Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2017

A NATO em carne viva

20 Novembro 2010_paz9

 

Agentes militares de países da NATO surpreendidos em plena actividade de apoio a organizações terroristas e um auditor da NATO que aparece morto quando investigava ligações terroristas têm, pelo menos, dois assuntos em comum: NATO e terrorismo.

 

No dia 18 de Dezembro as forças libertadoras da zona Leste de Alepo, na Síria, prenderam pelo menos 14 agentes da NATO encafuados num bunker de onde dirigiam os chamados «rebeldes» sírios, isto é, os bandos da Al-Qaida que também tutelam operacionalmente uma miríade de grupinhos terroristas, entre os quais os insignificantes «moderados». As informações mais púdicas evitam citar a NATO a propósito dos infiltrados estrategos da invasão e ocupação terrorista, limitando-se a associá-los à «coligação internacional» chefiada pelos Estados Unidos, o que vai dar no mesmo.

É provável que os leitores não tenham tomado conhecimento desta notícia, digna de primeira página, em qualquer recanto ou murmúrio sequer da comunicação social portuguesa, onde a NATO continua a ser tratada como organização impoluta e benfeitora, incapaz de cometer qualquer malfeitoria e acima de qualquer crítica. Aliás, as normas oficiais na bem comportada comunicação mainstream exigem que quando se citam fontes sírias se use como aposto ou continuado a informação de que estas qualificam os «rebeldes» como «terroristas». Isto é, assume-se que entidades criminosas como a Al-Qaida ou o Estado Islâmico são mesmo os «rebeldes», a «oposição síria».

(...)

e aqui

 

Publicado neste blog:

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 20:47
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 15 de Novembro de 2016

Não temos outra escolha senão a vitória

Bashar al Assad

O discurso de Bachar al-Assad proferido no Parlamento sírio no passado dia 7 de Junho de 2016 é um documento que revela a dimensão do político, do homem e do patriota que o profere.

 

«(...)

Uma vez que seu “plano terrorista” falhou apesar de toda a destruição e massacres perpetrados, adquiriram a convicção que o essencial do seu “plano político” ainda poderia materializar-se pelo ataque à Constituição.

Na verdade, o seu plano inicial consistia em fazer de forma que o terrorismo dominasse completamente o país concedendo-lhe uma pertença qualidade de “moderação”, e depois ‘legitimidade’, decidida evidentemente pelo estrangeiro, que instalaria um caos absoluto impondo como única saída uma Constituição étnica e confessional transformando um povo ligado à sua terra natal em grupos rivais anexados às suas seitas e apelando à intervenção estrangeira contra os seus compatriotas.

O que vos digo é evidente. Se olharmos para o nosso Este e para o nosso Oeste, as experiências confessionais falam por elas próprias. Não há nenhuma necessidade de reavaliar a questão depois de decénios de experiências equivalentes na nossa região.

(...)

É portanto evidente que não participamos em negociações para aceitar tais propostas. Foi por isso que redigimos o “documento de princípios” com o objetivo de evitar que uma das partes acrescente o que bem lhe parecer. Estes princípios, vou citá-los rapidamente:

Soberania e unidade de a Síria com a rejeição de qualquer interferência externa. Rejeição do terrorismo.

Apoio à reconciliação.

Preservação das instituições.

Levantamento do embargo.

Reconstrução.

Controlo das fronteiras.

Alguns outros princípios contidos na Constituição atual e nas precedentes como diversidade cultural, liberdades do cidadão, independência do poder judiciário, etc.

(...)

O terrorismo económico, o terrorismo dos engenhos armadilhados, os massacres e todos os tipos de projéteis têm a mesma raiz. É a razão pela qual eu vos garanto que a nossa guerra contra o terrorismo prosseguirá, não porque amemos as guerras – foram eles que a impuseram a nós – mas porque o derramamento de sangue não vai parar enquanto não desenraizarmos o terrorismo em todo o lado onde se encontre qualquer que seja a máscara que use.

(...)

A derrota do terrorismo é inevitável, desde que Estados como o Irão, a Rússia e a China apoiem o povo sírio, se mantenham do lado da justiça e defendam os oprimidos contra os opressores. Agradecemos-lhes por isso…

Agradecemos-lhes por isto e pela constância de seu contínuo apoio. São Estados que respeitam os princípios e que procuram defender os direitos dos povos, incluindo escolher seu próprio destino.(...)»

Mapa Sudoeste Asiático

 

Publicado neste blog:

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 19:11
link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 19 de Setembro de 2016

Os EUA bombardearam o cessar-fogo na Síria

azaz_syria 2016

 

Há dois dias [17 de Setembro], aviões norte-americanos mataram pelo menos 62 soldados sírios. Saíram, depois da reunião à porta fechada do Conselho de Segurança da ONU convocado pela Rússia para esclarecer esta questão, e optaram por lamentar junto aos jornalistas o sucedido e para afirmar que «seja qual for o resultado da investigação sobre este caso (!!), a aviação não o fez intencionalmente.» Esperar-se-iam desculpas à Síria e aos familiares dos soldados mortos. Isso não aconteceu. Terroristas do Estado Islâmico progrediram para o território ocupado pelos soldados sírios mortos.

A opinião pública não perdoará aos EUA novo malogro do plano de cessar-fogo para a Síria, como aconteceu ao de Fevereiro.

Os estrategas do Pentágono decidiram há vinte anos a destruição da democracia e desenvolvimento de muitos países, começando, na fase das “revoluções coloridas” desta década, pela Líbia e pela Síria, esta em 2011. Há razões políticas e energéticas nestes planos maquiavélicos: retirar aliados à Rússia, acabar com o não-alinhamento e obter a exploração do petróleo desses países, impedindo a Rússia de ser fornecedora de petróleo e gás à Europa.

A liquidação das condições de vida dos sírios, a destruição das suas cidades, a falta de condições de habitabilidade, de acesso a alimentação e água durante cinco anos consecutivos, originou o desespero, mais e duas centenas de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados.

 

Syrians_Iraq_refugees_at_Lesvos_2015-10-30

 

Para Ler:

«Os dados divulgados na terça-feira pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) puseram a nu que o drama das centenas de milhares de migrantes e refugiados que, anualmente, procuram a Europa continua.

Nos primeiros nove meses do ano, atravessaram o Mediterrâneo 300 mil pessoas, metade das quais provenientes de apenas três países: Síria (28%), Afeganistão (14%) e Iraque (9%). Em 2010, antes do início da agressão à Síria, existiam 28 mil refugiados sírios em todo o mundo, número que chegou a perto de 4 milhões em 2014, a que se somavam outros 7,5 milhões de deslocados internos.»

 

Publicado neste blog:

 

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 18:18
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 11 de Abril de 2013

Coreia: Tensão na Península

-

1 - O Partido Comunista Português manifesta a sua preocupação com os recentes acontecimentos e o aumento da tensão na Península da Coreia que constituem uma séria ameaça para a paz nesta região e no mundo. O PCP apela à contenção de todas as partes e ao retomar imediato de negociações baseadas no reconhecimento e respeito mútuo.

2 - A península coreana encontra-se dividida há mais de meio século como resultado de uma brutal guerra, fruto da ingerência e agressão dos EUA. Na Coreia do Sul estão estacionados, há mais de seis décadas, dezenas de milhares de soldados e sofisticado equipamento militar, incluindo não convencional, dos EUA. É conhecido o historial de ingerências, pressões e provocações por parte da Coreia do Sul e dos EUA à República Democrática Popular da Coreia, quer no campo económico e político, quer militar. O PCP reafirma a sua posição de que somente um processo político de diálogo entre iguais, livre de ingerências e pressões alheias aos interesses do povo coreano, poderá abrir caminho à reunificação pacífica do País e à construção de uma Coreia unificada, livre de bases e forças militares estrangeiras.

3 - Alertando para os perigos resultantes de ameaças e retórica belicistas, da deslocação de poderosos meios militares dos EUA para a região da Ásia-Pacífico e da realização de exercícios militares claramente hostis e provocatórios, o PCP apela a todas as partes envolvidas para que se abstenham de levar a cabo acções de consequências imprevisíveis para os povos da região e para a segurança internacional.

O PCP sublinha que é na política agressiva do imperialismo que radica a escalada de tensão e desestabilização na região, independentemente das preocupações com o modo como os dirigentes da República Democrática Popular da Coreia têm lidado com o incumprimento de acordos, medidas hostis e crescentes provocações levadas a cabo pelos EUA.

O PCP chama simultaneamente a atenção para o facto de que os mais recentes acontecimentos na península coreana não poderem ser dissociados do processo de militarização do Pacífico sul conduzido pelos EUA com a deslocação de vultosos meios militares e o reforço da sua presença nas várias bases militares da região, numa clara relocalização geoestratégica visando a República Popular da China, nem da cada vez maior agressividade e belicismo manifestados pelas potências imperialistas em várias regiões do planeta, como o Médio Oriente e a África.

4 - O PCP chama a atenção para o facto de que as guerras de agressão levadas a cabo nos últimos anos pelas potências da NATO contra países que haviam destruído os seus arsenais de armas não convencionais (como o Iraque e a Líbia) e o desenvolvimento dos arsenais nucleares de alguns países à margem do tratado de não proliferação nuclear (como sejam os casos de Israel, Índia e Paquistão) são inegáveis factores de estímulo à proliferação de armas nucleares, químicas e biológicas.,

O PCP reafirma a sua posição de defesa de um mundo livre de armas nucleares, e recorda que o tratado de não proliferação preconiza o simultâneo desmantelamento dos arsenais nucleares existentes no Mundo.

5 - O PCP lamenta as posições do Governo português, expressas pelo Ministro Paulo Portas no quadro da sua visita ao Japão, de total e acrítico alinhamento com as posições dos EUA, posição que não contribui para o necessário desanuviamento da tensão na península coreana.

-

                   

-

«Escrever neste momento sobre a escalada de confrontação na Península da Coreia é a vários títulos um risco, mas um risco que é necessário correr. A escalada de acusações, ameaças e movimentações militares, sendo infelizmente recorrente na região, atingiu uma tal dimensão, que a situação pode ficar fora de controle e conduzir à guerra.»

-
Publicado neste blog:

-

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:59
link do post | comentar | favorito
Sábado, 6 de Abril de 2013

Península da Coreia: Palavras de guerra

-

-
sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 11:07
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

Golfo do Aden: Pirataria e imperialismo

     A ONU autorizou as missões que EUA e a UE enviaram para o Golfo do Aden. A cobertura é o combate à pirataria na costa marítima da Somália, mas os objectivos de fundo vão bem mais longe. 

A resolução 1851, adoptada terça-feira, dia 16, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas permite aos «Estados que cooperam com o governo de transição somali estender os seus esforços contra a pirataria a eventuais operações no solo e no espaço aéreo», argumentam os EUA muito embora o texto não autorize explicitamente a realização de bombardeamentos pelas forças de diversos países que rumam em direcção à costa da Somália. 

Apesar desta diferença de interpretação, pouco ligeira, diga-se, no fundamental as reivindicações norte-americanas, das grandes potencias capitalistas e da burguesia transnacional em matéria de combate à pirataria no Golfo do Aden foram atendidas pelas Nações Unidas, que desde Junho já adoptaram quatro resoluções sobre a questão.  

O mandato de um ano corresponde à disposição manifestada recentemente por Washington de «passar à ofensiva», como disse o vice-almirante Bill Gortney, citado pela Lusa, numa reunião ocorrida em Manamá, capital do Bahrein, no passado dia 12. Acolhidos ficam também os interesses da União Europeia, que avançou com a missão naval «Atalante». Nela se incluem meios militares da Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Holanda, Reino Unido e Suécia.

                                               

Ler Texto Integral

                        

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 00:06
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 27 seguidores

.pesquisar

.Fevereiro 2019

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
18
22
23
24
25
26
27
28

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. A NATO em carne viva

. Não temos outra escolha s...

. Os EUA bombardearam o ces...

. Coreia: Tensão na Penínsu...

. Península da Coreia: Pala...

. Golfo do Aden: Pirataria ...

.arquivos

. Fevereiro 2019

. Janeiro 2019

. Dezembro 2018

. Outubro 2018

. Julho 2018

. Maio 2018

. Abril 2018

. Março 2018

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Abril 2017

. Março 2017

. Fevereiro 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Setembro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Junho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. álvaro cunhal

. assembleia da república

. autarquia

. avante!

. bce

. benfica

. blog

. blogs

. câmara municipal

. capitalismo

. caricatura

. cartoon

. castendo

. cds

. cdu

. cgtp

. cgtp-in

. classes

. comunicação social

. comunismo

. comunista

. crise

. crise do sistema capitalista

. cultura

. cultural

. democracia

. desemprego

. desenvolvimento

. desporto

. dialéctica

. economia

. economista

. eleições

. emprego

. empresas

. engels

. eua

. eugénio rosa

. exploração

. fascismo

. fmi

. futebol

. governo

. governo psd/cds

. grupos económicos e financeiros

. guerra

. história

. humor

. imagens

. imperialismo

. impostos

. jerónimo de sousa

. jornal

. josé sócrates

. lénine

. liberdade

. liga

. lucros

. luta

. manifestação

. marx

. marxismo-leninismo

. música

. notícias

. parlamento europeu

. partido comunista português

. paz

. pcp

. penalva do castelo

. pensões

. poema

. poesia

. poeta

. política

. portugal

. precariedade

. ps

. psd

. recessão

. revolução

. revolucionária

. revolucionário

. rir

. salários

. saúde

. segurança social

. sexo

. sistema

. slb

. socialismo

. socialista

. sociedade

. sons

. trabalhadores

. trabalho

. troika

. união europeia

. vídeos

. viseu

. vitória

. todas as tags

.links

.Google Analytics

blogs SAPO

.subscrever feeds