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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

1 de Novembro de 1954 – Insurreição na Argélia

Insurreição Argélia 1954-11-01

A insurreição marca o início da luta armada para a libertação da Argélia, submetida desde 1830 pela França à exploração colonial, à discriminação racial e à opressão nacional.

Confrontada com a feroz repressão das mais elementares reivindicações democráticas e nacionais e com o massacre de populações inteiras, a resistência, organizada na Frente de Libertação Nacional, lança ataques em vários locais do país contra instalações militares, postos de polícia, centros de comunicações e organismos públicos.

A resposta das autoridades coloniais foi o terrorismo de estado mais brutal, incluindo o recurso indiscriminado à tortura e o bombardeamento de populações inteiras com napalm.

O povo árabe e berbere argelino pagou um elevado preço pela sua libertação: um milhão e meio de mortos.

A independência foi conquistada a 5 de Julho de 1962.

AQUI

 

Henri Alleg (20 Julho 1921 / 17 Julho 2013) Um Comunista e Revolucionário exemplar

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Esperava a notícia da morte de Henri Alleg.

Faleceu ontem, quarta-feira, mas saíra praticamente da vida no ano passado quando, em férias numa ilha grega, sofreu um avc. O seu cérebro foi tao atingido que a recuperação era impossível.

Ficou semi hemiplégico e passou os últimos meses numa clinica, caminhando para o fim numa existência quase vegetativa. Reconhecia os filhos, dizia algumas palavras, mas o seu discurso tornara-se caótico.

Ligou-me a esse homem uma amizade tão profunda que sinto dificuldade em a definir.

Aos 90 anos passou uma semana em V.N de Gaia, comigo e a minha companheira, e pronunciou então na Universidade Popular do Porto uma conferência sobre a Argélia e os acontecimentos que abalavam o Islão africano. Pelo saber histórico e lucidez impressionou quantos então o ouviram.

Admirava-o há muito quando o conheci na Bulgaria,em l986, durante um Congresso Internacional. A empatia foi imediata, abrindo a porta a uma amizade que se reforçou a cada ano.

Henri, apos o 25 de Abril, foi correspondente de L’ Humanité em Lisboa. Não tive então oportunidade de o encontrar. Mas no último quarto de século visitou Portugal muitas vezes. A Editora Caminho publicou três livros seus (SOS América, O Grande Salto Atrás e O Século do Dragão) e a Editora Mareantes lançou a tradução portuguesa de La Question (A Tortura), o livro que o tornou famoso e contribuiu para apressar o fim da guerra da Argélia.

Amava Portugal, especialmente o Alentejo da Margem Esquerda do Guadiana, e admirava muito o Partido Comunista Português.

Participou em Portugal de diferentes Encontros Internacionais e, numa das suas visitas a Lisboa, foi recebido pela Comissão dos Negócios Estrangeiros da Assembleia da Republica, debateu ali com deputados de todos os partidos grandes problemas do nosso tempo, e foi depois aplaudido pelo plenário.

Recordo também o interesse excecional suscitado pela sua passagem pelo Brasil e Cuba, onde o acompanhei nas suas visitas àqueles países.

A complexidade do sentimento de admiração que Henri Alleg me inspirava levou-me a escrever sobre ele e os seus livros mais páginas do que ao longo da vida dediquei a qualquer outro escritor. Elas aparecem em livros meus e em artigos publicados em jornais e revistas de muitos países. Evito portanto repetições.

Recordo que ao ler La Grande Aventure d’Alger Republicain o choque - é a palavra- foi tao forte que sugeri numa conferência que o estudo desse livro deveria figurar no programa de todas as Faculdades de Jornalismo do mundo.

O que encontrei de diferente em Henri Alleg?

Refletindo sobre o fascínio que aquele homem exercia sobre mim, conclui que a admiração nascia da firmeza das suas opções ideológicas, de uma coragem espartana e de um eticismo raríssimo.

Mais de uma vez lhe disse que via nele o modelo dos bolcheviques do ano 17.

Henri apareceu-me como o comunista integral, puro, quase perfeito. Não conheci outro com quem me identificasse tao harmoniosamente no debate de ideias.

É de lamentar que Mémoire Algérienne não tenha sido traduzido para o português. Nesse livro de memórias, que é muito mais do que isso, Henri, nos capítulos finais, permite ao leitor imaginar o sofrimento do comunista que acompanha o rápido afastamento, apos a independência, dos dirigentes da FLN dos princípios e valores que tinham conduzido os revolucionários argelinos à vitória sobre o colonialismo francês. Pagou um alto preço pela autenticidade com que se distanciou do poder em Alger Republicain, o seu diário, fechado por Houari Boumedienne, herói da luta pela independência.

Pesado foi também o preço que pagou em França, onde, apos o regresso à Europa, foi secretário de Redação de L’ Humanité, então órgão do CC do Partido Comunista Francês.

Henri Alleg denunciou desde o início a vaga do euro comunismo que atingiu os partidos francês, italiano e espanhol, entre outros.

Criticou com frontalidade a estratégia que levou o PCF a participar em governos do Partido Socialista que praticaram políticas neoliberais.

No belo livro que escreveu sobre a destruição da URSS e a reimplantação do capitalismo na Rússia fustigou os intelectuais que, renunciando ao marxismo, passaram em rápida metamorfose a defensores do capitalismo e a posições antissoviéticas. Não hesitou mesmo em criticar o próprio secretário-geral do PCF, Robert Hué, considerando a orientação imprimida ao PCF como incompatível com as suas tradições revolucionárias de organização marxista-leninista.

Mas, contrariamente a outros camaradas, travou o seu combate de comunista dentro do Partido como militante.

Tive a oportunidade em França, de registar,em assembleias comunistas a que assisti, o enorme respeito que Henri Alleg inspirava quando tomava a palavra. Verifiquei que mesmo dirigentes por ele criticados admiravam a clareza, o fundamento e a dignidade do seu discurso critico.

Nos últimos anos, apesar de uma saúde frágil, compareceu em programas de televisão, voltou a Portugal e revisitou a Argélia onde foi recebido com entusiasmo e emoção. Nos EUA as suas conferências suscitaram debates ideológicos de uma profundidade incomum, com a participação de comunistas e académicos progressistas. E quase até ao AVC que o abateu, percorreu a França, respondendo a convites de Federações Comunistas e outras organizações. A juventude, sobretudo, aclamava- o com ternura e admiração.

A morte da companheira, Gilberte Serfaty, em 2010, foi para ele um golpe demolidor.

«Não mais posso sentir a alegria de viver…» - respondeu-me quando o interroguei sobre o peso da solidão. Ela, argelina, era também uma comunista excecional. Contribuiu muito para organizar com o Partido a sua fuga rocambolesca da prisão francesa de Rennes, para onde fora transferido da Argélia.

Muitas vezes, quando ia a França, instalava-me na sua casa de Palaiseau,nos subúrbios de Paris. Henri, que era um gourmet e um grande cozinheiro, recebia-me com autênticos banquetes e preparava um maravilhoso couscous, acompanhado de vinhos argelinos.

Na última visita a Palaiseau antes da sua doença, minha companheira e eu participamos de um jantar inesquecível. Eramos cinco: nós, Henri, Gilberte e o filho, Jean Salem, já então um filósofo marxista de prestígio internacional.

Recordo que nessa noite passamos o mundo em revista. Henri irradiava energia; amargurado com o presente cinzento da humanidade, falou do futuro com a esperança de um jovem bolchevique.

Repito: Henri Alleg foi um revolucionário e um comunista exemplar.

Miguel Urbano Rodrigues - Vila Nova de Gaia,18 de julho de 2013

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Europa imperialista

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Fotografia de vítimas da «Lei» do Rei Leopoldo II da Bélgica, proprietário PESSOAL do «Estado Livre do Congo».

Uma «quinta» 76 (setenta e seis) vezes maior que a Bélgica. Um exemplo de outros crimes.

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No passado 17 de Outubro, o presidente Hollande fez um tímido reconhecimento oficial (42 palavras) do massacre policial de centenas de argelinos em Paris, em 1961. O massacre não foi coisa menor: cerca de 30 mil argelinos exigiam nas ruas a independência da então colónia francesa. A polícia de Paris, sob a chefia de Maurice Papon respondeu com ferocidade: «entre 300 e 400 mortos por balas, à coronhada ou por afogamento no rio Sena, 2400 feridos, e 400 desaparecidos» (Algérie Patriotique, 17.10.12). Foi preciso mais de meio século para que a França oficial admitisse sequer que o massacre existiu. Mas nem 51 anos chegaram para que reconhecesse o número de vítimas, abrisse os ficheiros policiais ou apontasse responsáveis. Fosse na Síria e outro Hollande cantaria.

Papon foi colaboracionista dos nazis durante a II Guerra Mundial e viria a ser condenado em 1998 por «cumplicidade em crimes contra a humanidade, tendo colaborado na deportação de judeus sob o regime de Vichy» (FranceInter, 17.10.12). Mas como em muitos outros países, a restauração burguesa e imperialista na França após 1947 foi feita com a pior escória fascista. Durante décadas Papon teve numerosos cargos oficiais. Em 8 de Fevereiro de 1962 participou noutro massacre de Estado em Paris: durante uma manifestação sindical contra o terrorismo fascista da OAS, nove membros da CGT e do PCF foram assassinados pela polícia na estação de metro de Charonne. Papon foi ministro sob os presidentes gaullistas Barre e Giscard d'Estaing (1978-81). E o massacre de 1961 passou em silêncio durante a presidência do socialista Mitterrand, ele próprio implicado na brutal repressão colonial na Argélia. Mitterrand era ministro da Justiça de França no início de 1957, quando o General Massu e os seus paraquedistas (imortalizados no filme de Gillo Pontecorvo, A Batalha de Argel) receberam plenos poderes policiais na capital argelina, desencadeando uma feroz repressão, com tortura e assassinatos, que esmagou temporariamente o movimento de libertação nacional argelino. O sangue de centenas de milhares de argelinos manchou as mãos de toda a classe dirigente francesa, antes que – fez este ano meio século – a Argélia conquistasse a sua independência.

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Também neste último mês, do outro lado do Canal da Mancha, se confessou bárbaros crimes. Um tribunal de Londres reconheceu a três quenianos vítimas da ferocidade colonial, ao fim de seis décadas, o direito a apresentar (!) pedidos de indemnização. Um deles foi castrado pelas autoridades coloniais (BBC, 5.10.12). Como informa a notícia, «milhares de pessoas foram mortas durante a revolta Mau Mau contra a dominação britânica do Quénia nos anos 50 e 60». O governo inglês recorreu da sentença e com um cinismo inexcedível «alegou que a responsabilidade de compensações por torturas infligidas pelas autoridades coloniais foi transferida para a República do Quénia após a independência em 1963». Escreve o Guardian (18.4.12): «milhares de documentos relatando alguns dos mais vergonhosos actos e crimes cometidos nos anos finais do Império britânico foram sistematicamente destruídos para impedir que caíssem nas mãos de governos pós-independência» e «os documentos que escaparam à destruição foram discretamente transferidos para a Grã Bretanha, onde ficaram escondidos durante 50 anos, num ficheiro secreto do Foreign Office». Alguns documentos «pormenorizam a forma como suspeitos insurrectos foram espancados até à morte, queimados vivos, castrados […] e agrilhoados durante anos», enquanto «ministros e altos funcionários públicos tinham total conhecimento dos abusos e do assassinato horrendo e sistemático de detidos […] mas declaravam repetidamente ao público britânico que tal não estava a acontecer».

Há quem esteja surpreendido com o comportamento dos dirigentes troikeiros da UE. Mas esta sempre foi a natureza das potências imperialistas que estão por detrás do «projecto europeu». Podem pintar a cara de azul com estrelinhas amarelas e trautear Beethoven. Mas a UE reflecte a natureza de classe do sistema imperialista que a gerou: criminoso, explorador, agressivo. E que hoje procura novas colónias.

In jornal «Avante!» - Edição de 16 de Novembro de 2012

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Mundo árabe, Revolta, reacção ou revolução?

Os acontecimentos no mundo árabe revelam bem como a situação internacional é caracterizada por grandes perigos mas simultaneamente por reais potencialidades de desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos. 

Quando, no início deste ano, os tunisinos e os egípcios saíram à rua exigindo melhores condições de vida e direitos democráticos muitos foram os que afirmaram que, numa região tradicionalmente fustigada pelo domínio colonial e imperialista, nada iria ficar na mesma. A questão é saber que sentido terá essa evolução, se avanços de carácter progressista e democrático, se novas e mais sofisticadas formas de exploração e domínio imperialista e neocolonial.

Ler Texto Integral

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O mundo árabe tem história

Tudo fizeram para que o esquecêssemos, mas, projectada pelo autêntico levantamento popular que percorre o mundo árabe e regada por muito sangue, a realidade impôs-se, e com ela uma extraordinária vitória no plano ideológico.

O mundo árabe tem história. No Médio Oriente nasceram grandes civilizações e o progresso científico e técnico, assim como as grandes realizações da Cultura e da Arte, devem muito ao mundo árabe e islâmico, como nós próprios, portugueses, também devemos. Na luta pela sua libertação do jugo colonial e pela edificação de estados independentes, os povos árabes escreveram páginas de grande heroísmo, consentindo grandes sacrifícios frente à brutal repressão das potências ocupantes, que teve na guerra da Argélia (1954/62) com a acção terrorista da OAS a sua mais cruel expressão. O movimento de libertação nacional dos povos árabes conheceu um primeiro grande avanço sob o impulso da Revolução de Outubro. Derrotou o conluio da França e Inglaterra para partilhar os despojos do Império otomano no Machrek (Iraque, Síria, Líbano...) e após a Segunda Guerra Mundial estendeu-se ao Maghreb e a todo o mundo árabe. Sucessivamente, Líbia, Marrocos, Tunísia, Argélia conquistam a independência. No Egipto os «oficiais livres» de Nasser derrubam a monarquia pró «ocidental» de Faruk (1952), nacionalizam o canal do Suez e enfrentam a agressão israelo-franco-britânica, aliam-se com a URSS contra a sabotagem económica e as ingerências do imperialismo. Com a importante contribuição de fortes partidos comunistas e com o exemplo e ajuda do campo socialista, têm lugar em vários países importantes transformações anti capitalistas – como no Iraque com a revolução de 1969 em cujo décimo aniversário participou uma delegação do PCP – e desenvolvem-se mesmo processos orientados para o socialismo, como no Iémen do Sul, país que o camarada Álvaro Cunhal visitou em 1980.

(sublinhados meus)

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As lutas e os levantamentos populares em diversos países do mundo árabe

(...)

Perante os levantamentos populares e face à real ameaça aos seus interesses, o imperialismo procura retomar a iniciativa visando garantir o domínio desta região, salvaguardando os seus profundos laços e suporte político, económico e militar com regimes que lhe sejam subservientes e com quem possa continuar a partilhar a exploração dos povos árabes e o controlo dos seus imensos recursos energéticos.

Os importantes acontecimentos em diversos países árabes não podem ser dissociados da longa história de ingerência e agressão por parte dos EUA e das grandes potências capitalistas da União Europeia. O PCP denuncia a profunda hipocrisia e cinismo dos EUA e da UE que, clamando pelo respeito dos direitos humanos e os direitos dos povos, procuram esconder que são os primeiros responsáveis pela sua mais grave violação e desrespeito através do seu apoio e profunda conivência com os regimes opressores, seus aliados na região, e por anos de ingerência, forte presença militar, agressão e guerra aos povos árabes, seja na Palestina, no Líbano ou no Iraque.

(...)

(sublinhados meus)

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«Campanhas de pacificação» e «missões de paz»

    Não confundamos as coisas. Ora vamos lá a uma lição de História de quem não tem lições para dar.

    No fim do século XIX, princípios do século XX é que havia «campanhas de pacificação». Era o nome que se dava às primeiras guerras coloniais! Querem ver um bom e definitivo instrumento de pacificação? Aqui: Maxim (metralhadora)

    Foram sobretudo em África. Ver AQUI que não estou a inventar. Normalmente os povos, então como agora, não gostavam muito de ser «pacificados».

    Também houve campanhas em Cuba, China, Filipinas, Madagáscar, etc.  E Afeganistão, Índia, etc.

    Bem, a coisa continuou pelo século XX, sempre pura e bem intencionada, passámos pelas segundas guerras coloniais (Argélia, Angola, etc.), sempre a «pacificar».

     Agora, no fim do século XX, princípios do século XXI a «coisa» modernizou-se e também fez uma operação estética ao nome - pasou a chamar-se «missões de paz». Todos as conhecemos. Há «missões de paz» em todos os sítios e para todos os gostos.

    É assim que é possível ouvir um ilustre político (é este mas podia ser outro) dizer "A missão do Afeganistão é uma missão de risco, não podemos esquecer, mas está a contribuir para missão de paz na região, para a redução, assim esperamos, do terrorismo no mundo e também no combate ao narcotráfico", Não era Salazar que falava aproximadamente assim? 

    Podemos dizer que estas «missões de paz» fazem parte das terceiras guerras coloniais? Se calhar, podemos.

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

45 Anos Depois!!!

    Quarenta e cinco anos (!!!) depois do fim da guerra, o democrata e humaníssimo governo francês entregou à Argélia os mapas dos lugares onde o seu exército enterrou três milhões de minas anti-pessoais no período 1956-1959. Ao longo destes 45 anos, nos 1.200 km de fronteiras com o Marrocos e a Tunísia houve um número incontável de mortes, sobretudo crianças e gado, devido à acção das minas. A notícia está aqui.

   

Adenda às 10.45: na estimativa divulgada por um jornal argelino, por causa das minas terão morrido desde 1962 entre 3 a 40 mil pessoas e ficado feridas 80 mil, sobretudo crianças e pastores. (ver notícia completa)

  

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