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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Dulce Pontes canta Alfonso R. Castelao: Lela

Lela

    

Están as nubes chorando
Por un amor que morreu
Están as ruas molladas
De tanto como chovéu

Lela, Lela
Lelina por quen eu morro
Quero mirarme
Nas meninas dos teus ollos

Non me deixes
E ten compasión de min
Sen ti non podo
Sen ti non podo vivir

Dame alento das tuas palabras
Dame celme do teu corazón
Dame lume das tuas miradas
Dame vida co teu dulce amor
Alfonso R. Castelao / Popular Galego
(adapt. Carlos Núñez)


Para ver e ouvir Dulce Pontes a cantar «Lela» de Alfonso R. Castelao

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Waldemar Bastos: Velha Chica

Velha Chica

 

Antigamente a velha Chica

vendia cola e gengibre

e lá pela tarde ela lavava a roupa

do patrão importante;

e nós os miúdos lá da escola

perguntávamos à vóvó Chica

qual era a razão daquela pobreza,

daquele nosso sofrimento.

 

Xé menino, não fala política,

não fala política, não fala política.

 

Mas a velha Chica embrulhada nos pensamentos,

ela sabia, mas não dizia a razão daquele sofrimento.

Xé menino, não fala política,

não fala política, não fala política.

 

E o tempo passou e a velha Chica, só mais velha ficou.

Ela somente fez uma kubata com teto de zinco, com teto de zinco.

Xé menino, não fala política, não fala política.

 

Mas quem vê agora

o rosto daquela senhora, daquela senhora,

só vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!

E ela agora só diz:

“- Xé menino, quando eu morrer, quero ver Angola viver em paz!

Xé menino, quando morrer, quero ver Angola e o Mundo em paz!”

 

Versão 2008:

 

[Mas quem vê agora

o rosto daquela senhora, daquela senhora,

já não vê as rugas do sofrimento, do sofrimento, do sofrimento!

E ela agora só diz:

“- Xé menino, posso morrer, posso morrer!

Xé menino, posso morrer, já vi Angola independente!”]

 

Para Ver e Ouvir:

 

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Mãe Preta

   Como observa aqui Um fado brasileiro: «Mãe Preta» e «Barco Negro» o comentador Sitônio Pinto,  "Mãe Preta" é anterior a 1954. É, muito provavelmente, de 1943, quando Caco Velho tinha 23 anos. Ver: Dicionário Cravo Albin de MPB

Para Ler:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Dulce Pontes canta Ary dos Santos / Guilherme Inês: Filho Azul

Filho Azul

Viver vida sem ter esperança
Viver morte sem morrer
Ver nuns olhos de criança
A vontade de crescer

Mas quem espera sempre alcança
E eu não posso entardecer
Sem ter visto uma criança
Não só de parto nascer

Há-de ser um filho azul
Das altas marés do mar
Filho tempo, vento sul
Temporal do verbo amar

In DulcePontes.net

José Carlos Ary dos Santos / Guilherme Inês

Para ver e ouvir Dulce Pontes a cantar «Filho Azul» de Ary dos Santos e Guilherme Inês clicar AQUI  

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Um fado brasileiro: «Mãe Preta» e «Barco Negro»

     Em meados dos anos 50 (1954) dois brasileiros, Piratini (Antônio Amábile) e Caco Velho (Matheus Nunes) criaram uma notável canção cujo texto e música dispensam comentários (é ouvir e ler): "Mãe preta".

O texto foi proibido em Portugal. David Mourão-Ferreira escreveu outro texto, também bom, que nada tinha que ver com o brasileiro – "Barco negro". Amália Rodrigues tornou a música mundialmente famosa. No texto português a tragédia do pescador tinha substituído a tragédia da exploração e do racismo.

Em 1978 Amália Rodrigues gravou "Mãe preta".

Mais recentemente, "Barco negro" foi gravado por Mariza e Ney Matogrosso (este para uma telenovela brasileira – "O Quinto dos Infernos") e "Mãe preta" por Dulce Pontes  num dos seus mais notáveis discos.

         

Mãe preta

 

(Piratini e Caco Velho)

    

velha encarquilhada
carapinha branca
gandola de renda
caindo na anca
embalando o berço
do filho do sinhô
que há pouco tempo
a sinhá ganhou
era assim que mãe preta fazia
criava todo branco
com muita alegria
enquanto na senzala
seu bem apanhava
mãe preta mais uma lágrima enxugava
mãe preta, mãe preta,
mãe preta, mãe preta
enquanto a chibata
batia em seu amor
mãe preta embalava
o filho branco do sinhô

           

Barco Negro
     

(David Mourão-Ferreira)
         
De manhã, que medo, que me achasses feia!
Acordei, tremendo, deitada n'areia
Mas logo os teus olhos disseram que não,
E o sol penetrou no meu coração.[Bis]

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
E o teu barco negro dançava na luz
Vi teu braço acenando, entre as velas já soltas
Dizem as velhas da praia, que não voltas:

São loucas! São loucas!

Eu sei, meu amor,
Que nem chegaste a partir,
Pois tudo, em meu redor,
Me diz qu'estás sempre comigo.[Bis]

No vento que lança areia nos vidros;
Na água que canta, no fogo mortiço;
No calor do leito, nos bancos vazios;
Dentro do meu peito, estás sempre comigo.

             

Ver e ouvir AQUI Amália Rodrigues

     

Ver e ouvir AQUI Mariza

                  

Adenda 17h33m:

Para ouvir em RealPlayer «Mãe Preta» AQUI cantada por Virgínia Rosa

             

        

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