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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O bem-estar das corporações multinacionais

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Rui Namorado Rosa estuda no texto que hoje apresentamos os mecanismos do planeamento tributário das multinacionais, uma outra maneira de dizer ao normal pagamento de impostos nos diversos países:

«A multinacional elabora um planeamento financeiro do qual resulta uma complexa estrutura organizativa de fluxos materiais, imateriais e financeiros que, tirando partido das especificidades dos variados regimes fiscais, procura optimizar os benefícios agregados. Entre diferentes itens que esse planeamento abarca e sobre os quais a multinacional toma opção, no processo de construir a sua estrutura, relevam os seguintes: onde incorporar a sede social, onde incorporar as suas subsidiárias, em que condições conduzir as transacções entre empresas do grupo, onde registar as suas vendas, onde incorrer os seus custos, onde localizar os seus activos, onde empregar o seu pessoal, onde aceder ao crédito, onde registar a sua propriedade intelectual, onde extrair privilégios fiscais especiais.»

 

Os compromissos do PR com a Constituição e com os «filantropos»

     Tudo isto para dizer o quê?
Para dizer que a filantropria, palavra de origem grega associada primitivamente, numa sociedade esclavagista, ao amor à humanidade e hoje, nos dias que correm, associada à caridade, a filantropia, parafraseando Karl Marx, é tão eterna quanto as relações sociais que a criaram.
Obtenha o povo, não pela fraqueza do forte mas pela força do fraco, o controlo efectivo dos meios de produção e o poder político da gestão desses meios, e a palavra filantropia deixa de existir porque deixam de existir as relações sociais que a engendraram.
Esta visão, que é a nossa, não é compartilhada, óbvia e naturalmente, pelo Presidente da República.
O Presidente tem outros valores, em função da natureza da sua ideologia, o que explica o apoio institucional a indivíduos, parte dos quais terão de prestar contas à justiça, se a justiça funcionar para os ricos.

                                                          

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