Segunda-feira, 20 de Junho de 2011

Pezarat Correia: Portas não foi enganado, enganou

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10 de Junho de 2003:

Portas: [In Portuguese.] The only thing that the international community knows is that Saddam Hussein lied to the United Nations and to civilized countries for a decade. I would like to call attention to the fact that the weapons of mass destruction are not an assertion, they are a real problem. For 10 years Iraq deceived the United Nations, first hiding them, then showing incomplete lists, then saying they had destroyed them, then moving them to systematically evade the international rules for containing this weaponry. Iraq is a country the size of France. A weapon of mass destruction might be the size of this podium. Finding something the size of this podium in a country the size of France is not something you can do in either a day or a month. But obviously Iraq today is no longer the threat to either the region or to the world that it was when Saddam Hussein was in power.

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6 de Junho de 2011:

Paulo Portas, ministro? (Pezarat Correia)

«Paulo Portas, enquanto ministro da Defesa Nacional de anterior governo, mentiu deliberadamente aos portugueses sobre a existência de armas de destruição maciça no Iraque, que serviram de pretexto para a guerra de agressão anglo-americana desencadeada em 2003

«A verdade é que Paulo Portas, regressado de uma visita de Estado aos EUA, declarou à comunicação social que “vira provas insofismáveis da existência de armas de destruição maciça no Iraque” (cito de cor mas as palavras foram muito aproximadamente estas). Ele não afirmou que lhe tinham dito que essas provas existiam. Não. Garantiu que vira as provas. Ora, como as armas não existiam logo as provas também não, Portas mentiu deliberadamente. E mentiu com dolo, visto que a mentira visava justificar o envolvimento de Portugal naquela guerra perversa e que se traduziu num desastre estratégico. A tese de que afinal Portas foi enganado não colhe. É a segunda mentira. Portas não foi enganado, enganou. Um político que usa assim, fraudulentamente, o seu cargo de Estado, não deve voltar a ser ministro

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E, dizemos nós:

Mutatis mutandis, o mesmo se poderá dizer de José Manuel Barroso, o vidente.

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Notícias AQUI e AQUI

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adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

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sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 00:03
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Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2009

Ai que os homens ainda se desgraçam!

Continua a telenovela da luta pelo protagonismo na defesa da guerra do Afeganistão entre Augusto Santos Silva e Luís Amado!

O último episódio desta batalha sem quartel (!) pode ser lido na primeira página de um semanário «de referência» («de referência» para estas tricas): 

O ministro da Defesa garantiu ao Expresso que não haverá mais tropas para o Afeganistão, além do reforço já acordado de uma companhia de comandos em Janeiro. No início do mês, Luís Amado dissera em Bruxelas que admitia que o “o tema pudesse ser objecto de nova reflexão” e que era “natural” que o Governo “revisitasse as suas posições”.

Notícia completa: Não irão mais tropas para o Afeganistão

      A coisa está feia, portanto! Os homens ainda chegam a vias de facto! Será que vai correr sangue? Bem, se é preciso derramar sangue, senhores ministros, que seja o vosso, que seja o vosso... Mas bem na frente de combate! No Afeganistão, por exemplo! Vão reforçar o número de soldados, lutando por uma causa que vos é cara, para contentamento de todos!

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                 

Post scriptum:

Na referida entrevista, pergunta a jornalista Luísa Meireles (com o mesmo à-vontade de quem coloca uma questão banal):

«Descarta o envio de batalhão de 600 homens, ou de um destacamento de F-16, como foi sugerido na imprensa?»

Resposta "diplomática" de Augusto Santos Silva (que não responde directamente à pergunta como se exigia num caso tão grave):

«Há uma decisão política tomada em Portugal, dela decorre o reforço. Quando os aliados dizem que é preciso reforçar a presença, nós dizemos, é verdade, estamos de acordo, e até já decidimos reforçar

É uma forma adocicada de dizer: "Quando os aliados mandam, nós estamos de acordo". E se for preciso enviar F-16, nós enviamos! 

Mais palavras para quê?

                                              

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:09
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

Se Augusto Santos Silva diz «mata!», vem Luís Amado e diz «esfola!»

     Eis um duelo de titãs para ver quem se chega mais à frente no apoio à guerra no Afeganistão! 

«O ministro da Defesa afirmou hoje que Portugal tem "a porta sempre aberta" relativamente à possibilidade de alargar o apoio militar no Afeganistão, sublinhando, contudo, que um reforço de 250 militares já é "muito considerável".

Augusto Santos Silva reiterou a importância de Portugal duplicar o número de militares envolvidos na Força de Protecção Internacional do Afeganistão (ISAF), uma decisão que já estava tomada antes do anúncio do presidente Obama.

Confrontado com os apelos feitos pela NATO para que os aliados aumentem a sua contribuição militar na ordem dos 5 000 homens, Augusto Santos Silva referiu que "a porta portuguesa em relação às obrigações e solidariedade com os aliados está sempre aberta".»

[A palavra socialismo / Como está hoje mudada  / De colarinho à Texas / Sempre muito aperaltada]

Nas reportagens seguintes, Luís Amado não só teoriza na sua habitual linguagem hermética (Santos Silva é mais directo) própria dos grandes diplomatas, como passa um raspanete à União Europeia (ao que parece pelo sua falta de empenhamento).

"Eu próprio amanhã terei oportunidade, no Conselho de Assuntos Gerais, de me pronunciar sobre o que acho que tem sido o papel da União Europeia em todo este processo relativo ao Afeganistão, em que a União Europeia tem estado numa posição de grande subalternidade na relação com a NATO", afirmou.

     Em carta de 7 de Dezembro à baronesa Ashton Luis Amado é mais mais concreto, embora mantenha a mesma linguagem "diplomática" (ou será "eufemística"?):  «É vital que nós - a UE e os Estados-membros – nos reunamos em Londres com ideias claras do que pode ser o nosso esforço e de como podemos melhorar a eficácia global dos recursos aplicados no Afeganistão. (...) Neste contexto, uma das preocupações mais prementes é o compromisso europeu para a estabilização do Afeganistão, em suas vertentes civil e militar. (...) [a estratégia anunciada na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama] traduz uma visão clara e sensata do que se pode e deve fazer no e para o Afeganistão», e, segundo a Agência Lusa, Luís Amado mencionou o empenho de novos recursos militares, o reforço do treinamento das forças afegãs e do esforço civil para o desenvolvimento social e econômico do país. E a Agência Lusa termina assim a sua notícia: A carta inclui ainda uma referência à necessidade de os dirigentes europeus transmitirem às opiniões públicas europeias a importância da presença internacional no Afeganistão, para que seja possível ter o apoio necessário ao esforço em recursos militares, civis e financeiros.

[Os barões da vida boa / Vão de manobra em manobra / Visitar as capelinhas / Vender pomada da cobra]

                                 

Eis dois homens, Augusto Santos Silva e Luís Amado, dois gigantes da política internacional, que estão fadados para as mais altas missões! No Afeganistão, por exemplo!... Se é preciso derramar sangue, senhores ministros, que seja o vosso, que seja o vosso...

                                                            

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    
sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:00
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Domingo, 15 de Novembro de 2009

Quem disse que «Portugal é um aliado sempre leal [da NATO], tem-no sido sempre»?

Não, não foi Salazar. Podia ter sido, mas não foi. Salazar podia ter dito a frase do título, já que, em 1949, aquando da formação da NATO, em pleno fascismo, afirmou que os EUA promovem a organização militar «por compreensível sentimento de solidariedade humana». Sim, é verdade, aquele que disse que «Portugal é um aliado sempre leal [da NATO], tem-no sido sempre», estava directamente a considerar-se um digno continuador da obra de Salazar naquele ramo de actividade.

Paulo Portas também não foi. Paulo Portas afirmou (em inglês e tudo, caramba!): «Portugal is a firm, ancient and loyal ally of the United States.» E, aqui, a falar diante de Donald Rumsfeld, a lealdade era tanta que a reafirmou mais duas vezes: «we believe in NATO. We think NATO gave Europe 50 years of peace. And our defense policy is based on loyalty to the Atlantic link and to a very special relationship with the United States of America. (...) I reaffirm the position of the Portuguese government of loyalty and firm belief in the transatlantic link, in the Atlantic organization.»

E, tal como  o autor da frase do título, Augusto Santos Silva, tanta lealdade de Portas deve-se ao amor ardente que ambos compartilham com Rumsfeld e com a NATO, ao povo do Afeganistão e, por extensão, a todo o mundo!

Esta coisa da lealdade à NATO foi até debatida (e enaltecida: «Portugal is, of course, an old and loyal ally within NATO») na Câmara dos Comuns aquando da visita de Marcelo Caetano a Londres, lembram-se? Tudo por causa de guerras que Portugal promovia em países longínquos...

Augusto Santos Silva! O homem que veio obscurecer a carreira de Luís Amado! Estará ele a candidatar-se a futuro secretário-geral da NATO? Aqui o vemos numa fotografia recente quando se deslocou ao Instituto da Defesa Nacional, no dia 2 de Novembro onde fez históricas declarações («Portugal do Minho a Timor», versão Augusto Santos Silva). Aqui está ele acompanhado, logicamente, pelo Alto Representante da ONU para a Aliança [Atlântica?] das Civilizações!

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 23:47
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Notícia da «silly season» (IV)

O bei de Tunes não quer bases militares no seu território!

O bei de Tunes é um traficante!

 

As denúncias acumulam-se na nossa redacção sobre o sinistro bei de Tunes que virá este ano, mais uma vez a convite do PCP, à Festa do Avante!, que decorrerá entre 4 e 6 de Setembro, na Atalaia.

 

Alertámos o nosso repórter Sr. José Maria Queirós que, como grande jornalista de investigação que é, apurou que sob a «máscara» de um «venerável chefe de Estado», se esconde, de facto, o chefe de uma organização internacional que se dedica ao tráfico de camelos e animais da mesma família.

O caso é grave até porque Portugal tem sido dos mais atingidos, conhecida que é a proliferação de camelos em vários sectores, com particular incidência na banca onde espalham os seus produtos tóxicos. Há quem afirme que os animais não são para aqui chamados, que não têm culpa, e que a palavra «camelo» é utilizada pelos traficantes para designar não se sabe bem o quê. Dizem que a palavra «camelo» é usada aqui como as palavras «mula» e «burro» são aplicadas a um «correio» de droga. Têm os pobres animais e os CTT culpa destas alcunhas?

No meio desta trapalhada toda o Sr. José Maria Queirós chegou a ser detido por em tempos ter escrito «Eu sou um camelo e você é Minerva» porque a frase foi entendida como sendo uma mensagem em código. Desfeito o mal-entendido o que interessa é a conclusão a que se chegou: o bei de Tunes é um tremendo traficante!

 

Estas notícias só reforçam a escandaleira da presença da banda rock «Família Camelidae», que acompanha o bei de Tunes, na Festa do Avante! De facto, suspeita-se que os «Família Camelidae» são apenas uma cobertura para as operações ilegais do bei, e que estão ligados a um grupo terrorista que opera algures no deserto. Fala-se que este grupo possui armas de destruição maciça e uma personalidade absolutamente idónea afirmou que «Viu os documentos, teve-os à sua frente, dizendo que o grupo protegido pelo bei de Tunes possui armas de destruição maciça».

 

Foram todas estas actividades inaceitáveis, do bei de Tunes e de outros da mesma laia, que obrigaram «o maior pacificador do mundo» a ter de instalar novas bases militares num país vizinho chefiado por um homem muito bondoso e amigo «do maior pacificador do mundo» e dos sindicalistas. Tratava-se de substituir uma base, no território do bei, que era o mais importante centro de operações «do maior pacificador do mundo» na região, depois da saída de um terceiro país, cujo prolongamento o bei de Tunes recusou negociar. Complicado? Não! Vem tudo aqui explicado. A partir dessas bases miltares pode «o maior pacificador do mundo» combater com maior eficácia o tal grupo terrorista, o tráfico dos «Família Camelidae» e próprio bei de Tunes, com benefício para toda a Humanidade.

 

Contactado pela nossa redacção Donald Rumsfeld não nos conseguiu confirmar estas estórias. Donald Rumsfeld ignorava também a presença do bei de Tunes na Festa do Avante!, que decorrerá entre 4 e 6 de Setembro, na Atalaia. Uma coisa é certa - disse-nos - eu é que não vou à Festa do Avante! Na Atalaia nem queriam acreditar...

 

Saiba tudo o que Donald Rumsfeld nos revelou no nosso suplemento.

                                                                 

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                    

sinto-me:
publicado por António Vilarigues às 12:06
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