TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Segunda-feira, 12 de Março de 2018
Acordo unitário estrutural PSUV-PCV (26 de fevereiro de 2018)

Acuerdo-psuv-pcv-2018-02-26.jpg

Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV)-Partido Comunista da Venezuela (PCV)

 

O PSUV e o PCV denunciam, perante o mundo, que o imperialismo – através do governo dos EUA e com a subordinada cumplicidade de governos da América Latina e da extrema direita venezuelana –, insiste em criar um expediente artificial em organizações multilaterais contra o nosso país, para tentar justificar uma intervenção internacional, com a possibilidade real de os governos direitistas da Colômbia, do Brasil ou da Guiana criarem uma provocação nas fronteiras.

Ler o texto integral do Acordo

Mapa Venezuela_agresion

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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016
Sobre as contradições antagónicas e as rupturas necessárias...

Cartaz_8x3_emprego_direitos_producao_soberania_201

 

«Os desenvolvimentos mais recentes evidenciam o carácter inconciliável entre a submissão a imposições da União Europeia e uma política capaz de dar resposta sólida e coerente aos problemas nacionais»

 


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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2016
Conspiração na Venezuela

Mapa Venezuela_agresion

Podendo ser justamente qualificada de inaudita a situação criada no Mercosul – e toda a campanha em curso que visa o poder popular na Venezuela, como um dos alvos centrais do imperialismo na América Latina –, esta não é porém uma surpresa, dados os revezes e mudanças desfavoráveis na correlação de forças verificados nos últimos meses.

 

O conluio golpista no Mercosul está na linha directa do golpe (reciclado) no Paraguai de 2012 e do «golpe institucional» contra a presidente Dilma Rousseff no Brasil, que a direita espera selar em breve na decisão final do Senado.

A que se alia a chegada à presidência de Macri, na Argentina, representante do neoliberalismo puro e duro e dos círculos da burguesia rendida a Washington, cujo poder, eminentemente reaccionário, tem vindo a ensaiar um crescente pendor persecutório e antidemocrático.

 

venezuela 2015

«Basta passar por um hipermercado ou por uma farmácia para se perceber que a Venezuela atravessa um momento muito difícil. Faltam alimentos de primeira necessidade e o mesmo sucede com muitos remédios para atender, por exemplo, doenças crónicas como a hipertensão.

Contudo, não quer isto dizer que as pessoas estejam a morrer de fome – isso dos «corredores humanitários» não é mais do que uma farsa inserida na campanha internacional contra o processo bolivariano. Para além da eventual necessidade de correcções na tomada de decisões sobre a política de produção agrícola e industrial – o povo venezuelano e a sua vanguarda progressista encontrarão a melhor maneira de o fazer – e dos casos de corrupção – não são poucos os presos e condenados por esse motivo –, existe também uma guerra económica sem quartel, onde os grandes produtores nacionais e internacionais têm uma santa aliança para acabar, seja como for, com o processo de transformações sociais, económicas e culturais iniciado por Hugo Chávez.»

 

«Desde 1999, momento de viragem política e social na Venezuela com a chegada ao poder de Hugo Chávez, que se consolidam os apoios do imperialismo às forças mais reaccionárias que lideram a chamada oposição, patrocinando violentas acções de desestabilização política, social e económica. Ao longo de 17 anos, destacam-se um golpe de Estado falhado, em Abril de 2002, a sabotagem da empresa petrolífera em Dezembro de 2002, ou as chamadas guarimbas (barricadas) de 2014, onde as forças reaccionárias, incluindo fascistas, incitaram à violência e desordem pública, de que resultariam 43 mortos e centenas de feridos.

Em todos estes momentos, foi o povo mobilizado nas ruas que defendeu e afirmou a revolução bolivariana, e que impediu que os golpes e a desestabilização ditassem a queda do Governo.»

 

Escudo Venezuela.png

Os avanços da revolução bolivariana desde 1999 são incontestáveis:

  • a redução para metade do desemprego (hoje nos 7%);

  • a redução da pobreza de 70,8 para 33,1 por cento;

  • uma melhor distribuição da riqueza e a eliminação da fome;

  • a entrega de mais de um milhão de habitações para famílias carenciadas;

  • a massificação do acesso ao ensino superior;

  • o acesso gratuito à saúde;

  • o aumento substantivo do salário mínimo,

são algumas, entre muitas outras, destas importantes conquistas.

 

PCV-la-opcion-revolucionaria

«No quadro da contraofensiva do imperialismo para recuperar os seus níveis de influência e domínio na América Latina e no Caribe, é de particular relevância a agressão multifacetada que desenvolve contra a Venezuela e o seu processo bolivariano de mudança, iniciado em 1999.

A política do imperialismo na região conseguiu avanços importantes, o que se evidencia nos retrocessos dos diversos projetos progressistas-reformistas, incluindo o do nosso país, sobretudo por inconsistências, erros e deficiências dos governos, apesar de terem um bem-intencionado objetivo de justiça social; além disso, há a ausência de poderosos partidos revolucionários que encabeçaram a rutura com o sistema capitalista e os seus valores.

A Venezuela é um objetivo apetecível para o grande capital transnacional; por isso, tem sempre de se saber identificar a mão do imperialismo numa ofensiva global, que utiliza simultaneamente diferentes táticas: referendo revogatório, implosão do executivo e golpe de Estado. Para o apoio e incentivo destas táticas, é claro o papel atribuído à maioria de direita na Assembleia Nacional, como agente ao serviço dos interesses de potências estrangeiras.

Neste contexto, é um dever incontornável levantar a moral patriótica do povo, com a consciência exata de que a crescente deterioração na orientação e apoio popular se pode reverter se conseguirmos acumular a força necessária.»

 

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Domingo, 24 de Julho de 2016
24 de Julho de 1783 – Nasce Simón Bolívar

Simón Bolívar Av

Militar, revolucionário e estadista venezuelano, Simón Bolívar, «O Libertador», é um dos vultos maiores da história latino-americana.

Nascido numa família da aristocracia colonial, Bolívar cedo abraçou a causa de independência e unidade dos povos da América Latina.

As muitas batalhas que travou, a fundação da Grande Colômbia (federação que abrangia os actuais territórios da Colômbia, Venezuela, Panamá e Equador) e sobretudo as suas ideias políticas granjearam-lhe inimigos nas oligarquias locais.

Bolívar libertou os escravos, restituiu as terras aos índios, instituiu a educação gratuita, criou hospitais, asilos e creches, protegeu a produção nacional da livre concorrência, incentivou a indústria e o comércio, nacionalizou as minas e decretou o monopólio estatal das riquezas do subsolo, defendeu a soberania nacional.

A Igreja excomungou-o, os inimigos chamaram-lhe «caudilho dos descamisados», «tirano libertador de escravos».

Vencido pela aliança dos que se opunham ao «ideal bolivariano», Simón Bolívar morreu três anos depois da eclosão, em 1827, das guerras civis que levaram ao desmembramento da Grande Colômbia.

Quase 200 anos depois, o projecto revolucionário bolivariano permanece vivo em toda a América Latina.

AQUI

 


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Sexta-feira, 1 de Julho de 2016
Colômbia: Acordo histórico em Havana

Colômbia diálogos paz1

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC – EP) e o governo colombiano assinaram na quinta-feira, 23, em Havana, um acordo histórico de cessar-fogo e de desarmamento.

O acordo, considerado um passo decisivo para pôr fim a um conflito que dura há mais de meio século, foi assinado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o líder das FARC, Rodrigo Londoño "Timochenko". A capital cubana, sede desde Novembro de 2012 das negociações de paz, acolheu a cerimónia em que participaram o anfitrião e presidente cubano, Raúl Castro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Borge Brende, em representação dos países garantes do processo de paz, e os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Chile, Michelle Bachelet, como nações acompanhantes dos diálogos de paz.

O momento histórico foi ainda acompanhado pelos presidentes da República Dominicana, de El Salvador e do México, além do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, na qualidade de convidado especial, que se fez acompanhar pelos presidentes do Conselho de Segurança, Francois Delattre, e da Assembleia geral da ONU, Mogens Lykketoft.

Ler texto integral

 

«Miguel Urbano, um dos revolucionários que mais escreveu sobre a heroica luta das FARC-EP e mais divulgou a sua epopeia faz, nesta hora de refluxo, o comentário possível aos acordos recentemente assinados em Havana, entre aquela organização revolucionária e o governo da Colômbia.
Termina, confessando a sua dificuldade em «imaginar que tipo de «reconciliação» (…) será possível, num contexto em que a classe dominante não esconde a sua fidelidade ao neoliberalismo ortodoxo e à íntima aliança com os Estados Unidos».
»

 

Bandeira_FARC-EP.jpg

«A paralisação de camponeses, assalariados rurais e indígenas colombianos dura há mais de uma semana e já obrigou o governo a comprometer-se com a segurança dos manifestantes.»

Juan Manuel Santos1.jpg

 

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Domingo, 29 de Maio de 2016
Imperialismo avoluma ameaças - Bolivarianos resistem

Mapa Venezuela_agresion

 

A defesa da soberania e do progresso da Venezuela recrudesce em resposta à crescente ofensiva das forças golpistas internas e externas num país em estado de excepção.

 

  • Venezuela (Avante!, Edição N.º 2217, 25-05-2016)

«Todas as grandes operações de desestabilização realizadas pelo imperialismo foram antecipadas e acompanhadas por campanhas de desinformação e manipulação, com as quais procura ocultar os seus reais objectivos e acção, assim como descredibilizar e isolar a sua vítima, de modo a neutralizar a natural expressão de rejeição (e solidariedade) face à inaceitável ingerência externa contra um Estado soberano e o seu povo – a República Bolivariana da Venezuela não é excepção.

(...)
Acção de ingerência e desestabilização de que são expressão recente:

  • a derrotada intentona golpista de 2014, que provocou dezenas de mortos e centenas de feridos e cujos responsáveis se encontram justamente detidos;
  • o decreto de Obama, em 2015, declarando a Venezuela uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos;
  • a instrumentalização do Parlamento, após as eleições de 2015, para destituir o presidente Nicolás Maduro, paralisar a acção do seu Governo, confrontar a Constituição venezuelana e atacar o processo bolivariano e as suas realizações;
  • o fomentar da violência por parte de grupos criminosos, face à firme defesa da legalidade constitucional e democrática pelas restantes instituições venezuelanas;
  • a tentativa dos Estados Unidos de utilizar a OEA como instrumento de pressão e isolamento da Venezuela;
  • o boicote da economia;
  • o açambarcamento e a especulação de preços, obstaculizando o acesso regular e adequado a bens essenciais;
  • a exploração de dificuldades momentaneamente sentidas pela população;
  • a promoção de um clima artificial de caos, desconfiança, temor e insegurança, de proclamação de uma situação de «crise humanitária»;
  • o apelo feito nos Estados Unidos pelo ex-presidente da Colômbia, com ligações ao narcotráfico e aos paramilitares, Álvaro Uribe, a uma intervenção militar na Venezuela;
  • a orquestrada e sistemática campanha de falsificação e manipulação da informação;

entre outros exemplos da guerra económica, mediática, política, diplomática, criminosa movida contra a Venezuela e que se insere na contra-ofensiva levada a cabo pelos EUA contra os processos de afirmação soberana, de sentido progressista e de cooperação na América Latina.»

 

venezuela 2015

«Um semanário português publica esta semana um vergonhoso texto que desenha o completo caos naquele país. Mentiras são «sustentadas» com «relatórios» forjados pela direita venezuelana. A tese está feita: o povo da Venezuela vive na absoluta miséria, tem fome e é oprimido pela «ditadura» de Maduro que é incapaz de governar o país.

A imprensa portuguesa papagueia a «orientação» de Washington, Miami ou Madrid. E vale tudo. Transforma-se um boicote económico que em 20 meses significou perdas de 20 mil milhões de dólares numa incapacidade do governo venezuelano. Não se diz que a Venezuela está a importar três vezes mais do que necessita para comer porque 2/3 são perdidos em ataques de paramilitares e acções de boicote das empresas de distribuição. Fala-se de «caos» mas não se fala dos paramilitares colombianos infiltrados no país, não se mostra as imagens de golpistas a atacar polícias desarmados, nem se refere as declarações de Uribe sobre uma possível agressão militar a partir da Colômbia.»

 

bandeira venezuela.jpg

«4. Denunciamos as contínuas acções desestabilizadoras promovidas pelo imperialismo contra o legítimo e democrático Governo do Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolas Maduro Moros. Rejeitamos categoricamente qualquer declaração intervencionista, desrespeitosa e que viole os princípios do direito internacional, tais como o decreto do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, que classifica a Venezuela como "uma ameaça incomum e extraordinária", ou a intromissão europeia através de recorrentes resoluções no Parlamento Europeu, das recentes declarações da Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, ou de as intervenções de ingerência de representantes e porta-vozes europeus, considerando-as inaceitáveis no quadro do Estado de direito e do multilateralismo e do respeito pelos princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. Denunciamos estas declarações que, aproveitando-se do desconhecimento da institucionalidade venezuelana, incentivam e promovem elementos anti-democráticos da oposição venezuelana para minar a estabilidade e a paz da Venezuela.

Apoiamos a defesa da democracia participativa, que se promove na Venezuela desde 1999 e rejeitamos, particularmente, a chamada "lei de amnistia", que visa dar cobertura e impunidade à violência terrorista e expressamos a nossa solidariedade e apoio para com o presidente Nicolas Maduro na sua luta contra a guerra económica que se abate sobre o povo venezuelano

 

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Sábado, 14 de Maio de 2016
O processo golpista no Brasil

O processo golpista no Brasil conheceu nas últimas horas [12 de Maio] um novo e perigoso desenvolvimento.

Na sequência da degradante sessão da Câmara de Deputados de 17 de Abril, e apesar de um dos principais promotores do processo golpista, o presidente do Parlamento Eduardo Cunha, ter sido afastado pelo Supremo Tribunal Federal, o Senado brasileiro acaba de tomar uma decisão que, embora não encerrando o processo, implica a suspensão do mandato presidencial de Dilma Rousseff e a sua substituição pelo actual vice-presidente, uma personagem, essa sim formalmente acusada e reconhecidamente atolada em escândalos de corrupção, profundamente contestada pelo povo brasileiro e comprometida ao mais alto nível com a ofensiva golpista em curso.

Perante uma tal situação, o PCP reitera a sua firme condenação das tentativas de sectores reaccionários e do imperialismo para, em revanche pela sua derrota nas eleições de 2014, derrubar a legítima Presidente do Brasil e reverter a evolução num sentido favorável aos trabalhadores e às camadas mais frágeis da sociedade brasileira verificada nos últimos anos, com um processo de desestabilização e golpista, inseparável de projectos ditatoriais. O PCP reitera igualmente a sua solidariedade aos trabalhadores, ao povo e às forças democráticas e progressistas brasileiras que, numa situação particularmente difícil, enfrentando o poder do grande capital e a instrumentalização do aparelho de Estado e da comunicação social pelas forças golpistas, luta corajosamente em defesa da democracia e por políticas de progresso social e soberania.

A derrota dos objectivos dos sectores reaccionários e do imperialismo, sendo em primeiro lugar do interesse do povo brasileiro, é também do interesse de todos os povos, e em especial dos povos da América Latina e Caraíbas que se encontram confrontados com uma generalizada contra-ofensiva do imperialismo norte-americano para reconquistar as posições perdidas e tentar restaurar aquilo que insultuosamente chegou a designar por “pátio das traseiras dos EUA”.

Saudando as poderosas manifestações populares contra o golpe e em defesa da democracia, o PCP exprime a sua confiança em que, contando com a solidariedade internacional, o povo brasileiro vencerá.

 


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Sábado, 26 de Março de 2016
E se Dilma...?

Dilma Rousseff2.jpg

Gostava de ter escrito ISTO...

 


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publicado por António Vilarigues às 21:27
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Brasil: A luta continua

Avenida Paulista 2016

O Brasil vive tempos difíceis. A reacção e o imperialismo nunca se conformaram com as mudanças de sentido progressista que desde 2003 melhoraram as condições de vida de muitos milhões de brasileiros e nunca desistiram de reverter um processo que, apesar de ter mantido praticamente intocados o poder económico e o aparelho de Estado, pressentiram como uma ameaça mortal aos seus interesses. O forte apoio popular ao processo de mudança limitou-lhes a capacidade de intervenção, colocou-os na defensiva, mas nunca desistiram. Nas eleições de 2014 em que foi eleita presidente Dilma Rousseff jogaram uma fortíssima cartada mas perderam. Agora, aproveitando-se de uma conjuntura económica desfavorável, aliás indissociável da profunda crise do capitalismo que atinge seriamente os países «emergentes», passam abertamente à ofensiva para reconquistar as posições perdidas. É esse o sentido da campanha golpista visando a destituição da presidente Dilma. É esse o sentido da operação contra Lula da Silva, visando descredibilizar a sua imagem e impedir que possa voltar a desempenhar um papel relevante na vida política do Brasil.

A desinformação sobre o que realmente se passa no Brasil é enorme e o que é essencial tende a ser soterrado pela avalanche de «informação» sensacionalista. Porque, por detrás da cortina de fumo de uma suposta independência no apuramento de responsabilidades no corrupto sistema capitalista brasileiro, o que está realmente a verificar-se é a instrumentalização do aparelho judicial em articulação com a comunicação social, para afastar as forças progressistas e restabelecer por inteiro o poder do grande capital. O que está verdadeiramente em causa na aguda luta de classes em curso no Brasil é o sentido – progressista ou reaccionário, de soberania ou de submissão aos EUA – do desenvolvimento político e social deste grande país. E está em causa a própria democracia, sem dúvida muito limitada no seu conteúdo, mas em que as liberdades e direitos políticos fundamentais são uma realidade que incomoda uma grande burguesia que é portadora de uma longa senda de crimes como os praticados durante a ditadura fascista que se seguiu ao golpe militar de 1964 que derrubou João Goulart.

O que nestes dias está em jogo no Brasil diz em primeiro lugar respeito aos trabalhadores e ao povo brasileiro e as poderosas manifestações populares que no passado dia 18 encheram as ruas de numerosas cidades sob a palavra de ordem «contra o golpe, pela democracia» mostram que existem no Brasil forças capazes de defender e aprofundar os avanços alcançados. Mas diz também respeito a todos os povos do mundo, e em primeiro lugar da América Latina. O Brasil é um grande país com uma crescente projecção e influência na vida internacional. É um dos cinco países dos BRICS, uma aliança que desempenha um importante papel na contenção dos projectos de domínio mundial totalitário do imperialismo norte-americano e que, apesar de limites e contradições resultantes da sua natureza capitalista, tem convergido com países como Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador no processo de transformações progressistas e de soberania que tem percorrido o continente latino-americano (de que são expressão organizações como a CELAC ou a UNASUR) e que o imperialismo procura a todo o custo subverter. O empenho golpista da reacção brasileira e do imperialismo visa muito para além do próprio Brasil. A nossa solidariedade de princípio com o PCdoB, o PT, o MST e demais forças que lutam para barrar o caminho da reacção tem também em conta a imperiosa necessidade de unir forças para fazer frente ao imperialismo no plano mundial.

(sublinhados meus)

AQUI

 


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publicado por António Vilarigues às 12:34
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Mais direto, impossível | Peçam desculpas a Lula e Dilma!

Dilma-Lula

Não Vai Ter Golpe

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Cid

 

Por favor, haja uma alma caridosa que desminta os factos narrados no post!!!...

 


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Terça-feira, 22 de Março de 2016
Os recentes acontecimentos no Brasil

Brasil 2016-03-13

pixuleco 2016 Brasil

2015-08-20_manifestacao_sao_paulo_brasil

 

Os recentes desenvolvimentos no Brasil não podem ser desligados do aprofundamento da crise do capitalismo que marca a situação internacional e que tem actualmente profundas consequências nos chamados países emergentes.

Tentando tirar partido de reais problemas e de profundas contradições na sociedade brasileira, os seus sectores mais retrógrados e anti-democráticos promovem uma intensa operação de desestabilização e de cariz golpista procurando alcançar o que não conseguiram nas últimas eleições presidenciais – a acção montada contra Lula da Silva insere-se neste processo mais geral de desestabilização.

O que sobressai nos recentes acontecimentos no Brasil não é a tentativa de combater a corrupção e um sistema político e eleitoral que a favorece, mas antes uma acção protagonizada pelos sectores mais retrógrados – eles próprios mergulhados em décadas de corrupção –, visando, por via da instrumentalização do poder judicial e da acção de órgãos de comunicação social, a criação das condições para a reversão dos avanços nas condições de vida do povo brasileiro alcançados nos últimos 13 anos.

Uma acção de desestabilização indissociável do conjunto de manobras de ingerência promovidas pelos Estados Unidos visando os processos progressistas e de afirmação soberana na América Latina.

O PCP é solidário com as forças progressistas brasileiras, com os trabalhadores e o povo brasileiro e a sua luta em defesa dos seus direitos, da democracia, da justiça e progresso social.

av_paulista_18mar16

 

Portal Vermelho

 

recife 2016

 

PC Brasileiro

 

fiesp 2016 brasil

 


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Segunda-feira, 14 de Dezembro de 2015
Legislativas na Venezuela: A luta continua

Mapa venezuela politico.jpg

«O campo bolivariano saiu vitorioso em 18 dos 20 actos eleitorais. Porém, seria pouco acertado retirar importância ao desaire eleitoral agora sofrido pela revolução venezuelana, primeira derrota em eleições legislativas. Um revés cuja avaliação aturada caberá fazer às forças revolucionárias bolivarianas. Salta à vista que a votação da MUD supera largamente a base social da oligarquia e burguesia venezuelanas. Por outro lado, parte do campo popular que apoia o processo bolivariano absteve-se de votar. As massas têm revelado uma disponibilidade quase incansável de mobilização ao logo destes 16 anos. Contudo, nas urnas acabaram por se expressar os efeitos do desgaste social resultantes da continuada política de chantagem, desestabilização e agressão económica – agravado pela baixa do preço do crude – de que é alvo o poder de Caracas por parte do imperialismo. O que não obsta à necessidade de encarar os sérios problemas, limitações e deficiências no plano interno.»

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«Sendo certo que o regime democrático venezuelano é presidencial e que o mandato de Nicolás Maduro só termina em 2019, estando atribuído ao executivo poderes de condução política e governação da nação, a distribuição e correlação de forças na Assembleia Nacional não é de todo inócua.»

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«O PCP salienta que estas eleições se realizaram no contexto de uma conjuntura económica particularmente desfavorável em resultado da baixa do preço do petróleo e no quadro de grandes operações de desestabilização e boicote económico dos sectores mais reaccionários venezuelanos articuladas com a ingerência do imperialismo contra a Revolução Bolivariana.»

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«O desfecho venezuelano confere atualidade à pergunta: é possível pela via institucional transformar radicalmente uma sociedade capitalista, utilizando as instituições criadas pela burguesia para atingir os seus objetivos?»

Mapa Venezuela_agresion

 


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Domingo, 26 de Julho de 2015
26 de Julho de 1953 – Assalto ao Quartel Moncada

Moncada1

O assalto ao quartel Moncada, em Santiago de Cuba, e ao quartel de Cespedes, Bayamo, foi uma das primeiras tentativas de acabar com a ditadura de Fulgêncio Batista.

Um grupo de patriotas liderado por Fidel Castro planeia apoderar-se das armas, armar a população e derrubar o governo.

A acção falhou e os revoltosos sobreviventes são encarcerados.

Levado a julgamento, Fidel faz a própria defesa: argumenta com a necessidade de acabar com a ditadura que oprime o povo e termina com a célebre frase «A história me absolverá».

Em 1955 os presos políticos são amnistiados e exilam-se no México, onde formam o Movimento 26 de Julho.

Regressam a Cuba em Dezembro de 1956, a bordo do iate Granma e dão início à guerrilha contra o regime a partir da Sierra Maestra.

A Revolução triunfa em 1 de Janeiro de 1959.

 

Moncada 1955

«(...)

Citarei apenas frases e parágrafos curtos de meus depoimentos no julgamento realizado em 16 de outubro de 1953:

"600 mil cubanos estão sem trabalho."

"500 mil camponeses trabalham quatro meses por ano e passam fome no restante."

"400 mil trabalhadores industriais e braçais cujas pensões estão desfalcadas, cujas moradias são os infernais quartinhos dos cortiços, cujos salários passam das mãos do patrão às do vendeiro, cuja vida é o trabalho perene, e cujo descanso é a tumba."

"10 mil profissionais jovens: médicos, engenheiros, advogados, veterinários, pedagogos, dentistas, farmacêuticos, jornalistas, pintores, escultores etc. saem das escolas com seus diplomas, ansiosos por luta e cheios de esperança, para ver-se num beco sem saída, com todas as portas fechadas."

"85 por cento dos pequenos agricultores cubanos estão pagando arrendamentos e vivem sob a constante ameaça do desalojamento de seus lotes."

"200 mil famílias camponesas não têm um pedaço de terra onde semear alimentos para seus filhos famintos."

"Mais da metade das melhores terras de produção cultivadas está em mãos estrangeiras."

"Cerca de 300 mil 'caballerías' (mais de três milhões de hectares) permanecem sem cultivar."

"Dois milhões e duzentas mil pessoas de nossa população urbana pagam aluguéis que consomem entre um quinto e um terço de seus rendimentos."

"Dois milhões e oitocentas mil pessoas de nossa população rural e suburbana não têm luz elétrica."

"Às escolinhas públicas rurais comparecem, descalças, seminuas e desnutridas, menos da metade das crianças em idade escolar."

"90 por cento das crianças do campo estão cheias de vermes."

"A sociedade permanece indiferente diante do assassinato em massa de milhares e milhares de crianças que, todos os anos, morrem por falta de recursos."

"Entre os meses de maio e de dezembro, um milhão de pessoas se encontram sem trabalho em Cuba, com uma população de cinco milhões e meio de habitantes."

"Quando um pai de família trabalha quatro meses por ano, com que poderá comprar roupas e medicamentos para seus filhos? Crescerão raquíticos, aos 30 anos não terão um dente saudável na boca, terão ouvido dez milhões de discursos, e no final morrerão de miséria e decepção. O acesso aos hospitais públicos, sempre repletos, só é possível mediante a recomendação de um magnata político, que exigirá do infeliz seu voto e o de toda a sua família, para que Cuba continue sempre igual ou pior."

(...)»

Cuba 1959

 

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O 26 de Julho é comemorado como o Dia da Rebeldia Nacional.

 


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Domingo, 19 de Abril de 2015
Jornada mundial de solidariedade com a Venezuela

venezuela 2015

Jornada mundial de solidariedade com a Venezuela

 

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Segunda-feira, 9 de Março de 2015
Venezuela – operação Jericó: Nome bíblico para uma provocação

mapa venezuela.jpg

A nova tentativa de golpe de Estado na Venezuela – abortada pelas autoridades bolivarianas –com o nome de código Jericó, envolve conhecidas figuras da reacção e tem o patrocínio dos EUA.

Escudo Venezuela.png

«Milhares de pessoas manifestaram-se, sábado, 28, em Caracas, contra nova tentativa de golpe de Estado, protagonizada pela direita venezuelana com o patrocínio dos EUA. No acto, também convocado para assinalar o 26.º aniversário do «Caracazo», o presidente da Venezuela apelou à unidade popular em defesa da paz e da pátria e para derrotar a guerra económica e mediática em curso, revelando não descurar que o imperialismo continuará a promover as condições e os meios da ofensiva antibolivariana.»

 

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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2015
Condor - O Plano Secreto das Ditaduras Sul-Americanas

Convite Condor

 Clicar na imagem para ampliar 

 

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Joao Pina

 


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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015
Exaltante desafio socialista

Mapa Cuba Wiki

 Entrevista ao jornal  "Avante!" de José Capucho, Membro do Secretariado do CC, sobre a visita de uma delegação de estudo do PCP a Cuba

 

«Garantir o futuro socialista de Cuba é o objectivo apontado pelo Partido Comunista de Cuba e partilhado pelo Governo, pelo povo e pelas organizações de massas cubanas. Recentemente uma delegação de estudo do Partido Comunista Português deslocou-se a Cuba. A visita permitiu aprofundar o conhecimento sobre a situação no país e confirmou o exaltante desafio socialista em curso.»

 

Escudo Cuba

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014
Evo Morales reeleito na Bolívia

Evo Morales 2014

Evo Morales foi reeleito este domingo, 12, presidente da Bolívia e o Movimento para o Socialismo (MAS) venceu as legislativas conquistando a maioria dos lugares no Parlamento nacional.

Nota: O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia (TSE) publicou ontem (19) o resultado final das eleições, confirmando que o atual presidente do país, Evo Morales, venceu as eleições com 61,04% dos 99,82% dos votos apurados.

De acordo com os resultados divulgados pelo TSE, Evo Morales, do Movimento ao Socialismo (MAS), obteve 61,04%, seguido pelo magnata do cimento, Samuel Doria Medina, da aliança de centro-direita da Unidade Democrática (UD), com 24,49%.

Com esse resultado, Morales, que se elegeu pela primeira vez em 2006, ganhou um terceiro mandato que vai até 2020 e conquistou dois terços dos lugares na Assembleia Legislativa.

 


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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
Conspiração internacional contra a Venezuela

«A Venezuela não enfrenta um golpe interno mas sim uma conspiração internacional cujos contornos estão cada dia mais claros.»

«Antes, em artigo publicado no New York Times, Maduro já havia denunciado e desmontado a manipulação mediática dos acontecimentos na Venezuela. No texto, o presidente venezuelano voltou a responsabilizar os grupos fascistas financiados pelos EUA pela maioria das mais de três dezenas e meia de mortes registadas nas últimas oito semanas, bem como pela violência e destruição desencadeada contra edifícios administrativos, sedes de partidos, meios de transportes, unidades de saúde, universidades e escolas, instalações de órgãos de comunicação social, centros de distribuição de alimentos, etc.»
«"Sem precedente no país o incêndio de uma universidade: a Unefa. O incêndio da sua biblioteca traz uma imagem dantesca, desoladora. Fizeram-no em nome da ‘Venezuela decente’, da ‘sociedade civil’, dos ‘estudantes pacíficos’. O terror pretende subsistir na memória como uma tatuagem a fogo sobre a pele. Como disse o poeta alemão Henrique Heine: Ali onde se começam a queimar os livros, termina-se a queimar as pessoas."»

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Terça-feira, 25 de Março de 2014
Venezuela: Indicadores da esperança
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● Desde 1998, 1,5 milhões de venezuelanos aprenderam a ler ao abrigo da Missão Robinson I. O analfabetismo foi erradicado, segundo a UNESCO, em 2005, e o número de crianças escolarizadas aumentou de 6 para 13 milhões (93,2 por cento). A missão Robinson II elevou a frequência do ensino secundário de 53,6 por cento para mais de 73 por cento, e as missões Ribas e Sucre permitiram que mais um milhão e 400 mil jovens frequentassem universidades, algumas das quais criadas de raíz.

● A
revolução bolivariana criou um sistema público de saúde, mais de 7800 centros de saúde equipados, e o total de médicos por habitante disparou 300 por cento. A missão Bairro Adentro levou a assistência médica e medicamentosa às favelas e às localidades mais desfavorecidas, realizando mais de meio milhão de consultas. 17 milhões de venezuelanos foram atendidos por médicos desde 1998, 1,7 milhões de vidas foram salvas e a taxa de mortalidade infantil reduziu-se em 49 por cento. A esperança média de vida passou dos 72 para os 74 anos.

● A taxa de pobreza passou de 42,8 por cento para 26,5 por cento. A desnutrição infantil reduziu-se 40 por cento desde 1999 e a pobreza extrema caiu de 16,6 por cento para 7 por cento. Cinco milhões de crianças recebem alimentação gratuita nas escolas. A FAO reconhece que a Venezuela foi o país da América Latina e do Caríbe que mais contribuiu para a erradicação da fome. O índice GINI da Venezuela, que mede a desigualdade, é o mais baixo da região.

● Em 1998, somente 387 mil reformados tinham direito a pensão. Hoje são 2,1 milhões, incluindo aqueles que nunca trabalharam, a quem é paga uma prestação igual a 60 por cento do Salário Mínimo Nacional. Mães solteiras e cidadãos com incapacidades recebem um subsídio social nunca inferior a 70 por cento do SMN.

● A taxa de desemprego passou de 15,2 para 6,4 por cento. Foram criados 4 milhões de postos de trabalho. A jornada laboral passou para 36 horas semanais sem perda de remuneração e a liberdade de acção sindical e reivindicativa é uma realidade. O salário mínimo subiu mais de 2000 por cento e o número de trabalhadores que o auferem passou de 65 para 21 por cento.

● Desde 1999 foram construídas mais de 700 mil casas e entregues mais de 3 milhões de hectares de terras a camponeses e membros de comunidades originárias. A Venezuela produzia 51 por cento dos alimentos que consumia, taxa que actualmente se situa nos 71 por cento. O consumo das famílias aumentou em 81 por cento desde 1999, e o de carne, em particular, cresceu 75 por cento. A Missão Alimentação criou uma cadeia de distribuição com 22 mil postos (Mercal, Casas de Alimentação e Rede PDVAL), que vendem géneros a preços subvencionados até 30 por cento.
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Alguém tomou conhecimento destes dados pela comunicação social dominante?...

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Sexta-feira, 21 de Março de 2014
Venezuela: Nova derrota da extrema-direita

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No momento em que escrevemos estas linhas, com risco da própria vida, ouvimos o assobio assassino das balas sobre a cabeça. Vidros estilhaçados saltam por todos os lados, convertidos em milhares de projecteis mortais. E com um bocadinho de imaginação até é possível sentir o trovejar dos canhões não muito longe, ali ao pé da serra. A terra treme. Caracas é um caos. Caracas? Não. A Venezuela! O país arde de Norte a Sul. De Este a Oeste. Estamos à beira da guerra civil!...

Quem se limitar a ver a situação da Venezuela através dos meios de comunicação da burguesia não pode senão acreditar a pés juntos no que acabamos de escrever, que é, diga-se já, uma colossal peta. Uma intrujice que a direita trata de impingir ao mundo – não esqueçamos que 82 jornais da América Latina se confabularam para publicar uma página diária contra o governo bolivariano – para justificar uma intervenção militar que ponha ponto final ao processo revolucionário, na certeza de que ele é a coluna vertebral do grande movimento nacionalista latino-americano que está a pôr termo ao domínio colonial de Washington sobre todo o subcontinente. Washington, enquanto instrumento político e militar ao serviço das grandes multinacionais, está como sempre disposto a tudo, incluindo uma guerra civil, tal como podemos ver hoje, por exemplo na Síria, onde as contas lhe estão a sair furadas mas com uma enorme destruição das infra-estruturas do país.

Ler texto integral

«Gisella Rubilar Figueroa é uma das mais recentes vítimas provocadas pela extrema-direita que nunca deixou de acariciar a ideia de um golpe desde que Hugo Chávez venceu as eleições de 1998. Dezoito derrotas em dezanove processos eleitorais não são suficientes para que as forças negras do fascismo, ao serviço do imperialismo de Washington e da mais rançosa burguesia venezuelana, se convençam de que este não é o seu tempo
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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014
Entrevista a Jerónimo de Sousa sobre a sua recente visita a Cuba

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Jerónimo de Sousa, que entre 5 e 10 de Janeiro esteve em Cuba integrando uma delegação do PCP (na qual participou também Pedro Guerreiro, do Secretariado do Comité Central), falou ao Avante! sobre as históricas relações com o Partido Comunista de Cuba, as mudanças económicas em curso que visam o aprofundamento da revolução, os obstáculos criados pelo bloqueio dos Estados Unidos e os processos anti-imperialistas na América Latina. E, como não podia deixar de ser, do «digno, corajoso e solidário exemplo» que Cuba dá aos povos de todo o Mundo de que com a luta é possível conquistar e alcançar uma vida mais digna e mais justa.

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Sábado, 21 de Dezembro de 2013
Venezuela: Em 14 anos de Revolução realizaram-se 19 actos eleitorais

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Neste país que a União EUropeia (UE) não aceita como uma democracia – ao contrário da Colômbia dos criminosos paramilitares – em 14 anos de Revolução realizaram-se 19 atos eleitorais, sempre ganhos pelo movimento bolivariano.
Note-se que em 40 anos de alternância entre social-democratas e democratas cristãos (a democracia que os oligarcas gostam) houve apenas 15 processos eleitorais, com a exclusão de uma massa enorme de cidadãos impedidos de votar por serem analfabetos. Este “regime”, para o “mundo livre” uma democracia, procedia á tortura, assassínio, desaparecimento de oposicionistas incluindo jovens estudantes. Não consta que cá ou em qualquer país da UE os “bons espíritos” da Internacional Socialista e dos direitos humanos se preocupassem com o que se passava.
Jimmy Carter classificou o sistema eleitoral venezuelano como o melhor dos 98 que tinha observado por todo o mundo. Para a comunicação social controlada porém, continua a ser o “regime”de Chavez ou Maduro que se esforçam por apresentar como tresloucados.

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Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013
Venezuela – Uma vitória notável!

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A direita reaccionária e golpista venezuelana viu na morte do presidente Chavéz, em Março deste ano, uma oportunidade para fazer reverter as conquistas que o povo venezuelano alcançou ao longo dos últimos 15 anos de transformações progressistas e revolucionárias. O capitalismo cavou fundo na sociedade venezuelana, demonstrando o quão criminoso, inumano e violento pode ser. Sentando-se em cima de imensas massas de gente pobre, sem direitos, indigente, o grande capital venezuelano e o imperialismo erigiram um sistema de poder que ainda hoje, em variados aspectos, não foi destruído. Um sistema que essas mesmas classes dominantes sempre usaram para torpedear o processo revolucionário na Venezuela.

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«As forças progressistas e revolucionárias venezuelanas triunfaram na esmagadora maioria dos municípios do país. O Partido Comunista da Venezuela (PCV) governa nove autarquias.

Embora os resultados definitivos não tenham sido ainda divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, com cerca de 98 por cento dos votos escrutinados a tendência indica que os bolivarianos venceram em mais de 250 municípios, contra 74 ganhos pela opositora Mesa de Unidade Nacional (MUD).»

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Domingo, 23 de Junho de 2013
Colômbia: Entre o céu e o inferno

É preciso entender que este não é um processo de submissão, mas de construção de paz. Não se trata de uma incorporação da insurgência ao sistema político vigente, assim como está, sem que se opere nenhuma mudança a favor das maiorias excluídas. Então, qual foi o intuito da luta? O melhor epílogo desta guerra deve ser rubricado por mudanças estruturais no político, econômico e social que propiciem a superação da pobreza e da desigualdade.

Temos que defender este processo de paz, esta esperança. Todos, resolutamente, governo, guerrilha das FARC e as organizações sociais e políticas do país, devem somar vontades para alcançar, após décadas de confronto bélico, a ansiada reconciliação com justiça social. O que nos importa Uribe e Fedegan se estamos determinados a alcançar a paz?

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   Nesta entrevista com Pablo Catacumbo, membro do Estado-Maior Central das FARC-EP explica como e por que razão as FARC-EP a negociar com o governo de Juan Manuel Santos: «Sentimos que havia a possibilidade de alcançar uma solução política, que nunca esteve ausente da nossa abordagem estratégica». 

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Terça-feira, 11 de Junho de 2013
Venezuela: A tentação de voltar ao passado

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A direita fascista pretende regressar a Abril de 2002. Está a repetir, incansável e perigosamente, a mesma manipulação, os mesmos argumentos, as mesmas provocações, o mesmo guião que então levou ao golpe de Estado.

Até o advogado que redigiu a impugnação global das recentes eleições presidenciais é o mesmo do decreto que levou o golpista Pedro Carmona à presidência e desde ali eliminou, por decreto, todos os poderes públicos eleitos em votação popular. A impugnação tem a mesma inconsistência argumentativa de outros desconhecimentos da vontade do povo venezuelano. Generalidades sobre generalidades e nada que documente as denúncias. Não por falta de vontade. Simplesmente por inexistência de elemento objectivos que as sustentem.

«Os resultados eleitorais (na Venezuela) estão devidamente sustentados nos instrumentos de votação tais como as actas de escrutínio, actas de encerramento e constâncias de verificação do público. (...) Tudo é realizado com a presença de testemunhas, assim como de membros de mesas e eleitores». Quem escreve tão cristalinamente é a MUD. Não se refere às eleições de 14 de Abril mas às internas de 2012, quando alguns representantes de Capriles se impuseram aos seus rivais por margens de apenas 0,2 por cento (agora não reconhecem os quase dois por cento de Maduro!). Nessas eleições, o CNE era o mesmo e as máquinas as mesmas. Tudo era igual, a única diferença foi que nessa ocasião a vitória sorriu à plutocracia caprilista, que é quem realmente manda na MUD.

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«Um conjunto de intelectuais estado-unidenses, entre os quais o escritor Noam Chomsky e o cineasta Oliver Stone, enviou una carta à editora do diário The New York Times, Margaret Sullivan, na qual lhe pedem que analise a abordagem parcial adoptada contra a Venezuela e em especial contra o governo do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Chávez Frías (1999-2013)

«Ventos golpistas sopram na Venezuela.
As forças derrotadas nas eleições de 14 de Abril não se conformam com a vitória de Nicolás Maduro. Insistem em manobras golpistas não obstante o Conselho Nacional Eleitoral ter procedido a uma recontagem dos votos que confirmou o resultado da eleição cuja democraticidade foi garantida por observadores internacionais, entre os quais Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.»

«A ofensiva imperialista contra a Venezuela corre em várias frentes, mas na frente colombiana ela pode custar a Juan Manuel Santos a perda da possibilidade de um 2º mandato, também um penoso fim do mandato actual, com uma acentuada diminuição da sua aceitação junto do mais importante eixo latino-americano, Caracas-Brasília-Buenos Aires, como na esmagadora maioria dos países da América Latina, que não aceitam bem a violação do «consenso existente à volta da necessidade da ordem democrática»

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Domingo, 9 de Junho de 2013
As FARC-EP, meio século de luta pela paz

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Os Diálogos para a Paz entre as FARC e o governo colombiano chegaram a um importante acordo sobre a Reforma Agrária [ler texto em baixo]. O difícil processo negocial prossegue. As FARC estão conscientes de que a conquista da Paz é inseparável do desmantelamento da oligarquia que utiliza o Estado como instrumento da sua política de classe, marcada por uma repressão feroz.

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«Após discutir durante meses nossa problemática rural e de buscar soluções que, efetivamente, reivindiquem e redimam o camponês, as comunidades indígenas e afrodescendentes, e que favoreçam o bem viver dos colombianos, avançamos na construção de um acordo, com exceções pontuais, que necessariamente terão que ser retomadas, antes da concretização de um acordo final.»

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«Nas últimas semanas o governo de Barack Obama alterou profundamente a sua estratégia para a América Latina.

Três acontecimentos quase simultâneos assinalaram o início de uma perigosa ofensiva que visa a desestabilizar os governos progressistas da Região: o recebimento por Juan Manuel Santos de Capriles Radonski - o líder da extrema-direita venezuelana, derrotado nas eleições presidenciais - a visita a Bogotá de Joe Binden, vice dos EUA, e a notícia de que a Colômbia prepara a sua adesão à NATO

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Terça-feira, 7 de Maio de 2013
Venezuela: Conspiração fascista

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Contra todos os factos, a direita anti-bolivariana procura manter a marcha da desestabilização pós-eleitoral no país. O objectivo é derrubar o presidente escolhido pelo povo num sufrágio limpo.

«Eu não tenho dúvidas sobre o resultado emitido pelo sistema de votação porque foi efectivamente auditado, certificado e revisto na presença de testemunhas». A frase é do reitor eleitoral Vicente Díaz (ligado ao caprilismo) e foi proferida no dia 16 de Abril. Díaz considerou ainda que não pode auditar a totalidade dos boletins «porque isto é como uma prova de sangue» e «tu não necessitas de 100 por cento do sangue, basta uma amostra». A 21 de Abril, afirmava igualmente que nunca teve indícios para duvidar dos resultados das eleições e que reconhecia o presidente Nicolás Maduro.

O Movimento de Países Não-Alinhados, que inclui 120 estados de todos os continentes, reconhece a vitória eleitoral de Maduro e pede que cesse a violência da oposição. A UNASUR saudou o presidente e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas fez o mesmo, instando «todos os participantes na eleição a respeitarem os resultados oficiais emanados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE)», única autoridade na matéria. Governos como os de Peru, Chile e México, entre outros insuspeitos de apoio aos bolivarianos, reconhecem Maduro como presidente. A Espanha governada pelo PP - que apoiou o golpe de 2002 -, depois de uma vacilação inicial, aceitou o resultado eleitoral. E até o governo de Obama, que ainda não reconheceu formalmente a presidência de Maduro, estimou que «a decisão da Venezuela de enviar [o deputado] Calixto Ortega como o seu encarregado de negócios, pode ser um passo na direcção de estabelecer canais de comunicação efectivos». Obviamente, Ortega é representante do governo de Maduro, e não de outro!

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Segunda-feira, 22 de Abril de 2013
Um motorista no palácio de Miraflores

«No conjunto dos 18 processos eleitorais realizados em 14 anos de um processo progressista originalíssimo, esta é a 17.ª vitória das forças revolucionárias, mas é igualmente a mais estreita de todas elas. Conseguida num contexto particularmente difícil, a pouco mais de um mês da morte do líder máximo da revolução bolivariana, a reacção interna e externa concentrou todos os seus recursos financeiros e de manipulação mediática nesta batalha, com o objectivo de recuperar os privilégios que começou a perder – desfruta ainda de muitos deles – a partir de 1999. Todas as baterias e toda a guerra mediática que ao longo de 14 anos estiveram viradas contra Hugo Chávez, mudaram de alvo nas últimas semanas.»

«A vitória de Nicolás Maduro, candidato do Grande Pólo Patriótico nas eleições presidenciais realizadas a 14 de Abril na Venezuela, tem um enorme significado e é da maior importância.

Trata-se de uma justa e legitima vitória alcançada num dos momentos mais difíceis e exigentes para a jovem Revolução Bolivariana. Após o falecimento daquele que foi o seu mais importante líder, o Comandante Hugo Chávez, as forças democráticas e patrióticas venezuelanas passaram com êxito o seu primeiro teste, dando resposta aos que pensaram que havia chegado o fim do processo bolivariano.»

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«A manipulação da informação tem na activação de preconceitos obstaculizantes da correcta compreensão de uma notícia uma arma essencial.»

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Quarta-feira, 3 de Abril de 2013
O debate que há hoje nas FARC-EP não é sobre a validade ou não da luta armada

   Uma entrevista muito importante não apenas para a compreensão da situação actual na Colômbia, nomeadamente no que diz respeito às perspectivas dos diálogos de Havana, mas também para compreender o relacionamento histórico entre a FARC e o PC Colombiano, e a questão da luta armada no quadro da luta política pela terra e pelas liberdades democráticas.

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