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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Quando Aníbal Cavaco Silva era «apenas» um prof. de economia...

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É o professor a falar: “Quando o crescimento económico de um país abranda, a política correcta é precisamente deixar que a receita fiscal baixe automaticamente e não cortar na despesa pública. (...) Se quando um país é atingido por uma crise económica se cortasse a despesa pública, a crise ainda se agravava mais. É por isso que não se deve fazê-lo”. Em Junho de 2001, o professor está estupefacto com a ignorância económica de Guterres: “Como é que é possível que os assessores do primeiro-ministro não lhe tenham explicado que este é um caso em que não há similitude entre o comportamento correcto para as famílias e para o Estado?”.

(...) o então professor defende que só existem “dois grupos da nossa sociedade com força e capacidade para persuadir o governo a mudar de comportamento: os jornalistas e os empresários”. “Devemos todos apoiar os jornalistas e empresários nesta missão patriótica de pressionar o governo para que passe a governar. Neles está a esperança de todos os portugueses (...)”.

In Aníbal Cavaco Silva «Crónicas de uma Crise Anunciada», de 2001

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Para quem ainda tivesse dúvidas...

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Sermão do bom ladrão

Corria e decorria o período quaresmal do Ano da Graça de 1655 em Lisboa. Na Igreja da Misericórdia, postavam-se, em solene recolhimento, Dom João IV, o rei, os seus ministros, os seus conselheiros e os seus magistrados. Com uma lacerante concepção do mundo, da história, do Estado, da Sociedade e do Evangelho, levanta-se António Vieira, o pregador. Começou por advertir Sua Majestade e os seus próximos de que a prédica mais se adequaria à Capela Real, já que incidiria sobre questões de poder e corrupção, opulência e indigência, adulação e mistificação. Mas quiseram as circunstâncias que a Palavra da Luz se fizesse ouvir na Conceição Velha. Corre e decorre o Ano da Graça de 2011 e o sermão mantém-se pertinente, bastando substituir a Índia por União Europeia, o rei por presidente, os ministros por ministros, os conselheiros por assessores, os magistrados por magistrados.

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Luta de classes nos conceitos

    Anda pela blogosfera uma luta de classes acesa no que aos conceitos diz respeito. Mas não é de agora. Já vem de longe, de muito longe. Tem mais de 160 anos. Está na matriz da ideologia dominante. Expressa-se em conceitos veiculados através de decénios na comunicação social escrita, na rádio, na televisão.
O detentor do capital tem quem estude, analise, desenvolva, proponha e execute as suas políticas. Desde logo os governos, os partidos políticos,
as associações patronais, as universidades, o sector financeiro, o sector produtivo. Mas também jornalistas, comentadores, analistas, assessores, consultores e mais recentemente os chamados think tanks (em inglês é mais intelectual, é mais in).  Tudo «intelectuais de topo», pagos a peso de ouro em alguns (muitos) casos.
Já o trabalho tem os seus partidos políticos, os sindicatos, as suas associações de diverso tipo. E tem os «que não têm nada para fazer», os «que se exprimem por chavões ou cassetes», enfim os dirigente sindicais, os sindicalistas, os dirigentes partidários. Tem os seus partidos políticos, os sindicatos, as suas associações de diverso tipo. E quem nelas estude, analise, desenvolva, proponha e execute as suas políticas.

O que é curioso, ou nem por isso, é se algum  paladino do capital transpõe a fronteira para o lado do trabalho, passa logo de bestial a besta. De competente a incompetente. De trabalhador exemplar a calão e preguiçoso.

Mas se algum defensor do trabalho faz o seu caminho em direcção ao capital logo se cantam loas e hossanas à sua lucidez. De besta transmuta-se, milagre dos milagres, em bestial. Os «chavões e cassetes», por obra e graça do Espírito Santo, metamorfoseiam-se em pensamentos criativos e profundos.

Querem um exemplo? Imaginem o que sucederia se o doutorado secretário-geral da CGTP-IN se transferisse com armas e bagagens para a CIP?

                                  

Depois venham dizer que a luta de classes não existe...

                                                                                                                   

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