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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

IP3 - Nota Conjunta das Direcções das Organizações Regionais de Coimbra e de Viseu do PCP

IP3_2.jpg

Na sequência do anúncio pelo Governo da intenção de requalificação do IP3, consideram as duas Direcções das Organizações Regionais do PCP, que não basta manifestar intenções, é necessário estabelecer datas, definir verbas e prazos para a execução das obras.

 

Botas cardadas com pezinhos de lã

Comunistas Comem Criancinhas

 

Isto explica, em parte, porque é que dá tanto trabalho ter uma militância activa num Partido como o PCP.

Não são só os grandes grupos de media que distorcem, cortam e subvalorizam o que são as posições do PCP. A nível local, conseguir uma notícia em jornais propriedade de gente como esta, é uma tarefa hercúlea.

Por isso é que tenho a firme convicção de que eleger um deputado do PCP numa Assembleia de Freguesia, numa Câmara ou numa Assembleia Municipais ou na Assembleia da República, provoca mais receio nos fazedores da opinião dominante do que eleger mais cinco de outro partido qualquer. Porque sabem que não foi através deles que conseguimos, não foi pela sua simpatia ou condescendência, mas sim que cada voto é conquistado através do esclarecimento directo, olhos nos olhos.

Mas, convenhamos, há um gostinho especial em ver vermes como este a espernear:

(...)

 

Um processo de emigração forçada

emigracao 2002-2014

Emigração em Portugal entre 2002 e 2014

 

Meio milhão de portugueses foram atingidos nos últimos cinco anos por um processo de emigração forçada que os expulsou do país, por razões económicas. Uma dimensão sem paralelo desde que há registo e de consequências imprevisíveis para o futuro do País. Um número que corresponde a 5 % da população nacional e a mais de 10% da população activa, mensurável na referência, para uma apreensão mais nítida, do que significaria despovoar integralmente um distrito como Coimbra.

AQUI

 

Ó Brigada

Brigada Vítor Jara1

 

«Comem-nos vivos em vida / Mortos a terra nos come / Como dá tanta comida / Quem cá passou tanta fome?». Logo que o Homem toma consciência da sua condição, e o exprime esteticamente, está entornado o caldo da exploração do homem pelo homem. Por isso há quem tenha procurado – e insista – destinar a Arte Popular ao recanto do pitoresco, o lugar em que tudo o que é testemunho vivo soçobra. Chegariam então os tais turistas, «avinhados ao ritmo dos ferrinhos e da concertina»; e haviam de chegar os mandantes, orgulhosos dos governados humildes, na atitude, e garridos, no trajar; e chegariam também os entendidos, habilidosos na justificação do paradoxo de um povo empobrecido porém feliz. Lopes-Graça, apoiado no trabalho de Michel Giacometti (e alguns, poucos, mais) viria a baralhar tão conveniente harmonia, definindo a nossa música popular como «a crónica viva e expressiva da vida do povo português – quer dizer: da vida rústica do povo português» (Fernando Lopes-Graça, in A Canção Popular Portuguesa). O fascismo não facilitou a vida à música dos nossos campos. Ciente da sua inadequação no cenário idílico do Estado Novo fascista, Salazar deu a inventar a «política do espírito» em que um povo colorido e coreografado se exibiria em arraiais de FNATes e concursos de folclore. A música do povo português não era bem-vinda nesses certames de construção de uma “tradição popular” fascista, e ainda bem. Cairia o cantar do povo português no esquecimento da História não fora a persistência – a existência! – dos seus naturais cultores, o trabalho de recolha realizado por Michel Giacometti e alguns mais (poucos), e a própria História que, por artes do 25 de Abril, havia de lhe encontrar lugar e urgência no desenho da nossa identidade democrática. Nada mais natural, pois, do que um grupo de jovens ter considerado, faz agora 40 anos, que o seu tempo era «o tempo de, também aqui, no campo da cultura popular, dar um passo em frente, fazendo [a música popular] irromper do marasmo e do esquecimento de cinquenta anos de ditadura cultural» (texto de apresentação de «EitoFora», 1977). Estava, assim, achado o programa de acção da Brigada Victor Jara dois anos depois de, no ambiente dinamizador do MFA, se ter achado o nome do grupo: «o de Brigada, com intenção; o de Victor Jara, com admiração e saudade». Quarenta anos depois, permanecem o propósito e o nome.

De «pertos» se faz o longe

Faz sentido que nas páginas do Avante!, no momento em que se assinalam 40 anos de existência da Brigada Victor Jara, se realce a inscrição da actividade do grupo na luta dos comunistas portugueses, partilhando uma concepção de acção partidária em que o lugar da cultura e da arte recusa a lógica do entretenimento, assumindo-se argumento político por inteiro. Por isso, ao longo de quatro décadas, a Brigada esteve presente em cada um dos diversos tempos da acção política: nas sessões de esclarecimento a seguir ao 25 de Abril, nos momentos difíceis do Verão Quente (tendo sido, por duas vezes, evacuada pela GNR – em Cantanhede e Coja), nas Conferências da Reforma Agrária, em muitas edições da Festa do Avante!, em campanhas eleitorais, comícios, no Centenário de Álvaro Cunhal. Repartindo palcos militantes com Adriano Correia de Oliveira, Trovante, Ary dos Santos, Samuel, Manuel Freire e tantos outros. Permanecendo, após tantos anos de avanços e recuos, ao lado dos deserdados, de quem tomou cantigas e compromisso com o devir.

Quarenta anos decorridos – também, pouco que seja, por nossa «culpa» – cavaquinhos, bombos e gaitas de foles, modas da ceifa e cantos de romaria incorporam-se já na paisagem sonora portuguesa, nas mãos e nas vozes de novos e de velhos, e estão mobilizados para a luta mais geral pelo reconhecimento da Cultura enquanto elemento central da nossa caminhada História adentro. Palavras graves, estas ainda agora ditas, coisa pouca se comparadas com o que, de vida – a que gerou a tal crónica viva e expressiva de que falava Lopes-Graça –, sustentou os sentimentos, os sotaques, os sabores, as convicções de que somos feitos e por que fazemos sentido. É por isso que seguiremos ainda, e alguém depois de nós, espalhando as cantigas que aprendemos do nosso povo para «que na grande construção do mundo se sinta o fio das vozes e a razão dos sons, com suas primas e bordões, ajudando a enterrar sementes que serão Futuro e que hão-de fecundar o chão que é nosso. De «pertos» se faz o longe que esperamos, medido em passos» – escreveu, tão bem, no livro que acompanha a reunião da discografia da Brigada, Manuel Louzã Henriques, velho amigo, velho comunista de Coimbra.

Contem, pois, com os nossos passos!

 

Para Ouvir e Ver:

 

victor-jara.jpg

 

Publicado neste blog:

 

Coimbra: Exposição e debate para comemorar Abril e lembrar as suas conquistas

Exposição URAP Coimbra 2015

Clicar na imagem para ampliar

 

No âmbito das Comemorações Populares do 41º Aniversário do 25 de Abril em Coimbra, o SPRC, com o apoio da Escola Secundária Jaime Cortesão, leva à apresentação pública a Exposição «25 de Abril: ontem e hoje - evocação, memória e luta», de 22 a 29 de Abril, cuja concepção é da União dos Resistentes Anti-fascistas Portugueses (URAP).

Incorporando a exposição e as comemorações, realiza-se um debate no dia 23 de Abril, às 10h30, com António Vilarigues, resistente anti-fascista e membro da URAP.

No dia 22 de Abril, pelas 10h00, procedeu à inauguração desta Exposição, coincidindo no dia em que o SPRC comemora o seu 33º Aniversário. Na ocasião, a coordenadora adjunta do SPRC, Anabela Sotaia, interveio para a apresentar e para fazer a evocação desta importante data para os professores e investigadores portugueses da região centro.

 

O Governo e os dirigentes da ARS Centro não têm vergonha na cara?

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A Comissão de Utentes dos Serviços de Saúde de Penalva do Castelo teve conhecimento em Novembro, pela comunicação social, que a Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro ia celebrar novo contrato com o médico Ivan Colesnic para que se mantivesse como médico de família no Centro de Saúde de Penalva do Castelo.

Seria uma boa notícia a demonstrar que a luta neste caso dos penalvenses valeu e vale a pena e dá frutos para manter os direitos sociais e pela melhoria das nossas condições de vida.

Mas, ao mesmo tempo, estranhámos e repudiámos publicamente a afirmação dos dirigentes da ARS Centro de que «O clínico ficaria ausente temporariamente até que a celebração do novo contrato fosse autorizada pelo ministério [da Saúde]». A ARS, bem como o ACES Dão Lafões III, sabiam perfeitamente que o contrato terminava a 31 de Dezembro de 2012. Mas nada fizeram para ultrapassar este espaço de tempo sem médico.

Entrámos no mês de Abril e passaram mais de 3 meses e a situação não se alterou! E perguntamos, qual seria a situação se o médico em causa tivesse ficado em casa em vez de se apresentar todos os dias ao trabalho? Seriam mais de 1.500 doentes sem consulta!!! E teríamos apenas 3 (três) clínicos para mais de 8 mil utentes. Quem pagou estes meses de trabalho? A Câmara Municipal? Mas não é da sua responsabilidade e está assim a fazer o frete ao Governo e ao Ministério da Saúde.

Sobre isto a ARS Centro nada diz. A mesma ARS que em Novembro foi veloz em tentar desvalorizar e descredibilizar a reclamação e a luta da população deste concelho em defesa do normal funcionamento do seu Centro de Saúde. Por outro lado a direcção do ACES nada sabe. Mas consta, no entanto, que o contrato está para assinar desde Janeiro no Ministério das… Finanças (!!!).

Isto tudo vindo do mesmo governo e do mesmo ministro que arranjaram em menos de 24 horas 1.500.000.000€ para acudir a um banco (Banif) que valia em bolsa 500.000.000€, mas que está há mais de três meses para rubricar um contrato com um médico. Dois pesos e duas medidas: tudo para os ricos, nada para os do costume, os pobres e desfavorecidos deste país.

A saúde dos utentes do Centro de Saúde de Penalva do Castelo não pode andar ao sabor de erros de burocráticos e de gestão. É um erro os utentes estarem sem médico de família. Por isso reafirmamos que a situação só voltará à normalidade quando voltarmos a ter o mesmo número de médicos e de enfermeiros.

 Penalva do Castelo, 04 de Abril de 2013

Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde de Penalva do Castelo

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A incrível resposta da Administração Regional de Saúde do Centro

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Ao ouvir a resposta da ARS Centro nem queria acreditar: «O clínico deverá ficar ausente temporariamente até que a celebração do novo contrato seja autorizada pelo ministério [da Saúde]».

Mas estamos a falar de quê? De papéis ou de pessoas de carne e osso, com os seus problemas de saúde? E os utentes, enquanto esperam, que se lixem!!! É essa a lógica da ARS? E as consultas já marcadas? E...

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Até a Saúde nos estão a roubar! Não vamos Permitir!

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Já não bastava o aumento brutal das taxas moderadoras.

Já não bastava a diminuição do apoio ao transporte de doentes.

Já não bastava a falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, no nosso Centro de Saúde.

Já não bastava o aumento do tempo de espera para cirurgias e consultas de especialidade.

Agora o Ministério da Saúde pretende retirar-nos mais um médico, o doutor Ivan Colesnic. Médico esse que presta serviço no Centro de Saúde desde 2005, há 7 anos. O pretexto é a não renovação do contrato de avença. Sem qualquer justificação.

Em 7 anos Penalva do Castelo passou de 7 para 4 médicos. Pelos vistos ainda não estão satisfeitos! Agora pretendem reduzir para 3!!!

Num contexto que vem provar, se necessário fosse, como a desculpa da «falta de médicos» (e enfermeiros) é uma rematada aldrabice.

Quantos penalvenses vão morrer fruto destas políticas criminosas que se traduzem na falta de assistência médica e na diminuição da esperança de vida?

A população de Penalva do Castelo não aguenta mais!

Vamos defender o Serviço Nacional de Saúde, única forma de garantir o acesso de todos os portugueses aos cuidados de saúde.

Vamos manifestar junto da Direcção do ACES Dão Lafões III, junto da ARS Centro, junto do Ministério da Saúde, por todas as formas, a nossa firme oposição à saída de mais um médico do Centro de Saúde.

Penalva do Castelo, 20 de Novembro de 2012

Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde de Penalva do Castelo

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Vila Nova de Paiva: Valeu e vale a pena lutar!

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O Núcleo de Vila Nova de Paiva da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu há muito vem travando uma luta reclamando a colocação de mais médicos no nosso Centro de Saúde local.

Nesta luta, em que tem participado uma grande parte da população deste concelho, deslocámo-nos à sede do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões II em Vouzela, concentrámo-nos junto ao Centro de Saúde de Vila Nova de Paiva, deslocámo-nos e concentrámo-nos junto à Administração Regional de Saúde do Centro (Coimbra) e junto aos Hospitais da Universidade de Coimbra com a nossa reclamação e em defesa do Serviço Nacional de Saúde.

Valeu a pena a nossa luta!

Recentemente, foi colocada mais uma médica no nosso Centro de Saúde, o que vem melhorar as condições de atendimento aos utentes deste concelho.

E porque vale a pena lutar, não podemos agora cruzar os braços! Queremos melhorar a situação do Serviço de Saúde no nosso concelho. A situação melhorou, mas o problema de fundo ainda se mantém (os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar ainda não são suficientes para repor os níveis de atendimento anteriormente existentes, com horários compatíveis com as necessidades da população, que abranjam o fim-de-semana).

Por isso, apelamos à população deste concelho para que participe na manifestação que a CGTP vai realizar no Porto, no próximo dia 9 (sábado), reclamando, entre outras coisas, a defesa dos serviços públicos, que fazem falta às populações.

Haverá transporte a partir de Vila Nova de Paiva, com saída às 9 horas, junto à Câmara Municipal.

Vila Nova de Paiva, 5/06/2012

Comissão de Utentes dos Serviços Públicos de Saúde do Distrito de Viseu

(Núcleo de Vila Nova de Paiva)

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