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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O significado, as realizações e as conquistas da Revolução de Outubro

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Sempre, mesmo nas mais difíceis e exigentes conjunturas, não deixou o nosso Partido de assinalar e celebrar esse acontecimento maior da nossa época contemporânea – a Revolução Socialista de Outubro de 1917, materializando o milenar sonho de emancipação e de libertação de gerações de explorados e oprimidos!

(...)

Comemorações que assumem um renovado significado no tempo presente, em que os trabalhadores e os povos são confrontados com a ausência dessa realidade que emergiu da Revolução de Outubro – a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) - que se havia afirmado como uma força mundial do progresso, da paz e da amizade entre os povos e constatam dramaticamente não apenas quanto o mundo está hoje mais injusto, inseguro e perigoso, menos pacífico e menos democrático, mas também quanto essa ausência se traduziu no agravamento das perversões do sistema capitalista e no acentuar da sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora, com os trágicos flagelos sociais e ameaças que encerram para a vida dos povos e para a sobrevivência da própria humanidade - um recuo histórico que comprova a importância e alcance dos objectivos da Revolução de Outubro e do socialismo como exigência da actualidade e do futuro.

É levantando bem alto a bandeira que sempre nos guiou e que coloca o socialismo e o comunismo no horizonte da nossa luta que afirmamos que temos hoje, têm os trabalhadores e os povos, razões acrescidas para fazer do Centenário da Revolução de Outubro um momento de reafirmação do valor dessa realização sem precedente histórico que marcou o século XX e se projectou em todo o planeta como força propulsora de gigantescas transformações políticas e sociais.

Partiremos, por isso, para estas comemorações afirmando a Revolução de Outubro como a realização mais avançada no processo milenar de libertação da humanidade de todas as formas de exploração e opressão, honrando e homenageando os seus obreiros, as grandes conquistas e realizações políticas, económicas, sociais, culturais, científicas e civilizacionais do socialismo na URSS e o seu imenso contributo para o avanço da luta emancipadora dos trabalhadores e dos povos.

Reafirmando não apenas a validade do socialismo como solução para dar resposta aos grandes problemas dos povos e da humanidade, mas demonstrando a necessidade e possibilidade da superação revolucionária do capitalismo pelo socialismo e o comunismo.

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ApresentacaoCentenariorevolucaooutubro14

 

Centenário da Revolução de Outubro

Estátua Vera Mukhina2

Em 2017 assinalam-se 100 anos sobre a Revolução Socialista de Outubro de 1917.

No processo histórico de emancipação dos explorados, dos oprimidos, dos trabalhadores e dos povos, desde a sociedade primitiva, ao esclavagismo, ao feudalismo e ao capitalismo, marcados por importantes acontecimentos revolucionários, a Revolução de Outubro é o acontecimento maior.

Depois de milénios de sociedades em que os sistemas socioeconómicos se basearam na exploração do homem pelo homem, a Revolução de Outubro iniciou uma nova época na história da humanidade, a época da passagem do capitalismo ao socialismo, sendo a primeira revolução que, concretizando profundas transformações democráticas nos domínios político, económico, social e cultural, assegurando a justiça e o progresso social e respondendo aos anseios dos trabalhadores e dos povos, empreendeu a construção de uma sociedade sem exploradores nem explorados.

No tempo em que vivemos, no seguimento da evolução no século XX, 100 anos após a Revolução de Outubro, quando o sistema capitalista, com a sua natureza exploradora, opressora, agressiva e predadora, com as consequências trágicas que comporta, é atravessado pelo  agravamento da sua crise estrutural,  torna-se ainda mais evidente que o capitalismo é responsável pelos crescentes problemas e perigos que a humanidade enfrenta. A realidade do mundo de hoje comprova a importância e alcance dos objectivos da Revolução de Outubro e afirma o socialismo como exigência da actualidade e do futuro.

 

Socialismo e capitalismo de Estado

capitalismo-piramidal.jpg

Num primeiro olhar superficial, socialismo e capitalismo de Estado parecem praticamente a mesma coisa, o que explica a «tensão» teórico-ideológica que surgiu nos últimos tempos em torno desta questão. Tanto num como noutro, os principais meios de produção estão nas mãos do Estado.

Em que reside então a diferença?  

 

O tecto do mundo não cai

Lhasa estende-se mansamente por um vasto planalto, a 3600 metros de altitude. Olhada de um pouco mais acima, das janelas do palácio de onde o Dalai Lama a podia ver sem levitar, é uma cidade que se pode abarcar em toda a sua extensão, morada e local de trabalho de cerca de 300 mil pessoas, rodeada da cinza de montanhas erodidas por um sol inclemente, muito mais altas ainda. É a capital da Região Autónoma do Tibete, uma região tão grande como os maiores países da Europa Ocidental juntos, nada menos que um milhão e duzentos mil quilómetros quadrados.

Tibete: Ligações perigosas

Texto Hugo Janeiro

    Os vínculos entre os separatistas tibetanos e os serviços secretos dos EUA persistem ininterruptamente desde o início dos anos 50. Apenas durante um breve período sofreram ajustes de intensidade, de 1974 a 1979, após o restabelecimento das relações sino-norte-americanas, promovidas por Mao Tsé Tung e Richard Nixon, convergindo com o período de funções de Gerald Ford na Casa Branca.

Com efeito, foi durante o mandato de Ford que a «causa tibetana» menos beneficiou, uma vez que o presidente considerava infrutíferas as intentonas armadas da CIA. O interregno porém não resistiu, e logo que Jimmy Carter foi eleito, o interesse pelo Tibete reanimou-se nos conteúdos talhados pela CIA no final da década de 40.

                                        

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Tibete: Os acontecimentos de Março

Texto Hugo Janeiro

    Seguir o rasto dos acontecimentos ocorridos na capital do Tibete a 14 do mês passado obriga, como refere James Miles, correspondente da The Economist e único jornalista ocidental presente no calor dos tumultos, a romper com os rumores que alimentam Lhasa.
Informações apuradas por Miles e divulgadas num artigo publicado a 19 de Março indicam que os protestos se iniciaram logo na segunda-feira, 10 de Março, quando alguns monges de Lhasa e de mosteiros limítrofes saíram à rua para festejar a rebelião de 1959.
Jill Drew, do Washington Post, confirma a notícia num trabalho publicado no dia 27, e acrescenta que a polícia procurou impedir a manifestação no centro da cidade e deteve pelo menos 15 pessoas, mas, sustentando-se em testemunhos oculares, adianta que não se registaram agressões policiais, como começou entretanto a ser difundido.
O boato avolumou-se e, sexta-feira, 14 de Março, novo protesto do Mosteiro de Ramoche acendeu o rastilho. Nessa tarde, na principal artéria de Lhasa «uma multidão de várias dúzias de pessoas saíram enlouquecidas, algumas delas aos berros ao mesmo tempo que apedrejavam lojas de chineses de etnia han», escreve Miles na revista The Economist. As mercadorias começaram a inundar as ruas criando enormes pilhas de fogo. Dezenas de edifícios foram incendiados.
«Durante horas, as forças de segurança pouco fizeram», sublinha Miles. Só pela manhã o quarteirão tibetano, centro da acção, foi cercado pelo exército que, apesar do aparato, possibilitou que a destruição se prolongasse, para espanto do jornalista e desespero dos habitantes do bairro, à mercê dos grupos de amotinados.
Alegadamente, as autoridades terão procurado evitar os confrontos com os grupos de jovens irados e, mesmo quando começaram a patrulhar o quarteirão tibetano, ouviam-se raros disparos para o ar. «Tiros singulares, deliberados, provavelmente mais de aviso do que com a intenção de matar», assegura Miles.
Jill Drew relata uma entrevista a um turista canadiano, John Kenwood, feita depois deste chegar a Katmandu, no Nepal. Kenwood confessa ter acompanhado a multidão que gritava «free Tibet». «Fazer parte de um bando poderoso e aos uivos que forçava a polícia a meter o rabo entre as pernas» suscitava-lhe um sentimento emocionante.
Mas o entusiasmo esfumou-se na conduta violenta. De repente pararam, lembra, «parecia que se iam virar contra toda a gente. Aquilo já nada tinha a ver com a liberdade no Tibete».

No Post, outro turista, o suíço Claude Balsiger, conta ter visto um idoso chinês ser atirado ao chão e um jovem de um dos grupos esmagar-lhe a cabeça com uma pedra, isto apesar de tibetanos mais velhos procurarem impedir.
Hospitais, carros de bombeiros que corriam a apagar fogos, ambulâncias, transportes colectivos, instalações de rede eléctrica, um total de 300 prédios e mais de 200 residências ou estabelecimentos comerciais foram alvos da fúria. De acordo com o balanço feito pelo governo chinês, os apoiantes «da causa tibetana» mataram 19 pessoas e feriram 623, das quais 382 civis e 241 polícias.

                                                    

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Tibete: Quem é Kenzin Gyatso?

Texto Hugo Janeiro
    Ao contrário do que se presume, o Dalai Lama que nos entra casa dentro, sorridente e afável, no pequeno ecrã, não é originário do território historicamente considerado como parte integrante do Tibete. O menino a que os pais chamaram Kenzin Gyatso, nasceu, em 1935, na província de Amdo, território incontestavelmente pertencente à China. Só em 1938, e após apurada ponderação dos sábios religiosos, é que o pequeno Gyatso é indicado como sendo a reincarnação do anterior Dalai Lama, o 13.º.
A ecuménica conclusão motivou a passagem de Gyatso do seio familiar para o isolamento num mosteiro, onde, desde tenra idade, fica restrito à influência exclusiva dos monges, «que o ensinam a sentir, pensar, escrever, falar e comportar-se como o deus-rei tibetano», sublinha Domenico Losurdo.
Cingido à disciplinada esfera monástica, Kenzin Gyatso interioriza o papel de Dalai Lama, aprende tibetano e sofre com a separação dos pais, facto que confessa a Heinrich Harrer no livro «Sete anos no Tibete».
No mesmo texto – que merece no final uma mensagem de gratidão do Dalai Lama –, Harrer revela que, em 1946, encontra em Lhasa os pais de Kenzin Gyatso. Estes ascenderam socialmente. Gozam do conforto proporcionado pelo poder e riqueza inerentes aos progenitores de sua santidade, mas mantêm enraizados muitos dos hábitos da anterior proveniência. Não dominam o idioma local e seguem o ritual do chá como a maioria dos chineses.
Seria igualmente de supor que, tendo sido escolhido para suceder ao 13.º Dalai Lama por meditada revelação, Kenzin Gyatso conservasse o costume e deixasse nas mãos da divina providência a sua régia linhagem. Puro engano.
Segundo Humberto Alencar, em Novembro do ano passado, o actual Dalai Lama propôs que, «em vez de esperar que os sábios religiosos encontrassem a próxima encarnação, fosse ele quem a escolhesse». Alencar acrescenta que «para impor o seu método e estabelecer uma linha sucessória segura para os separatistas, o Dalai Lama sugeriu um referendo entre os budistas tibetanos». A proposta demonstra o empenho de Kenzin Gyatso em determinar a escolha do seu herdeiro, mas parece ter sido recebida pelos Lamas com escasso entusiasmo.
Sobre a enigmática personagem, o professor Elias Jabbour lembra que, em 1989, quando o «pacifista» foi agraciado com o Prémio Nobel da Paz, defendia a detenção de armas nucleares por parte da Índia.
Mais recentemente, notou ainda Humberto Alencar, o 14.º Dalai Lama declarou ser «muito cedo para dizer se a guerra no Iraque foi um erro» e mostrou-se convicto da necessidade de «reprimir o terrorismo».
Mesmo não tendo feito luz sobre o que considera «reprimir», a declaração soa estranha proferida por alguém que se apresenta como genuíno defensor da paz.
                                                    
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