mas a sua dimensão é muito reduzida – a esmagadora maioria tem menos de 5 trabalhadores. A distribuição do emprego e dos estabelecimentos evidencia que em Penalva do Castelo se destacam os sectores da construção e da indústria extractiva, apresentando valores claramente superiores aos outros sectores de actividade.

A maçã Bravo Esmolfe, os vinhos do Dão e o queijo da Serra são os três produtos que têm contribuído para a criação de uma «imagem de marca» do concelho. É a chamada «trilogia de excelência produtiva».

A Maçã Bravo Esmolfe é um produto com Denominação de Origem Protegida (DOP), cuja produção extravasa em muito o concelho. Neste momento abrange 7 900 hectares, cerca de 3 mil produtores e estende-se por 31 concelhos. Esta variedade de maçã é portuguesa e única no mundo.

Relativamente à produção de vinhos o concelho está integrado na área geográfica de Origem Controlada Dão (OCD), sub-região de Castendo (nome da vila até 1957). Existem cerca de 400 produtores.

Penalva do Castelo pertence à área demarcada do Queijo da Serra e faz parte da Associação de Pastores e Produtores de Queijo da Serra da Estrela. Existem menos de 80 produtores.

Nestas actividades calcula-se que mais de 70% das mais-valias geradas sejam retidas pelo sector da distribuição. Sector onde estão, de facto, concentrados os grandes lucros.

O quadro geral do concelho é de estagnação e mesmo retrocesso económico, social e cultural. Para o que contribuem quer as políticas dos sucessivos governos, quer as maiorias de direita, nomeadamente do PSD e do CDS/PP, na autarquia.

Não existe uma zona industrial que cative empresas a instalarem-se e que garantam continuidade e futuro no concelho. A «trilogia de excelência produtiva» não é incentivada e apoiada. O turismo no concelho está no nível zero. Meia dúzia de placas alusivas ao tema e nada mais. Apesar de Penalva do Castelo ter um valioso património ambiental/paisagístico, histórico e cultural.

Mas é bom viver em Penalva. Mesmo com apenas duas carreiras diárias de e para Viseu e mais algumas para Mangualde. Mesmo quando a EDP e a PT me deixam sem telefones e Internet por mais de 10 dias. É bom viver em Penalva. Pelas suas gentes afáveis e amigas. Pela paisagem. Pelo sossego.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

                               

In jornal "Público" - Edição de 20 de Agosto de 2008

                 

Desigualdade nos EUA é a maior desde a Grande Depressão

     É o verdadeiro «triunfo das desigualdades». Na América do Norte, a crise é já a maior desde o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929. Por isso, o fosso entre os ricos e pobres nunca foi tão grande.
Dados oficiais citados por John Plender num artigo publicado no Financial Times, com versão portuguesa no sítio Vermelho.org.br, indicam que nos EUA, entre 1979 e 2005, os rendimentos dos 1% mais ricos, antes do pagamento dos impostos, cresceu por ano 200%, e depois de descontadas as taxas, 228%. Os mais pobres e a classe média viram os seus rendimentos anuais crescerem apenas 1,3% e 1%, respectivamente.

                                       

«A desigualdade económica nos Estados Unidos alcançou o nível mais elevado desde aquele que ficou conhecido como o mais maldito dos anos: 1929. Nas principais economias dos países de língua inglesa as desigualdades de renda alcançaram extremos que não eram vistos desde a era de “O Grande Gatsby”.»

        

Ler Texto Integral

                        

Perante tal desproporção (200 para 1 (!!!)) só apetece perguntar: será por incompetência?

Ou serão antes os mecanismos da exploração capitalista mais desenfreada a funcionar?

                                     

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

  •  
  • A

    B

    C

    D

    E

    F

    G

    H

    I

    J

    K

    L

    M

    N

    O

    P

    Q

    R

    S

    T

    U

    V

    W

    X

    Y

    Z

    Arquivo

    1. 2023
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2022
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2021
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2020
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2019
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2018
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2017
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2016
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2015
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2014
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2013
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2012
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2011
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D
    170. 2010
    171. J
    172. F
    173. M
    174. A
    175. M
    176. J
    177. J
    178. A
    179. S
    180. O
    181. N
    182. D
    183. 2009
    184. J
    185. F
    186. M
    187. A
    188. M
    189. J
    190. J
    191. A
    192. S
    193. O
    194. N
    195. D
    196. 2008
    197. J
    198. F
    199. M
    200. A
    201. M
    202. J
    203. J
    204. A
    205. S
    206. O
    207. N
    208. D
    209. 2007
    210. J
    211. F
    212. M
    213. A
    214. M
    215. J
    216. J
    217. A
    218. S
    219. O
    220. N
    221. D