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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

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TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Gaza: entrevista com o comunista israelita Dov Khenin

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Para o deputado comunista do Parlamento israelita, membro do movimento Hadash: «Não se trata apenas de um problema entre o Hamas, Israel e a atual escalada, a verdadeira questão continua a ser a da ocupação, o facto de os Palestinianos não terem o direito à autodeterminação, com a criação do seu próprio Estado independente».

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Qual é o objetivo do governo israelita?

Dov Khenin. É uma questão em aberto! Mesmo o situacionismo israelita compreende que é impossível destruir o regime do Hamas em Gaza com uma operação militar. Daí, a questão sobre a verdadeira razão do ataque em curso. Mesmo se o objetivo real era o de conseguir uma espécie de calma no sul de Israel, é necessário recordar que houve operações similares no passado. Há quatro anos, a operação “Chumbo fundido” destinava-se a resolver a questão. Na realidade, ela levou muitos sofrimentos a Gaza – 1.400 pessoas foram mortas e centenas de casas destruídas. E, no final, nada mudou verdadeiramente. O problema da segurança permanece. É preciso, de uma vez por todas, compreender que a via militar não resolverá o problema da segurança dos cidadãos israelitas.

O que pensa dos países que, como a França, pretendem que os palestinianos e israelitas partilhem a responsabilidade do que se passa?

Dov Khenin. É preciso considerar de forma mais ampla a questão palestiniana. Não se trata apenas de um problema entre o Hamas, Israel e a atual escalada. É um problema mais importante e mais amplo. A questão principal não é a de saber quem atira sobre Gaza ou sobre o sul de Israel. A verdadeira questão continua a ser a da ocupação, o facto de os Palestinianos não terem o direito à autodeterminação, com a criação do seu próprio Estado independente. Uma tal situação, como é evidente, não permita avançar no sentido de chegar a um acordo de paz e de pôr fim à escalada militar. Eis aqui a questão central. Infelizmente, a União Europeia não toma uma posição firme sobre a questão da paz.

Existe o perigo de que uma tal operação, por sua vez, enfraqueça Mahmoud Abbas na véspera da sua nova intervenção na ONU para reclamar o estatuto de Estado observador?

Dov Khenin. Antes do início da operação sobre Gaza, o governo tinha desenvolvido a ideia de se desembaraçar de Mahmoud Abbas e da Autoridade Palestiniana. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, disse-o abertamente. Esta nova guerra é talvez desenvolvida para lançar Abbas num determinado campo político dos combates que se desenrolam na arena israelo-palestiniana.

O partido Comunista e o movimento Hadash organizam manifestações contra a guerra em Gaza. Como são recebidos?

Dov Khenin. Não é fácil! Realizamos a nossa primeira manifestação mesmo na tarde do desencadeamento da operação. Atualmente, lutamos contra uma corrente nacionalista que se desenvolve em Israel. É importante que vozes diferentes se façam ouvir, alternativas que, com o tempo, recebam cada vez mais apoio da parte de diferentes setores da opinião pública israelita.

Entrevista realizada por Pierre Barbancey, L'Humanité

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