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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Portas – propaganda enganosa e ainda pior

Paulo Portas_caricatura

 Desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

 

O vice primeiro-ministro Portas, dito de tutela às questões económicas e à central de intoxicação do Governo, voltou esta semana ao recorrente foguetório da propaganda enganosa, com a subida das exportações do país de 1.9% em 2014, escamoteando que as importações cresceram 3.2% e que o défice da balança de comércio externo atingiu 10,6 mil milhões de Euros (!).

Se o preocupasse a economia e a soberania nacional tomaria medidas de apoio à produção e de substituição de importações, mas o que o faz intervir e viajar é a cotação como «reserva estratégica» para todo o serviço dos grandes interesses, é a mediatização da coreografia da sua auto-estima e arrogância pessoal e política – «espelho meu, espelho meu», haverá ministro mais inteligente e mais belo do que eu?!

Portas é perito em politiquices e «banha da cobra», é o «chefe» incontestado e o «alter-ego» do CDS-PP, feito partido unipessoal, no bolso do colete do líder, instrumento da sua ambição de «refundar» e comandar a direita.

O CDS-PP, partido de génese colonial-fascista, a que Abril impôs o «centrismo» e a «democracia cristã», fez um percurso de enxerto ideológico: ultra-liberal, populista, securitário, xenófobo, «fashion». A sua base social – os sectores mais reaccionários da grande burguesia, dos latifúndios e dos grupos financeiros – acolheu a elite «yupie» do «vale tudo», das «causas» «bem», do domínio dos privilégios de classe. E os quadros da agremiação são clones e «tropa de choque» do líder, para quem o próprio partido é descartável, como se viu nos episódios de demissão.

O capitalismo em crise está como se vê, Juncker foi transferido dos crimes fiscais do Luxemburgo para a Comissão Europeia, e a verdade é que Portas tem um apoio colossal do poder económico-mediático (!) e um nível de falta de vergonha nunca visto. Mas, mesmo assim, não deixa de ser muito grave que alguém cujo percurso passou pelos «casos» da Universidade Moderna, da Portucale, dos vistos Gold e dos submarinos, sem que a Justiça concluísse pela sua inocência, mas tão só pela insuficiência de provas, continue vice do Governo deste País.

É uma daquelas coisas a que é imperioso por cobro, e também a este Governo e à política de direita.

 

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