Mapa zonas económicas especiais China
A passada segunda-feira foi marcada pelas perdas acentuadas na bolsa de Xangai a que se sucedeu um efeito «dominó» com grande impacto em todo o Mundo. As atenções estão voltadas para a China, a segunda maior economia mundial, que nas últimas duas décadas e meia registou uma média de crescimento do seu PIB na ordem dos 10 por cento e que tem, com o aumento do poder de compra da sua população (20% da população mundial), servido como um amortecedor da profunda crise económica e financeira do capitalismo, absorvendo exportações de matérias primas e recursos energéticos provenientes de outras grandes economias «emergentes» e de produtos e tecnologias provenientes de grandes centros capitalistas, como por exemplo os EUA e a Alemanha.
As análises dominantes apontam para a tese do esvaziamento de uma bolha financeira, provocado por aquilo a que alguns chamam a «crise chinesa». Cria-se a ideia do «perigo» para a economia mundial vir agora da China. Mas a realidade afigura-se diferente. Há já algum tempo que se registam movimentos de saída do capital financeiro do mercado chinês, desmontando a tenda e indo especular para outras paragens em virtude da baixa de taxas de rendibilidade não «adequadas» à sua voragem de lucros. É assim que age o capital financeiro e é assim que funciona a economia de casino que caracteriza a economia capitalista e o seu altíssimo grau de financeirização. A isto a China não é, naturalmente, imune.
Numa análise simplista poder-se-ia dizer que o que está a acontecer é, como alguns «analistas» apontam, «a primeira grande crise capitalista chinesa» manifestada na sua componente financeira. Mas essa poderia ser não apenas uma análise simplista como não rigorosa. É certo que a economia chinesa, contém, nomeadamente em alguns sectores e regiões, elementos característicos de uma economia capitalista e isso, como a própria direcção chinesa reconhece contém riscos. Mas seria um erro ignorar as possibilidades que o Estado e o governo chinês têm de intervenção na sua própria economia – sendo o Estado detentor de muito importantes sectores económicos chave e de importantes reservas em divisas –; a dimensão do mercado interno chinês e o peso dos sectores produtivos no seu PIB (a agricultura e a indústria representam cerca de 60% do PIB e são responsáveis por 2/3 da força de trabalho); e ainda o facto de que as perspectivas de crescimento se mantêm em níveis muito superiores aos previstos para os EUA ou a União Europeia (UE).
Portanto, aquilo que para já há reter deste acontecimento é que não é a China que ameaça a economia capitalista mundial, mas exactamente o contrário. A estagnação económica em economias como a da UE ou do Japão e um crescimento dos EUA frágil e não sustentado num crescimento da sua produção industrial e aumento do consumo são factores que fazem com que a China aprofunde a sua decisão já anteriormente tomada de se centrar mais no seu mercado interno, abrandar as suas exportações e, consequentemente, contrair as suas importações. Isso, associado e tendo impacto no aprofundamento da crise das matérias primas (o barril de petróleo atingiu o mínimo histórico de 44 dólares e os metais e outras matérias primas estão em queda livre) faz com que os capitais financeiros («munidos» de uma «crise» de excesso de liquidez em virtude das injecções de capital operadas nos EUA e União Europeia) tentem agora outras paragens para manter as suas taxas de lucro.
Estes factos, que estão na origem dos acontecimentos, demonstram duas outras realidades fundamentais: a primeira é que a crise estrutural do capitalismo é profundíssima e está longe de estar resolvida. Continuam a manifestar-se tendências de contracção do consumo mundial e deflacionárias. A segunda é que como tínhamos previsto as medidas que nos principais centros capitalistas foram adoptadas em nome do combate à crise foram elas próprias sementes de novas crises. Ora... aí estão elas agora a chegar aos mercados emergentes e a «ameaçar» a segunda maior economia mundial.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.
. Autarcas querem a regiona...
. Qual o país que conseguir...
. Donald Trump = 62 984 825...
. João Ferreira 1.º candida...
. Ingredientes de uma campa...
. A operação lançada contra...
. Exposição II Centenário d...
. avante!
. bce
. benfica
. blog
. blogs
. cartoon
. castendo
. cds
. cdu
. cgtp
. cgtp-in
. classes
. crise
. crise do sistema capitalista
. cultura
. cultural
. desporto
. economia
. eleições
. emprego
. empresas
. engels
. eua
. fascismo
. fmi
. futebol
. governo
. grupos económicos e financeiros
. guerra
. história
. humor
. imagens
. impostos
. jornal
. lénine
. liga
. lucros
. luta
. marx
. música
. notícias
. paz
. pcp
. pensões
. poema
. poesia
. poeta
. política
. portugal
. ps
. psd
. recessão
. rir
. salários
. saúde
. sexo
. sistema
. slb
. sons
. trabalho
. troika
. vídeos
. viseu
. vitória
. A
. Abril
. Antreus
. Arquivo «Avante!» Clandestino
. Arquivo Marxista na Internet
. Arquivo «O Militante» Clandestino
. Arte TV
. Associação Conquistas da Revolução
. Avante!
. B
. Biblioteca Nacional de Portugal
. C
. C de...
. Cebrapaz
. CGTP-IN
. Che 80
. Citador
. Cité Nationale de l'Histoire de l'Immigration
. Comissão Concelhia de Viseu do PCP
. Confederação Nacional da Agricultura
. CUBA - uma espinha cravada na garganta do Império
. D
. Digital National Security Archive
. 2013 - Centenário de Álvaro Cunhal
. DoteCome
. E
. F
. FARC-EP
. G
. GEAB
. H
. Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos
. I
. Instituto dos Museus e da Conservação
. J
. Jogos
. Juventude Comunista Portuguesa
. K
. L
. La Haine
. Lutemos
. M
. Momentos
. MUSP
. N
. O
. 8!8!8!
. O Diário
. O Fado
. Organização Regional de Viseu do PCP
. P
. Para a História do Socialismo
. Partido Ecologista Os Verdes
. Partido pelo Socialismo e Libertação
. Penalva do Castelo: Uma Terra, Um Lugar
. Politeia
. Q
. Question of Palestine at the U.N.
. R
. Rebelión
. Red de Redes En Defensa de la Humanidad
. Resistir
. Resistir por um Mundo Melhor
. Revista Comunista Internacional
. S
. Solidnet
. T
. U
. UNESCO
. UNICEF
. URAP
. V
. Voltaire
. W
. X
. Xatoo
. Y
. Yosmary... ¡Venezuela Socialista!
. Z