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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

A. M. de Nelas aprova por unanimidade Recomendação da CDU para o arranjo imediato do Apeadeiro da Lapa do Lobo

CM Nelas

Na Assembleia Municipal de Nelas realizada no dia 28-04-2017, o eleito da CDU, Manuel da Fonseca, apresentou uma Proposta/Recomendação, para que a Câmara Municipal de Nelas avance de imediato com a execução da obra de recuperação do Apeadeiro da Lapa do Lobo, sugerindo, igualmente, a necessária coordenação com a Infraestruturas de Portugal e a CP, para que a referida obra seja realizada de acordo com o projecto da prevista modernização da linha da Beira Alta.

Posta a votação, a Recomendação/Proposta, foi aprovada pela totalidade dos deputados presentes.

 

Plenário da população de Lapa do Lobo

Na passada sexta feira dia 7 Outubro pelas 21 horas, a Comissão de Utentes  promoveu um plenário com a população da Lapa do Lobo, para dar contas das diligências efectuadas junto de diversas entidades, com o objectivo da reposição dos horários do comboio suprimidos pela CP/Infraestruturas de Portugal.

Mais de oitenta cidadãos participaram activamente na análise e balanço de todo o processo de luta para a reposição dos horários suprimidos e pelas obras de beneficiação no Apeadeiro da Lapa do Lobo.

A Comissão de Utentes enunciou os passos dados e as respostas obtidas, nomeadamente  da CP Comboios de Portugal, da Infraestruturas de Portugal, do Ministério do Planeamento, sendo as comunicações recebidas  contrárias à pretensão da população de Lapa do Lobo.

Em face das respostas negativas, o Plenário decidiu pedir audiências urgentes às Administrações da CP-Comboios de Portugal e Infraestruturas de Portugal e ao Senhor Secretário de Estado dos Transportes. 

O Plenário também analisou a falta de resposta da Câmara Municipal de Nelas aos pedidos de reunião efectuados pela Comissão. Estranha-se, que ao fim de quatro meses, ainda ninguém do Executivo Municipal tenha tido tempo e disponibilidade para reunir com  a Comissão de Utentes ou efectuar uma visita à Lapa do Lobo, para ouvir a população .  

No fim do Plenário a população presente mandatou a Comissão de Utentes para dar continuidade ao processo, incluindo a formalização por escrito do pedido de reunião com o Senhor Presidente da Câmara de Nelas.

 

Debute em carris

Interrrail_yt

Como sempre a ideia parece simpática. Mas a realidade dirá quantos irão passear de comboio pela Europa, pagando do seu bolso todas as outras despesas. Desde logo porque é difícil imaginar esse debute quando na União Europeia a taxa de desemprego juvenil ronda os 20%, quando cerca de oito milhões de jovens não têm qualquer actividade e quando mais de 21% dos jovens com idades entre os 16 e os 24 anos são pobres. Mas dirá também quais os jovens que poderão usufruir da «prenda» da UE dadas as enormes assimetrias bem expressas, a título de exemplo, no facto de a taxa de desemprego juvenil ser de 47,7% na Grécia e de 6,9% na Alemanha. A menos que, por exemplo, o meio milhão de portugueses emigrados nos últimos anos, a maioria jovens, utilize o Interrail para vir visitar a família.

 

Ao lado da população de Lapa do Lobo pela reposição de horários suprimidos

Corre na Freguesia de Lapa do Lobo, um abaixo-assinado que já recolheu mais de 500 assinaturas, que reclama à Comboios de Portugal/IP a reposição dos horários de paragem nesta localidade dos comboios regionais com destino e regresso de Coimbra.

Ler texto integral

 

O exemplo britânico da privatização da via-férrea

Ferrovia.jpg

As Comissões de Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa, CP, REFER e EMEF promoveram, na segunda-feira, 20, a exibição do filme «The Navigators», que retrata as consequências da privatização dos caminhos-de-ferro britânicos.

Realizada por Ken Loach em 2001 e nunca antes estreada no nosso País, a película acompanha a vida de um grupo de trabalhadores da via, no período em que a British Rail é privatizada.

A sessão teve lugar no auditório do Metro de Lisboa, com entrada livre, e visou alertar para os efeitos nefastos da entrega dos transportes a operadores privados, processo que o actual Governo tem vindo a acelerar.

 

CP: a sem vergonhice de Helder Amaral

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Estava eu a experimentar a técnica do meu amigo Rui Silva de o Companheiro Vasco, eis senão quando deparo com este post que, diga-se, gostaria de ter escrito:

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Um dos representantes dos interesses das elites nacionais e internacionais na Assembleia da República disse ontem [13 de Fevereiro] no plenário que o problema do país é «ter pessoas que apenas trabalhem 70 dias em 365». Referia-se, desenvergonhadamente, aos trabalhadores da CP.

Qualquer pessoa medianamente inteligente e informada sabe que nem os trabalhadores trabalham 365 dias por ano (ou desconhece o direito ao descanso semanal, a férias, a licenças de maternidade/paternidade, a dias de apoio à família, etc...), nem os trabalhadores da CP trabalharam apenas 70. Qualquer pessoa medianamente inteligente e informada sabe que os trabalhadores da CP não estiveram em greve 295 dias de 2012.  Qualquer pessoa medianamente inteligente e informada sabe que o que se passou foi a existência de pré-avisos de greve cobrindo os tais 295 dias, e que na esmagadora maioria dos ditos se referiam apenas a horas extraordinárias e não a dias completos de trabalho. O deputado em causa, que me parece medianamente inteligente e informado, sabe-o. O que lhe falta não é nem inteligência nem informação. Siga.

A mentira tem perna curta e esta gente está de cabeça perdida, disparando sempre na direcção dos menos poderosos. «Perdido por 100, perdido por 1000», «que se lixem as eleições» porque que os que se seguirão estão a soldo do mesmo patrão. Até ao dia.

Acontece que nem de propósito divulgaram as ORTs da CP informação bem pertinente sobre a situação financeira da empresa bem como das respectivas causas. Aqui fica, à disposição de quem tiver interesse sobre o destino dos euros (cada vez mais) que pagamos pelos bilhetes e passes.

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Clicar na imagem para ampliar

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Empresas Públicas de Transportes (REFER) : Buraco escorre para os bancos

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Relatório e Contas da Rede Ferroviária Nacional:

  • Na Refer o consumo de energia baixou cinco por cento, mas a empresa gastou mais 13,3 por cento em electricidade (subiu de nove para 10,2 milhões de euros).

  • Destaca-se, nos números de 2011 da Refer, a perda de 630 trabalhadores (de 3445 para 2815), muitos deles através de rescisões «amigáveis», em que a empresa despendeu 26,8 milhões de euros. Esta redução contribuiu para que a empresa tivesse gasto menos 13,1 milhões de euros (14,9 por cento) em remunerações. Mas, salienta a Fectrans, o essencial de tal descida ficou a dever-se às reduções de salários impostas no Orçamento do Estado de 2011. A Refer, observa a federação, optou por «pagar menos para trabalhar e pagar mais para despedir».

  • As medidas do PET provocaram uma diminuição de tráfego ferroviário, o que gerou uma descida de cinco por cento nas receitas de taxas de utilização (de 61,4 para 58,1 milhões de euros). A indemnização compensatória manteve-se (de 35,9 para 36 milhões de euros). Desta forma, «o Estado continua a subfinanciar a operação da Refer e a impor-lhe o recurso ao endividamento».

  • O resultado negativo foi, em muito, influenciado pela gestão da dívida que sucessivos governos colocaram na Refer. O resultado financeiro de 2011 foi de -72,3 milhões de euros (fora de -41,4 milhões, em 2010). Os juros com empréstimos cresceram de 137 para 192,6 milhões de euros.

  • A Fectrans observa ainda que o investimento realizado pela Refer em infraestruturas de longa duração foi muito inferior ao de anos anteriores, mas continuou a ser sub-orçamentado. Num investimento total de 268,8 milhões de euros, o Orçamento do Estado só garantiu sete milhões (2,5 por cento), os fundos comunitários garantiram 61,6 milhões (23 por cento) e diferentes protocolos garantiram 5,7 milhões (2,1 por cento). Os restantes 194,5 milhões (72,4 por cento) teve a REFER que garantir com endividamento!

  • Ou seja, mais uma vez o Governo mandou fazer as obras e não as pagou, conclui a federação, chamando ainda a atenção para as obras que o Governo mandou a Refer executar e pagar: 27,1 milhões de euros nas empreitadas preparatórias para a alta velocidade; 75,3 milhões na ligação ferroviária do Porto de Sines a Espanha; dois milhões na ligação ferroviária ao Porto de Aveiro; 33,4 milhões nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto; 26,9 milhões no Sistema de Mobilidade do Mondego.

  • A Fectrans previne que, «como para 2012 a solução do Governo é a mesma de 2011 (roubar mais aos trabalhadores), o quadro será ainda pior».

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Empresas Públicas de Transportes (CP) : Buraco escorre para os bancos

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Relatório e Contas da Comboios de Portugal:

  • Houve em 2011 «um roubo monumental nos salários». Os gastos com pessoal caíram mais de 20 milhões de euros (menos 18 por cento, passando de 112,9 para 92,6 milhões), com uma parte substancial a dever-se à redução das remunerações (caem de 90,1 para 73,7 milhões).

  • Houve uma redução de 263 trabalhadores (oito por cento, de 3241 para 2978).

  • Também foram roubados os utentes. Mas o aumento das tarifas, superior a 20 por cento, convive com a subida de apenas 1,1 por cento nos proveitos de tráfego, porque a CP perdeu 7,8 milhões de passageiros – o que se deve à redução da oferta, em sete por cento, mas também ao aumento de preços e à recessão económica.

  • São os juros que «esmagam as contas da CP», porque representaram uma despesa 13,4 por cento superior à do ano passado. As despesas com juros subiram de 165,9 milhões para 188,1 milhões (mais de 22 milhões).

  • O resultado operacional foi ainda mais positivo e atingiu 39,1 milhões de euros. Mas o resultado líquido agravou-se em 85 milhões de euros (de -204,9 para -289,4 milhões).

  • Mais uma vez, voltaram a ficar sub-orçamentadas as despesas de investimento, como se verifica pela origem das verbas para o investimento realizado em 2011: do PIDDAC (Orçamento do Estado) vieram um milhão e 925 mil euros; do Feder entraram 129 mil euros; de endividamento resultaram 14,895 milhões de euros. Ou seja, o Governo mandou a CP recorrer a empréstimos bancários para realizar 88 por cento do investimento de 2011.
  • Neste caso, «à custa dos trabalhadores, dos utentes e das contas públicas, o Governo colocou a CP Lisboa, a CP Porto e o Longo Curso com resultados operacionais positivos, condição para poderem ser privatizadas», realça a Fectrans, notando que «a própria CP, se liberta da dívida, está operacionalmente a dar saldo positivo» e poderá ser levada pelo mesmo caminho.

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A destruição do sistema público de transportes - CP

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O último exemplo prende-se com a campanha vergonhosa feita contra os trabalhadores das empresas públicas de transportes e que visa não só atribuir-lhes a responsabilidade pelo buraco financeiro que sucessivos governos foram criando, como abrir caminho para uma acentuada redução de direitos como pretende fazer com todos os outros trabalhadores. Na semana passada, assistimos a mais uma manipulação em torno das receitas da CP face à luta dos trabalhadores desta empresa, insinuando a ameaça de que se lutassem não lhes seriam pagos os salários. É preciso não ter vergonha! O Governo sabe que a CP pagou, só em 2011, de juros à banca cerca de 180 milhões de euros, mais 60 milhões que o total dos salários deste ano! E que, a cada ano que passa, paga cada vez mais à banca e cada vez menos aos ferroviários! Aliás, nas Empresas Públicas de Transportes, não apenas na CP, tudo o que tem sido roubado aos seus trabalhadores, tudo o que tem sido roubado aos utentes, está ser entregue à banca sobre a forma de juros! Não deixa aliás, de ser uma tremenda hipocrisia a posição do governo de pretensa preocupação com os direitos dos utentes quando a luta dos trabalhadores assume a forma de greve, quando é este governo, no seguimento daquilo que fez o anterior do PS, que tem vindo a encerrar centenas de quilómetros de linha ferroviária e prossegue uma política de encerramentos generalizada noutros sectores.

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