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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Uma obscenidade – substancialmente ordinária...

  • Soube-se, pelo relatório anual da CMVM sobre as sociedades cotadas em Bolsa, que a generalidade é tutelada por umas dezenas de administradores, a uma média de 12 empresas por cabeça, havendo mesmo um deles, Miguel Pais do Amaral, que «comanda» 73 empresas.

  • No total, este clube de nababos empochou o ano passado 125,6 milhões de euros, com 21 deles a ganhar mais de um milhão/ano...

  • Esta obscenidade – substancialmente ordinária, na propalada «crise do País» –, atinge o delírio com Miguel Pais do Amaral, ao dispor-se a «dirigir» 73 empresas. Mesmo dedicando a cada uma delas apenas meio dia do seu precioso tempo, o múltiplo Miguel só passados dois meses podia voltar ao início das 73, o que significa que, cada uma delas, na melhor das hipóteses, recebe a atenção do seu mimoso gestor seis vezes por ano e por meio dia de cada vez...

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Vinte administradores ocupam mil lugares (!!!)

«Cerca de 20 administradores acumulavam funções em 30 ou mais empresas distintas, ocupando, em conjunto, mais de mil lugares de administração, entre eles os das sociedades cotadas», lê-se no relatório anual sobre o Governo das Sociedades Cotadas em Portugal, ontem divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). O caso mais extremo refere-se a um administrador que pertencia aos órgãos de administração de 62 empresas.

«A acumulação de funções patente nestes números poderá ser um motivo de reflexão para os accionistas destas empresas», escreve o supervisor.

Os dados são referentes ao ano de 2009, e demonstram que esta prática não é uma excepção: mais de 75% dos 426 administradores desempenhavam funções de administração em mais de uma empresa.

Por cada um destes lugares recebiam, em média, 297 mil euros por ano, ou, no caso de serem administradores executivos, 513 mil euros. O valor máximo registado para a remuneração média paga a este tipo de administradores foi de 2,5 mil milhões de euros e o valor médio mínimo foi de 49 mil euros.

Regalias quase exclusivas do sexo masculino e com mais de 50 anos, já que apenas 5,6% dos cargos de administração (25) eram exercidos por mulheres, enquanto a idade média dos administradores executivos era de 53,6 anos e a dos não executivos de 56,2 anos.

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São estes os defensores extremosos da redução dos salários e das pensões, do aumento do número de horas de trabalho, da «liberalização» dos despedimentos, dos sacrifícios para todos, da p... (a educação e o decoro impedem-me de escrever o que penso...)

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Os compromissos do PR com a Constituição e com os «filantropos»

     Tudo isto para dizer o quê?
Para dizer que a filantropria, palavra de origem grega associada primitivamente, numa sociedade esclavagista, ao amor à humanidade e hoje, nos dias que correm, associada à caridade, a filantropia, parafraseando Karl Marx, é tão eterna quanto as relações sociais que a criaram.
Obtenha o povo, não pela fraqueza do forte mas pela força do fraco, o controlo efectivo dos meios de produção e o poder político da gestão desses meios, e a palavra filantropia deixa de existir porque deixam de existir as relações sociais que a engendraram.
Esta visão, que é a nossa, não é compartilhada, óbvia e naturalmente, pelo Presidente da República.
O Presidente tem outros valores, em função da natureza da sua ideologia, o que explica o apoio institucional a indivíduos, parte dos quais terão de prestar contas à justiça, se a justiça funcionar para os ricos.

                                                          

Quem me explica - o BCP?

    O BCP:

  • Quem me explica como é que reformados de um banco podem ser candidatos a administradores executivos desse mesmo banco?

  • Quem me explica porque é que num dia a CMVM e o Banco de Portugal falam em ilícitos criminais dos administradores do BCP de 1999 a 2007 e no dia a seguir se calam?

  • Quem me explica como é que o Banco de Portugal num dia fala em inibição de desempenhar cargos no Conselho de Administração de instituições bancárias e financeiras por parte dessas mesmas pessoas e no dia a seguir autoriza?

  • Quem me explica que não se considere esta situação como reveladora de uma promiscuidade inadmissível (para não dizer outra coisa)?
  • Quem me explica que ISTO, entre outras coisas, não tem nada a ver com o assunto?
          
Ele há coisas fantásticas não há?
                

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