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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - ¡Justicia para Víctor Jara, Justicia para Chile!

                                        

Ver também:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                                                                               

Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - Víctor Jara Documental

   Vídeo - Víctor Jara Documental

Ver também:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                                                        

Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - Musica en la memoria

Vídeo - Inti Illimani y Quilapayun - Musica en la memoria, 2004(Trabajo, que recoge en 19 temas lo que fueron las intensas e historicas jornadas de musica en el Estadio Victor Jara el 20, 21 y 22 de Agosto de 2004)

L'adversaire, par Ignacio Ramonet (Le Monde diplomatique)

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

 

Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - O derrube de Salvador Allende

    EL ADVERSARIO 
                         

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                      

Centenário do nascimento de Salvador Allende

    Texto do último discurso de Salvador Allende, a 11 de Setembro de 1973, aos microfones da Rádio Magallanes, minutos antes de ser assassinado pelos militares às ordens de Augusto Pinochet, mas sob orientação da Administração Americana liderada por Richard Nixon.

                  

«Esta será seguramente la última oportunidad en que me pueda dirigir a ustedes. La Fuerza Aérea ha bombardeado las torres de radio Portales y radio Corporación. Mis palabras no tienen amargura, sino decepción, y serán ellas el castigo moral para los que han traicionado el juramento que hicieron. Soldados de Chile, comandantes en jefe titulares; el almirante Merino, que se ha autodesignado, más el señor Mendoza, general rastrero, que sólo ayer manifestara su fidelidad y lealtad al gobierno, también se ha denominado director general de Carabineros...
     Ante estos hechos, sólo me cabe decirles a los trabajadores: ¡Yo no voy a renunciar! Colocado en un tránsito histórico pagaré con mi vida la lealtad del pueblo. Y les digo que tengo la certeza de que la semilla que entregáramos a la conciencia digna de miles y miles de chilenos, no podrá ser segada definitivamente.
Tienen la fuerza, podrán avasallarnos, pero no se detienen los procesos sociales ni con el crimen ni con la fuerza. La historia es nuestra y la hacen los pueblos.
Trabajadores de mi patria: quiero agradecerles la lealtad que siempre tuvieron, la confianza que depositaron en un hombre que sólo fue intérprete de grandes anhelos de justicia, que empeñó su palabra de que respetaría la Constitución y la Ley, y así lo hizo. En este momento, definitivo, el último en que yo pueda dirigirme a ustedes, quiero que aprovechen de la lección: el capital foráneo, el imperialismo, unido a la reacción, creó el clima para que las Fuerzas Armadas rompieran su tradición, la que les señalara el general Schneider y que reafirmara el comandante Araya, víctimas del mismo sector social que hoy estará en sus casas, esperando por mano ajena reconquistar el poder, para seguir defendiendo sus granjerías y sus privilegios.
     Me dirijo sobre todo a la modesta mujer de nuestra tierra, a la campesina que creyó en nosotros, a la obrera que trabajó, a la madre que supo de nuestra preocupación por los niños. Me dirijo a los profesionales de la Patria, a los profesionales patriotas, a los que desde hace días estuvieron trabajando contra la sedición auspiciada por los colegios profesionales, colegios de clase para defender también las ventajas que una sociedad capitalista les da a unos pocos.
Me dirijo a la juventud, a aquellos que cantaron, que entregaron su alegría y su espíritu de lucha. Me dirijo al hombre de Chile, al obrero, al campesino, al intelectual, aquellos que serán perseguidos. Porque en nuestro país el fascismo ya estuvo hace muchas horas presente, en los atentados terroristas, volando los puentes, cortando la línea férrea, destruyendo los oleoductos y los gasoductos, frente al silencio de los que tenían la obligación de custodiar los bienes del Estado... La historia los juzgará.
     Seguramente radio Magallanes será acallada y el metal tranquilo de mi voz no llegará a ustedes. No importa; me seguirán oyendo. Siempre estaré junto a ustedes. Por lo menos, mi recuerdo será el de un hombre digno, que fue leal a la lealtad del pueblo. El pueblo debe defenderse pero no sacrificarse; el pueblo no debe dejarse arrasar ni acribillar, pero tampoco puede entregarse.
Trabajadores de mi patria: tengo fe en Chile y su destino. Superarán otros hombres este momento gris y amargo donde la traición pretende imponerse. Sigan ustedes sabiendo que mucho más temprano que tarde, de nuevo abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre para construir una sociedad mejor.

¡Viva Chile!

¡Viva el pueblo!

¡Vivan los trabajadores!

Estas son mis últimas palabras. Tengo la certeza de que mi sacrificio no será en vano; tengo la certeza de que, por lo menos, habrá una lección moral, que castigará la felonía, la cobardía y la traición.»

                                    

Salvador Allende

                           

Para ver e ouvir o último discurso de Salvador Allende, a 11 de Setembro de 1973, na Rádio Magallanes, clicar AQUI, AQUI e AQUI                                                                                                                           

VITOR JARA, OU A BOÇALIDADE À SOLTA

    1. Víctor Jara nasceu no Chile em 1932. Foi músico, cantor e director de teatro. Morreu assassinado a 15 de Setembro de 1973 no Estádio que desde o ano 2003 tem o seu nome. Tinha 41 anos.
Foi preso com mais 600 professores e estudantes a 12 de Setembro e levado para o Estádio Chile, onde se aglomeravam milhares de prisioneiros. No dia do golpe de Pinochet, 11 de Setembro de 1973, deveria actuar no comício onde o Presidente Salvador Allende, também ele assassinado, ia anunciar ao povo chileno a realização de um referendo.
Victor Jara foi de imediato reconhecido pelos oficiais fascistas. Mãos na nuca foi logo ali pontapeado dezenas de vezes no corpo e no rosto. Os seus amigos e companheiros assistiam impotentes sob a mira das espingardas e metralhadoras. Como se as botas já não chegassem começam a bater-lhe com a pistola. O rosto fica rapidamente empapado de sangue.
Na noite de 12 para 13 jaz no chão sob custódia dos militares e sem possibilidade de auxílio. Não lhe dão alimento. Nem mesmo água. É exibido como troféu entre os oficiais. No meio da bestialidade, dos presos que vão chegando, das torturas e dos assassinatos os seus esbirros parecem esquecê-lo. Passa os dias 13 e 14 entregue aos cuidados dos seus companheiros de infortúnio.
Mas de novo a 15 voltam à carga. É insultado, espancado a pontapés e coronhadas. Já não se consegue levantar. É a última vez que é visto com vida. Antes tinha escrito o seu último texto. Um poema: Estadio Chile -“Somos diez mil manos menos/Que no producen./¿Cuántos somos en toda la Patria?/La sangre del compañero Presidente/golpea más fuerte que bombas y metrallas./Así golpeará nuestro puño nuevamente./Canto, qué mal me sales cuando tengo que cantar espanto./Espanto como el que vivo/como el que muero, espanto”.
Nesse mesmo dia à tarde é visto crivado de balas junto com mais cinquenta prisioneiros. No dia 16 o seu corpo é despejado no cemitério Metropolitano.
Foi sobre este homem e sobre estes acontecimentos que o sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na revista «Sábado» palavras cheias de um tolo pedantismo e de um atrevimento ignorante. O problema deve ser meu, mas desconhecia que a ironia boçal e execrável sobre a morte e a tortura rendesse euros a quem escreve. E, pelos antecedentes, a quem paga também.
2. António Barreto não é nenhum mentecapto. É professor catedrático e sociólogo. Analista e comentador. Tem uma actividade de intervenção política conhecida – em várias organizações de quadrantes políticos muito diferentes – de quase meio século. Foi secretário de estado e ministro.
Mais. António Barreto foi durante alguns anos militante do PCP. Dele saiu em finais dos anos 60 em ruptura pela «esquerda» (maoista). Portanto tinha toda a obrigação de concluir sobre a pretensa carta do Almirante Rosa Coutinho o mesmo que Pacheco Pereira, que nunca foi membro do PCP: «Há documentos genuínos com este tom, mas em movimentos doutro tipo, milenários, religiosos, étnicos, mas não existe nada de parecido no movimento comunista.».
E nem me passa pela cabeça insinuar que a proximidade entre a data da publicação do controverso artigo e o regresso do secretário-geral do PCP da sua deslocação a Angola e África do Sul é algo mais do que isso: uma infeliz coincidência. Salazar dizia que «em política o que parece é». Eu não!

Nota final: A descrição das últimos horas de Víctor Jara pode ser lida em http://ocastendo.blogs.sapo.pt/189249.html

                
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
               

In Jornal "Público" - Edição de 16 de Maio de 2008

                  

Adenda: "El Príncipe" vai finalmente a tribunal...

                                                                                  

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