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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Algumas notas sobre o preço dos combustíveis líquidos

bomba_gasolina.jpg

 

Em artigo publicado no «Avante!» de 18 de Fevereiro, observámos alguns aspectos da evolução do preço do petróleo bruto, designadamente os relacionados com o seu lento mas inexorável processo de esgotamento, com as dinâmicas da procura e da oferta dependentes do desempenho das economias e das alterações nos paradigmas de consumo, bem como, com a importância de fatores políticos globais nas oscilações bruscas dos preços.

Neste artigo iremos tentar correlacionar o preço médio antes de impostos (PMAI) de alguns combustíveis, com o valor do petróleo bruto, no caso do Norte da Europa e português, o petróleo tipo Brent.

«Avante!» de 18 de Fevereiro

 

Leituras da blogosfera...

Internet-informacoes

«Em 100 anos, nunca vi um partido comunista no poder que governasse com eleições livres, com partidos políticos, com liberdade de expressão, sem exilados, sem presos políticos.»

António Barreto, em entrevista à RTP 3, 21.10.2015

 

Indicadores da retoma da «economia de casino»...

Capitalismo de Casino

Vamos a factos:

  • «O PSI-20 (acrônimo de Portuguese Stock Index) é o principal índice da Euronext Lisboa. Ou seja, é o principal índice de referência do mercado de capitais português. É composto pelas acções das vinte maiores empresas cotadas na bolsa de valores de Lisboa e reflecte a evolução dos preços dessas acções, que são as de maior liquidez entre as negociadas no mercado português.» Wikipedia.
  • Em Junho/Julho de 2007 (vésperas do rebentar da bolha especulativa do imobiliário nos EUA) este índice atingiu os 13.500pontos.
  • No auge da crise bateu nos 4.500 pontos.
  • Nos últimos anos o PSI 20 tem andado entre os 5.500 e os 6.500 pontos.

E agora com a retoma em marcha?

  • Em 11 de Setembro o PSI 20 fechou a sessão a recuar para os 5.021,95 pontos.

 

Deve ser um sinal da «retoma» (haja alguém que me faça um desenho para eu perceber...).

 

Marx sobre a dívida pública

Karl_Marx1.jpg

A dívida pública tornou-se uma das mais enérgicas alavancas da acumulação original. Como com o toque da varinha mágica, reveste o dinheiro improdutivo de poder procriador e transforma-o assim em capital, sem que, para tal, tivesse precisão de se expor às canseiras e riscos inseparáveis da sua aplicação industrial e mesmo usurária. Na realidade, os credores do Estado não dão nada, pois a soma emprestada é transformada em títulos de dívida públicos facilmente negociáveis que, nas mãos deles, continuam a funcionar totalmente como se fossem dinheiro sonante. Mas também – abstraindo da classe dos que desocupados vivem de rendimentos assim criados e da riqueza improvisada dos financeiros que fazem de mediador entre governo e nação, como também da dos arrendatários de impostos, mercadores, fabricantes privados, aos quais uma boa porção de cada empréstimo do Estado realiza o serviço de um capital caído do céu – a dívida do Estado impulsionou as sociedades por acções, o comércio com títulos negociáveis de toda a espécie, a agiotagem, numa palavra: o jogo da bolsa e a moderna bancocracia.

Karl Marx

Extracto de O Capital, Primeiro Volume, Livro I, Sétima Secção, 24.º Capítulo, A chamada acumulação original, Ed. Avante, Lisboa, 1997, tomo III, pp. (852-855)

 

Uma obscenidade – substancialmente ordinária...

  • Soube-se, pelo relatório anual da CMVM sobre as sociedades cotadas em Bolsa, que a generalidade é tutelada por umas dezenas de administradores, a uma média de 12 empresas por cabeça, havendo mesmo um deles, Miguel Pais do Amaral, que «comanda» 73 empresas.

  • No total, este clube de nababos empochou o ano passado 125,6 milhões de euros, com 21 deles a ganhar mais de um milhão/ano...

  • Esta obscenidade – substancialmente ordinária, na propalada «crise do País» –, atinge o delírio com Miguel Pais do Amaral, ao dispor-se a «dirigir» 73 empresas. Mesmo dedicando a cada uma delas apenas meio dia do seu precioso tempo, o múltiplo Miguel só passados dois meses podia voltar ao início das 73, o que significa que, cada uma delas, na melhor das hipóteses, recebe a atenção do seu mimoso gestor seis vezes por ano e por meio dia de cada vez...

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A Crise do Sistema Capitalista: Os cinco furacões devastadores do Verão de 2012

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A Crise do Sistema Capitalista: Eurolândia 2012-2016

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Mil e uma razões

    A política de austeridade que nos está a ser imposta pela troika estrangeira do FMI/União Europeia (U.E.)/Banco Central Europeu (BCE) e pelo Governo PSD/CDS, não só não resolve os nossos problemas, como está a encaminhar o país para o precipício económico e social.

Qualquer que seja o parâmetro usado, o balanço não pode deixar de ser outro. De programa em programa, de austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista. O país definha economicamente. A pobreza alastra.

Isso está bem patente nas sucessivas revisões em baixa da evolução prevista para o PIB. Entre a assinatura do pacto de agressão em Maio do ano passado e os nossos dias, a previsão de queda do PIB em 2012, quase duplicou tendo passado de -1,8% para -3,3%.

E também no facto de em Março de 2010, quando foi aprovado o PEC I, os juros eram de 4% nos empréstimos a 10 anos. Hoje ultrapassam os 13%. Ou seja, um aumento de 200% (!!!). Na prática, estamos perante um processo de agiotagem puro e duro em que, quanto mais pagamos, mais devemos.

Pedro Passos Coelho afirma que o programa da troika é para cumprir, «custe o que custar». Só que ele sabe, e nós também, que o que importa é saber quem vai pagar a factura! Quanto pagam os que arrecadam dezenas de milhões de euros de lucros por ano (os lucros líquidos das 20 principais empresas cotadas na bolsa, entre 2009 e 2011, atingiram 20.628 milhões de euros)? Quanto pagam os que desviam para os paraísos fiscais a suas sedes e os seus lucros para fugir aos impostos (em 20011 saíram do país mais de mil milhões de euros por mês)? Quanto pagam os que transaccionaram 326 mil milhões de euros na Bolsa no espaço de 2 anos e meio? O que é feito para combater a fraude e evasão fiscal e a economia paralela, que atinge cerca de 40 mil milhões de euros ao ano?

Quem está a pagar são sempre os mesmos. Quem paga são os trabalhadores do sector público e privado e as suas famílias. Os reformados e pensionistas. Os micro, pequenos e médios empresários da indústria e do comércio. Os pequenos e médios agricultores.

Os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios não criam riqueza. Nem resolvem nenhum dos grandes problemas nacionais. E os resultados estão à vista.

A criação de riqueza caiu para níveis inferiores a 2001. Prossegue, sem fim à vista, o encerramento de inúmeras empresas (mais de 40 mil em 2011) e a destruição massiva de postos de trabalho (157.600 empregos no 2.º semestre de 2011). A dívida pública, só no último ano, aumentou 19 pontos percentuais, atingindo os 110% do PIB. E não pára de crescer!

Mas os representantes da troika que vêm a Portugal para fazer uma «avaliação» da implementação do chamado memorando de entendimento e do seu impacto, não hesitam em cobrar, só em comissões por estas avaliações, 655 milhões de euros (mais, muito mais, que os cortes no abono de família que abrangeram 1.830.522 crianças e jovens nos últimos 2 anos).

O desemprego e o sub-emprego atingem hoje 20% da população activa. São jovens quase meio milhão de desempregados.

O custo de vida aumenta, mas os salários diminuem. Os cerca de 400 mil trabalhadores que auferem o salário mínimo nacional, depois de deduzidos os descontos para a Segurança Social, recebem um salário líquido de 432 euros. Um valor abaixo do limiar da pobreza, que é de 434 euros! Mais de 2,7 milhões de portugueses vivem abaixo deste limiar da pobreza e em situação de exclusão social.

Em Portugal empobrece-se a trabalhar! Portugal é hoje o país mais desigual da U.E.. Um país onde os 10% mais ricos têm um rendimento 10,3 vezes superior aos 10% mais pobres. E onde esta diferença está a aumentar, como conclui um estudo recente da própria Comissão Europeia.

Portugal precisa que o deixem trabalhar e criar riqueza para melhorar as condições de vida dos trabalhadores e das famílias, para desenvolver o país. Portugal precisa de uma economia assente em trabalho com direitos, trabalho qualificado, empregos estáveis e salários justos.

Mil e uma razões para participar no próximo dia 22 de Março na Greve Geral convocada pela CGTP-IN.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In "Jornal do Centro" - Edição de 9 de Março de 2012

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A Crise do Sistema Capitalista: EUA 2012/2016 - Um país insolvente e ingovernável

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