Sábado, 24 de Setembro de 2016

Tensão no Sahara Ocidental

Mapa Sahara Ocidental - muro

As forças de ocupação marroquinas no Saara Ocidental ocuparam posições na zona de Guergarat, a 11 de Agosto, numa clara violação do acordo de cessar-fogo assinado entre a Frente Polisário e Marrocos em 1991.

Foram necessários 18 dias de violação do cessar-fogo por parte de Marrocos e a deslocação para a zona de parte do contingente militar da República Árabe Saaráui Democrática (RASD) para que o secretário-geral da ONU se manifestasse. Numa declaração emitida no domingo, 28, Ban Ki-Moon limita-se a manifestar a sua preocupação com a situação tensa criada na faixa tampão no Sudoeste do Saara Ocidental entre o muro marroquino e a fronteira mauritana, como resultado de mudanças no status quo e da introdução de unidades armadas de Marrocos e da Polisário em estreita proximidade uns dos outros.

O secretário-geral exortou ambas as partes a suspender qualquer acção que altere esse status quo e a retirar todos os elementos armados de modo a evitar nova escalada e permitir à MINURSO manter discussões com ambas as partes sobre a situação.

As autoridades saaráuis, em comunicado divulgado dia 29, responsabilizam as Nações Unidas e o Conselho de Segurança pela «violação marroquina sem precedentes do cessar-fogo», instando aquelas instituições a tomar imediatamente as medidas necessárias para que tal não se repita.

A RASD exige a «retirada de todo o arsenal e militares e elementos civis marroquinos da zona de separação de Guergarat», e alerta que «qualquer inação ou passividade» seria considerada um «sinal de luz verde às autoridades de ocupação marroquina para prosseguirem a sua política de intransigência, escárnio e agressão que ameaçam seriamente a paz e a segurança na região».

A monitorização do cessar-fogo está sob a responsabilidade da MINURSO (Missão da ONU para o Saara Ocidental), mas o seu contingente foi significativamente reduzido com a expulsão de mais de 80 funcionários por Marrocos. Apesar do Conselho de Segurança ter decidido repor o contingente, este ainda não recuperou a sua funcionalidade.

Morocco s Wall of Shame.jpg

Acordos com Marrocos inaplicáveis ao Saara Ocidental

O advogado-geral do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), Melchior Wathelet, considera que «o Saara Ocidental não faz parte do território de Marrocos e que, por conseguinte, nem o acordo de associação nem o acordo UE-Marrocos de liberalização são aplicáveis» ao território.

A posição consta de um comunicado divulgado dia 13, na sequência do recurso apresentado pelo Conselho Europeu (chefes de Estado e de governo) contra o acórdão do TJUE, de 10 de Dezembro de 2015, que anulou o acordo UE-Marrocos.

As conclusões do advogado-geral não vinculam o Tribunal de Justiça, mas serão consideradas na sua decisão final sobre o assunto.

 

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Sexta-feira, 20 de Setembro de 2013

A luta contra a agressão tem de continuar

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(...)

Mas a força da opinião pública e da acção de massas é determinante. E como na guerra a verdade é a primeira a morrer, soterrada por poderosas campanhas mediáticas, é preciso não esquecer – sejam quais forem as voltas e reviravoltas do processo visando desarmar, diabolizar e derrubar o regime sírio – algumas verdades elementares.

1.ª – O objectivo do imperialismo é o controle da região, das suas riquezas em petróleo e gás natural e respectivas vias de transporte.

2.ª – Para isso é necessário desestabilizar e recolonizar os países que façam frente ao imperialismo. A Turquia, que dominou a Síria durante séculos, alimenta projectos expansionistas e está na primeira linha da agressão . E a vergonhosa aliança do governo de Hollande com os EUA não é separável do facto de a França, que tomou o lugar do Império Otomano depois da Primeira Guerra Mundial, ter acabado derrotada por poderosos levantamentos populares que, em 1946, fizeram da Síria o primeiro país árabe independente.

3.ª – De Israel e da sua criminosa política sionista pouco se tem falado. Trata-se, porém, da ponta de lança do imperialismo no Médio Oriente. Israel é um país armado até aos dentes, o único da região que detém a arma atómica e ameaça utilizá-la, não ractificou a Convenção sobre armas químicas, ameaça permanentemente o Líbano, a Síria e o Irão, ocupa ilegalmente a terra da Palestina e inferniza diáriamente a vida do povo palestiniano.

4.ª – Quem ameaça quem? A principal ameaça vem de Israel e dos lacaios do imperialismo como a Arábia Saudita (cujos massacres no Barhein e no Iémen continuam silenciados) e o Qatar. No que respeita à Síria, não deve esquecer-se que uma parte do seu território, os montes Golã, estão há longos anos sob ocupação de Israel e que bombas israelitas foram lançadas por várias vezes sobre alvos em território sírio, como ainda há pouco sucedeu ao aeroporto de Damasco.

5.ª – O «combate ao terrorismo» é cortina de fumo cada vez mais esfarrapada. Na Síria, o imperialismo está a trabalhar abertamente com «jihadistas» e bandos ligados à Al-Qaeda, o que só pode surpreender quem tenha esquecido que este foi um monstro criado pela CIA para as operações anticomunistas dos EUA.

6.ª – A estratégia de tensão e de guerra é indispensável ao complexo militar-industrial e ao comércio de armamento, esse terrível tumor maligno gerado pelo próprio desenvolvimento do capitalismo.

(...)

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Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013

Memorando de veteranos dos serviços de informações para Obama acerca da Síria

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Veteranos profissionais dos serviços de informações dos EUA, da CIA e militares, enviaram um memorando a Obama sobre a Síria. Eis alguns trechos:

«Lamentamos informar-vos que alguns de nossos colegas dizem-nos, categoricamente que contrariamente às afirmações da vossa administração, as informações mais fiáveis, mostram que Bachar-al-Assad não foi responsável pelo incidente químico que matou e feriu civis sírios em 21 de agosto, e que os serviços de informações britânicos também o sabem.»

O «memorando» refere também que após o discurso de Colin Powell em 2003 na ONU, os veteranos tinham informado G.W.Bush, da natureza fraudulenta da informação.

«Escolhemos dar ao presidente Bush o benefício da dúvida, pensando que tinha sido induzido em erro ou, pelo menos, mal aconselhado». «A natureza fraudulenta do discurso de Powell era uma evidência (…) exortámos vivamente o vosso predecessor a alargar o debate para além do circulo de conselheiros claramente voltados para uma guerra para a qual não víamos nenhuma razão imperiosa (…) oferecemos-vos o mesmo conselho hoje

«As nossas fontes (…) insistem que o incidente não resultou de um ataque levado a cabo pelo exército sírio empregando armas químicas do seu arsenal. É este o facto mais saliente segundo agentes da CIA trabalhando na questão síria. Eles dizem-nos que o diretor da CIA John Brennan está a cometer uma fraude do tipo que precedeu a guerra no Iraque, sobre os membros do Congresso, os medias, o público, e mesmo sobre vós.»

«Há um grande número de provas provenientes de numerosas fontes no Médio Oriente – principalmente ligadas à oposição síria e seus partidários – oferecendo uma forte prova circunstancial que o incidente químico de 21 de agosto foi uma provocação planeada antecipadamente pela oposição síria e seus apoios turcos e sauditas.O objetivo era criar um género de incidente que fizesse os EUA entrarem na guerra

«memorando» refere relatos sobre caixas contendo agentes químicos introduzidos nos arredores de Damasco onde foram abertas, não existindo nenhuma prova fiável que qualquer unidade especializada em armas químicas do exército sírio tenha operado na região ou que tenha sido disparado um míssil portador dessas armas. 

É ainda relatado que se realizaram reuniões em que os comandantes da oposição informaram de «uma escalada iminente nos combates graças a um incidente que mudaria a guerra e que por sua vez levaria a bombardeamentos americanos na Síria que começariam dentro de alguns dias». Neste sentido foi feita ampla distribuição de armas sendo ordenado aos chefes militares para rapidamente explorarem os bombardeamentos americanos, marchar sobre Damasco e derrubar o governo.

Assinam a carta 11 membros em representação do «Steering Group, Veteran Intelligence Professionals for Sanity»

Texto completo em inglês: em Consortiumnews
Em francês: em Le Grand Soir

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Esta carta – e o seu silenciamento – mostra a que ponto a «desinformação social» dominada pela oligarquia, desceu quanto a critérios jornalísticos...

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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2013

Declaração ao povo da Síria

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Declaração do Partido Comunista Sirio

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Sábado, 7 de Setembro de 2013

Recordando «A VERDADE DA MENTIRA»

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Recordando o que escrevi no jornal "Público" - Edição de 5 de Abril de 2008:


«Há cinco anos Mia Couto escreveu nas páginas deste jornal uma Carta Aberta onde enumerava um conjunto de conflitos em que os EUA se tinham envolvido. Em todos e cada um deles (desde a guerra com a Espanha em 1902, aos bombardeamentos da Jugoslávia em 1999 [e pudemos acrescentar Iraque, Afeganistão, Líbia]) as sucessivas administrações americanas mentiram. Quer à opinião pública mundial, quer ao seu próprio povo. Porque haveria de ser diferente em relação ao Iraque [e à Síria]?
Para quem tenha dúvidas aconselho a visita a dois esclarecedores sites, que têm que ver com os documentos oficiais desclassificados, mais exactamente com o Freedom of Information Act (FOIA)
http://nsarchive.chadwyck.com e www.gwu.edu/~nsarchiv.
(...)
Lembremos que em dado momento, Colin Powell foi à ONU mostrar provas da existência das temíveis armas de destruição maciça. Provas que, em parte, lhe haviam sido fornecidas por Blair e que fizeram pular de entusiasmo Aznar, Barroso & Cia. As ditas provas, classificadas então pela comunicação social dominante como «irrefutáveis», «incontestáveis», «esclarecedoras» e «concludentes», cedo vieram a revelar-se uma mentira. Powell levou à ONU pedaços de um artigo publicado num qualquer jornal e de uma tese de doutoramento apresentada por um jovem, uma década antes, em Cambridge.
Lembremos que Paul Wolfowitz, secretário adjunto da Defesa dos EUA, revelou que, afinal, os tais argumentos eram falsos e foram utilizados somente por «razões burocráticas». Ou seja, explicou ele, considerando o Governo dos EUA que a existência de armas de destruição maciça no Iraque era «o único argumento capaz de pôr toda a gente de acordo, em relação à necessidade da guerra,» resolveu mentir a toda a gente.
Lembremos que recentemente duas organizações que analisam os média contaram 935 afirmações falsas proferidas administração Bush entre 11 de Setembro de 2001 e 19 de Março de 2003, que abriram o caminho para a invasão do Iraque. O Center for Public Integrity (Centro para a Integridade Pública), em colaboração com o Fund for Independence in Journalism (Fundo para a Independência no Jornalismo), contou 259 mentiras proferidas pelo próprio Bush, incluindo 231 afirmações que sustentavam que o Iraque tinha armas de destruição maciça e 28 segundo as quais Saddam Hussein tinha ligações à Al-Qaeda. O então Secretário de Estado Colin Powell, a única figura da administração que foi publicamente humilhado por mentir, situou-se num segundo lugar próximo, com 254.
(...)»

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É caso para dizer: onde é que já vi isto?...

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Terça-feira, 3 de Setembro de 2013

Os Estados Unidos vão bombardear a Síria?

««Decidi que os EUA devem atuar militarmente na Síria» - informou Barack Obama no sábado. «Sei - acrescentou - que posso fazê-lo sem a autorização do Congresso, mas seremos mais eficazes se pedirmos a sua aprovação».

O Congresso está de férias, mas o Presidente esclareceu que já conversou com os líderes democratas e republicanos das duas Camaras.

A humanidade aguarda, portanto, com angústia, que a máquina de guerra estadunidense lance os primeiros misseis contra a terra milenar da Síria, dando inicio a mais um monstruoso crime do imperialismo.

O ato de barbárie repetirá noutras circunstâncias, e com outro estilo, aqueles que atingiram o Afeganistão, o Iraque e a Líbia.»

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«Nós, Partidos Comunistas e Operários expressamos a nossa solidariedade ao povo sírio e condenamos o ataque militar contra a Síria que está a ser preparado pelo imperialistas doas EUA, da NATO e da UE, juntamente com os seus aliados, para a promoção dos seus interesses na região.

Rejeitamos os pretextos imperialistas que, como se demonstrou, também foram utilizados na guerra contra o Iraque e nas demais guerras imperialistas contra a Jugoslávia, o Afeganistão e a Líbia.

Apelamos à classe operária, aos povos de todo mundo a que combatam e condenem a nova guerra imperialista, e exijam que os governos dos seus países não se envolvam nem apoiem o criminoso ataque militar.»

«É urgente travar o inaceitável derramamento de sangue na Síria. Mas este objectivo exige a cessação imediata das ingerências e apoios externos à militarização do conflito e o início dum processo negocial sem condições prévias, envolvendo todas as partes sírias, e sob os auspícios da ONU - como a prometida, mas nunca concretizada, Conferência de Genebra

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Quarta-feira, 28 de Agosto de 2013

Síria: Uma aventura que ameaça incendiar toda a região e para além dela...

      1. O PCP condena veementemente a perigosa escalada das ameaças de guerra contra a Síria por parte dos governos dos EUA, França e Inglaterra e dos seus aliados na região do Médio Oriente.

2. A concretizar-se, uma agressão militar directa das potências imperialistas e da NATO contra a Síria será, não apenas o corolário da guerra encoberta que há muito desencadearam contra o povo sírio e contra todos os povos do Médio Oriente, mas uma aventura de consequências imprevisíveis que ameaça incendiar toda esta região e para além dela.

3. Uma agressão militar directa à Síria constituiria um novo salto qualitativo no desrespeito pelo direito internacional e pela soberania dos povos. O belicismo exacerbado das potências imperialistas afronta deliberadamente os princípios do direito internacional consagrados na Carta da ONU – desde logo o repúdio da guerra e o respeito pela soberania dos Estados - e o sistema das Nações Unidas. A substituição destes princípios pela lei da força e da guerra é um objectivo indesmentível, já quase abertamente proclamado pelas potências imperialistas.

4. O PCP, reafirmando a sua posição de frontal condenação do uso de armas de destruição em massa, salienta que é impossível ignorar o longo historial de desinformação, fabricações e mentiras que têm servido de pretexto para as guerras imperialistas, seja no Afeganistão, no Iraque, na Jugoslávia ou na Líbia. Como considera ser igualmente impossível ignorar o longo historial de crimes cometidos por bandos terroristas armados, treinados, financiados e ao serviço das potências imperialistas - como aqueles que têm executado no terreno a agressão contra o povo sírio – que têm servido também para a criação de pretextos e condições que visam facilitar o desencadeamento de agressões imperialistas directas.

5. O PCP, considerando necessário o apuramento cabal dos factos, chama a atenção para a gravidade de se veicular ou aceitar acriticamente uma campanha de manipulação de factos que não só carecem de provas cabais – seja quanto à sua natureza, seja quanto à sua eventual autoria –, como situações anteriores testemunham serem eles próprios factos criados pelas forças imperialistas. Registem-se as repetidas declarações do Governo sírio, que nega categoricamente qualquer ataque com armas químicas e que atribuí aos chamados “rebeldes” a sua utilização, ou ainda, as declarações de diversas autoridades internacionais sobre a existência de indícios que atribuem a utilização de armas químicas no conflito sírio, não ao exército sírio mas aos chamados “rebeldes”.

6.PCP relembra que as potências imperialistas que hoje se dizem chocadas com o alegado uso de armas químicas na Síria têm um longo historial de utilização de armas químicas, biológicas e mesmo nucleares contra populações civis, incluindo armas cujos efeitos terríveis se fazem sentir sobre gerações posteriores (como as bombas atómicas lançadas sobre o Japão, o “agente laranja” que devastou o Vietname ou as armas com base no urânio empobrecido na destruição da Jugoslávia). É de uma inaceitável hipocrisia que dirigentes dos EUA, França ou Inglaterra invoquem este argumento para desencadear mais uma guerra de agressão.

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7.PCP denuncia e condena o papel desempenhado pelos mais violentos e retrógrados regimes da região – a Arábia Saudita e o Qatar – na agressão à Síria, na promoção dos mais bárbaros grupos terroristas do fundamentalismo islâmico e no incitamento ao conflito sectário em numerosos países da região, bem como na repressão militar às justas revoltas populares em países como o Bahrain (sede da V Esquadra Naval dos EUA) e o Iémen.

8.PCP relembra as consequências das anteriores guerras imperialistas, muitas delas desencadeadas invocando pretextos “humanitários”. Centenas de milhares de mortos, milhões de refugiados, países destruídos, fragmentados e reduzidos ao caos, onde predominam bandos armados muitas vezes ligados a tráficos sórdidos de armas, drogas e pessoas, são a realidade actual do Iraque, do Afeganistão, da Líbia ou do Kosovo. O PCP chama a atenção para o quadro de conflito e de guerra generalizados que marca hoje a realidade da martirizada região do Médio Oriente e condena veementemente os atentados terroristas com carros armadilhados praticados regularmente no Iraque e na Síria e recentemente no Líbano, bem como os recentes ataques da aviação israelita nos subúrbios de Beirute. O PCP denuncia e condena igualmente as sucessivas incursões de Israel nos territórios palestinianos, nomeadamente o recente assassinato de civis palestinianos pelo exército israelita na Cisjordânia.

9.PCP não pode deixar de sublinhar o papel destacado que a social-democracia tem desempenhado na promoção activa das mais violentas agressões do imperialismo, confirmado, uma vez mais, pelas posições do Governo “socialista” francês ou pelas declarações de responsáveis do PS relativamente à Síria.

10. As verdadeiras razões das infindáveis agressões militares imperialistas nada têm que ver com as legítimas aspirações dos povos à liberdade, à soberania, ao progresso social e económico dos seus países, antes residem no objectivo de recolonizar o planeta e desde logo essa região fulcral de reservas energéticas que é o Médio Oriente, bem como assegurar - através da destruição sucessiva dos Estados soberanos com uma história de resistência à dominação imperialista na região - a impunidade regional do imperialismo e de Israel e da sua política de terrorismo de Estado e ocupação da Palestina.

11. O novo surto belicista do imperialismo é expressão dos perigos que se avolumam com o aprofundamento da crise estrutural do capitalismo. Perigos que obrigam a lembrar momentos negros da História mundial em que o sistema capitalista reagiu à sua crise através do recurso ao fascismo e à guerra. Aos trabalhadores e aos povos – as principais vítimas do militarismo e da guerra –, às forças revolucionárias e progressistas coloca-se a necessidade de fazer ouvir a sua voz e de reforçar uma vasta frente social de resistência à guerra e ao imperialismo. O PCP apela ao reforço no nosso país da luta pela paz, contra o imperialismo e a guerra, que é indissociável da luta por uma alternativa patriótica e de esquerda, que inverta o rumo de desastre nacional e promova uma política externa de paz e cooperação com todos os povos do mundo.

12.PCP exige do Governo português uma postura que não apenas se distancie da actual escalada e chantagem belicistas, mas que pugne, tal como exige a Constituição da República Portuguesa, pela resolução pacífica dos conflitos, pela defesa intransigente da soberania dos povos e pelos princípios consagrados na Carta da ONU e do Direito Internacional.

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Mapa das bases militares dos EUA e seus aliados no Médio Oriente

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Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

Agressão imperialista à Síria: Química da guerra

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   As Nações Unidas ilibam o governo liderado por Bashar al-Assad do uso de armas químicas na guerra provocada por grupos armados que prossegue na Síria. A declaração surge depois de Israel ter bombardeado o território.

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   Os ataques de Israel contra a Síria, apoiados pela Administração Norte-americana, inserem-se em toda a operação de ingerência e agressão contra este país – levada a cabo pelas principais potências imperialistas da NATO em aliança com as ditaduras monárquicas do Golfo Pérsico – e constituem uma provocação que visa a escalada do conflito no Médio Oriente. Ataques que ocorrem quando se assiste a uma campanha que pretende dar cobertura a uma intervenção directa estrangeira em larga escala na Síria.

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O ataque de Israel contra a Síria confirma que Israel é um foco permanente de guerra, agressão e ocupação contra todos os povos da região. Israel comporta-se como o instrumento e principal aliado da estratégia de tensão e guerra dos EUA no Médio Oriente. Israel viola da forma mais ostensiva os direitos dos povos do Médio Oriente, com a ilegal ocupação da Palestina, de territórios da Síria (os Montes Golã) e do Líbano (as Quintas de Shebaa) e as sucessivas agressões contra os países, como o Líbano, o Iraque e agora a Síria.

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   Os recentes ataques aéreos de Israel contra a Síria introduzem dados qualitativamente novos na tragédia do Médio-Oriente. Israel é o mais agressivo e melhor armado peão militar do imperialismo na região. Mas entre as interrogações que estes ataques levantam está a da relação entre esse peão e os EUA, entre o expansionismo sionista e a estratégia geral do imperialismo. Poderão existir diferenças tácticas. Mas existe uma identidade essencial na criminosa acção levada a cabo.

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Quinta-feira, 21 de Março de 2013

Síria: verdades e factos sobre o conflito

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Procurando contrariar as mentiras divulgadas pela torrente de contra informação acerca do que se passa e do que está em causa na Síria, o Conselho Português para a Paz e Cooperação produziu o documento que publicamos. É um importante contributo para a alargada e urgente denúncia da agressão que EUA e seus aliados da NATO e na região infligem ao povo sírio.

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Sábado, 20 de Outubro de 2012

Síria: Terrorismo, de facto

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A escalada da violência na Síria não parece ter fim, alimentada pelas potências da NATO e pelas monarquias do Golfo que apoiam mercenários que não conhecem limites nas sua acção, e por provocações da Turquia visando a internacionalização do conflito.

O desvio de um avião da companhia aérea síria foi o mais recente episódio. A aeronove havia partido de Moscovo rumo a Damasco, e antes de chegar à capital da Síria foi interceptada por dois caças da força aérea turca.

A Turquia alega que a bordo do voo civil seguia material militar, vendido por uma empresa russa, cujo destino seria o Ministério da Defesa sírio. O primeiro-ministro, Recep Erdogan, apoiado imediatamente pelos EUA e pela NATO, afirmou mesmo, segundo a AFP, que a carga apreendida estava a ser analisada ao pormenor. Mas, posteriormente, desafiado pelos governos de Damasco e Moscovo a apresentar provas e detalhes, pouco mais adiantou, muito embora a gravidade da situação o justificasse.

Síria e Rússia rejeitam as acusações e qualificam o acto de pirataria. Contornos de provocação similar foram observados aquando do nubloso abatimento de um avião turco pela síria, há escassos meses.

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«A alta comissária para os Direitos Humanos das Nações Unidas, a Human Rights Watch (HRW) e o relator da comissão de inquérito da ONU para a Síria admitem que a chamada «oposição síria» está a cometer todo o tipo de barbáridades na campanha para derrubar o governo de Bashar al-Assad.»

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