Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Código do Trabalho: Tempos modernos

Josetxo Ezcurra, Rebelión de 30 de Janeiro

                                          

- Já estou farto de ouvir falar da maldita reforma laboral!... E se para variar fizéssemos uma boa reforma empresarial?

Chaplin, sempre actual:

Para Ver o filme completo:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:08
link do post | comentar | favorito

Chico Buarque: Roda Viva

Roda-viva
                  
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mais eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
No volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Para ver e ouvir Chico Buarque interpretar a canção «Roda Viva»:

Para Ler:

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 08:03
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Anos Rebeldes - O bêbado e a equilibrista

O bêbado e a equilibrista

Caía a tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos
A lua, tal qual a dona do bordel,
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel
E nuvens, lá no mata-borrão do céu,
Chupavam manchas torturadas, que sufoco!
Louco, o bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil pra noite do brasil.
Meu brasil
Que sonha com a volta do irmão do Henfil.
Com tanta gente que partiu num rabo de foguete.
Chora a nossa pátria mãe gentil,
Choram Marias e Clarisses no solo do brasil.
Mas sei que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente, a esperança
Dança na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha pode se machucar
Azar, a esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar...

Composição: João Bosco, Aldir Blanc

Interpretação: Elis Regina

Para ver e ouvir Elis Regina a cantar «O bêbado e a equilibrista» de João Bosco e Aldir Blanc:

Ouvir aqui também:

Ver sem falta:

Aí a explicação histórica para esta canção:

Composta em 1979, tornou-se um símbolo da luta pela anistia. Pela volta dos exilados e pela abertura política do regime militar. Carlitos, personagem mais famoso de Charles Chaplin, representa a população oprimida, mas que ainda consegue manter o bom humor, denunciava as injustiças sociais de forma inteligente e engraçada. A Equilibrista dançando na corda bamba, de sombrinha, é a esperança de todo um povo.

Henrique de Sousa Filho, conhecido como Henfil, foi um cartunista, quadrinista, jornalista e escritor brasileiro. Seu irmão, Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro; concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Miséria e Pela Vida. Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais. Mas, com o aumento da repressão, foi obrigado a se exilar no Chile em 1971.

Maria era mãe de Betinho (irmão de Henfil) e Clarice mulher do jornalista assassinado na ditadura Vladimir Herzog. Mas Marias e Clarisses, no plural, fazem referência às mães, talvez irmãs ou mulheres de pessoas que se foram, ou mesmo deixaram o nosso país, lutando por um ideal, um sonho, de ver o Brasil livre para a informação e para a expressão das artes.

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 00:01
link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Quem disse que «os alemães têm de aprender a matar»? E não é que «aprenderam»?

    

Não, não foi Adolf Hitler! Podia ter sido, mas não foi o Grande Ditador

A verdade é que não se sabe ao certo quem disse a frase. Ou melhor, não se sabe ao certo o nome da(s) pessoa(s) que disse(ram) a frase "The Germans Have to Learn How to Kill".

Segundo "Der Spiegel" a frase foi dita por altos comandos estado-unidenses e canadianos a propósito do comportamento dos alemães no Afeganistão: 

«Just how strong the pressure is becoming became evident to Karsten Voigt, Merkel's coordinator of German-American relations, on a recent visit to the United States. After initially commending Voigt for Germany's role in Afghanistan, his US counterparts quickly came to the point. They accused the Germans of "focusing on reconstruction and securing the peace, but leaving the dirty work up to us." And then someone uttered a sentence that Voigt is unlikely to forget anytime soon. "The Germans have to learn how to kill" -- a clear reference to the Taliban enemy.

(...)

The Canadians have been especially clear. Of a total of 33,000 soldiers in the Canadian military, more than 2,000 are stationed in Afghanistan -- "with their backs to the wall," say the Canadians. It is high time, they added, for the Germans to abandon their bunks and learn "to kill Taliban."»

NATO Chaos Deepens in Afghanistan: "The Germans Have to Learn How to Kill"

Esta é a fonte original da notícia. Mas aqui pode ser lida a tradução:

«Numa reunião em Washington, funcionários da administração Bush, falando no contexto do Afeganistão, censuraram Karsten Voigt, representante do governo alemão para as relações germano-americanas: "Vocês concentram-se na reconstrução e na manutenção da paz, mas deixam connosco as coisas desagradáveis"… "Os alemães têm que aprender a matar".

Um oficial britânico disse a um oficial alemão na sede da NATO: "Todos os fins-de-semana enviamos para casa dois caixões metálicos, enquanto vocês alemães distribuem lápis e cobertores de lã". Bruce George, chefe da Comissão Britânica de Defesa, disse "uns bebem chá e cerveja e os outros arriscam a vida".

Um colega da NATO do Canadá observou que já era tempo de "os alemães saírem das suas camaratas e aprenderem a matar os talibãs".»

Livrar o mundo da doença do pacifismo , por William Blum

Ridding the world of the sickness of pacifism

 

E não é que os alemães «aprenderam mesmo a matar»?

«Imaginem a cena: o Afeganistão, dois camiões cisterna roubados cheios de combustível altamente inflamável, rodeados por uma multidão de afegãos desejosos de obter um bocado de graça… Qual seria a última coisa que pensaríamos fazer? Claro – deitar bombas para cima dos camiões. Pois foi o que um comandante militar alemão mandou fazer a um avião telecomandado americano no dia 4 de Setembro. Catapum!! Ficaram reduzidos a cinzas pelo menos 100 seres humanos. Este incidente gerou uma grande controvérsia na Alemanha, porque o Artigo 26 da Grundgesetz (Lei Fundamental/Constituição) da Alemanha do pós-guerra declara: "Actos que possam tender e sejam praticados com a intenção de perturbar as relações pacíficas entre nações, principalmente para preparar uma guerra de agressão, são declarados anticonstitucionais. Devem ser considerados criminosos".»

Um dos muitos feridos/queimados:


 
Uma vala comum

Ver imagens aqui e aqui.

 

Pronto, vamos lá ver a actualidade de Chaplin:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                       

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:04
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

Charlie Chaplin, 120 anos de juventude!

   

Charles Spencer Chaplin, Jr. (16 de Abril de 1889 – 25 de Dezembro de 1977)

Discurso final em 

A Jewish Barber: I'm sorry, but I don't want to be an emperor. That's not my business. I don't want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone if possible; Jew, Gentile, black man, white. We all want to help one another. Human beings are like that. We want to live by each other's happiness, not by each other's misery. We don't want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone, and the good earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful, but we have lost the way. Greed has poisoned men's souls, has barricaded the world with hate, has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed speed, but we have shut ourselves in. Machinery that gives abundance has left us in want. Our knowledge as made us cynical; our cleverness, hard and unkind. We think too much and feel too little. More than machinery, we need humanity. More than cleverness, we need kindness and gentleness. Without these qualities, life will be violent and all will be lost. The airplane and the radio have brought us closer together. The very nature of these inventions cries out for the goodness in men; cries out for universal brotherhood; for the unity of us all. Even now my voice is reaching millions throughout the world, millions of despairing men, women, and little children, victims of a system that makes men torture and imprison innocent people. To those who can hear me, I say, do not despair. The misery that is now upon us is but the passing of greed, the bitterness of men who fear the way of human progress. The hate of men will pass, and dictators die, and the power they took from the people will return to the people. And so long as men die, liberty will never perish. Soldiers! Don't give yourselves to brutes, men who despise you, enslave you; who regiment your lives, tell you what to do, what to think and what to feel! Who drill you, diet you, treat you like cattle, use you as cannon fodder. Don't give yourselves to these unnatural men - machine men with machine minds and machine hearts! You are not machines, you are not cattle, you are men! You have the love of humanity in your hearts! You don't hate! Only the unloved hate; the unloved and the unnatural. Soldiers! Don't fight for slavery! Fight for liberty! In the seventeenth chapter of St. Luke, it is written that the kingdom of God is within man, not one man nor a group of men, but in all men! In you! You, the people, have the power, the power to create machines, the power to create happiness! You, the people, have the power to make this life free and beautiful, to make this life a wonderful adventure. Then in the name of democracy, let us use that power. Let us all unite. Let us fight for a new world, a decent world that will give men a chance to work, that will give youth a future and old age a security. By the promise of these things, brutes have risen to power. But they lie! They do not fulfill that promise. They never will! Dictators free themselves but they enslave the people. Now let us fight to fulfill that promise. Let us fight to free the world! To do away with national barriers! To do away with greed, with hate and intolerance! Let us fight for a world of reason, a world where science and progress will lead to all men's happiness. Soldiers, in the name of democracy, let us all unite! Hannah, can you hear me? Wherever you are, look up Hannah! The clouds are lifting! The sun is breaking through! We are coming out of the darkness into the light! We are coming into a new world; a kindlier world, where men will rise above their hate, their greed, and brutality. Look up, Hannah! The soul of man has been given wings and at last he is beginning to fly. He is flying into the rainbow! Into the light of hope, into the future! The glorious future, that belongs to you, to me and to all of us. Look up, Hannah. Look up!

Cena do processo de Monsieur Verdoux (parte final do filme):

The Prosecutor: Never, never in the history of jurisprudence have such terrifying deeds been brought to light. Gentlemen of the jury, you have before you a cruel and cynical monster. Look at him!
[all heads turn to face Verdoux, who turns around himself to look behind.]
The Prosecutor: Observe him, gentlemen. This man, who has brains, if he had decent instincts, could have made an honest living. And yet, he preferred to rob and murder unsuspecting women. In fact, he made a business of it. I do not ask for vengeance, but for the protection of society. For this mass killer, I demand the extreme penalty: that he be put to death on the guillotine. The State rests its case.
Judge: Monsieur Verdoux, you have been found guilty. Have you anything to say before sentence is passed upon you?
Henri Verdoux: Oui, monsieur, I have. However remiss the prosecutor has been in complimenting me, he at least admits that I have brains. Thank you, Monsieur, I have. And for thirty-five years I used them honestly. After that, nobody wanted them. So I was forced to go into business for myself. As for being a mass killer, does not the world encourage it? Is it not building weapons of destruction for the sole purpose of mass killing? Has it not blown unsuspecting women and little children to pieces? And done it very scientifically? As a mass killer, I am an amateur by comparison. However, I do not wish to lose my temper, because very shortly, I shall lose my head. Nevertheless, upon leaving this spark of earthly existence, I have this to say: I shall see you all...very soon...very soon.

   

Nos 120 anos de Chaplin dois filmes completos:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge                                      

                                                                       

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:07
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 27 seguidores

.pesquisar

.Julho 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Código do Trabalho: Tempo...

. Chico Buarque: Roda Viva

. Anos Rebeldes - O bêbado ...

. Quem disse que «os alemãe...

. Charlie Chaplin, 120 anos...

.arquivos

. Julho 2019

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Outubro 2018

. Julho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. álvaro cunhal

. assembleia da república

. autarquia

. avante!

. bce

. benfica

. blog

. blogs

. câmara municipal

. capitalismo

. caricatura

. cartoon

. castendo

. cds

. cdu

. cgtp

. cgtp-in

. classes

. comunicação social

. comunismo

. comunista

. crise

. crise do sistema capitalista

. cultura

. cultural

. democracia

. desemprego

. desenvolvimento

. desporto

. dialéctica

. economia

. economista

. eleições

. emprego

. empresas

. engels

. eua

. eugénio rosa

. exploração

. fascismo

. fmi

. futebol

. governo

. governo psd/cds

. grupos económicos e financeiros

. guerra

. história

. humor

. imagens

. imperialismo

. impostos

. jerónimo de sousa

. jornal

. josé sócrates

. lénine

. liberdade

. liga

. lucros

. luta

. manifestação

. marx

. marxismo-leninismo

. música

. notícias

. parlamento europeu

. partido comunista português

. paz

. pcp

. penalva do castelo

. pensões

. poema

. poesia

. poeta

. política

. portugal

. precariedade

. ps

. psd

. recessão

. revolução

. revolucionária

. revolucionário

. rir

. salários

. saúde

. segurança social

. sexo

. sistema

. slb

. socialismo

. socialista

. sociedade

. sons

. trabalhadores

. trabalho

. troika

. união europeia

. vídeos

. viseu

. vitória

. todas as tags

.links

.Google Analytics

blogs SAPO

.subscrever feeds