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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Penalva do Castelo na Comunicação Social (II)

                                                              

Penalva do Castelo - Festa da Música

         

                                                                                                                                                       

Maçãs Bravo Esmolfe ajudam na prevenção do cancro

Texto de Eduardo Alves
    Compreender os benefícios para o organismo humano através da ingestão de fibras de maças de variedades regionais foi o principal objectivo do “Projecto 930”. Uma pesquisa realizada entre várias instituições vem agora comprovar que a ingestão de maçãs ajuda na prevenção do cancro.

Coma maçãs da Beira, pela sua saúde”. Este poderá muito bem ser um dos próximos slogans publicitários adoptados pelos comerciantes de fruta, sobretudo os da Beira Interior.

Segundo os investigadores da Escola Superior de Saúde Egas Moniz, “as maçãs da variedade Bravo Esmolfe, a mais produzida na Beira Interior, têm propriedades fitoquímicas que ajudam o organismo humano a prevenir diversos cancros”. Esta é a mais importante conclusão retirada do denominado “Projecto 930”.

Um estudo foi realizado pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz (ISCSEM), Pela Cooperativa Agrícola de Mangualde, pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, através da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e que contou com a colaboração do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FF/UL) e da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Durante vários meses foram estudadas as propriedades fitoquímicas e as fibras das maçãs de variedades regionais das Beiras e de cultivares exóticas e os seus benefícios para a saúde. As conclusões desta investigação foram tornadas públicas na passada quinta-feira, 31 de Janeiro, na Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, na sessão de encerramento do Programa Agro.

Agostinho de Carvalho professor no Instituto Egas Moniz adianta que “as análises preliminares da maçã Bravo Esmolfe sugeriram que este fruto apresenta uma grande concentração em compostos bioactivos (polifenóis e fibras) e um elevado poder antioxidantes, podendo por isso ter características de alimento funcional, quer dizer, revelar influência positiva na prevenção de determinadas patologias, nomeadamente alguns tipos de cancros e doenças cardiovasculares”.

Para Catarina Duarte, investigadora do IBET, “a variedade Bravo Esmolfe, é a que apresenta melhores características na influência positiva”, existindo, todavia, outras variedades “com resultados bastante positivos”.

Neste estudo foram analisadas mais maçãs cultivadas na região e também algumas variedades exóticas com maior importância no consumo de maçã no País. Entre as espécies analisadas, destaque para as variedades regionais Malápio Fino, Bravo, Pêro Pipio e Malápio da Serra (de Gouveia) e as exóticas Golden, Starking, Fuji, Gala Galaxy e Reineta Parda.

Algumas destas revelaram características que podem ser valorizadas comercialmente, “uma vez que têm riqueza nutricional que responde a algumas das preocupações que muitos consumidores portugueses têm com a saúde”, acrescenta Catarina Duarte.

De entre as várias conclusões desta análise, os investigadores envolvidos no projecto destacam ainda que “em comparação com as variedades exóticas, as maças regionais em estudo apresentam maiores actividades antioxidante e biológica, evidenciando desta forma características de produtos funcionais”.

Apesar do efeito bioactivo não ter sido significativo em 2006 nas variedades Malápio da Serra e Pêro Pio, “os resultados obtidos em 2007 são da mesma ordem de grandeza dos valores da Bravo e Malápio Fino”, atesta a investigadora do IBET.

Numa avaliação global e levando em linha de conta os resultados da análise sensorial e as características agronómicas das variedades que agora foram estudadas “concluiu-se que as variedades Bravo Esmolfe, Pêro Pipo e Malápio da Serra revelam características que podem ser valorizadas comercialmente, pois além das suas qualidades organolépticas, têm riqueza nutricional que responde a algumas das preocupações que muitos consumidores portugueses têm com a saúde”.

A variedade regional Malápio Fino poderia ser preferencialmente destinada à produção de fármacos, segundo os investigadores. Para além deste tipo de utilização, as maçãs da região “podem ainda dar uma nova face à agricultura da região”.

Agostinho de Carvalho sublinha que “estas novidades levam as pessoas a ter uma outra concepção da agricultura”. Isto porque, ao ficar provado cientificamente que os produtos agrícolas, sobretudo “os da região, trazem benefícios para a saúde e por isso mesmo a sua produção deve aumentar, os cidadãos acabam por apoiar esta actividade”, reitera.

(sublinhados meus)


     

In "Portugal Centro"

                   

E esta hã?

   

Penalva do Castelo - XVII Feira do Pastor e do Queijo

    A Câmara Municipal de Penalva do Castelo vai promover no próximo dia 1 de Fevereiro de 2008, a décima sétima edição da Feira / Festa do Pastor e do Queijo, um dos principais eventos do Concelho que atraí muitos visitantes.
A produção artesanal do Queijo Serra da Estrela constitui uma das potencialidades endógenas das terras de Penalva, tendo um peso significativo em termos sócio-económicos.
Procurando corresponder à importância sócio-económica do produto, e tendo em atenção a sua qualidade e genuinidade, o Município de Penalva do Castelo tem organizado, desde 1983, com diversos formatos (concursos), a Feira/Festa do Pastor e do Queijo.
A realização da Feira/Festa do Pastor e do Queijo insere-se numa estratégia que visa a promoção da "triologia de excelência produtiva" de Penalva do Castelo : o Queijo da Serra, o vinho "Dão de Penalva", a maçã "Bravo de Esmolfe".
                 

In Câmara Municipal de Penalva do Castelo

              

Maçã Bravo Esmolfe

Texto de Ricardo Bordalo, da Agência Lusa

    A maçã de Bravo Esmolfe é portuguesa e única no mundo, deve o seu nome à aldeia de Esmolfe, Penalva do Castelo, mas a sua produção actual, apenas seis mil toneladas/ano, certificadas, impede a conquista dos mercados internacionais.

Na Feira da Maçã de Bravo Esmolfe, que há 12 anos se realiza na terra que foi o seu berço, Esmolfe, duas questões surgem anualmente tão importantes como o próprio produto: a sua certificação e a escassa rentabilidade para o produtor.

António Alves, produtor de Bravo Esmolfe, que vendia hoje (6 de Outubro) de manhã a caixa de oito quilos por sete euros queixa-se à Agência Lusa do negócio: "Ó meu amigo, isto ou se vende barato ou não se vende de todo".

"As pessoas sabem que este é um produto único mas quando vêm a Bravo a ser vendida a 80 cêntimos ou a um euro e têm as outras variedades por 30 ou 40 cêntimos, optam pelo mais barato. E nós não podemos fazer menos", disse este produtor.

Há um factor que pode ser decisivo no futuro próximo, quando os estudos que estão a ser realizados provarem aquilo que já todos desconfiam: que a maçã de Bravo Esmolfe tem particularidades que podem fazer "milagres" na saúde das pessoas.

Mas, para já, o que é mais importante, como explicou à Lusa Rogério Martins, presidente da Fenafrutas, uma cooperativa de produtores, o esforço essencial para que esta maçã possa triunfar é colocar a certificação como prioridade.

"A afirmação da Bravo Esmolfe passa pelo consumidor que tem que ser informado da importância da certificação como elemento essencial da garantia de qualidade e, depois, então, o produtor perceber que este elemento - a certificação - é uma mais valia para o seu negócio", disse Rogério Martins.

José Luís Araújo, director da Gazeta Rural, publicação especializada no sector agrícola, coloca o dedo onde mais dói, que é o facto de os grandes lucros estarem concentrados na distribuição, onde ficam 70 por cento das mais valias geradas.

"Enquanto esta realidade se mantiver, vai ser difícil convencer os produtores a ir mais longe, nomeadamente no processo de certificação", disse o jornalista, defendendo ainda que "a certificação deve ser rapidamente descomplicada e menos onerosa".

Neste momento a Bravo Esmolfe já usufrui da Denominação de Origem Protegida e a Felba - Promoção das Frutas e Legumes da Beira Alta, é a entidade responsável pela certificação.

César Pereira, gestor de produtos de qualidade da Felba, não tem dúvida alguma de que o potencial esta maçã para o mercado da exportação "é enorme", para além de ser um veículo da imagem do país, mas, admite, as seis mil toneladas/ano certificadas não permite grandes aventuras para lá da fronteira.

No entanto, o cenário pode mudar radicalmente, adianta César Pereira, que lembra que actualmente a produção nacional de maçã é de 300 mil toneladas/ano, 130 das quais na Beira Alta, 43 por cento do total nacional, sendo que a Bravo Esmolfe apenas perfaz seis mil do bolo total.

"No mínimo e a médio/curto prazo, a produção pode crescer 10 vezes", diz este técnico, tendo em conta que são mais de três dezenas de concelhos abrangidos pela região demarcada, agregando quatro distritos, Viseu, Guarda, Castelo Branco e Coimbra.

O potencial médio de produção da Bravo Esmolfe chega às 20 toneladas por hectare, embora as outras variedades cheguem às 40, mas entre as vantagens e as desvantagens inerentes à natureza do produto, todos auspiciam um "bom futuro" à Bravo Esmolfe.

Tojal Rebelo, gerente da SOMA, Sociedade Agro-Comercial que se dedica à produção, armazenagem e distribuição, sendo uma das mais importantes empresas do sector no país, com sede em Moimenta da Beira, aponta como "contras" o facto de ser uma maçã "muito sensível", alterna bons com maus anos e tem queda precoce.

Por outro lado, nos "prós", estão o facto de ser uma maça que floresce mais tarde, exige menos intervenção fitossanitária, escapa à época das geadas e resiste bem ao "pedrado", doença da maçã.

Para resolver está ainda a "guerra" entre as empresas que distribuem o produtor e as grandes superfícies, com estas a reivindicar, para aceitarem vender a maçã, que esta surja com a sua marca, o que prejudica todos os outros a montante do processo entre a produção e a intermediação.

(sublinhados meus)

  

In "Expresso" on line

    

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