TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Sábado, 5 de Novembro de 2016
Livros no Aljube: apresentação de «Vidas na Clandestinidade», de Cristina Nogueira

Vidas na Clandestinidade

A URAP organiza em parceria com o Museu do Aljube uma iniciativa de apresentação do livro «Vidas na Clandestinidade», de Cristina Nogueira, com a presença da autora e com apresentação de Paula Godinho.

A sessão terá lugar no dia 11 de Novembro, às 18h, nas instalações do Museu.

 

Vidas na Clandestinidade (Cristina Nogueira)

«Procuramos neste livro caracterizar a clandestinidade comunista, enquanto contexto de vida e de luta, e descobrir as normas de conduta, regras, códigos éticos e morais, e até a linguagem particular que os clandestinos assumiam. Pretendemos assim equacionar a cultura própria que emana da clandestinidade comunista, caracterizando não tanto a organização partidária numa perspectiva macro-estrutural, mas lançando um olhar para o quotidiano da vida clandestina, usando como fonte privilegiada de informação as vozes daqueles que permaneceram clandestinos e que nos forneceram as suas narrativas biográficas.

A ideia de que é necessário dar a conhecer testemunhos das vítimas do fascismo, e que é fundamental para a construção da nossa identidade e da nossa memória colectiva esse conhecimento é o motivo primeiro que está na origem desta publicação. A ideia de que é importante legar para as gerações vindouras as memórias das vítimas do regime fascista e a sua versão dos factos, e que é necessário combater a ideia de que a ditadura foi inevitável, necessária ou até benéfica, construindo uma memória colectiva da resistência e da oposição, foi possivelmente a principal razão para que os ex-clandestinos aceitassem colaborar na investigação que realizámos

Cristina Nogueira

 

In Edições «Avante!»

 


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Domingo, 30 de Outubro de 2016
Marinheiros insubmissos

Revolta marinheiros 1936-09-08

A história do movimento comunista está repleta de derrotas cujo exemplo e ensinamentos se constituíram como sementes de novos combates, vitoriosos.

Nos seus 95 anos de história, cerca de metade dos quais na situação de clandestinidade imposta pelo fascismo, o PCP conta com vários destes casos.

 

A revolta dos marinheiros de 8 de Setembro de 1936 é um deles: não venceu – e na verdade não podia ter vencido – mas o exemplo de heroísmo e generosidade dos jovens marinheiros cavou fundo na consciência de várias gerações de militantes comunistas e resistentes antifascistas. Ao mesmo tempo, a avaliação dos erros cometidos (que a direcção do PCP previra ainda antes da revolta, cuja eclosão procurou desencorajar por não estar enquadrada num amplo movimento de massas) permitiu ao Partido acumular experiência, factor indispensável ao seu desenvolvimento enquanto força política revolucionária.

Para compreender a origem da revolta e os motivos dos seus protagonistas é preciso compreender o panorama nacional e internacional que então se vivia e ter presente o prestígio de que o Partido gozava entre os marinheiros e os esforços da ditadura para lhe pôr fim: na sequência da reorganização do Partido iniciada em 1929 sob direcção de Bento Gonçalves foi criada três anos depois a Organização Revolucionária da Armada (ORA), que congregava as diferentes células do PCP na Marinha de Guerra e editava O Marinheiro Vermelho, órgão partidário clandestino de grande tiragem cuja influência se estendia a muitas embarcações militares – e muito para além delas. Rapidamente a ORA se tornaria na maior organização do Partido, chegando a ter perto de 20 por cento do total de militantes comunistas.

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Terça-feira, 25 de Outubro de 2016
25 de Outubro de 1975 – Ditadura brasileira assassina Vladimir Herzog

Director da TV Cultura e responsável pelo telejornal «Hora da Notícia», Vladimir Herzog (Vlado) foi assassinado no dia 25 de Outubro de 1975, em São Paulo, nas instalações do Destacamento de Operações de Informações, do Centro de Operações de Defesa Interna.

Vlado, que após intimação se apresentou voluntariamente para «prestar depoimento» sobre a sua alegada ligação ao Partido Comunista do Brasil, na clandestinidade desde o golpe militar de 1964, foi torturado até à morte.

A versão de «suicídio», divulgada pelas autoridades militares, só foi rectificada em 2013, no âmbito dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade.

Segundo o relatório da Comissão, Vlado foi morto pela «Operação Radar», que tinha como objectivo liquidar a organização do Partido Comunista do Brasil e foi responsável pela morte de 20 militantes do partido entre 1974 e 1976, 11 deles ainda desaparecidos.

AQUI

 


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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2015
O meu pai era «Amílcar»? (entrevista à TSF)

Sérgio Vilarigues 1940

Sérgio Vilarigues, quando foi libertado do Tarrafal em 1940

(a foto que a PIDE se esqueceu de tirar...)

 

Maria Alda Nogueira.jpg

António Vilarigues é filho de dois históricos comunistas: Sérgio Vilarigues e Maria Alda Nogueira. Tem memórias curtas, de apenas quatro anos e meio de vida em família.

 


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Quarta-feira, 8 de Abril de 2015
Exposição e Sessão Evocativa do Centenário de Sérgio Vilarigues em Viseu

Cartaz_Sergio Vilarigues ViseuExposição e Sessão Evocativa do Centenário de Sérgio Vilarigues em Viseu

 

A DORV-Direcção da Organização Regional de Viseu do PCP assinala, de 7 a 30 de Abril, com uma Exposição e uma Sessão Evocativa, o centenário do nascimento de Sérgio Vilarigues, destacado dirigente do Partido Comunista Português e resistente anti-fascista.

Estas iniciativas integram as Comemorações do 41º Aniversário do 25 de Abril em Viseu e vão decorrer nas instalações do IPDJ (ao Fontelo). Além da Exposição sobre a vida do dirigente do PCP, no dia 17 de Abril, Sexta-feira, pelas 21 horas, terá lugar no mesmo espaço, uma Sessão Evocativa, da qual constarão a projecção de um Filme com depoimentos de Sérgio Vilarigues e uma intervenção de Manuela Bernardino, do Secretariado do Comité Central do PCP.

 


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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014
No centenário do nascimento de Sérgio Vilarigues: Sem ele o Partido não seria o que é

cartazete sessao s vilarigues1

 

No dia [23 de Dezembro] em que se assinala o centenário do nascimento de Sérgio Vilarigues, o Avante! evoca aspectos centrais da vida e da actividade revolucionária daquele que foi, durante décadas, um dos mais destacados dirigentes do Partido Comunista Português. Ao longo de mais de 70 anos de intensa e dedicada militância comunista, Sérgio Vilarigues teve uma participação activa em muitos dos momentos fulcrais da história do PCP, que contribuiu decisivamente para moldar, construir e defender. Foi isto mesmo que reconheceu Jerónimo de Sousa quando, no seu funeral, em Fevereiro de 2007, garantiu que «sem ele, o PCP não seria o que é».

 


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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014
Sérgio Vilarigues na 1ª pessoa

 

Vídeo exibido na Sessão Evocativa do 100º Aniversário do nascimento de Sérgio Vilarigues

 


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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2014
Sérgio Vilarigues - Destacado dirigente do Partido Comunista Português, Resistente antifascista

Sérgio Vilarigues preso 254

O preso 254 (com 18 anos)

Sérgio Vilarigues 1940

Sérgio Vilarigues, quando foi libertado do Tarrafal em 1940

(a foto que a PIDE se esqueceu de tirar...)

Dirigentes PCP

Dirigentes do PCP:

(de pé), Jaime Serra, Sérgio Vilarigues e Blanqui Teixeira,

(sentados a contar do lado esquerdo) António Dias Lourenço, Álvaro Cunhal, José Vitoriano, Joaquim Gomes e Octávio Pato

(Fotografia de Eduardo Gageiro)

 

 Para Ler, Ouvir e Ver:

 


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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
Apresentação do Tomo V das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal

«No vasto conjunto de iniciativas comemorativas do 40º aniversário da Revolução do 25 de Abril que, este ano, o PCP decidiu promover sob o lema “Os valores de Abril no Futuro de Portugal”, incluía-se o lançamento do V Tomo das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal.

Ele aí está como anunciado, abrangendo todo o período daquela que foi uma empolgante revolução libertadora e profundamente transformadora, um dos momentos mais marcantes e mais altos da vida do nosso povo e da história de Portugal.»

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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014
Apresentação do V Tomo das Obras Escolhidas de Álvaro Cunhal

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Terça-feira, 28 de Janeiro de 2014
Evocação do Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal no Agrupamento de Escolas de S. Pedro do Sul

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Quarta-feira, 11 de Dezembro de 2013
Viseu: Apresentação da fotobiografia de Álvaro Cunhal

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Apresentação da fotobiografia de Álvaro Cunhal

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Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013
Inaugura no Porto - Exposição Álvaro Cunhal

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Inaugura no Porto - Exposição «Álvaro Cunhal - Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro»

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Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013
Álvaro Cunhal: um protagonista da história, homem de cultura integral

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Reunimo-nos hoje aqui, neste espaço que tem sido palco de grandes e marcantes iniciativas do nosso Partido, realizadas em momentos cruciais da Revolução Portuguesa de Abril e da nossa vida democrática, mas também de grande celebração, para assinalar um dia muito especial no âmbito das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal – o dia em que se completam cem anos sobre o seu nascimento.

Um dia muito especial que os comunistas portugueses, seus companheiros de luta e de projecto, assinalam com orgulho com a sua massiva presença neste magnífico comício, mas igualmente os democratas e patriotas que reconhecem em Álvaro Cunhal um dos mais destacados protagonistas da nossa história contemporânea, valoroso combatente pela liberdade, pela democracia, pelo desenvolvimento e independência do país e a prosperidade do seu povo, pela grande causa da libertação dos trabalhadores e dos povos – o socialismo.

Connosco nesta grande iniciativa comemorativa do nascimento de Álvaro Cunhal estão dezenas de delegações estrangeiras de todo o mundo que recebemos no nosso país no âmbito de mais um Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Operários, permitam-me por isso que, antes de mais, saúde e agradeça a sua presença nesta iniciativa de grande significado para nós e aproveite para reafirmar a nossa total solidariedade à sua luta, à luta que, em condições tão diversas, travam em cada um dos seus países em defesa dos interesses dos trabalhadores e dos seus povos e pela transformação progressista e revolucionária da sociedade.

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Quinta-feira, 7 de Novembro de 2013
Comício comemorativo do centenário de Álvaro Cunhal

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No próximo domingo, 10 de Novembro – dia em que se cumprem 100 anos sobre o nascimento de Álvaro Cunhal – tem lugar no Campo Pequeno, em Lisboa, um comício evocativo da vida, do pensamento e da luta do histórico dirigente comunista e, sobretudo, do legado que comportam.

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Sábado, 26 de Outubro de 2013
Congresso «Álvaro Cunhal, o projecto comunista, Portugal e o mundo de hoje»

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Abertura do Congresso - saudações de abertura

O homem, o comunista, o intelectual e o artista

Democracia e Socialismo-

O processo de transformação social. O Partido e as massas-

O Capitalismo: os seus limites e o socialismo como alternativa

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Sábado, 24 de Agosto de 2013
No lançamento da Fotobiografia de Álvaro Cunhal

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Não há exagero quando afirmamos que esse homem de cultura integral e invulgar inteligência, de firmes convicções humanistas, inteireza de carácter, é uma figura fascinante. Esta obra colectiva que agora se dá à estampa revela-o na plenitude e diversidade da sua vida, da sua intervenção política, como militante e dirigente comunista, como estadista, como intelectual, ensaísta, criador literário, artista plástico e teorizador de arte, mas igualmente nas suas relações mais íntimas e pessoais como filho, como pai, como irmão, como companheiro que amou os seus com a mesma intensidade com que foi amado e cuja profundidade dessas relações afectivas sobressaem com cristalina transparência nesta fotobiografia.

Uma obra que contendo uma história pessoal de um homem extraordinário, comunista convicto, revela não apenas o trajecto de uma vida de trabalho, luta, coragem e dignidade, vivida em nome da concretização do ideal da construção de uma sociedade liberta da exploração do homem pelo homem, mas também a história das nossas próprias vidas no último século.

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Quarta-feira, 21 de Agosto de 2013
É já amanhã: Apresentação da Fotobiografia de Álvaro Cunhal

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Sábado, 17 de Agosto de 2013
A luta popular de massas, motor da revolução

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«O elemento motor das lutas de massas é o objectivo imediato e não o objectivo final. Se não o compreendermos, não podemos conduzir as massas à luta, orientá-las e encaminhá-las para que, numa fase posterior, venham de facto a lutar directamente pelo objectivo final, que então se tornará também um objectivo imediato.»

Álvaro Cunhal, «Relatório da Actividade do Comité Central ao VI Congresso», in Obras Escolhidas,

Edições «Avante!», Lisboa, t. III, 2010, p. 383

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Quarta-feira, 7 de Agosto de 2013
Apresentação da Fotobiografia de Álvaro Cunhal

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Sábado, 3 de Agosto de 2013
A classe operária, as massas e a Revolução de Abril

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«Nos últimos anos da ditadura, a luta do povo português contra o fascismo e a guerra colonial tornou-se um poderoso movimento nacional de massas, abrangendo praticamente todas as classes e camadas antimonopolistas e todos os sectores da vida nacional.

«A aliança social contra o poder dos monopólios e dos agrários traduzia-se no avanço convergente da luta em todas as zonas da vida económica e social do País.

«Nos últimos meses de 1973 e nos primeiros de 1974, antecedendo imediatamente o 25 de Abril, o movimento popular de massas desenvolvia-se impetuosamente em todas as frentes.

«A primeira grande frente da luta popular contra a ditadura foi o movimento operário.

«A classe operária intervinha como vanguarda em toda a luta antifascista, em todo o processo da luta popular, adquirindo particular relevo a luta reivindicativa nas empresas e o movimento sindical.

«A luta reivindicativa foi ao longo dos anos do fascismo uma das formas essenciais, não só da defesa dos interesses imediatos dos trabalhadores, mas do combate à ditadura.

«É para dirigirem e conduzirem a luta que são formadas as Comissões de Unidade, comissões unitárias de trabalhadores, muitas vezes eleitas nas empresas, que, desde 1943, adquiriram um papel decisivo na organização e na luta da classe operária. Formaram-se muitas centenas (milhares através dos anos) de Comissões de Empresa. Desenvolveram-se constantemente milhares e milhares de luta, com reclamações, concentrações, paralisações, greves e manifestações.

«A repressão caía violentamente sobre o movimento operário e sobre o seu Partido. Nunca porém o fascismo conseguiu liquidar e abafar a organização e a luta dos trabalhadores.

«Grandes greves dos operários industriais, dos transportes, dos empregados, dos pescadores, dos trabalhadores agrícolas – algumas das quais ficaram gravadas como feitos heróicos na história do movimento operário – exerceram profunda influência no processo revolucionário. Tomando apenas os últimos anos da ditadura, as greves de 1969, dando uma primeira grande resposta de massas à manobra "liberalizante" de M. Caetano, as greves de 1973, intervindo como poderoso factor de dinamização política para a batalha em torno da mascarada "eleitoral" que se aproximava, e finalmente a vaga de greves nos meses que antecederam o 25 de Abril, tiveram um papel de primacial importância para o agravamento das dificuldades do regime, o aprofundamento da sua crise, e finalmente o seu derrubamento.

«Assim como o surto de greves e as outras lutas operárias na primeira metade de 1973 deram decisivo impulso ao movimento democrático, da mesma forma a grande campanha política de massas realizada quando das "eleições" deu novo impulso à luta dos trabalhadores nas empresas, nos sindicatos e nos campos.

«De Outubro de 1973 até ao 25 de Abril, além de muitas centenas de pequenas lutas nas empresas, mais de 100 000 trabalhadores dos centros industriais e milhares de trabalhadores agrícolas do Alentejo e Ribatejo participaram numa vaga de greves que vibrou golpes repetidos, incessantes e vigorosos no abalado edifício do regime fascista.»

Álvaro Cunhal, A Revolução Portuguesa. O Passado e o Futuro, (Relatório aprovado pelo CC do PCP para o VIII Congresso),

Edições «Avante!», Lisboa, Lisboa, 2.ª ed., 1994, pp. 84-85

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Terça-feira, 30 de Julho de 2013
No 25.º aniversário da CGTP-IN

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«Os defensores do capitalismo negam entretanto estas realidades e apresentam o capitalismo neste findar do século como um sistema não historicamente gasto e condenado, mas como um sistema renovado, democratizado, progressista e em qualquer caso sem alternativa. Com tal atitude ante e realidade, há quem vá ao ponto de definir como objectivo que os trabalhadores deveriam também adoptar “civilizar” o capitalismo. Partindo daí apontam (e não se lhes pode neste aspecto negar coerência) que o movimento sindical tem de ser completamente “refundado”, perder o seu carácter de classe, tornar-se um sindicalismo “civilizado” ou “civilizacional”, conviver com o “capitalismo civilizado”, tornar-se um elemento institucional, integrado, integrante e colaborante da ordem e do sistema capitalista, ou, não sendo assim, desaparecer como tendo sido um episódio na história.

«Como se já não houvesse explorados e exploradores no mundo. Como se já não houvesse governos ao serviço do capital. Como se já não houvesse Estados que asseguram os interesses e a impunidade dos grandes capitalistas e impõem com leis antidemocráticas e pela força e a violência as condições de trabalho e de vida aos que trabalham. Como se vivessemos num mundo donde tivessem desaparecido as classes, num mundo de seres humanos que é possível unir nas relações de trabalho com reais laços de solidariedade. Estas opiniões não se podem definir como utopia. São uma grosseira falsificação da realidade em que pretende fundamentar-se a dócil aceitação pelos trabalhadores da exploração capitalista, a capitulação do movimento sindical como movimento da classe operária e de todos os trabalhadores, a desistência da luta consequente em defesa dos seus interesses e direitos.

«A nossa opinião é oposta à desses defensores do capitalismo.

«Os trabalhadores vivem numa situação difícil e têm por diante novas dificuldades. Mas o capitalismo também não tem diante de si um caminho fácil. Além das múltiplas contradições do sistema, na sua ofensiva visando restabelecer o domínio mundial, defronta e defrontará a luta crescente dos trabalhadores, dos povos, de nações que explora e submete, de Estados que se sentem atingidos nas suas opções e na sua independência, incluindo aqueles que, com projectos diversificados, insistem em construir uma sociedade socialista.

«Neste quadro em que o capitalismo, apesar de profundas mudanças, conserva a sua natureza exploradora, opressora e agressiva, e não só não resolve como agrava os grandes problemas dos trabalhadores e liquida direitos vitais que estes alcançaram com a luta, o movimento sindical, como movimento de classe, é mais necessário que nunca.»

«A influência dos comunistas no movimento sindical não resulta de qualquer imposição ou ingerência partidária. Resulta, em termos históricos, do papel que os comunistas tiveram na organização e dinamização da luta dos trabalhadores e nas organizações e luta de carácter sindical nas duras condições de repressão fascista durante dezenas de anos. Resulta do papel (que muitos esquecem e outros muito voluntariamente omitem) dos comunistas (além de trabalhadores de outras tendências políticas, cujo papel também sempre valorizamos e continuamos valorizando) na criação, dinâmica e actividade da CGTP-IN. Resulta (não de imposições externas e muito menos da vontade que alguém teria que intervenções de topo impedissem a expressão da vontade das bases) da confiança que os trabalhadores têm continuado a depositar em seus companheiros comunistas para as várias estruturas e responsabilidades nos sindicatos, nas Uniões e Federações, e na Central.

«A nosso ver, as dificuldades, obstáculos, novos problemas que defronta o movimento sindical, não resultam da sua natureza e identidade de classe, da sua luta corajosa em defesa dos interesses e direitos dos trabalhadores contra a exploração e opressão do grande capital e governos que o servem e da influência dos comunistas, a que indiscutivelmente os trabalhadores e o movimento sindical devem uma contribuição de valor para os êxitos e a sua força.

«A nosso ver para superar a chamada “crise sindical” o necessário não é uma “renovação total”, uma “refundação” do movimento sindical eliminando aspectos que consideramos essenciais da sua identidade. Mas, pelo contrário, encontrar a capacidade, a força, a iniciativa, a resposta criativa à nova situação e aos novos problemas no reforço de aspectos fundamentais da sua identidade, nomeadamente a sua natureza de classe, a sua autonomia, a sua unidade e a sua democracia interna

Intervenção de Álvaro Cunhal no ciclo de debates «CGTP-IN: 25 anos com os trabalhadores»,

25 de Outubro de 1995

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Quarta-feira, 24 de Julho de 2013
PCP, vanguarda da classe operária e de todos os trabalhadores

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«A natureza de classe de um partido comunista é a raiz da sua criação e existência e um elemento básico da sua identidade.

«"Partido político do proletariado", "partido da classe operária e de todos os trabalhadores portugueses", assim o PCP é definido nos seus Estatutos (art.º 1.º). "Filho da classe operária", que foi ao longo dos anos "a fonte da sua vida e do seu permanente rejuvenescimento", sublinha o ensaio.

«De facto, o partido recebeu sempre da classe operária apoio, força, energia, inspiração e quadros, no âmbito da estreita ligação com a classe e as massas.

«Nessa ligação intrínseca se baseia o papel de vanguarda.

«Vanguarda concebida não como força superior de comando, mas como força política que se funde com a classe e as massas populares, é portadora do conhecimento aprofundado dos problemas e actua como defensora firme e permanente dos interesses de classe.

«As características da natureza de classe do partido afirmam-se com particular relevo na sua independência. Ou seja: na sua ideologia, na sua política, na sua frontal resistência à influência, às pressões, às medidas repressivas do poder do capital. A história e a luta do PCP são inseparáveis da sua independência de classe.»

Álvaro Cunhal, O Partido com Paredes de Vidro,

Edições «Avante!», Prefácio à 6.ª ed., Lisboa, 2002, pp. 31-32

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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013
Exposição / Colóquio Centenário de Álvaro Cunhal em Cinfães

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Terça-feira, 25 de Junho de 2013
Valores de Abril no futuro de Portugal (2)

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«Após quase meio século de tirania, opressão, exploração, atraso, submissão nacional, a revolução de Abril representou uma transformação profunda e um progresso notável da sociedade portuguesa. Ao contrário do que a ideologia e a propaganda das forças do capital actualmente procuram gravar na memória e na consciência dos portugueses, as grandes conquistas democráticas da revolução de Abril (regime democrático com órgãos de soberania interdependentes, um poder local fortemente descentralizado, múltiplas formas de democracia participativa, exercício sem discriminações de liberdades e direitos, direitos dos trabalhadores, liquidação do capitalismo monopolistas com as nacionalizações, reforma agrária na grande região do latifúndio) correspondiam a exigências de natureza objectiva para o desenvolvimento do país e às necessidades e aspirações profundas do povo português. […].»

«A situação para a qual a política de direita está arrastando Portugal, é contrária a interesses vitais do povo e do país. O sistema socioeconómico (capitalismo monopolista de Estado), o regime político (formalmente democrático mas de cariz autoritário e ditatorial), direitos nacionais (independência e soberania submetidos a decisões supranacionais), a concretizarem-se completamente os objectivos estratégicos das forças de direita no poder, significaria um verdadeiro desastre para o povo português e para Portugal, com duradouras e trágicas consequências. Não se trata de uma visão “catastrofista” da realidade como dizem alguns. [...]»

«Neste sentido a análise da evolução da sociedade portuguesa ao longo do século, do que foi o fascismo, do que foi a revolução democrática, do que tem sido é a contra-revolução, conduz à conclusão de que, como noutro local se afirmou, “os grandes valores da revolução de Abril criaram profundas raízes na sociedade portuguesa e projectam-se como realidades, necessidades objectivas, experiências e aspirações no futuro democrático de Portugal”.»

«Uma política voltada para o futuro é aquela que propõe o PCP: estruturas socioeconómicas para promoverem o desenvolvimento económico nacional, o melhoramento das condições de trabalho e de vida do povo, a solução dos grandes problemas sociais como a saúde, a habitação e o ensino, uma democracia política com forte componente participativa, a generalização da criação e da fruição culturais, o aprofundamento da democracia no quadro da independência e soberania nacionais. Ou seja: o projecto e programa de uma democracia que, respondendo às mudanças no mundo e no país, tendo em conta as experiências positivas e negativas, dando respostas novas e criativas às novas situações, aos novos fenómenos e às novas realidades, se afirma na coerente continuidade histórica dos ideais, conquistas, realizações e valores da revolução de Abril

Álvaro Cunhal, A Revolução Portuguesa. O Passado e o Futuro, (Relatório aprovado pelo CC do PCP para o VIII Congresso),

Edições «Avante!», Lisboa, Lisboa, 2.ª ed., 1994, pp. 42-44, 44 e 45-46

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Sábado, 22 de Junho de 2013
Valores de Abril no futuro de Portugal

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«Um dos elementos que, na luta contra a ditadura, na revolução e na contra-revolução, conferiu ao PCP capacidade e contagiante confiança, foi o facto de, no seu programa e na sua acção, apontar uma ampla perspectiva histórica.

«O programa de um partido, que propõe uma transformação social profunda e libertadora, não pode ser confundido, e muito menos substituído, por uma plataforma de conjuntura ou um programa eleitoral. Nem a sua actuação política pode ter como objectivo torná-lo um colaborador da política de governos ao serviço do grande capital.

«Em Portugal, a institucionalização, em termos constitucionais, da contra-revolução, com a pretensão de que o sistema socioeconómico e o regime político são intocáveis e irreversíveis, coloca a necessidade de apontar claramente objectivos a curto, a médio e a longo prazo.

«A curto prazo: medidas urgentes, por vezes imediatas, para resolver problemas instantes. A médio prazo: a defesa e aprofundamento da democracia nas suas quatro vertentes. A longo prazo: que temporalmente pode ser mais próximo ou mais distante, a construção e edificação de uma sociedade socialista.

«E, sempre, a defesa da independência e soberania nacionais.»

Álvaro Cunhal, A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se),

Edições «Avante!», Lisboa, 1999, p. 319

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Sexta-feira, 14 de Junho de 2013
Álvaro Cunhal e a Luta pela Emancipação da Mulher

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Quarta-feira, 12 de Junho de 2013
Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal em Mangualde

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Sexta-feira, 7 de Junho de 2013
A crise revolucionária

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«Atravessando e conseguindo reprimir e suster, ao longo de dezenas de anos, a corajosa luta do povo português e, a partir dos fins da Segunda Guerra Mundial, defrontando a evolução desfavorável para o fascismo da situação internacional, a ditadura entrou, nos anos 60, numa crise geral, caracterizada por alguns aspectos fundamentais.
«O primeiro, a deterioração da situação económica e social e a incapacidade do governo para impedir o seu rápido agravamento.
«O segundo, o desencadeamento da guerra colonial com múltiplas consequências políticas, sociais, económicas e militares.
«O terceiro, as divisões, conflitos, deserções e confrontos no próprio campo social, político, institucional e militar da ditadura.
«O quarto, a redução da base de apoio da ditadura até atingir um efectivo isolamento interno e um cada vez mais nítido isolamento internacional.
«O quinto, a amplitude social e o ascenso impetuoso da luta popular em várias e diversificadas frentes e o correspondente alargamento progressivo da base de apoio das forças democráticas.
«A influência dinamizadora e a convergência de todos estes elementos, com particular incidência da luta do povo português e da guerra colonial, conduziram imparavelmente à criação de uma situação revolucionária, pondo na ordem do dia o derrubamento da ditadura por via insurreccional.
«Chegara a hora da revolução.»

Álvaro Cunhal, A Verdade e a Mentira na Revolução de Abril (A contra-revolução confessa-se),

Edições «Avante!», Lisboa, 1999, pp. 83-84

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publicado por António Vilarigues às 15:34
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Quarta-feira, 15 de Maio de 2013
Conto Infantil da autoria de Álvaro Cunhal contado às crianças de Penalva do Castelo
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Foi uma Sesão de Conto infantil muito participada, aquela que no dia 11 preencheu os “Sábados da Biblioteca” em Penalva do Castelo. O conto, numa encenação muito criativa da Zumzum Associação, é da autoria de Álvaro Cunhal, Os Barrigas e os Magriços, e insere-se nas Comemorações do Centenário do nascimento desta figura incontornável da história de Portugal.

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Não se come com a boca cheia!”, repetiam as crianças percebendo a maldade dos “barrigas”, que, comendo tudo quanto produziam os “magriços”, os impediam de ter uma vida dignamente humana. É que os Barrigas tinham os soldados como aliados que prendiam e maltratavam os Magriços. Com o notável desempenho da Ana Morgado e do Rui Pêva, facilmente as crianças perceberam quem eram os maus e porque eram maus.

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Não fales com ele…!” O soldado estava pronto a matar o magriço que se atreveu a exigir aquilo a que tinha direito: o pão imprescindível ao sustento dos filhos, o reconhecimento do valor do seu trabalho, o respeito que toda a pessoa humana merece. Mas felizmente havia soldados amigos dos Magriços e a Revolução foi possível!

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Ouve lá, se tivesses vivido nessa época, com quem estarias tu? Com os Barrigas ou com os Magriços?” é a questão final colocada pelo conto, a interrogação que terá ficado a bailar na memória das mães (exclusivamente mães) que, numa manhã de Sábado, quando tantos outros afazeres estariam em agenda, tiveram a disponibilidade para se deslocarem à Biblioteca Municipal de Penalva do Castelo e assim abrir portas a uma excelente aula de Educação para a Cidadania.

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A terminar a manhã, uma oficina de expressão plástica, na qual as crianças coloriram um dos desenhos produzidos por Álvaro Cunhal, nos dias difíceis da prisão, onde apenas a memória permitia a relação com o quotidiano, as imagens, os cheiros, as cores, as paisagens, os homens e as mulheres feitos de realidade e projecto que assim retratou. Não faltaram os cravos com sabor de Abril, construídos na reciclagem de materiais que assim afirmaram a indelével aliança entre a conquista da democracia e a intervenção do humanista memorável em muitas dimensões da sua existência.

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Os parabéns vão para os responsáveis por esta excelente iniciativa, para o notável trabalho em prol da cultura que se vem desenvolvendo naquele Concelho, por mão de alguém que compreende e valoriza o investimento na dinamização cultural de equipamentos de qualidade, assim cumprindo o papel a que estão destinados: humanizar as populações por via das realizações culturais.

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Outras Sessões de Conto se seguirão acompanhando a exposição “Vida, pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro”, assinalando o centenário de Álvaro Cunhal no nosso distrito.

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publicado por António Vilarigues às 12:57
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