Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2016

Metam as previsões das vossas agências de «rating» ... pelo menos, longe de nós!

Restrictivos y austeros, (Territorio Vergara)

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- Agora não posso falar... É que estamos a apresentar as linhas gerais para a sua aprovação.

- Na Assembleia?

- Não. Isso é depois...

 

«Mas o que são e o que fazem as chamadas agências de rating (em inglês é sempre mais in…), em português notação financeira? Segundo as próprias, «o rating é uma opinião sobre a capacidade e vontade de uma entidade vir a cumprir de forma atempada e na íntegra determinadas responsabilidades

Nestas coisas, mais que as belas teorias, importa analisar a prática recente destas agências. Lembremo-nos que elas não previram as implicações da crise das subprimes, ou do afundamento do Lehman Brothers e da AIG, ou dos fundos de Bernard Madoff, nem da crise do Dubai. Em 2008 classificaram a Islândia com a notação mais elevado: AAA+. Dois dias depois o governo islandês anunciava ao mundo a sua falência…

Estas agências são contratadas por instituições para avaliarem o risco de outra empresa ou país acerca de sua capacidade de amortização de dívida. Estabelecem assim o spread a aplicar no financiamento. Elas são dependentes, do ponto de vista legal e mesmo financeiro, do governo dos EUA e dos grandes bancos.

(...)

É pois fácil de constatar que estas agências não sabem (ou não podem) antecipar este tipo de evolução. Então de onde vem o seu «poder»? Recorde-se que, na sequência da actual crise do sistema económico e financeiro, os Bancos Centrais restringiram as disponibilidades de liquidez ilimitadas e a baixo custo. Ora os bancos são pela natureza da sua actividade, as empresas que mais recorrem ao endividamento. A banca é o primeiro veículo que permite ir buscar dinheiro ao exterior, o que leva a que seja a primeira afectada com os custos do financiamento. É para responder às necessidades de financiamento dos bancos que os Estados devem travar o seu endividamento.

Não é preciso ser bruxo para adivinhar as cenas dos próximos capítulos…»

Isto escrevi eu em 2 de Abril de 2010 nas páginas do jornal Público...

 

As agências de rating fazem o que está na sua natureza fazer: Servir os interesses dos «mercados»

 

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Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

Os lucros das Agências de Notação

Standard&Poor,s e a Moody,s acabam de apresentar os seus resultados: tiveram um aumento de lucros da ordem dos 44%! Como elas não mordem as mãos dos donos que lhes dão a massa, os seus lucros estão em correspondência com o dinheiro que têm proporcionado aos mega bancos, fundos de pensões e aos E.U. A. com as suas preciosas ajudas à especulação... Em tempo de crise estas agências não vão mal não senhor...

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Sexta-feira, 8 de Julho de 2011

As agências de rating fazem o que está na sua natureza fazer: Servir os interesses dos «mercados»

Agências de notação: Submissão do governo ao grande capital acentua especulação

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Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

Accionistas da S&P e da Moody's preparam-se para comprar barato nas privatizações

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Tres fondos ligados a las agencias de rating suman 7.500 millones en deuda española, más rentable desde que se rebajó su calificación

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Via Der Terrorist

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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2010

Liberdade comercial

(...) É sempre assim: «Nenhum grande banco dos EUA – incluindo a Wells Fargo – foi alguma vez formalmente acusado de violar a Lei dos Segredos Bancários ou qualquer outra lei federal. Em vez disso, o Departamento da Justiça resolve as acusações criminais utilizando acordos de adiamento do processo, em que o banco paga uma multa e promete não voltar a violar a lei». Para os banqueiros não há pistolas taser...

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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

Agências de quê???...

«No mercado imobiliário, cujos preços têm vindo a subir a níveis demasiado elevados, subsistem riscos de um ajustamento abrupto com consequências de expressão mundial.» (Novembro de 2004).

Quem escreveu esta tese, prevendo e prevenindo a crise financeira, económica, social e política que eclodiu no verão de 2007 e na qual ainda estamos mergulhados? Foi alguma das tão célebres agências de rating, com que a comunicação social dominante nos bombardeia todos os dias? Não. Por mais estranho que isso possa parecer a muitos dos leitores, a origem é a Resolução Política aprovada, em Novembro de 2004, no XVII Congresso do PCP.

Mas o que são e o que fazem as chamadas agências de rating (em inglês é sempre mais in…), em português notação financeira? Segundo as próprias, «o rating é uma opinião sobre a capacidade e vontade de uma entidade vir a cumprir de forma atempada e na íntegra determinadas responsabilidades

Nestas coisas, mais que as belas teorias, importa analisar a prática recente destas agências. Lembremo-nos que elas não previram as implicações da crise das subprimes, ou do afundamento do Lehman Brothers e da AIG, ou dos fundos de Bernard Madoff, nem da crise do Dubai. Em 2008 classificaram a Islândia com a notação mais elevado: AAA+. Dois dias depois o governo islandês anunciava ao mundo a sua falência…

Estas agências são contratadas por instituições para avaliarem o risco de outra empresa ou país acerca de sua capacidade de amortização de dívida. Estabelecem assim o spread a aplicar no financiamento. Elas são dependentes, do ponto de vista legal e mesmo financeiro, do governo dos EUA e dos grandes bancos.

Um exemplo prático desta realidade: enquanto está a ler este artigo, a dívida nacional dos EUA é de aproximadamente 12 milhões de milhões (trillion) de dólares (embora cresça tão rapidamente que é difícil estabelecer um número exacto). Se todo o dinheiro na posse de todos os bancos, negócios e indivíduos dos Estados Unidos fosse reunido hoje e entregue ao governo dos EUA, não seria suficiente para liquidar a dívida nacional deste país.

Pois bem, qual a notação de risco atribuída aos EUA pelas referidas agências? Adivinhou. O famoso Triplo A que permite obter empréstimos ao menor custo.

É muito instrutivo constatar como o discurso destas agências evolui subtilmente. Atinge-se por vezes o mais absoluto surrealismo quando se lêem as suas considerações. Há algumas semanas defendia-se a eterna explicação de que a qualidade intrínseca das economias e da gestão dos EUA e do Reino Unido eliminava todo e qualquer risco de incumprimento de pagamentos por parte dos seus respectivos governos. Hoje advertem que a partir de 2010 será preciso demonstrar esta qualidade e estas aptidões de gestão a fim de manterem a sua notação máxima: AAA+.

Isto quando 48 dos 50 Estados que constituem os EUA se declararam publicamente incapazes de cumprir as suas responsabilidades financeiras. A título de exemplo, sublinhe-se que a cessação de pagamento da Califórnia (12% do PIB dos EUA) é infinitamente mais portadora de desestabilização do dólar e da economia americana que a actual crise da Grécia.

É pois fácil de constatar que estas agências não sabem (ou não podem) antecipar este tipo de evolução. Então de onde vem o seu «poder»? Recorde-se que, na sequência da actual crise do sistema financeiro, os Bancos Centrais restringiram as disponibilidades de liquidez ilimitadas e a baixo custo. Ora os bancos são pela natureza da sua actividade, as empresas que mais recorrem ao endividamento. A banca é o primeiro veículo que permite ir buscar dinheiro ao exterior, o que leva a que seja a primeira afectada com os custos do financiamento. É para responder às necessidades de financiamento dos bancos que os Estados devem travar o seu endividamento.

Não é preciso ser bruxo para adivinhar as cenas dos próximos capítulos…

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

In jornal "Público" - Edição de 02 de Abril de 2010

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

O dinheiro como dívida, de Paul Grignon

     Para quem quiser entender como funciona a banca talvez valha a pena ver...

 

La dette des gouvernements, des entreprises et des ménages a atteint des proportions astronomiques et enfle de plus en plus démesurément de jour en jour. D'ou vient tout cet argent ? Comment peut-il y avoir TANT d'argent à prêter ? La réponse est... qu'il n'y en a pas. De nos jours, L'ARGENT S'EST FAIT DETTE. S'il n'y avait PAS DE DETTE Il n'y aurait PAS D'ARGENT Si tout ceci vous laisse perplexe, rassurez-vous, vous n'êtes pas le seul ou la seule. Très peu de gens comprennent ce système, même si nous sommes tous touchés. Ce long métrage d'animation, dynamique et divertissant, de l'artiste et vidéographe Paul Grignon, explique les effets magiques mais pervers du SYSTEME ACTUEL D'ARGENT-DETTE dans des termes compréhensibles pour tous. Nous vous présentons le chef d'oeuvre de Paul Grignon pour la première fois disponible avec une bande son française et textes en français !

Paul Grignon's 47-minute animated presentation of "Money as Debt" tells in very simple and effective graphic terms what money is and how it is being created. It is an entertaining way to get the message out. The Cowichan Citizens Coalition and its "Duncan Initiative" received high praise from those who previewed it. I recommend it as a painless but hard-hitting educational tool and encourage the widest distribution and use by all groups concerned with the present unsustainable monetary system in Canada and the United States.

Adenda em 20/12 às 15h35m:

Es este documental se explica como funciona el fraudulento sistema monetario internacional, donde tienen a todas las personas en la esclavitud ya que las personas y los gobiernos tienen deudas con los banqueros que nunca van a poder pagar, mientras que estos parásitos (Banqueros) se enriquecen con su usura y manejan al mundo a su antojo.

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                          

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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008

Leitura Obrigatória (CXIII)

    São de leitura obrigatória os estudos de Eugénio Rosa sobre a realidade económica e social de Portugal: 

«Uma das mensagens que Sócrates e todo o governo têm procurado fazer passar, é que o País estava a recuperar, mas que a crise financeira internacional, de que ele não tem culpa, veio estragar tudo. Isso não é verdade pois o agravamento da situação é também anterior à crise. 

No período de 2005-2008 com Sócrates, o crescimento económico em Portugal foi, em média, igual a menos de metade da média da União Europeia, pois em quatro anos Portugal cresceu apenas 4,8% enquanto a UE27 aumentou 9,8%. Como consequência o PIB por habitante SPA, ou seja, anulado da diferença de preços, cresceu em Portugal apenas 2.500 euros, enquanto subiu em média na UE27 mais de 3.300 euros. Portugal durante este período afastou-se em todos os anos, em termos económicos, ainda mais da União Europeia.»

              

Notícias AQUI, AQUI, AQUI, AQUI e AQUI

 

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