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O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

O CASTENDO

TERRAS DE PENALVA ONDE «A LIBERDADE É A COMPREENSÃO DA NECESSIDADE»

Raimundo Fagner canta Florbela Espanca: Fanatismo

Fanatismo

                            

Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."

In Livro de Soror Saudade (1923)

Florbela Espanca / Raimundo Fagner

Para ver e ouvir Raimundo Fagner a cantar «Fanatismo» de Florbela Espanca clicar AQUI  

A letra de Fagner acrescenta no final: "Eu já te falei de tudo / Mas tudo isso é pouco / Diante do que sinto."

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Os Trovante cantam Florbela Espanca e João Gil: Ser poeta

Ser poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Florbela Espanca /João Gil

 

Para ver e ouvir «Ser Poeta» de Florbela Espanca e João Gil:

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

Teresa Silva Carvalho canta Florbela Espanca: Amar!

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Florbela Espanca / Teresa Silva Carvalho

Para ver e ouvir Teresa Silva Carvalho a cantar «Amar!» de Florbela Espanca clicar AQUI e AQUI  

                                                                   

adaptado de um e-mail enviado pelo Jorge

                                                                   

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