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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Os Swapranos

Os Swapranos é uma swap opera portuguesa que está no ar há dezenas de anos. Uma swap opera, muitas vezes referida apenas por swap, é uma série dramática durante a qual se desenrolam muitas estórias, relacionadas entre si, contando a vida de múltiplas personagens. As estórias dessas séries tratam essencialmente das relações emocionais, chegando ao melodrama. O nome de swap opera vem do facto de muitos dos patrocinadores e produtores serem instituições bancárias e financeiras tais como: Citigroup, BPN, BPP, etc.

Muitos actores famosos têm feito parte do seu elenco ao longo dos anos:

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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Vamos desvendar a «Face Oculta»

     Gostaria de ter escrito ISTO:

«Nós queremos saber o que se passou no BPN. Por que razão foi Dias Loureiro tão protegido durante tanto tempo por Cavaco Silva. Queremos saber quem estabeleceu o preço de venda das acções da Sociedade Lusa de Negócios de que Cavaco Silva e Família eram proprietários. Queremos saber se houve transacções na mesma data de acções daquela empresa pelo mesmo preço. Queremos saber por que preço, e segundo que critérios, comprou Arlindo Cunha bens dos ex-IPE e quem lhos vendeu quando Manuela Ferreira Leite era Ministra das Finanças. Queremos saber o que se passa com o negócio dos submarinos.

(...)

É evidente que nós não queremos saber nem conhecer nada que diga respeito à vida privada do Primeiro-Ministro. Nós queremos saber que razões levaram os investigadores a extrair certidões das conversas que Sócrates teve com os investigados. E isso vamos ter que saber.

(...)

Sócrates só tem uma saída: mandar publicar as conversas. Se o não fizer só lhe resta, mais tarde ou mais cedo, uma outra, essa sem retorno!»

                   

O «Zé» faz falta - a quem?

    Não, não é este .

Este Zé é aqui objecto de um comovente depoimento de António Barreto.

    Também não é este que faz falta.

Este Zé é aqui objecto de comoventes depoimentos de António Vitorino e Dias Loureiro.  

     Ora vejamos lá quem é o e a quem ele faz falta (e a quem ele não faz falta nenhuma):

A estes, nos Açores, também o Zé fez falta:

    E aqui o Zé confessa que a cimeira dos Açores lhe serviu de trampolim para ser escolhido para a presidência da Comissão Europeia: 

(Além de confessar que viu documentos que não correspondiam à verdade sobre o Iraque - que ingénuo, tadinho! - e que serviram para massacrar o povo iraquiano)

Afinal, a quem é que o Zé fez, e faz, falta?

Mais sobre este Zé aqui. Uma palavra me ocorre - VERGONHA - por que será?

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Mais um que não se lembrava de nada, não sabia nada, não fez nada

    Para saber quem é que não se lembrava de nada, não sabia nada, não fez nada, e teve apenas, em tempos, uns negócios envolvendo uma ilha distante - é clicar aqui ou aqui.

«O Padrinho» - fonte inesgotável para se compreender o funcionamento do capitalismo!  
Publicado neste blog:

Nota da redacçãoQualquer semelhança com factos e com personagens reais, portugueses ou estrangeiros, é apenas mera coincidência.

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                                                                                                                 

BPN: a realidade ultrapassa a ficção

     Em seis semanas sucederam-se a um ritmo vertiginoso as notícias sobre o «caso BPN». Por mim confesso que a realidade tem, de longe, superado tudo o que pudesse imaginar. Dava para argumento de uma série. Não há por aí produtoras interessadas?

Temos de tudo: um banco com órgãos sociais saídos do bloco central do poder, com predominância para o PSD. Rotatividade anormal e excessiva dos mesmos. Accionistas desconhecidos. Auditoras – que mudam quase de dois em dois anos –, que referenciam negócios cujo contributo para os resultados do banco era difícil de detectar e que vão de oficinas de reparação automóvel, passando pela saúde, seguros, agro-alimentar e até fundos de arte. Auditoras que alertam para a excessiva concentração de créditos concedidos a empresas imobiliárias e com projectos em construção, algumas ligadas a accionistas do grupo. O Banco de Portugal tem seis processos abertos e admite agora que as irregularidades remontam ao ano 2002. A Procuradoria-geral da República está a investigar o banco. 

Um banco que apresenta, a 30 de Outubro de 2008, 700 milhões de euros de prejuízos. Mas que em 2007, reportou resultados positivos 77 milhões de euros e, em 2006, de 86 milhões de euros. Um banco que manteve anos a fio taxas de remuneração de depósitos bastante acima da concorrência. Que guarda várias obras de Arte no valor de milhões e milhões de euros nos seus cofres-fortes. Mas que motivou ao longo dos anos sucessivos avisos e denúncias sobre a sua eventual associação ao branqueamento de capitais. 

Um banco aparentemente não fiscalizado em condições por quem de direito: o Banco de Portugal, presidido pelo «funcionário mais bem pago do Estado Português» (Vítor Constâncio ganha, anualmente, 281.804, 83 euros). Um banco onde administradores executivos e não executivos, bem como membros dos órgãos sociais, nada viam, nada ouviam, nada liam, logo nada sabiam. Uns incompetentes estranhamente assumidos na primeira pessoa. Apetece perguntar: eram pagos pelos accionistas, a peso de ouro, para serem assim?

«Caso BPN» que atinge um ex-ministro e actual Conselheiro de Estado, que afirma que quando saiu da política não tinha dinheiro nenhum – o que é manifestamente um exagero. E que nos revelou a todos o segredo da sua fortuna: «Geri dinheiro com parcimónia, com sensatez». Deve ser por isso que em 1991 comprou e remodelou uma vivenda, no Estoril, por 150 mil contos – dinheiro proveniente de uma herança e venda de propriedades em Coimbra. Antes havia a casa de Sete Rios, comprada por 9.600 contos. Depois a nova casa na Quinta Patiño, no Estoril, uma das zonas mais privilegiadas e caras do País (diz-se que cada metro quadrado de terreno custa 5 mil euros). Previdente, quando o BPN explodiu Dias Loureiro já tinha saído e levado consigo todo o dinheiro que havia investido no banco.

«Caso BPN» onde o Presidente da República entende elaborar um comunicado por não poder «tolerar a continuação de mentiras e insinuações visando pôr em causa o meu bom-nome».

«Caso BPN» onde se fala de um banco de Cabo Verde. De 130 milhões de euros correspondentes à venda de uma empresa no Brasil. De ligações que chegariam a deputados do PSD-Madeira. De membros da comissão política nacional do PSD que se demitiram por não quererem que avançasse a fiscalização da supervisão bancária. De contributos para campanhas eleitorais. De uma ida às corridas a Inglaterra com escala a Leste para recolher prostitutas, tudo pago pelo BPN. De reuniões em casas de alterne. De compras de empresas de valor duvidoso em Porto Rico. De Abdul Rahman El-Assir, referenciado como traficante de armas, acusado de estar ligado ao narcotráfico mundial. E de tudo o que mais adiante se verá.

Todos os dados foram retirados de jornais, revistas, rádios e televisões de Portugal.

Especialista em Sistemas de Comunicação e Informação

            

In jornal "Público" - Edição de 12 de Dezembro de 2008

 

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