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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Maio, poesia e luta (III)

João Chambell

-

De semântica

[Tradução de Manuel de Seabra]

 

Recentemente

na fábrica

melhoraram muito

as relações humanas.

Agora, por exemplo,

ao tirar-se o prémio semanal

a uma operária

por uma mistura de fios,

por exemplo,

ou por qualquer acto menor de indisciplina,

já não se diz impor um castigo;

diz-se:

estimular o sentido

da responsabilidade.

 

Miguel Martí i Pol

-

Maio, poesia e luta (II)

Marco Mendes

-

Ofício de trevas

Poema XXIV

 

É preciso que tragam a bandeira

É preciso que alguém vá até ao fim da noite

e desenterre a bandeira

Se já não tiver mãos

que rasgue a terra com os dentes

mas que traga a bandeira

Se já não tiver dentes

que afunde os olhos nessa terra

e lhe arranque a bandeira

que nela está sepulta

É preciso que os tambores anunciem a chegada da bandeira

Se não houver tambores

que os mortos se alevantem

e façam rufar seus ossos

em sol altíssimo à chegada da bandeira

Iluminem Iluminem Iluminem o caminho da bandeira

Se as nuvens de baionetas forem trevas no caminho da bandeira

que incendeiem a noite com as pedras da rua

mas que haja luz à passagem da bandeira

para que os olhos vazados vejam a bandeira

para que as bocas rasgadas cantem a bandeira

para que os ferros caiam à passagem da bandeira

 

Carlos Maria de Araújo

-

Maio, poesia e luta (I)

André Lemos

-

«Oito horas para o trabalho, oito horas para o sono e oito horas para a casa» foi a consigna que a 1 de Maio de 1886 levou 200 000 operários norte-americanos a entrar em luta. Passados 125 anos, quando a jornada de trabalho de oito horas entretanto conquistada volta a ser posta em causa pelo capital, um grupo de jovens artistas ofereceu ao Avante! o conjunto de ilustrações deste suplemento que constitui um tributo ao 1.º de Maio. Através do seu trabalho, que acompanhamos com poemas do livro Maio, trabalho, luta (Editorial Avante!), voltam com mais força as palavras Albert Spies, um dos mártires de Chicago:

«se acreditais que enforcando-nos podereis acabar com o movimento operário – o movimento do qual os milhões de oprimidos, os milhões que trabalham na miséria e na necessidade esperam a sua salvação – se essa é a vossa opinião, então enforquem-nos! Aqui pisam uma chispa, mas ali e além, atrás de vocês, à vossa frente, por todo o lado, as chamas surgirão. É um fogo subterrâneo. Não o conseguireis apagar»

-

O Partido com Paredes de Vidro: o Partido, o Ideal e o Projecto Comunistas

-

Leitura Obrigatória (CXIV)

    O Abalo do Poder (Jaime Serra)

Neste livro o autor passa em revista os principais acontecimentos deste período tão rico e conturbado do nosso passado recente, opondo-se, com factos e argumentos, às tentativas de deturpação da verdade histórica, hoje tão em voga.

           

In Edições «Avante!»

             

Leitura Obrigatória (XCIX)

    O Grande Salto Atrás (Henri Alleg)

Sumário

Moscovo new look
Instantâneos

«O maior hold-up de todos os tempos»
Instantâneos

«Nostalgia? Foi nostalgia que disse?»
Instantâneos

Uma perestroika sumida nas areias
Instantâneos

As conjuras, verdadeiras e falsas por um poder em perdição
Instantâneos

Três homens embrenhados num bosque
Instantâneos

O sonho do homem do Kremlin
Instantâneos

O grande silêncio dos proletários
Instantâneos

Da «abertura» ao abismo
Instantâneos

Interrogações para hoje e para amanhã

                            

In Edições «Avante!»

                                                  

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