Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Discurso de Salvador Allende na Universidade de Guadalajara México

Salvador Allende 1973

A 11 de Setembro de 1973, no Chile de Salvador Allende (cujo centenário do nascimento se comemora neste ano de 2008), Augusto Pinochet executava a fase final de um golpe. Golpe há muito preparado e anunciado pela comunicação social dominante como «inevitável». Golpe que desde o início foi fomentado, financiado e apoiado pela CIA, obedecendo  às ordens da Administração Nixon.

Um ano depois da sangrenta tomada do poder o então Presidente, não eleito sublinhe-se, Gerald Ford foi entrevistado pela revista «Time». Questionado sobre que lei internacional dava aos EUA o direito de tentar desestabilizar um governo constitucionalmente eleito de outro país respondeu lapidar: «Não vou pronunciar-me aqui sobre se isso é ou não permitido por leis internacionais. É um facto reconhecido, no entanto, que tanto historicamente como no presente, tais acções se aplicam no melhor interesse dos países envolvidos. O nosso governo, tal como outros governos, empreende essas acções para ajudar a boa orientação das políticas externas e para proteger a segurança nacional... A CIA tentou ajudar, no Chile, a preservação dos jornais opositores e das rádios e apoiar os partidos da oposição».

António Vilarigues in jornal "Público" - Edição de 19 de Setembro de 2008

 

 

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Sexta-feira, 23 de Setembro de 2011

Chile, o outro 11 de Setembro

     Não podemos permitir que a manipulação mediática em torno dos atentados de há dez anos em Nova Iorque atire para o esquecimento a tragédia do 11 de Setembro chileno, sobretudo quando, perante o desenvolvimento de um amplo movimento juvenil e popular, a besta fascista volta a mostrar as garras assaltando a sede do Partido Comunista Chileno. Em tempos que são de violenta ofensiva do grande capital com o propósito de reduzir o mais possível os custos unitários da força de trabalho e recolonizar o planeta, o significado e lições do sangrento golpe militar fascista de 11 de Setembro de 1973 não devem ser esquecidos.

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Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010

Henry Kissinger, prémio Nobel da Guerra e do Genocídio (II)

Prémio Nobel da Paz 1973  - Henry Kissinger foi premiado conjuntamente com Le Duc Tho. Le Duc Tho recusou.

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(continuação)

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«Nesta fase, iniciada com as agressões no Médio Oriente e Ásia Central, o imperialismo estado-unidense encontrou situações históricas muito diferentes da que precedeu o seu envolvimento no Vietname e a humilhante derrota que ali sofreu. Nos EUA somente uma minoria percebeu que a guerra estava perdida quando Giap desfechou a ofensiva do Tet. A resposta de Johnson e Kissinger, cedendo aos generais do Pentágono, foi a ampliação da escalada. A agressão alastrou para o Laos e Washington enviou mais tropas para a fornalha vietnamita, semeando a morte a devastação no Sudeste Asiático

«Anote-se de passagem que esta visita de Rice a Tblissi nas vésperas do ataque à Ossétia me lembrou, mas admito que apenas a mim, a visita de Kissinger a Jacarta nas vésperas da invasão indonésia de Timor

Na Casa Branca reúnem-se o presidente da Pepsi, Donald Kendall, Nixon, que tinha sido advogado daquela empresa, Henry Kissinger, Conselheiro de Segurança Nacional, John Mitchell, procurador-geral, o director da CIA, Richard Helms, e claro, Edwards.

Das notas de Helms percebe-se que o grupo está disposto a gastar o necessário. «Dez milhões de dólares disponíveis. Há mais se for preciso», acertam. Querem os melhores homens disponíveis com o objectivo de «fazer gritar de dor a economia chilena».

No mesmo dia, o presidente Nixon informou o director da CIA, Richard Helms, que um governo de Allende não era aceitável para os Estados Unidos e instruiu a secreta para que tivesse um papel directo na organização de um golpe militar no Chile.

Nove semanas antes do golpe, Nixon telefonou a Kissinger para dizer que «o rapaz do Chile pode ter alguns problemas.» Kissinger responde: «creio que definitivamente está em dificuldades».

Henry Kissinger, no prefácio do «Desafio da América», escrito e publicado na Alemanha já depois do 11 de Setembro de 2001, afirma que «na guerra contra o terrorismo o objectivo não é detectar terroristas», e que é sobretudo necessário «não deixar escapar esta ocasião excepcional de redesenhar o sistema internacional» («Die Herausforderung Amerikas» – versão alemã de «Does América need a Foreign Policy?»).

Quando o Xá mandava e fazia as piores tropelias com o apoio de Washington, o secretário de Estado era Henry Kissinger. O autor intelectual do golpe de Estado contra Salvador Allende mantinha então que a «introdução de energia nuclear» era importante para cobrir «as crescentes necessidades da economia iraniana», e explicava que essa opção libertava «as restantes reservas de petróleo para a exportação ou transformação em produtos petroquímicos». Bem pensado, poderia dizer-se. Mas... mudam-se os tempos, mudam-se as verdades. Hoje «para um produtor petrolífero como o Irão, a energia nuclear constitui um desperdício de recursos». Quem o diz? Kissinger! Há nisto alguma contradição? O mesmo Kissinger responde. Antes o Irão «era um país aliado (...) de modo que, em consequência, tinha uma genuína necessidade de energia nuclear».

Que personagens do calibre de Henry Kissinger (no ano seguinte ao golpe fascista no Chile por ele inspirado) ou Menachem Begin surjam na lista não é certamente prestigiante para um tal prémio e mancha indelevelmente um elenco de premiados entre os quais se encontram figuras como Nelson Mandela, Albert Schweitzer, Adolfo Pérez Esquível, Martin Luther King.

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Emblema da Escola das Américas.

Operação Condor

Kissinger aprovou assassinatos

A organização The National Security Archive (NSA) revelou uma nova peça do puzzle que desvenda o envolvimento do ex-secretário de Estado americano, Henry Kissinger, na Operação Condor.

Diz a NSA que, em 1976, Kissinger impediu que os diplomatas norte-americanos em países da América Latina se pronunciassem contra os assassinatos de opositores aos regimes militares fascistas praticados no estrangeiro. Dias depois, um atentado em Washington matou o então dirigente político chileno Orlando Letelier.

Kissinger terá instruído os diplomatas para que não manifestassem repúdio pelo assassinato de «subversivos», quer nos seus próprios países quer no exterior.

Na década de 70 do século passado, os serviços secretos dos EUA auxiliaram as polícias políticas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile e Bolívia na eliminação de opositores aos respectivos regimes.

«A Operação Condor representou um esforço cooperativo de inteligência e segurança entre muitos países do Cone Sul para combater o terrorismo e a subversão», revela um relatório da CIA desclassificado em 1978.

Durante o período de intensas lutas sociais em meados dos anos 70 – perto da altura em que, apoiado pelos EUA, ocorria o golpe militar fascista no vizinho Chile, em Setembro de 1973 – elementos governamentais da Argentina, em especial militares e polícias, criaram organizações para-legais que hoje seriam equivalentes aos «esquadrões da morte». Estes grupos levavam a cabo os raptos e assassínios de esquerdistas. Alguns grupos reagiram com actos de guerrilha urbana.

Com o total apoio do governo norte-americano e do seu secretário de Estado Henry Kissinger, um grupo de generais e polícias tomaram o poder na Argentina. Este grupo fez uma razia não apenas contra a guerrilha urbana esquerdista mas também contra activistas e dirigentes sindicais de todo o espectro político. Os presos eram levados secretamente, torturados e cerca de 30 000 foram mortos.

A 11 de Setembro de 1973, a reacção interna chilena e os seus algozes, apoiados e inspirados por o imperialismo norte-americano, lograram pôr termo, brutalmente, ao governo da Unidade Popular de Salvador Allende, mergulhando o país nas trevas da ditadura sangrenta que perdurou 17 anos. A marca da CIA e o envolvimento de Kissinger e Nixon são irrefutáveis.

Para o grande capital, os mecanismos formalmente democráticos servem apenas como formas de legitimação do seu domínio de classe, a nível nacional e internacional. Se entrarem em contradição com essa dominação, o imperialismo não hesita em liquidá-los. Foi assim há 30 anos, no Chile, como agora se comprova na documentação oficial que vai sendo publicada. Nessa altura, os círculos governantes dos EUA decidiram que havia que pôr termo ao governo democraticamente eleito da Unidad Popular, pois como explicava o então responsável pela política externa dos EUA, Kissinger: «o exemplo bem sucedido de um governo Marxista eleito no Chile teria seguramente um impacto – e serviria até de precedente – para outras partes do globo, especialmente Itália; o efeito de imitação de fenómenos desse tipo teria, por sua vez, um efeito significativo sobre o equilíbrio mundial e a nossa posição no seu seio» (actas de um encontro Kissinger-Nixon, publicadas no National Security Archive). E assim surgiu Pinochet e se pôs termo à democracia burguesa chilena. Também para que servisse de lição. Esta é, e sempre foi, parte integrante da natureza das «democracias ocidentais». O resto são cantos de sereia.

Quando do massacre de My Lai, a imoralidade que consistia em enviar a juventude americana para assassinar um inimigo que nem se distinguia da própria população, tornou-se evidente. E o papel de figuras como as de Robert McNamara e Henry Kissinger tornou-se, pelo menos, repugnante. O drama do Vietname terminou há 31 anos. Estamos a ver os criminosos bombardeamentos aéreos sobre Hanoi e Haiphong, a luta por Danang e Hué, a entrada do Vietcong em Saigão. Parece que os americanos esqueceram as lições recebidas e é por isso que estão a repetir a história dos seus incomensuráveis fracassos no Iraque.

-

Para Ler :

  • National Security Study Memorandum 200 National Security Study Memorandum 200: Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests (NSSM200) was completed on December 10, 1974 by the United States National Security Council under the direction of Henry Kissinger.
adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

Henry Kissinger, prémio Nobel da Guerra e do Genocídio (I)

Kissinger e Obama (Prémio Nobel da Paz 1973 e Prémio Nobel da Paz 2009, respectivamente) na Casa Branca

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Henry Kissinger foi premiado conjuntamente com Le Duc Tho.

Le Duc Tho recusou.

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Shultz, Obama e Kissinger

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«O que é ilegal nós fazemos imediatamente; o que é inconstitucional demora um pouco mais de tempo» [risada] - Henry Kissinger

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Kissinger e Pinochet

(continua)

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

É o Papa ou o Padrinho?

Lapsus, Desenho de Manel Fontdevila

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- Os pederastas serão perdoados se estiverem connosco... Os ditadores de qualquer tipo limparão a sua imagem se estiverem connosco...  E também - OFERTA ESPECIAL ESPANHA! - os empresários gananciosos pagarão menos impostos se estiverem connosco!

- Desculpem o lapso... É o Papa ou o Padrinho?

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Para Ler e Ver:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

11 de Setembro: esperei em vão...

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E foi em vão que esperei uma referência da comunicação social dominante! E no entanto...

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Disparen sobre Santiago - La CIA en la caida de Allende

"El 11 de septiembre de 1973 el Ejército Chileno abortaba con fuerza criminal la experiencia socialista del gobierno de la Unidad Popular encabezado por el presidente Salvador Allende, lo que implicó su muerte y la de miles de chilenos. Este golpe de Estado significaría una experiencia inédita y el oscuro preludio de lo que hasta hoy seguiría haciendo Estados Unidos en el resto de América Latina. A continuación, un breve recorrido por los mil días de gobierno socialista en Chile y los sucesos relacionados con el golpe de Estado del 11 de septiembre. La orden del golpe fue dada por Richard M. Nixon, segundada por Henry Kissinger. La preparación del golpe de estado en Chile y demás países latinoamericanos fue impartida desde la Escuela de las Américas instituida en 1946 con sede en Fort-Amador y transferida luego a Fort-Gullik en 1949 en la zona del Canal de Panamá y desde 1963 bajo el mando del comando Sur del Ejército de los Estados Unidos. Por sus aulas pasaron oficiales y suboficiales de los ejércitos de la mayor parte de los países latinoamericanos. Permitió formar ideológica y militarmente a más de 45.000 oficiales de 22 países Latinoamericanos, en especial donde la subversión era considerada de primera magnitud, en particular Brasil, Uruguay, Argentina, Chile, Bolivia y Paraguay. Entre sus alumnos estuvieron los generales golpistas Viola y Videla (Argentina), Somoza (Nicaragua), Pinochet (Chile), Stroessner (Paraguay), Banzer (Bolivia), Melgar Castro (Honduras), Carlos Humberto Romero (El Salvador)". 
 

 

Outra versão:

    O outro 11 de Setembro (AQUI)

 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge  
                                           

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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008

Anatomia de um golpe

    1. A 11 de Setembro de 1973, no Chile de Salvador Allende (cujo centenário do nascimento se comemora neste ano de 2008), Augusto Pinochet executava a fase final de um golpe. Golpe há muito preparado e anunciado pela comunicação social dominante como «inevitável». Golpe que desde o início foi fomentado, financiado e apoiado pela CIA, obedecendo  às ordens da Administração Nixon.

Um ano depois da sangrenta tomada do poder o então Presidente, não eleito sublinhe-se, Gerald Ford foi entrevistado pela revista «Time». Questionado sobre que lei internacional dava aos EUA o direito de tentar desestabilizar um governo constitucionalmente eleito de outro país respondeu lapidar: «Não vou pronunciar-me aqui sobre se isso é ou não permitido por leis internacionais. É um facto reconhecido, no entanto, que tanto historicamente como no presente, tais acções se aplicam no melhor interesse dos países envolvidos. O nosso governo, tal como outros governos, empreende essas acções para ajudar a boa orientação das políticas externas e para proteger a segurança nacional... A CIA tentou ajudar, no Chile, a preservação dos jornais opositores e das rádios e apoiar os partidos da oposição».

Esta visão continua hoje em vigor nos EUA e na comunicação social dominante. Analisemos o que está acontecer na Bolívia.

Os mesmos que estão sempre pronta a dar lições de democracia aos outros, noticiaram como facto trivial o recente referendo convocado neste país pelo presidente Evo Morales. De notar que este acto se realizou a meio de um mandato  obtido em 2006 com 53,4% dos votos. Que o Presidente para se manter em funções teria de ter mais votos do que quando foi eleito (se, por exemplo, tivesse tido 53%, teria de abandonar o cargo). Que Evo Morales recolheu 67% dos votos.

Pois qual a linha dominante de análise dos mais recentes acontecimentos na Bolívia? A culpa é de Evo Morales, pois claro. O «malandro» nacionalizou as indústrias de gás e do petróleo, respeitando assim o seu programa eleitoral sufragado nas eleições. O «desestabilizador», vejam lá,  canalizou as verbas do petróleo e do gás natural para um programa nacional de assistência a idosos. Mais. Fê-lo sem atender às exigências dos (33% de votos no referendo) que, nas respectivas regiões, consideravam que essas verbas eram deles e só deles e não do País. Mas não se ficam por aqui na sua absurda argumentação. Se Evo Morales não aceitar os «conselhos» da chamada «comunidade internacional», abdicando da sua luta pela libertação e promoção social dos mais desprotegidos do seu país, então são de esperar as inevitáveis consequências.

Será que os que assim escrevem e falam não se apercebem que, queiram ou não, estão a preparar o terreno para novos 11 de Setembro de 1973? E o que proclamariam se as autarquias do PSD, ou da CDU, se recusassem, por exemplo, a entregar os impostos cobrados no seu território, a pretexto de que discordavam do TGV ou do novo aeroporto? E se as referidas câmaras ameaçassem separar-se e proclamar a independência? E se, pela violência, promovessem o assalto e vandalização dos edifícios governamentais? E matassem quem defendesse o governo legítimo de Portugal? Alguém dúvida do que diriam e escreveriam?

2. Uma nota a propósito da «democracia» das eleições americanas.  Em 2004 esteve-se à beira de um absurdo e de um escândalo de ainda maiores proporções do ponto de vista numérico do que o ocorrido 4 anos antes com Al Gore. E, curiosamente, de sentido político contrário. Com efeito John Kerry teve menos 3 milhões de votos que G.W. Bush. Mas se tem ganho no Estado do Ohio, para o que só teria precisado de mais 150 mil votos, teria sido ele o Presidente eleito. Como escreve o Vítor Dias, parece pois que nas «grandes democracias» há uns «pequenos» problemas democráticos.
                
Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação
                     

In jornal "Público" - Edição de 19 de Setembro de 2008

                                   

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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - ESTADIO NACIONAL

    Entre el 11 de septiembre y el 7 de noviembre de 1973, el Estadio Nacional de Chile fue utilizado como campo de concentración, de más de doce mil prisioneros políticos que fueron detenidos allí luego del golpe militar.

Este documental, realizado 30 años después, es la primera investigación periodística que entrega una cronología exacta de estos hechos, reconstruyendo esta historia a través de los testimonios de prisioneros, periodistas, militares, enfermeras, etc .

Estadio nacional (2001)

                           

 

     «Carmen Luz Parot is a journalist, and one of the new generation of writers and film-makers, children of those imprisoned, killed or exiled by Margaret Thatcher's chum and mentor, Augusto Pinochet. Members of her own family were among those imprisoned. She has made a morbid but fascinating human document, a testament to survival in the worst of circumstances.

After Pinochet's CIA-backed military coup, about 12,000 people were held, raped, tortured, starved, killed, in the Chilean national football stadium. Although it is widely accepted as having been a concentration camp, an ex-guard interviewed describes it as looking like more of an extermination camp. In all, 35 survivors have been interviewed for this film, intercut with and segueing into vintage footage, stills and TV video. The opening sequence echoes the brutality swamping the country: a rapid montage of noise and visuals. The juxtaposition of interviews, today's return to the stadium, stills and movie shots of the scenes and participants being recalled, and the TV reportage with or without the reporter blithely retailing the fiction about the comfortable and well-fed prisoners, give the film an unstoppable flow. It is a valuable document: the truth lying in the details deemed un-newsworthy at the time. TV and papers only showed us prisoners standing around on the terraces. At night they were herded, some with multiple fractures received during arrest, later many in even worse condition through repeated torture, into the changing-rooms, locker rooms and toilets, where there was barely room to sit. Incredibly, in the middle of this, one soldier and one young female prisoner fell in love.

Torturers would electrocute or beat people up until 5.15, and then go home to play with their children. The pitch turf was kept well-tended throughout. After two long months, 7,000 survivors were set free and a further 900 dispersed to other prisons, in time for the World Cup. The first game was played without one of the teams, Russia, who were aware of the stadium's recent history. England were not unduly bothered by such scruples

                                                            

[Comentário de Cliff Hanley retirado de Estadio Nacional]

                

La Ventana - Estadio Víctor Jara: victoria del pueblo chileno   

                                          

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                        

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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

Há 35 anos: o outro 11 de SETEMBRO! - Uma curta metragem de Ken Loach

    11 realizadores foram convidados para fazer um filme sobre a queda das torres gêmeas em 11 de Setembro.

Essa é a brilhante contribuição de Ken Loach que traça um paralelo com um outro 11 de Setembro, aquele de 1973 no Chile.

Ken Loach é o autor de The Wind That Shakes the Barley (Ken Loach, 2006) Trailer 
Trailer for The Wind That Shakes the Barley a Ken Loach film set during the Irish War of Independence (1919--21) and the Irish Civil War (1922--3). Written by long-time Loach collaborator Paul Laverty, this drama tells the story of two County Cork brothers, played by Cillian Murphy and Pádraic Delaney, who join the Irish Republican Army to fight for Irish independence from Great Britain. 
Widely praised, the film won the Palme d'Or at the 2006 Cannes Film Festival.
Loach's biggest box office success to date, the film did well around the world and set a record in Ireland as the highest-grossing Irish-made independent film ever.
11'09''01 - September 11 (2002) (segment "United Kingdom")
                                  

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                          

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