TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 10 de Dezembro de 2016
URAP: «Angola, os anos dourados do colonialismo: a insurreição»

URAP LivrosNoAljube-2016_12_13

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publicado por António Vilarigues às 16:04
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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016
Angola: Apenas uma questão humanitária?

Mapa Angola1.jpg

«A rapidez com que se passa da discussão de um processo judicial em curso nos tribunais angolanos para considerações categóricas sobre Angola e o caminho que os angolanos devem fazer mostra bem o quadro em que é feita esta discussão.»

«Reafirmando a defesa do direito de opinião e manifestação e dos direitos políticos, económicos e sociais em geral, o PCP reafirma igualmente a importância do respeito pela soberania da República de Angola, do direito do seu povo a decidir – livre de pressões e ingerências externas – o seu presente e futuro, incluindo da escolha do caminho para a superação dos reais problemas de Angola e a realização dos seus legítimos anseios.»

«Relativamente a estes acontecimentos, refira-se que alguns têm vindo a tomar posição em Portugal promovendo, no fundamental, os mesmos argumentos e pretextos já antes invocados para justificar a escalada de ingerência e, mesmo, a intervenção militar externa em diversos países, com os graves desenvolvimentos e resultados opostos àqueles que tão cínica e hipocritamente proclamam – de que a Líbia é dramático exemplo, no quadro da actual ofensiva neocolonialista levada a cabo pelo imperialismo em África.»

 


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publicado por António Vilarigues às 20:25
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Sábado, 30 de Janeiro de 2016
A Crise do Sistema Capitalista: os números de Portugal (25)

capitalismo-piramidal.jpg

  • São mais de cinco milhões as pessoas de origem portuguesa espalhadas pelos cinco continentes, o que coloca Portugal como o país com a taxa de população emigrada mais elevada da União Europeia e o sexto em número de emigrantes, revela estudo «Três Décadas de Portugal Europeu: Balanço e perspectivas», coordenado pelo economista Augusto Mateus para a Fundação Francisco Manuel dos Santos.
  • Desde 1986, as vagas de portugueses em busca de uma vida melhor terá somado mais de dois milhões de pessoas, que adoptaram como destino as Américas (Brasil, Venezuela, EUA e Canadá), a Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, Suíça, Espanha e Reino Unido) ou as ex-colónias (Angola e Moçambique).
  • Vivem hoje no País mais meio milhão de pessoas do que à data de adesão à CEE, há 30 anos, mas após registar um máximo populacional de 10,6 milhões em 2008/2010, a população regrediu uma década encontrando-se agora abaixo dos 10,5 milhões.
  • As projecções europeias apontam para um cenário em que Portugal terá menos de dez milhões de habitantes até 2030 e menos de nove milhões até 2050.

 

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Domingo, 15 de Novembro de 2015
Longo caminho para a soberania, a paz e o desenvolvimento

Independência Angola 1975-11-11

«Em nome do povo angolano, o Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) proclama solenemente perante África e o mundo a independência de Angola.» Começou com estas palavras, proferidas por Agostinho Neto na noite de 11 de Novembro de 1975, o anúncio do nascimento de um novo país, a República Popular de Angola, tornado possível pela luta tenaz do seu povo e pela solidariedade que ela despertou nos quatro cantos do mundo.

A «grandiosa tarefa de reconstrução nacional», anunciada então pelo líder do MPLA e primeiro presidente do país, revelou-se particularmente difícil e acidentada, com o povo angolano a enfrentar uma brutal agressão militar, sucessivas ingerências externas do imperialismo que levaram a uma prolongada guerra civil, diversas conjunturas internacionais e graves problemas económicos e sociais, muitos dos quais ainda persistem. O caminho a seguir traçou-o Agostinho Neto no final da proclamação, naquele que é um dos principais lemas do MPLA: «A luta continua! A vitória é certa!» 

Ler texto integral

 

AC_abraco_Agostinho_Neto_1961

 

«O PCP esteve em Luanda nesse histórico 11 de Novembro de 1975, representado por Sérgio Vilarigues, do Secretariado, e Francisco Miguel, do Comité Central. Foi o único partido português a estar presente. As restantes forças políticas, da extrema-esquerda à direita (e particularmente o PS), opuseram-se frontalmente à proclamação da República Popular de Angola pelo MPLA, preferindo – de forma aberta ou encapotada – a eternização da guerra e a adopção de soluções neocolonialistas. Só em Fevereiro de 1976 Portugal reconhecia oficialmente a independência da sua antiga colónia. A ingerência, essa, estava longe de terminar…

A presença do PCP nessa cerimónia não foi fruto do acaso, antes representou o reconhecimento pelo permanente apoio e solidariedade dos comunistas portugueses à luta do povo angolano pela independência, a paz e o progresso.»

 


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Quarta-feira, 4 de Novembro de 2015
Sessão comemorativa dos 40 anos da descolonização - ALMADA

40 anos descolonização

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Quarta-feira, 22 de Agosto de 2012
África cobiçada
  • «A corrida para participar no crescimento africano já começou», concluiu o grupo de estudos económicos da revista The Economist. De acordo com um relatório elaborado sob a égide da publicação norte-americana, intitulado «Para dentro de África: Oportunidades de negócio emergentes», a agricultura e a agroindústria, a construção de infra-estruturas, o fornecimento de bens e serviços de consumo são as áreas que apresentam maior potencial para os investidores estrangeiros.

  • No documento apontam-se ainda 28 países que deverão crescer acima dos cinco por cento do respectivo PIB nos próximos cinco anos, entre os quais Angola, que os peritos dizem que até 2016 pode vir a ultrapassar a África do Sul em termos de peso económico regional, a par da Nigéria, e Moçambique, com uma taxa de crescimento estimada entre os 7,5 e os 10 por cento ao lado de países como a Etiópia, Libéria, Níger ou Uganda.

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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012
Os conflitos esquecidos

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Os «conflitos esquecidos» (e chamo-lhes propositadamente «esquecidos» porque de tão banalizados que foram, já ninguém fala deles), os «conflitos esquecidos», dizia, na África sub-sahariana, matam em média três mil pessoas por ano, representando um dos maiores dramas que a humanidade atravessa hoje.

Ler Texto Integral 

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Quarta-feira, 30 de Março de 2011
Um visão vinda dos EUA sobre África

Black Agenda Report

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Nos 50 anos do 4 de Fevereiro: Ajuda à fuga de Agostinho Neto, por Jaime Serra

Agostinho Neto, desenho de Fernando Campos (o sítio dos desenhos)

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Aquele que veio a ser o primeiro presidente da República Popular de Angola, o Dr. Agostinho Neto, saiu clandestinamente de Portugal, onde estava com residência vigiada pela PIDE, no dia 30 de Junho de 1962 [1], num pequeno iate ajudado pelo Partido Comunista Português.

Agostinho Neto viveu em Portugal durante bastante tempo. Aqui estudou e iniciou a luta pela libertação do povo angolano, tendo-se tornado num dos mais prestigiados dirigentes do MPLA – Movimento Popular de Libertação de Angola. Foi perseguido pelo regime fascista e esteve várias vezes preso.

Em 1961, face ao grande movimento de solidariedade nacional e internacional, foi libertado da prisão e desterrado para Cabo Verde, onde esteve com residência fixa.

A 4 de Janeiro de 1961 [2], com o assalto às cadeias de Luanda organizado pelo MPLA, dá-se início à luta armada que, ao cabo de 13 longos anos de guerra colonial, havia de conduzir à independência de Angola.

Também na Guiné-Bissau havia começado a luta de guerrilha sob a direcção do PAIGC, o partido de Amílcar Cabral, ao qual pertencia também o destacado militante Vasco Cabral que, tal como Agostinho Neto, organizava para a luta os seus compatriotas que viviam em Portugal.

Foram estes dois destacados dirigentes da luta libertadora dos seus povos, oprimidos pelo colonialismo salazarista, que o Partido Comunista Português, fiel aos princípios internacionalistas que o guia, ajudou a sair clandestinamente de Portugal.

Com esse objectivo, e por intermédio de um militante do Partido, o camarada José Nogueira, foi comprado um barco adequado para o efeito, um pequeno iate de recreio a motor.

Como o José Nogueira era oficial da Marinha de Guerra, embora dos serviços administrativos, foi fácil a legalização do barco, assim como a sua manutenção em estado operacional nas próprias instalações da Armada, na Doca da Marinha de Paço de Arcos.

Agostinho Neto havia, entretanto, regressado de Cabo Verde, passando a viver em Lisboa com a mulher e dois filhos pequenos em situação de residência fixa, sendo obrigado a apresentar-se regularmente na sede da PIDE.

Deve dizer-se que, ainda quando Agostinho Neto se encontrava em Cabo Verde, o PCP mandou um seu militante àquele arquipélago com o objectivo de estudar a hipótese de compra de um barco por meio do qual Agostinho Neto pudesse passar para África.

A sua súbita transferência para Portugal inviabilizou esse projecto.

Nos finais do mês de Junho, estando tudo preparado tecnicamente para a saída de Portugal por via marítima da família de Agostinho Neto e de Vasco Cabral, a Direcção do Partido incumbiu-me de dirigir esta operação.

António Dias Lourenço, Jaime Serra e José Nogueira do PCP, protagonistas na fuga de Agostinho Neto

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Foi tudo preparado para que o embarque se fizesse na Doca do Bom Sucesso, em Pedrouços, onde o iate ia por vezes atracar ou estacionar para estudar o ambiente.

Na tarde de sábado de 30 de Junho de 1962 cheguei à referida doca, onde estacionavam muitas outras embarcações, entrando em contacto com o tenente José Nogueira, que entretanto acostou o nosso iate ao molhe norte da Doca. Inteirei-me de que tudo estava em ordem para a viagem, desde o combustível necessário até aos mantimentos para cinco adultos e duas crianças de tenra idade.

À hora combinada apareceram todos acompanhados pelo camarada Dias Lourenço que organizou esta parte da operação ajudado pelo Dr. Arménio Ferreira, figura destacada do movimento anticolonial, cuja ajuda foi preciosa no complicado processo da saída da família Neto da casa que habitavam, conhecida pela PIDE, para uma situação de clandestinidade, a partir da qual se deu início à saída também clandestina.

Tudo isto foi levado a cabo num espaço de tempo muito curto, antes que a PIDE se apercebesse da mudança.

Dias Lourenço ficou à distância, sentado num cabeço da muralha ali existente, observando toda a operação de embarque.

Este fez-se calmamente como se tratasse de uma qualquer família burguesa que vai dar um passeio pelo rio, ou fazer uma pescaria na costa num fim de semana. Tudo isto, ali mesmo nas «barbas» da Guarda Fiscal, que tinha próximo um posto de vigilância da fronteira marítima, então à sua guarda. Após o embarque dos «passageiros» e da sua volumosa bagagem, e depois de eles receberem de Dias Lourenço os comprimidos para o enjoo que haviam encomendado, manobrando no emaranhado de embarcações estacionadas dentro da Doca do Bom Sucesso (nome que foi para nós um bom augúrio), saímos para o rio Tejo. A partir daqui procurámos o mais rápido possível alcançar o mar alto.

Com toda a gente mais calma, descemos em direcção ao sul, sempre com as belas praias da costa à vista. Contornando o cabo de São Vicente, chegámos próximo de Olhão e lançámos ferro numa pequena enseada, onde descansámos até ao dia seguinte.

Manhã cedo, levantámos ferro, deixando para trás a costa algarvia e entrando na Baía de Cadiz, na costa espanhola, já ao fim da tarde.

Na zona do cabo Trafalgar esperavam-nos as maiores dificuldades desta parte da viagem, com um mar muito agitado, em virtude das fortes correntes marítimas que entram e saem do Mediterrâneo.

Para as crianças, e sobretudo para a mulher de Agostinho Neto, foram horas de grande angústia. Os homens aguentavam como podiam o enjoo. Como eu já conhecia o fenómeno por ali ter passado cinco anos antes, procurava encorajá-los.

A violência do mar, o vento e as correntes marítimas impediam-nos de avançar com a rapidez que desejávamos, ficando por largos momentos no mesmo local, com a hélice a trabalhar fora de água.

Ultrapassado finalmente o cabo de Trafalgar, encontrámo-nos numa bonita e tranquila baía, também já minha conhecida, onde lançámos ferro e fizemos o balanço da situação.

Com a violência do mar tínhamos perdido um dos dois salva-vidas de que dispúnhamos. Os «turcos» que o suportavam, uns fortes tubos de ferro colocados à popa do iate, ficaram dobrados quase em ângulo recto devido à violência do mar a que foram sujeitos, juntamente com o barco salva-vidas, que acabou por desaparecer nas ondas que caíram sobre nós na passagem do Trafalgar.

Havíamos também perdido uma âncora, arrastada pelo temporal. Tudo o mais, o pessoal, o combustível, os mantimentos, a bagagem, haviam-se mantido a salvo.

O medo e o choque emocional de uma mãe que leva consigo dois filhos pequenos abalaram profundamente a moral da Maria Eugenia, a ponto de o Agostinho Neto ter sugerido a hipótese de desembarcar em qualquer local da costa espanhola. Tal hipótese foi discutida e posta de lado.

Com a ditadura franquista instalada em Espanha, onde a perseguição aos comunistas era tanto ou mais violenta que em Portugal, era quase certo que em caso de prisão seríamos todos entregues a Salazar.

Além disso, o pior estava passado e só era necessário um pouco mais de coragem e paciência. Estes e outros argumentos acabaram por convencer todos de que não havia outra saída senão continuar a viagem.

Passámos a noite calmamente nesse local e, na manhã seguinte, avançámos junto à costa até próximo da Baía de Tarifa, já no estreito de Gibraltar.

A partir daqui, com o mar de feição, navegámos à bolina em direcção à costa marroquina, atravessando o Estreito calmamente. Por volta do meio-dia alcançámos a Baía de Tânger.

Como eu já conhecia a topografia da Baía, ancorámos num sítio apropriado, a cerca de cem metros da praia. Com a embarcação salva-vidas a remos, começámos por transportar a mulher e as crianças para a praia, depois as bagagens, que eram bastantes, e finalmente o Agostinho Neto e o Vasco Cabral.

Em terra firme, eles acabaram por se desembaraçar. Chegaram à fala com as autoridades marroquinas, identificando-se como combatentes africanos, bem conhecidos internacionalmente, tendo sido encaminhados para o seu destino, segundo soubemos posteriormente.

Agostinho Neto e a esposa Maria Eugénia aguardando a fuga

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Pelo nosso lado, cumprida a tarefa, tratámos imediatamente do regresso a Portugal.

Nesse mesmo instante saímos da Baía de Tânger e pusemo-nos a largo.

Como dispúnhamos de uma bússola, traçámos o rumo da viagem de regresso, de modo a alcançar a costa algarvia directamente, sem os contornos da costa e as demoras da viagem de ida.

Só a nossa ignorância das lides do mar nos levou à aventura de percorrer directamente 140 milhas marítimas no alto mar, sem terra à vista, numa embarcação daquele género e com uma bússola rudimentar. Recordo que o José Nogueira era oficial da administração naval e eu era um leigo na matéria.

Nas primeiras horas tudo bem. Porém, já bem no mar alto, começaram os nossos problemas.

Com o mar já bastante alteroso, encravou-se a roda do leme, ficando o barco à deriva, fustigado pelo temporal.

Pelo que me apercebi, dado que a estrutura dos barcos não me era estranha, pelo facto de a minha profissão estar ligada à construção naval, a avaria situava-se dentro da caixa da roda do leme.

A única solução que me ocorreu na emergência foi destruir à machadada a referida caixa para chegar ao local da avaria, o que foi feito, embora com algum desgosto do José Nogueira, que tinha orgulho naquela bonita caixa de mogno envernizada...

Solucionada a avaria, a viagem continuou pela noite fora, com o mar cada vez mais violento, exigindo esforços tremendos para segurar a roda do leme na posição correcta.

Com as ondas de mais de cinco metros de altura a caírem-nos em cima, era difícil aguentar mais de meia hora seguida ao leme.

Alternavamo-nos constantemente, eu e o José Nogueira, procurando, cada um de nós, descansar um pouco nos curtos intervalos. Valeu-nos bastante, na ocasião, uma garrafa de vinho do Porto que havia a bordo, para reanimar as forças periodicamente. Finalmente, pela madrugada do dia 3 de Julho, após uma noite tormentosa, o mar mudou subitamente para uma relativa calmaria. Interrogámo-nos mutuamente sobre o significado de tal facto.

Por feliz acaso, avistámos ao longe uma grande embarcação que nos pareceu ser um barco de pesca de arrasto.

Através de um megafone existente a bordo, entrámos em comunicação com a tripulação do referido barco, que verificámos ser espanhola. Fomos por eles informados que nos encontrávamos a algumas milhas ao sul de Olhão, na costa algarvia.

Esta informação encheu-nos de alegria e passadas algumas horas ancorávamos junto à costa portuguesa, onde fizemos uma pescaria de robalos e com eles uma boa caldeirada.

Depois do almoço retomámos a viagem de regresso a Lisboa, tendo na noite desse dia alcançado o porto de Sesimbra, onde ancorámos até à manhã do dia seguinte. Entrámos na barra do Tejo na manhã do dia 4 de Julho de 1962.

Dirigimo-nos directamente para a Doca da Marinha, em Paço de Arcos, onde o barco foi entregue aos cuidados do marinheiro que habitualmente desempenhava esse serviço, o qual ficou bastante espantado perante o estado lastimoso que o barco apresentava, meio desmantelado. Mal sabia o dito marinheiro que estava ali o resultado de uma viagem de mais de 600 milhas em quatro atribulados dias.

Mas não só o barco sofreu as consequências. Pelo meu lado, passados oito dias, quando caminhava na rua ainda me parecia que o chão balouçava à minha volta.

O PCP havia cumprido com êxito uma missão de ajuda internacionalista de grande importância.

(sublinhados meus)

In Jaime Serra, Eles têm o direito de saber - Páginas da luta clandestina

[1] Esta data está, efectivamente, correcta, conforme se pode ver no Avante! clandestino

[2] Na realidade, foi em 4 de Fevereiro, conforme se pode ver no Avante! clandestino

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Avante! clandestino:
  • O povo de Angola inicia a luta armada pela sua independência nº 297 (1ª Quinz. Fev. 1961), p. 1 e 6

  • Agostinho Neto à frente dos patriotas angolanos nº 320 (Ago. 1962), p. 1

50º aniversário do início da luta armada de libertação nacional de Angola
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Publicado neste blog:
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 27 de Julho de 2010
CPL quê?

Mas o que espanta no tratamento mediático desta questão, assim como nas declarações entretanto proferidas pelos «opinantes» portugueses, é que todos fogem à pergunta mais importante: porquê este interesse súbito na CPLP? Tão súbito e tão importante que já levou países como a Austrália, Indonésia, Luxemburgo, Suazilândia e a Ucrânia a declararem o seu interesse em aderir à organização.

(sublinhados meus)

Confundidos? Eu também...

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Quinta-feira, 13 de Maio de 2010
As mulheres como fonte de vida e de paz

Movimento Democrático de Mulheres

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Domingo, 10 de Janeiro de 2010
Velhos Kambas (IX)

                                                                     

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Sábado, 9 de Janeiro de 2010
Velhos Kambas (VIII)

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                    


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Velhos Kambas (VII)

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                     

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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010
Velhos Kambas (VI)

Agustina Bessa Luis e Isaias Samakuva num jantar oferecido por Jonas Savimbi,

durante a sua visita a Portugal em 28 de Janeiro de 1990

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                    


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Velhos Kambas (V)

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                    


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Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
Velhos Kambas (IV)

 

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                      


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Velhos Kambas (III)

 Jonas Savimbi posa com João Soares, Teresa Ricoh, António Maria Pereira e Armando Vara,  

durante o VII Congresso da Unita, na Jamba, a 12 de Março de 1991

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                    


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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010
Velhos Kambas (II)

                                                                     

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                     


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Velhos Kambas (I)

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Carlos

                                                                     


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Domingo, 22 de Novembro de 2009
Angola

A partir de hoje e até dia 28 de Novembro vou estar aqui em trabalho (das 08h00m às 17h00m). Até já.

                                                         


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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009
«Campanhas de pacificação» e «missões de paz»

    Não confundamos as coisas. Ora vamos lá a uma lição de História de quem não tem lições para dar.

    No fim do século XIX, princípios do século XX é que havia «campanhas de pacificação». Era o nome que se dava às primeiras guerras coloniais! Querem ver um bom e definitivo instrumento de pacificação? Aqui: Maxim (metralhadora)

    Foram sobretudo em África. Ver AQUI que não estou a inventar. Normalmente os povos, então como agora, não gostavam muito de ser «pacificados».

    Também houve campanhas em Cuba, China, Filipinas, Madagáscar, etc.  E Afeganistão, Índia, etc.

    Bem, a coisa continuou pelo século XX, sempre pura e bem intencionada, passámos pelas segundas guerras coloniais (Argélia, Angola, etc.), sempre a «pacificar».

     Agora, no fim do século XX, princípios do século XXI a «coisa» modernizou-se e também fez uma operação estética ao nome - pasou a chamar-se «missões de paz». Todos as conhecemos. Há «missões de paz» em todos os sítios e para todos os gostos.

    É assim que é possível ouvir um ilustre político (é este mas podia ser outro) dizer "A missão do Afeganistão é uma missão de risco, não podemos esquecer, mas está a contribuir para missão de paz na região, para a redução, assim esperamos, do terrorismo no mundo e também no combate ao narcotráfico", Não era Salazar que falava aproximadamente assim? 

    Podemos dizer que estas «missões de paz» fazem parte das terceiras guerras coloniais? Se calhar, podemos.

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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publicado por António Vilarigues às 12:08
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009
Waldemar Bastos: Velha Chica

Velha Chica

 

Antigamente a velha Chica

vendia cola e gengibre

e lá pela tarde ela lavava a roupa

do patrão importante;

e nós os miúdos lá da escola

perguntávamos à vóvó Chica

qual era a razão daquela pobreza,

daquele nosso sofrimento.

 

Xé menino, não fala política,

não fala política, não fala política.

 

Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,

ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.

Xé menino, não fala política,

não fala política, não fala política.

 

E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.

Ela somente fez uma kubata com teto de zinco, com teto de zinco.

Xé menino, não fala política, não fala política.

 

Mas quem vê agora

o rosto daquela senhora, daquela senhora,

só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!

E ela agora só diz:

“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!

Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”

 

Versão 2008:

 

[Mas quem vê agora

o rosto daquela senhora, daquela senhora,

já não vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!

E ela agora só diz:

“- Xé menino, posso morrer, posso morrer!

Xé menino, posso morrer, já vi Angola independente!”]

 

Para Ver e Ouvir:

 

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   


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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Castendo em...Angola!!!

    O que se recebe pela Internet: Castendo em... Angola!

                    


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Terça-feira, 20 de Maio de 2008
Ruy Mingas: Os meninos do Huambo

 

                       

Os meninos do Huambo

                  
Com fios feitos de lágrimas passadas
Os meninos do Huambo fazem alegria
Constroem sonhos com os mais velhos de mãos dadas
E no céu descobrem estrelas de magia

Com os lábios de dizer nova poesia
Soletram as estrelas como letras
E vão juntando no céu como pedrinhas
Estrelas letras para fazer novas palavras

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Com os sorrisos mais lindos do planalto
Fazem continhas engraçadas de somar
Somam beijos com flores e com suor
E subtraem manhã cedo por luar

Dividem a chuva miudinha pelo milho
Multiplicam o vento pelo mar
Soltam ao céu as estrelas já escritas
Constelações que brilham sempre sem parar

Os meninos à volta da fogueira
Vão aprender coisas de sonho e de verdade
Vão aprender como se ganha uma bandeira
Vão saber o que custou a liberdade

Palavras sempre novas, sempre novas
Palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo

Assim contentes à voltinha da fogueira
Juntam palavras deste tempo sempre novo
Porque os meninos inventaram coisas novas
E até já dizem que as estrelas são do povo
           
Manuel Rui Monteiro (letra e música)

          

Ver também: AQUI, AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

       

Ver: Poesia Angolana, Poesia de São Tomé e Príncipe


                


                     

Mais canções por Ruy Mingas
                                   
Para ouvir Ruy Mingas a cantar «Os Meninos de Huambo» de Manuel Rui Monteiro clicar AQUI e AQUI

                                      


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Sábado, 17 de Maio de 2008
VITOR JARA, OU A BOÇALIDADE À SOLTA

    1. Víctor Jara nasceu no Chile em 1932. Foi músico, cantor e director de teatro. Morreu assassinado a 15 de Setembro de 1973 no Estádio que desde o ano 2003 tem o seu nome. Tinha 41 anos.
Foi preso com mais 600 professores e estudantes a 12 de Setembro e levado para o Estádio Chile, onde se aglomeravam milhares de prisioneiros. No dia do golpe de Pinochet, 11 de Setembro de 1973, deveria actuar no comício onde o Presidente Salvador Allende, também ele assassinado, ia anunciar ao povo chileno a realização de um referendo.
Victor Jara foi de imediato reconhecido pelos oficiais fascistas. Mãos na nuca foi logo ali pontapeado dezenas de vezes no corpo e no rosto. Os seus amigos e companheiros assistiam impotentes sob a mira das espingardas e metralhadoras. Como se as botas já não chegassem começam a bater-lhe com a pistola. O rosto fica rapidamente empapado de sangue.
Na noite de 12 para 13 jaz no chão sob custódia dos militares e sem possibilidade de auxílio. Não lhe dão alimento. Nem mesmo água. É exibido como troféu entre os oficiais. No meio da bestialidade, dos presos que vão chegando, das torturas e dos assassinatos os seus esbirros parecem esquecê-lo. Passa os dias 13 e 14 entregue aos cuidados dos seus companheiros de infortúnio.
Mas de novo a 15 voltam à carga. É insultado, espancado a pontapés e coronhadas. Já não se consegue levantar. É a última vez que é visto com vida. Antes tinha escrito o seu último texto. Um poema: Estadio Chile -“Somos diez mil manos menos/Que no producen./¿Cuántos somos en toda la Patria?/La sangre del compañero Presidente/golpea más fuerte que bombas y metrallas./Así golpeará nuestro puño nuevamente./Canto, qué mal me sales cuando tengo que cantar espanto./Espanto como el que vivo/como el que muero, espanto”.
Nesse mesmo dia à tarde é visto crivado de balas junto com mais cinquenta prisioneiros. No dia 16 o seu corpo é despejado no cemitério Metropolitano.
Foi sobre este homem e sobre estes acontecimentos que o sociólogo Alberto Gonçalves escreveu na revista «Sábado» palavras cheias de um tolo pedantismo e de um atrevimento ignorante. O problema deve ser meu, mas desconhecia que a ironia boçal e execrável sobre a morte e a tortura rendesse euros a quem escreve. E, pelos antecedentes, a quem paga também.
2. António Barreto não é nenhum mentecapto. É professor catedrático e sociólogo. Analista e comentador. Tem uma actividade de intervenção política conhecida – em várias organizações de quadrantes políticos muito diferentes – de quase meio século. Foi secretário de estado e ministro.
Mais. António Barreto foi durante alguns anos militante do PCP. Dele saiu em finais dos anos 60 em ruptura pela «esquerda» (maoista). Portanto tinha toda a obrigação de concluir sobre a pretensa carta do Almirante Rosa Coutinho o mesmo que Pacheco Pereira, que nunca foi membro do PCP: «Há documentos genuínos com este tom, mas em movimentos doutro tipo, milenários, religiosos, étnicos, mas não existe nada de parecido no movimento comunista.».
E nem me passa pela cabeça insinuar que a proximidade entre a data da publicação do controverso artigo e o regresso do secretário-geral do PCP da sua deslocação a Angola e África do Sul é algo mais do que isso: uma infeliz coincidência. Salazar dizia que «em política o que parece é». Eu não!

Nota final: A descrição das últimos horas de Víctor Jara pode ser lida em http://ocastendo.blogs.sapo.pt/189249.html

                
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
               

In Jornal "Público" - Edição de 16 de Maio de 2008

                  

Adenda: "El Príncipe" vai finalmente a tribunal...

                                                                                  


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publicado por António Vilarigues às 00:09
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Domingo, 20 de Abril de 2008
Combate às desigualdades é prioridade na África do Sul

    A África do Sul vive tempos de mudança. Derrubado o regime de apartheid pela heróica luta do povo e dos trabalhadores sul-africanos sob a bandeira do Congresso Nacional Africano (ANC), o país enfrenta hoje contradições e problemas que a revolução libertadora ainda não foi capaz de resolver. «Num quadro de projecto de sociedade não se entende que se possa dissociar a democracia política da democracia económica e social», afirma Jerónimo de Sousa em entrevista ao Avante!, fazendo eco das preocupações do Partido Comunista Sul-Africano, enquanto parte integrante de uma aliança de conteúdo democrático, em continuar a sua luta de transformação social sem perder de vista no horizonte o socialismo.

                            

O ANC tem sido alvo de críticas e mesmo de contestação quer por parte das organizações sindicais quer do Partido Comunista Sul-Africano. Isto significa que o exercício do poder pelo ANC não está a responder aos anseios da população?


Jerónimo de Sousa – Antes do mais, importa reconhecer a grande afirmação do ANC como força nacional que venceu as eleições em todas as nove províncias da África do Sul, com uma esmagadora maioria absoluta. Mas passou já um tempo suficientemente largo para que o combate às desigualdades e às injustiças tivesse tido uma evolução mais célere e positiva.

No último congresso do ANC – que como se sabe integra igualmente o COSATU (Congresso dos Sindicatos Sul-Africanos) e o Partido Comunista Sul-Africano – uma das críticas mais fortes feitas pelo Partido Comunista Sul-Africano (PCSA) foi justamente a falta de resposta do governo a grandes questões laborais e sociais, nomeadamente no plano dos salários e dos direitos. Houve, é certo, uma evolução no plano da habitação – uma das mais graves carências da população –, mas subsistem atrasos significativos, com a economia a ser ainda muito determinada pelo grande capital. Nota-se, em particular quando saímos de Joanesburgo – fomos a duas ou três outras localidades – que a minoria branca continua a ter um poder real impeditivo de uma sociedade verdadeiramente multirracial. Em Port Elizabeth, por exemplo, nos restaurantes onde estivemos, os clientes eram todos brancos e os empregados negros e alguns brancos. Não é porque haja proibição de os negros lá irem...

                                          

Ler Texto Integral da Entrevista com Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP

                                 


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publicado por António Vilarigues às 00:21
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Domingo, 13 de Abril de 2008
Angola, um país em construção, livre e soberano

    «O MPLA acolhe no seu seio diversas tendências que no plano governativo e no plano do desenvolvimento económico e social continuam a ser uma incógnita. Mas existe a vontade de não transformar a sociedade angolana numa sociedade capitalista no sentido clássico é um objectivo. Consegui-lo-á? Essa é a questão.» As palavras são do Secretário-Geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que dá conta em entrevista ao Avante! dos resultados da sua recente visita a Angola e África do Sul. Nesta edição falamos da situação em Angola. No próximo número será a vez da África do Sul. Para ambos os casos, uma conclusão comum: o PCP reforça os laços de amizade e solidariedade com os partidos que nos respectivos países têm a cargo ou partilham a responsabilidade de construir uma sociedade mais justa.

              

Quais foram os objectivos desta visita ao continente africano?
                     
Jerónimo de Sousa
– No quadro das nossas relações internacionais, das nossas relações bilaterais, damos uma grande importância a Angola para contactos e conversações com o MPLA e, em relação à África do Sul, para um reforço das fortes relações que temos com o Partido Comunista Sul-Africano e com o próprio ANC no quadro da visão política internacional que temos e no quadro da necessidade que sentimos de desenvolvimento das relações com partidos progressistas de África. Cremos que foi uma visita com êxito, de que a conclusão mais forte é o reforço das relações bilaterais , bem como um melhor conhecimento da realidade, dos problemas e da evolução política e social destes dois países, e simultaneamente a confirmação da grande admiração e respeito que estes dois partidos têm pelo Partido Comunista Português, baseada na história da luta comum contra o apartheid, contra o colonialismo, e pela liberdade e democracia nestes dois países.

                                           

Ler Texto Integral da Entrevista com Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP

                                 


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publicado por António Vilarigues às 12:38
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Quinta-feira, 10 de Abril de 2008
Alda Lara / Paulo de Carvalho: PRELÚDIO / Mãe Negra

                                             

PRELÚDIO


(Alda Lara)        

   

Pela estrada desce a noite

Mãe-Negra, desce com ela...


Nem buganvílias vermelhas,

nem vestidinhos de folhos,

nem brincadeiras de guisos,

nas suas mãos apertadas.

Só duas lágrimas grossas,

em duas faces cansadas.


Mãe-Negra tem voz de vento,

voz de silêncio batendo

nas folhas do cajueiro...


Tem voz de noite, descendo,

de mansinho, pela estrada...


Que é feito desses meninos

que gostava de embalar?...


Que é feito desses meninos 

que ela ajudou a criar?...

Quem ouve agora as histórias

que costumava contar?...


Mãe-Negra não sabe nada...


Mas ai de quem sabe tudo,

como eu sei tudo

Mãe-Negra!...


Os teus meninos cresceram,

e esqueceram as histórias

que costumavas contar...


Muitos partiram p'ra longe,

quem sabe se hão-de voltar!...


Só tu ficaste esperando,

mãos cruzadas no regaço,

bem quieta bem calada.


É a tua a voz deste vento,

desta saudade descendo,

de mansinho pela estrada..

 
Lisboa, 1951 (Poemas, 1966)

                                          


                                                              

Para ouvir Paulo de Carvalho a cantar «Mãe Negra» de Alda Lara clicar AQUI   

Para ver e ouvir Paulo de Carvalho e Sofia Barbosa a cantar «Mãe Negra» de Alda Lara clicar AQUI  

                                                                                                                        


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publicado por António Vilarigues às 12:24
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Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Ruy Mingas: Poema da Farra

                                                                         

Poema da Farra

                 

(Mário António Oliveira / Ruy Mingas)

                 

Quando li Jubiabá
me cri Antônio Balduíno.
Meu Primo, que nunca o leu
ficou Zeca Camarão.

      

Eh Zeca!

      

Vamos os dois numa chunga
Vamos farrar toda a noite
Vamos levar duas moças
para a praia da Rotunda!
Zeca me ensina o caminho:
Sou Antônio Balduíno.

              

E fomos farrar por aí,
Camarão na minha frente,
Nem verdiano se mete:
Na frente Zé Camarão,
Balduíno vai no trás.

            

Que moça levou meu primo!
Vai remexendo no samba
que nem a negra Rosenda;
Eu praqui olhando só!

               

Que moça que ele levou!
Cabrita que vira os olhos.
Meu Primo, rei do musseque:
Eu praqui olhando só!

                 

Meu primo tá segredando:
Nossa Senhora da Ilha
ou que outra feiticeira?
A moça o acompanhando.

                 

Zé Camarão a levou:
E eu para aqui a secar.
E eu para aqui a secar.

                              

Jubiabá - Jorge Amado e Resumo Jubiabá

                                        

                                              

Mais canções por Rui Mingas

Para ouvir Ruy Mingas a cantar «Poema da Farra» clicar AQUI

                                                  


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publicado por António Vilarigues às 12:00
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