Sábado, 10 de Dezembro de 2016

URAP: «Angola, os anos dourados do colonialismo: a insurreição»

URAP LivrosNoAljube-2016_12_13

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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016

Angola: Apenas uma questão humanitária?

Mapa Angola1.jpg

«A rapidez com que se passa da discussão de um processo judicial em curso nos tribunais angolanos para considerações categóricas sobre Angola e o caminho que os angolanos devem fazer mostra bem o quadro em que é feita esta discussão.»

«Reafirmando a defesa do direito de opinião e manifestação e dos direitos políticos, económicos e sociais em geral, o PCP reafirma igualmente a importância do respeito pela soberania da República de Angola, do direito do seu povo a decidir – livre de pressões e ingerências externas – o seu presente e futuro, incluindo da escolha do caminho para a superação dos reais problemas de Angola e a realização dos seus legítimos anseios.»

«Relativamente a estes acontecimentos, refira-se que alguns têm vindo a tomar posição em Portugal promovendo, no fundamental, os mesmos argumentos e pretextos já antes invocados para justificar a escalada de ingerência e, mesmo, a intervenção militar externa em diversos países, com os graves desenvolvimentos e resultados opostos àqueles que tão cínica e hipocritamente proclamam – de que a Líbia é dramático exemplo, no quadro da actual ofensiva neocolonialista levada a cabo pelo imperialismo em África.»

 

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Sábado, 30 de Janeiro de 2016

A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (25)

capitalismo-piramidal.jpg

  • São mais de cinco milhões as pessoas de origem portuguesa espalhadas pelos cinco continentes, o que coloca Portugal como o país com a taxa de população emigrada mais elevada da União Europeia e o sexto em número de emigrantes, revela estudo «Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas», coordenado pelo economista Augusto Mateus para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
  • Desde 1986, as vagas de portugueses em busca de uma vida melhor terá somado mais de dois milhões de pessoas, que adoptaram como destino as Américas (Brasil, Venezuela, EUA e Canadá), a Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Espanha e Reino Unido) ou as ex-colónias (Angola e Moçambique).
  • Vivem hoje no País mais meio milhão de pessoas do que à data de adesão à CEE, há 30 anos, mas após registar um máximo populacional de 10,6 milhões em 2008/2010, a população regrediu uma década encontrando-se agora abaixo dos 10,5 milhões.
  • As projecções europeias apontam para um cenário em que Portugal terá menos de dez milhões de habitantes até 2030 e menos de nove milhões até 2050.

 

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Domingo, 15 de Novembro de 2015

Longo caminho para a soberania, a paz e o desenvolvimento

Independência Angola 1975-11-11

«Em nome do povo angolano, o Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) proclama solenemente perante África e o mundo a independência de Angola.» Começou com estas palavras, proferidas por Agostinho Neto na noite de 11 de Novembro de 1975, o anúncio do nascimento de um novo país, a República Popular de Angola, tornado possível pela luta tenaz do seu povo e pela solidariedade que ela despertou nos quatro cantos do mundo.

A «grandiosa tarefa de reconstrução nacional», anunciada então pelo líder do MPLA e primeiro presidente do país, revelou-se particularmente difícil e acidentada, com o povo angolano a enfrentar uma brutal agressão militar, sucessivas ingerências externas do imperialismo que levaram a uma prolongada guerra civil, diversas conjunturas internacionais e graves problemas económicos e sociais, muitos dos quais ainda persistem. O caminho a seguir traçou-o Agostinho Neto no final da proclamação, naquele que é um dos principais lemas do MPLA: «A luta continua! A vitória é certa!» 

Ler texto integral

 

AC_abraco_Agostinho_Neto_1961

 

«O PCP esteve em Luanda nesse histórico 11 de Novembro de 1975, representado por Sérgio Vilarigues, do Secretariado, e Francisco Miguel, do Comité Central. Foi o único partido português a estar presente. As restantes forças políticas, da extrema-esquerda à direita (e particularmente o PS), opuseram-se frontalmente à proclamação da República Popular de Angola pelo MPLA, preferindo – de forma aberta ou encapotada – a eternização da guerra e a adopção de soluções neocolonialistas. Só em Fevereiro de 1976 Portugal reconhecia oficialmente a independência da sua antiga colónia. A ingerência, essa, estava longe de terminar…

A presença do PCP nessa cerimónia não foi fruto do acaso, antes representou o reconhecimento pelo permanente apoio e solidariedade dos comunistas portugueses à luta do povo angolano pela independência, a paz e o progresso.»

 

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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015

Sessão comemorativa dos 40 anos da descolonização - ALMADA

40 anos descolonização

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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012

África cobiçada

  • «A corrida para participar no crescimento africano já começou», concluiu o grupo de estudos económicos da revista The Economist. De acordo com um relatório elaborado sob a égide da publicação norte-americana, intitulado «Para dentro de África: Oportunidades de negócio emergentes», a agricultura e a agroindústria, a construção de infra-estruturas, o fornecimento de bens e serviços de consumo são as áreas que apresentam maior potencial para os investidores estrangeiros.

  • No documento apontam-se ainda 28 países que deverão crescer acima dos cinco por cento do respectivo PIB nos próximos cinco anos, entre os quais Angola, que os peritos dizem que até 2016 pode vir a ultrapassar a África do Sul em termos de peso económico regional, a par da Nigéria, e Moçambique, com uma taxa de crescimento estimada entre os 7,5 e os 10 por cento ao lado de países como a Etiópia, Libéria, Níger ou Uganda.

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

Os conflitos esquecidos

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Os «conflitos esquecidos» (e chamo-lhes propositadamente «esquecidos» porque de tão banalizados que foram, já ninguém fala deles), os «conflitos esquecidos», dizia, na África sub-sahariana, matam em média três mil pessoas por ano, representando um dos maiores dramas que a humanidade atravessa hoje.

Ler Texto Integral 

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Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Um visão vinda dos EUA sobre África

Black Agenda Report

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Nos 50 anos do 4 de Fevereiro: Ajuda à fuga de Agostinho Neto, por Jaime Serra

Agostinho Neto, desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Aquele que veio a ser o primeiro presidente da República Popular de Angola, o Dr. Agostinho Neto, saiu clandestinamente de Portugal, onde estava com residência vigiada pela PIDE, no dia 30 de Junho de 1962 [1], num pequeno iate ajudado pelo Partido Comunista Português.

Agostinho Neto viveu em Portugal durante bastante tempo. Aqui estudou e iniciou a luta pela libertação do povo angolano, tendo-se tornado num dos mais prestigiados dirigentes do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola. Foi perseguido pelo regime fascista e esteve várias vezes preso.

Em 1961, face ao grande movimento de solidariedade nacional e internacional, foi libertado da prisão e desterrado para Cabo Verde, onde esteve com residência fixa.

A 4 de Janeiro de 1961 [2], com o assalto às cadeias de Luanda organizado pelo MPLA, dá-se início à luta armada que, ao cabo de 13 longos anos de guerra colonial, havia de conduzir à independência de Angola.

Também na Guiné-Bissau havia começado a luta de guerrilha sob a direcção do PAIGC, o partido de Amílcar Cabral, ao qual pertencia também o destacado militante Vasco Cabral que, tal como Agostinho Neto, organizava para a luta os seus compatriotas que viviam em Portugal.

Foram estes dois destacados dirigentes da luta libertadora dos seus povos, oprimidos pelo colonialismo salazarista, que o Partido Comunista Português, fiel aos princípios internacionalistas que o guia, ajudou a sair clandestinamente de Portugal.

Com esse objectivo, e por intermédio de um militante do Partido, o camarada José Nogueira, foi comprado um barco adequado para o efeito, um pequeno iate de recreio a motor.

Como o José Nogueira era oficial da Marinha de Guerra, embora dos serviços administrativos, foi fácil a legalização do barco, assim como a sua manutenção em estado operacional nas próprias instalações da Armada, na Doca da Marinha de Paço de Arcos.

Agostinho Neto havia, entretanto, regressado de Cabo Verde, passando a viver em Lisboa com a mulher e dois filhos pequenos em situação de residência fixa, sendo obrigado a apresentar-se regularmente na sede da PIDE.

Deve dizer-se que, ainda quando Agostinho Neto se encontrava em Cabo Verde, o PCP mandou um seu militante àquele arquipélago com o objectivo de estudar a hipótese de compra de um barco por meio do qual Agostinho Neto pudesse passar para África.

A sua súbita transferência para Portugal inviabilizou esse projecto.

Nos finais do mês de Junho, estando tudo preparado tecnicamente para a saída de Portugal por via marítima da família de Agostinho Neto e de Vasco Cabral, a Direcção do Partido incumbiu-me de dirigir esta operação.

António Dias Lourenço, Jaime Serra e José Nogueira do PCP, protagonistas na fuga de Agostinho Neto

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Foi tudo preparado para que o embarque se fizesse na Doca do Bom Sucesso, em Pedrouços, onde o iate ia por vezes atracar ou estacionar para estudar o ambiente.

Na tarde de sábado de 30 de Junho de 1962 cheguei à referida doca, onde estacionavam muitas outras embarcações, entrando em contacto com o tenente José Nogueira, que entretanto acostou o nosso iate ao molhe norte da Doca. Inteirei-me de que tudo estava em ordem para a viagem, desde o combustível necessário até aos mantimentos para cinco adultos e duas crianças de tenra idade.

À hora combinada apareceram todos acompanhados pelo camarada Dias Lourenço que organizou esta parte da operação ajudado pelo Dr. Arménio Ferreira, figura destacada do movimento anticolonial, cuja ajuda foi preciosa no complicado processo da saída da família Neto da casa que habitavam, conhecida pela PIDE, para uma situação de clandestinidade, a partir da qual se deu início à saída também clandestina.

Tudo isto foi levado a cabo num espaço de tempo muito curto, antes que a PIDE se apercebesse da mudança.

Dias Lourenço ficou à distância, sentado num cabeço da muralha ali existente, observando toda a operação de embarque.

Este fez-se calmamente como se tratasse de uma qualquer família burguesa que vai dar um passeio pelo rio, ou fazer uma pescaria na costa num fim de semana. Tudo isto, ali mesmo nas «barbas» da Guarda Fiscal, que tinha próximo um posto de vigilância da fronteira marítima, então à sua guarda. Após o embarque dos «passageiros» e da sua volumosa bagagem, e depois de eles receberem de Dias Lourenço os comprimidos para o enjoo que haviam encomendado, manobrando no emaranhado de embarcações estacionadas dentro da Doca do Bom Sucesso (nome que foi para nós um bom augúrio), saímos para o rio Tejo. A partir daqui procurámos o mais rápido possível alcançar o mar alto.

Com toda a gente mais calma, descemos em direcção ao sul, sempre com as belas praias da costa à vista. Contornando o cabo de São Vicente, chegámos próximo de Olhão e lançámos ferro numa pequena enseada, onde descansámos até ao dia seguinte.

Manhã cedo, levantámos ferro, deixando para trás a costa algarvia e entrando na Baía de Cadiz, na costa espanhola, já ao fim da tarde.

Na zona do cabo Trafalgar esperavam-nos as maiores dificuldades desta parte da viagem, com um mar muito agitado, em virtude das fortes correntes marítimas que entram e saem do Mediterrâneo.

Para as crianças, e sobretudo para a mulher de Agostinho Neto, foram horas de grande angústia. Os homens aguentavam como podiam o enjoo. Como eu já conhecia o fenómeno por ali ter passado cinco anos antes, procurava encorajá-los.

A violência do mar, o vento e as correntes marítimas impediam-nos de avançar com a rapidez que desejávamos, ficando por largos momentos no mesmo local, com a hélice a trabalhar fora de água.

Ultrapassado finalmente o cabo de Trafalgar, encontrámo-nos numa bonita e tranquila baía, também já minha conhecida, onde lançámos ferro e fizemos o balanço da situação.

Com a violência do mar tínhamos perdido um dos dois salva-vidas de que dispúnhamos. Os «turcos» que o suportavam, uns fortes tubos de ferro colocados à popa do iate, ficaram dobrados quase em ângulo recto devido à violência do mar a que foram sujeitos, juntamente com o barco salva-vidas, que acabou por desaparecer nas ondas que caíram sobre nós na passagem do Trafalgar.

Havíamos também perdido uma âncora, arrastada pelo temporal. Tudo o mais, o pessoal, o combustível, os mantimentos, a bagagem, haviam-se mantido a salvo.

O medo e o choque emocional de uma mãe que leva consigo dois filhos pequenos abalaram profundamente a moral da Maria Eugenia, a ponto de o Agostinho Neto ter sugerido a hipótese de desembarcar em qualquer local da costa espanhola. Tal hipótese foi discutida e posta de lado.

Com a ditadura franquista instalada em Espanha, onde a perseguição aos comunistas era tanto ou mais violenta que em Portugal, era quase certo que em caso de prisão seríamos todos entregues a Salazar.

Além disso, o pior estava passado e só era necessário um pouco mais de coragem e paciência. Estes e outros argumentos acabaram por convencer todos de que não havia outra saída senão continuar a viagem.

Passámos a noite calmamente nesse local e, na manhã seguinte, avançámos junto à costa até próximo da Baía de Tarifa, já no estreito de Gibraltar.

A partir daqui, com o mar de feição, navegámos à bolina em direcção à costa marroquina, atravessando o Estreito calmamente. Por volta do meio-dia alcançámos a Baía de Tânger.

Como eu já conhecia a topografia da Baía, ancorámos num sítio apropriado, a cerca de cem metros da praia. Com a embarcação salva-vidas a remos, começámos por transportar a mulher e as crianças para a praia, depois as bagagens, que eram bastantes, e finalmente o Agostinho Neto e o Vasco Cabral.

Em terra firme, eles acabaram por se desembaraçar. Chegaram à fala com as autoridades marroquinas, identificando-se como combatentes africanos, bem conhecidos internacionalmente, tendo sido encaminhados para o seu destino, segundo soubemos posteriormente.

Agostinho Neto e a esposa Maria Eugénia aguardando a fuga

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Pelo nosso lado, cumprida a tarefa, tratámos imediatamente do regresso a Portugal.

Nesse mesmo instante saímos da Baía de Tânger e pusemo-nos a largo.

Como dispúnhamos de uma bússola, traçámos o rumo da viagem de regresso, de modo a alcançar a costa algarvia directamente, sem os contornos da costa e as demoras da viagem de ida.

Só a nossa ignorância das lides do mar nos levou à aventura de percorrer directamente 140 milhas marítimas no alto mar, sem terra à vista, numa embarcação daquele género e com uma bússola rudimentar. Recordo que o José Nogueira era oficial da administração naval e eu era um leigo na matéria.

Nas primeiras horas tudo bem. Porém, já bem no mar alto, começaram os nossos problemas.

Com o mar já bastante alteroso, encravou-se a roda do leme, ficando o barco à deriva, fustigado pelo temporal.

Pelo que me apercebi, dado que a estrutura dos barcos não me era estranha, pelo facto de a minha profissão estar ligada à construção naval, a avaria situava-se dentro da caixa da roda do leme.

A única solução que me ocorreu na emergência foi destruir à machadada a referida caixa para chegar ao local da avaria, o que foi feito, embora com algum desgosto do José Nogueira, que tinha orgulho naquela bonita caixa de mogno envernizada...

Solucionada a avaria, a viagem continuou pela noite fora, com o mar cada vez mais violento, exigindo esforços tremendos para segurar a roda do leme na posição correcta.

Com as ondas de mais de cinco metros de altura a caírem-nos em cima, era difícil aguentar mais de meia hora seguida ao leme.

Alternavamo-nos constantemente, eu e o José Nogueira, procurando, cada um de nós, descansar um pouco nos curtos intervalos. Valeu-nos bastante, na ocasião, uma garrafa de vinho do Porto que havia a bordo, para reanimar as forças periodicamente. Finalmente, pela madrugada do dia 3 de Julho, após uma noite tormentosa, o mar mudou subitamente para uma relativa calmaria. Interrogámo-nos mutuamente sobre o significado de tal facto.

Por feliz acaso, avistámos ao longe uma grande embarcação que nos pareceu ser um barco de pesca de arrasto.

Através de um megafone existente a bordo, entrámos em comunicação com a tripulação do referido barco, que verificámos ser espanhola. Fomos por eles informados que nos encontrávamos a algumas milhas ao sul de Olhão, na costa algarvia.

Esta informação encheu-nos de alegria e passadas algumas horas ancorávamos junto à costa portuguesa, onde fizemos uma pescaria de robalos e com eles uma boa caldeirada.

Depois do almoço retomámos a viagem de regresso a Lisboa, tendo na noite desse dia alcançado o porto de Sesimbra, onde ancorámos até à manhã do dia seguinte. Entrámos na barra do Tejo na manhã do dia 4 de Julho de 1962.

Dirigimo-nos directamente para a Doca da Marinha, em Paço de Arcos, onde o barco foi entregue aos cuidados do marinheiro que habitualmente desempenhava esse serviço, o qual ficou bastante espantado perante o estado lastimoso que o barco apresentava, meio desmantelado. Mal sabia o dito marinheiro que estava ali o resultado de uma viagem de mais de 600 milhas em quatro atribulados dias.

Mas não só o barco sofreu as consequências. Pelo meu lado, passados oito dias, quando caminhava na rua ainda me parecia que o chão balouçava à minha volta.

O PCP havia cumprido com êxito uma missão de ajuda internacionalista de grande importância.

(sublinhados meus)

In Jaime Serra, Eles têm o direito de saber - Páginas da luta clandestina

[1] Esta data está, efectivamente, correcta, conforme se pode ver no Avante! clandestino

[2] Na realidade, foi em 4 de Fevereiro, conforme se pode ver no Avante! clandestino

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Avante! clandestino:
  • O povo de Angola inicia a luta armada pela sua independência nº 297 (1ª Quinz. Fev. 1961), p. 1 e 6

  • Agostinho Neto à frente dos patriotas angolanos nº 320 (Ago. 1962), p. 1

50º aniversário do início da luta armada de libertação nacional de Angola
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Terça-feira, 27 de Julho de 2010

CPL quê?

Mas o que espanta no tratamento mediático desta questão, assim como nas declarações entretanto proferidas pelos «opinantes» portugueses, é que todos fogem à pergunta mais importante: porquê este interesse súbito na CPLP? Tão súbito e tão importante que já levou países como a Austrália, Indonésia, Luxemburgo, Suazilândia e a Ucrânia a declararem o seu interesse em aderir à organização.

(sublinhados meus)

Confundidos? Eu também...

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